Attributi Vs. Tenebras

12 Capitolo Settimo - Questo è l'Amore?


Notas iniciais
Capítulo Sete - Isso é amor?
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Vai saber '-'
Lian: Eu acho que sim *.* ♥

O bocejo ecoou pelo cômodo silencioso sem causar alterações na expressão dos dois presentes. O mais velho fitou o outro a sua frente, sentado numa cadeira confortável, de costas para a porta. Sua expressão fria era incomodante para qualquer um que a visse, menos para o garoto de olhos roxos quase negros. O mais novo por outro lado, com seus olhos roxos fixos nos vermelhos autoritários, parecia confortável e prestes a ganhar um presente, estava até alegre. Até parecia que não era agora que ganharia a primeira bronca do irmão na semana... Em pleno às 9h06min de um domingo.

- Você fez as coisas de maneira errada. — Disse o mais velho, seus olhos ficando ainda mais sérios e autoritários. — Repita isso e não responderei por mim.

- Qual é, Onii-san? — Perguntou o mais novo visivelmente desencomodado.

- Você me ouviu. Não era para ter acontecido daquele jeito. Os guardiões precisam ser treinados de maneira adequada. Não por impulso. — Disse o moreno completamente irritado.

- Tsc. — Foi a única resposta do ruivinho enquanto desviava o olhar dos olhos acusadores e superiores, não era muito fácil olhar para eles, mesmo que Gui não tivesse medo deles era incomodante.

- Guilherme! — Berrou o moreno se levantando. — Você sabe o que poderia ter acontecido. Você conhece a história do 3º Raggio, sabe quais seriam as consequências caso não saisse desse jeito.

- Sim, eu sei! Mas não aconteceu, aconteceu?! Ele não explodiu em chamas do Raggio, nem destruiu tudo num raio de dez quilômetros como o terceiro! — Berrou irritado pelas acusações e pela preocupação excessiva do irmão.

- MAS PODERIA! PODERIA TER TE MATADO E TODOS OS OUTROS! — Berrou Lian se levantando e batendo a mão na mesa. O ruivo se levantou para que os olhares se encontrassem de igual para igual.

- Pare com isso. — Disse Gui num sussurro enquanto voltava a se sentar, depois de soltar um moxoxo.

- Com o quê? — Perguntou Lian calmamente enquanto se sentava também.

- Se preocupar comigo. Como se fosse o papai. — Disse Gui olhando nos olhos vermelhos. Lian suspirou e virou a cadeira para que ficasse de frente para a visão explendida.

- Nós... Eu e Riw, temos a obrigação de cuidar de você Gui... Principalmente depois-- Ele foi interrompido.

- NÃO FALE DISSO! — Berrou o outro enquanto olhava para o chão, as lágrimas se formando em seus olhos ao lembrar das cenas de dois anos atrás. PARE DE PENSAR NISSO! Se repreendeu mentalmente enquanto as lágrimas caiam.

- ELES MATARAM NOSSOS PAIS! — Berrou Lianon se levantando e virando o rosto para Gui com visível fúria. — ELES OS MATARAM!

- PARE! Pare... — Disse Gui pondo os pés na cadeira e abraçando os próprios joelhos. — Eu não quero sentir raiva, ódio nem nada do tipo... Não quero odiá-los.

- VOCÊ É SURDO?! ÃH?! FOI POR CAUSA DELES QUE NÓS PERDEMOS NOSSOS PAIS E VOCÊ NÃO QUER ODIÁ-LOS?! FAÇA-ME RIR! — Berrava Lian em plenos pulmões. — Os Tenebras têm de pagar pela dor que nós sentimos, e a única maneira é devolver na mesma moeda. — Disse Lian com fúria enquanto caminhava até a porta.

- Onde vai? — Perguntou Gui completamente desnorteado, por mais que fizesse, muitas vezes, pose de durão aquele assunto reveleva a sua verdadeira face: Uma criança carente de carinho e afeto paterno.

- Vou refrescar minha mente antes que eu exploda. — Disse Lian fazendo Gui arfar e depois depositar a cabeça nos joelhos e começar chorar. — Não chore... Vai passar.

- A vingança é um prato frio.

- Eu esquentarei com as chamas do meu ódio. — Disse Lian fazendo, sem querer, as chamas do seu anel crescerem espantosamente. Prateadas e perigosas.

Eh... Esse é o meu hospedeiro Ele ouviu a voz da chama completamente satisfeita, fazendo ele sorrir.

Abriu a porta e saiu, precisava se acalmar e a primeira coisa que pensou foi o piano no salão. Caminhou até as portas duplas com completo conforto e descontração. Suspirou e sorriu de canto colocando a mão na maçaneta e nesse momento ouviu uma segunda chama e o toque de um piano calmo.

Uma chama calma e decidida... Quem é você? Pensou.

Aria Respondeu uma voz feminina e cheia de liberdade.

Interessante... Foi o que ouviu da voz grossa e autoritária dentro de seu corpo. Riu baixo. Era irritante como as chamas entravam em sua mente e conversavam com você.

Entrou sem fazer barulho e logo reconheceu os cabelos castanho-dourado virados de costa para ele.

Vá. A voz grossa e maliciosa preencheu sua mente. Ele bufou e rolou os olhos se escondendo nas sombras, longe do sol e do olhar da linda garota de olhos azul celeste que tocava o piano com completa calma e beleza encantadora. Garoto idiota. Ouviu o resmungo e um pio concentindo. Segurou a lufada de ar irritada que se formou na sua boca.

Ficou ali por longos minutos até que a música parou. E a garota se levantou, o brinco balançando levemente na orelha com o movimento elegante e calmo. Parou de respirar quando ela se virou em sua direção, mas apenas pensou:

Ela vai sair, a porta está do meu lado... É só isso... Tentou manter a calma e viu que ela saia calmamente com um sorriso no rosto, fazendo o coração dele bater mais forte que qualquer batida de bateria ou tambor.

Quando ela saiu ficou ali por um tempo, tentando se acalmar e perceber o que diabos estava acontecendo. Respirava ruidosamente enquanto olhava para o piano. Para onde ela estava a alguns minutos átras.

- Isso vai dar em merda. — Pensou alto. Afinal, o pensamento anterior era de voltar todo dia no mesmo horário até que seu coração estivesse pronto para ser exposto ao perigo mais uma vez.

Notas finais
Ainda vamos editar para ficar maior... Relaxem :D