Attributi Vs. Tenebras

13 Capitolo Otto - Libertà


Notas iniciais
Capítulo Oito - Liberdade
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Fiquei com preguiça de editar o capítulo sete para colocar mais coisa da Attributi então pensei "Por que não criar o oitavo capítulo da Attributi e depois fazer dois da Tenebras?"
:D
see ya

Os dois caminhavam por Kokuyo Land com calma inexplicável.

- Por que mesmo você veio comigo? — Perguntou a garota virando o rosto bronzeado para o louro.

O louro riu e jogou as mãos na nuca, completamente desligado e com uma alegria comum de seus dias. A brasileira rolou os olhos e colocou as mãos no bolso do jeans. Quando achava que nada podia piorar, tinha de vir um novato para piorar.

Pararam em frente ao prédio principal.

- Vai embora. — Comandou a morena, mas o louro nada disse e continuou como estava.

A garota respirou fundo, prestes a dar um belo soco na cara do italiano. Entrou no local sem se preocupar com o peso morto que a seguia. Era chato ouvir ele pensando e fingir que não ouvia.

- Romeu idiota. — Sussurrou a morena.

- Disse algo? — Perguntou o louro, mas só respondeu de resposta uma bufada furiosa.

- Saiam das sombras, Gang. — Disse a morena olhando para um ponto qualquer do local em pedaços.

Não houve resposta.

O louro ficou ali, com cara de paisagem enquanto a brasileira olhava para dois pontos exatos de segundo em segundo. Suspirando o rapaz deu um passo a frente e então foi puxado por uma mão forte que não recoonheceu.

- Eu deveria ter deixado você morrer. — Disse a morena olhando para o chão onde agulhas pingavam algum líquido estranho. — Queremos falar com Chrome Dokuro. — Disse em um tom alto para que, seja lá quem fosse, ouvisse.

Não houve resposta, novamente.

A garota bufou, isso estava enjoativo, ainda mais que havia deixado seu poder com um alcanse mais baixo, tornando, graças a distancia do inimigo, tudo mais difícil. Se virou para o louro e disse:

- Você vai ficar onde está ou eu arranco sua cabeça. — Disse ela séria.

O italiano deu de ombros e sorriu enquanto desviava o olhar para uma parede qualquer.

A brasileira "ligou" seu poder novamente e avançou para frente, os alvos viam na mente do inimigo rapidamente e mais rapidamente ainda ela desviava dos locais. É... Achei algo de útil nisso. Pensou enquanto acertava o inimigo mais próximo com um soco no rosto.

- Onde está a Dokuro? — Perguntou ela segurando o rapaz pela camisa, silêncio. — Vou perguntar outra vez... ONDE ESTÁ A DOKURO?! — Perguntou ela lançando o rapaz pelo espaço vazio.

O rapaz, vestido com o uniforme da Kokuyo e uma touca não lhe esclareciam quem poderia ser, e os pensamentos dele não diziam onde ela estava. Mas o pensamento do outro lhe disse algo perigoso.

- VICTOR, CUIDADO! — Berrou ela se virando para o louro que em milésimos já estava com suas tonfas em mãos, pronto para um ataque que veio logo, rápido como uma flecha algo se lançou contra ele e Victor rebateu com suas tonfas.

Ambos se viraram para a pessoa atingida que havia se levantado em um instante. A morena reconheceu-o em segundos. Os dentes a mostra, a cicatriz horizontal no rosto, os cabelos louros espetados e os olhos castanho avermelhados... Todos indicavam um dos únicos fugitivos da Vindice: Ken Joshima.

- Hm... Então... Você deve ser... — A garota se virou para o rapaz de touca e levantou ele pelo colarinho. — .... Kakimoto Chikusa.

A gangue do Mukuro, isso quer dizer que estavam no lugar certo.

- Onde está a Dokuro? — Perguntou pela terceira vez.

Chikusa apenas sorriu de canto e a morena nem sonhou com o que poderia ser até ser presa por um tentáculo gigante.

- Kufufufu~ — A voz veio de cima, talvez do topo da escada. — O que você quer com a minha Chrome-chan? — Perguntou.

- Sua?! — A voz de Victor estava furiosa. — Que eu saiba ela não tem dono. — Disse o rapaz furiosamente.

- Kufufufu~ — Foi a única resposta, a risada misteriosa de Rokudo Mukuro.

- Mukuro... Bem... Assim é mais rápido. — Disse a brasileira jogando Kakimoto no chão. — Quero que você me ensine a arte dos seis caminhos. — Foi direto ao assunto.

- E quem me faz esta proposta... Peculiar? — Perguntou o moreno.

- Riwky Allikari, a guardiã de Lian Attributi e uma pessoa que pode te tirar definitivamente da Prisão Vindice.

- Hm... — Foi a única resposta do ex-Straneo. — Por que deveria aceitar a ajuda de uma mafiosa?

- Não sou uma mafiosa... Em parte. — Disse ela. — Sou um pouco parecida com você nessa parte. Você só quer se aproveitar da proximidade que Chrome faz com o Vongola e para isso entrou na máfia. O meu caso foi ao contrário, Lian se aproveitou da proximidade comigo e me colocou na máfia.

Hm...

Caramba esse cara não pensa não?! Perguntou Riwky em pensamento ao ler a mente de Rokudo.

- Temos um acordo? — Perguntou Riw.

- Sim. — Disse Rokudo voltando para dentro da escola.

E eu achando que veria a Chrome. Pensou Victor enquanto bufava e guardava as tonfas.

- Vamos embora Romeu. — Disse Riwky com o sorriso de sempre.

- Por que a mudança repentina? E como assim Romeu?! — Perguntou o Rosseti.

- Cumpri a minha missão. E... Shakespeare. — E sorrindo ela caminhou até de fora do prédio onde parou a alguns metros e se virou para Rosseti. — Se quiser ficar, acho que os garotos podem te levar até a Dokuro... Tenho a impressão que você quer falar com ela.

O louro corou.

- N-Não sei se--

- Vá... Ela vai gostar de conversar com você. — Disse a Allikari enquanto seguia em frente esperando que o rapaz desse meia volta

Muito melhor. Pensou Riw enquanto colocava seus fones de ouvido para abafar o som dos pensamentos ao redor.

Victor entrou no prédio e pode ver Kakimoto ajudando o Joshima a se levantar.

- Com licença... A Dokuro está? — Perguntou. Ken olhou para ele com fúria, mas respondeu.

- Suba as escadas e saia gritando, talvez ela responda... Attributi. — Disse Ken enquanto se apoiava em Kakimoto. — Vamos, Kaki, vamos comprar chiclete.

Victor subiu as escadas e seguiu seus instintos entrando cada vez mais no edifício, se perdendo em corredores desconhecidos. Parou diante de uma porta qualquer e abriu lentamente para não fazer barulho. Sentada num canto a morena que causava arrepios no Rosseti. Se aproximando o louro agaichou ao lado da garota e disse suavemente:

- Olá. — Disse ele corado. A morena se virou para o rapaz, o olho azul perdido e triste encontrou o rosto claro do louro. — Sou o Victor... Deve lembrar de mim. — E ele estendeu a mão educademente.

- Chrome... — Ela tocou a mão dele e mesmo sentindo uma leve corrente elétrica passar pelo seu corpo Victor beijo as costas da mão de Chrome, dando a desculpa que a eletricidade que sentiu era por causa da sua chama.

- Parecia triste. — Pausa. — Quer conversar?

- Sua amiga... Quer tirar Rokudo-sama de perto de mim. — Disse Chrome sentiu as lágrimas borrarem sua visão.

- Por que se importa? Não deixara de existir por causa dele... Nem de ter tanto poder... — Disse sem dar conta de que eram frases arriscadas.

- Mas-- Se interrompeu ao sentir o toque, que proporcionava aquela eletricidade gostosa, encostar na sua bochecha. Era acolhedor, era protetor... Era bom.

- Não deixara de ser tão linda se ele for embora. — Disse Victor.

Chrome ficou calada, muda com a frase do louro, muda com o toque delicioso que ele proporcionava na sua pele.

- M-Mas... E meus amigos? — Perguntou ela.

- Você tem seus próprios amigos. — Disse ele com um sorriso de sempre, um pouco mais acolhedor e reconfortante que antes, mas o mesmo sorriso.

Chrome sorriu de volta e viu o louro se levantar limpando a poeira da roupa, um novo sorriso no rosto dele, um sorriso triste, sofrido.

- Mas eu tenho que ir... Meu chefe deve estar um pouco irritado por causa do irmão e-- Ele se interrompeu ao ver Chrome se levantar e beijar sua bochecha.

- Sarani* — Sussurrou ela enquanto corava violentamente.

- Modoru** — Sussurrou de volta enquanto saia, seu rosto queimando enquanto o sorriso alegre e bobo se formava no seu rosto. — Eu definitivamente sou um Romeu idiota. — Disse enquanto descia a rua em direção a mansão dos Attributi.

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A imagem a frente dele não era muito agradável, mas também não lhe causava nenhuma dor ou remorso. Conhecia aquele prisioneiro, mas não "dali".

- O Barão concedeu o seu pedido... Senhor. — Disse um dos guerreiros da Vindice enquanto entrava na "cela" de Mukuro.

- Certo. — Foi a única coisa que o rapaz disse. Seu olho vermelho paralisado na imagem do "companheiro". Suspirou enquanto passava a mão sobre seu tapa-olho direito, não era justo, a máfia nunca foi. — Poderia--

- Sim, claro. — O Vindice disse, pronto para acabar com aquilo, nenhum dos guerreiros daquela Prisão gostava daquele garoto.

Em segundos Rokudo estava desmaiado, enxarcado e fora da "cela". Parando no portão, o rapaz de smoking que carregava Rokudo perguntou ao último guerreiro que veria.

- O mesmo protócolo. — Disse o Vindice antes que o garoto perguntasse. Assentindo o rapaz saiu carregando o ilusionista para um mundo de gelo e neve. Quando já estavam longe o suficiente da prisão o rapaz jogou Rokudo contra uma árvore e disse:

- Acorde Mukuro. — Disse enquanto tirava a mochila das costas e jogava contra o Líder da Kokuyo Gang.

Lentamente o moreno acordou e deu de cara com um rapaz que não conhecia, junto com ele, em uma nevasca.

- Quem é você? Onde estou? — Perguntou Rokudo.

- Suas roupas estão nessa mochila. Você seguira por ali. — O garoto apontou ao lado contrário da Prisão. — Encontrara uma mansão, tem uma carta ai dentro que só pode ser aberta pelo dono da mansão. Ele te enviará para Namimori para que ensine Riwky Allikari. É tudo que precisa saber.

- Você não é de muitas palavras, certo? — Perguntou Rokudo com seu tipico sorriso enquanto vestia as roupas.

O rapaz continuou mudo enquanto olhava para os lados. Tinha pouco tempo.

- Tem uma carta ai para Lianon Attributi. Ele vai saber como abrir. — Disse. — Hm... Tome conta dos Vongola, Rokudo Mukuro. Eles precisam de você mais que imagina. — Disse sorrindo fracamente. — Vou indo. Meu trabalho já acabou. Aproveite a sua liberdade de forma correta, ou você será um homem morto. — Disse o rapaz com seriedade.

- O que quer dizer? — Perguntou Rokudo enquanto motava o tridente que estava dentro da mochila.

- Tome cuidado Rokudo e... — O rapaz ajustou o sobretudo e colocou o chapéu italiano. -... Deseje boa sorte a todos por mim. — E com um sorriso o rapaz se transformou em névoa sendo levada pela nevasca das redondezas.

- Ele é um cara peculiar. — Disse Rokudo enquanto começava a caminhar pela pequena estrada que o rapaz havia indicado, a nevasca parecia prestes a parar.

Notas finais
Sarani* - Até mais
Modoru** - Voltarei
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