Attributi Vs. Tenebras

15 Capitolo Dieci - Parlare di famiglia


Notas iniciais
Capítulo dez - Discussão de Família----

Péssima noite, péssima madrugada, péssimo dia. Eram as únicas coisas na cabeça do britânico que caminhava pelas ruas de Namimori pensando estar parecido com um peregrino do deserto, afinal, caminhava com o corpo cansado e molenga, seus olhos cansados quase não registravam seu caminho e ainda por cima, sentia falta de algo que sabia que estava por perto, mas não sabia o que era.

A rua movimentada do centro começou a lhe parecer o pior lugar para passear e foi pensando nisso que se desviou do caminho, ainda sem se preocupar com destino. Haviam pedido, lê-se: ordenado, que fosse investigar e conhecer a área para que pudesse armar boas estratégias naquele campo de batalha. Certo que o rapaz tinha lá suas qualidades de estrategistas, mas havia passado a noite toda sobre pressão psicológica do seu "tutor" psicopata e estranho o que significava noite mal dormida e madrugada em claro.

Era estranho a forma que o mais velho havia pedido para o louro sair da mansão. Meio que parecia irritado, como se de repente a presença do britânico fosse algo insuportável, parecia aquelas babás que queriam finalmente sair da casa dos "patrões" para se livrar do encosto que são as crianças.

O louro estava tão absorto em suas divagações que só percebeu que havia trombado em alguém, quando ele próprio caiu no chão e ouviu as reclamações de dor vindos da vítima a sua frente.

- Sorry. — Sussurrou ele enquanto se levantava e estendia a mão para a garota que sorria agradecendo a ajuda.

- Thank you. — Disse a garota com as bochechas levemente coradas.

- Britânica? — Perguntou o rapaz ao ouvir seu idioma sendo falado contanta facilidade.

- Não. — Disse com um sorriso simples e ingênuo. — Italiana.

- Hm... — Foi a única coisa que o louro disse até que olhou para o céu azul e laranja do pôr-do-sol. — Está tarde... — Sussurrou mais para si mesmo, esquecendo-se que estava ao lado de uma desconhecida.

- Concordo. — Disse ela, o louro se espantou e virou seus olhos verde-jade para a garota que sorriu.

- Ah, perdão. Eu me destrai. Henry. — Disse ele estendendo a mão, mas mão ela pode falar seu nome o telefone dele tocou. — Ahn... Só um minuto. — Pediu o garoto enquanto via o nome no visor, suspirou. Não queria atender, de jeito ou maneira. Estava prestes a desligar quando ouviu a garota:

- Atenda. Não me importo. — Disse ela. Piscando confuso o garoto atendeu sem nem pensar.

- Hello. — Disse se virando de costas para a garota.

- Onde você tá seu desmiolado?! — Perguntou a voz masculina do outro lado da linha.

- Não se preocupe, Mestre-san. — Ironizou com desgosto. — Não estou descumprindo suas ordens.

- Volte imediatamente para casa, Wanda acabou de chegar com o Squalo mais novo e a Cane. - Disse homem.

- Não vou aparecer ai tão cedo. — Disse Henry desafiador. — Vou dar mais algumas voltas pela cidade.

- Eu mandei vir para casa. Se você-- O mais velho foi cortado pelo som mudo que vinha do outro lado da linha. O telefone havia sido desligado bem na sua cara.

- Cafajeste. — Disse o homem dentro da mansão. Seus olhos azuis-elétricos voltaram para a sala de jantar e logo ele se encaminhou até lá. — O filho da mãe não quer vir. — Disse ele se jogando na primeira poltrona que encontrou. Era alto e tinha um forte sotaque francês, tinha um olhar sedutor e uma barba por fazer que poderiam se tornar a perdição de muitas mulheres. Não deveria ter mais que 32 anos.

- Incompetente. — Disse a morena sem nenhum pudor. Deveria ter um ou dois anos a menos que o homem, seus olhos verde-oliva quase nunca encarados pelos outros. Era alta e seus cabelos, pelo menos hoje, estavam presos em um coque simples e ao mesmo tempo sensual. Embora fosse mais nova que o homem, sua atitude e postura mostravam que era, ou se achava, superior a ele.

- Cale-se. — Retrucou o homem sem medo da chefe.

- Ora como fala. — Disse ela. — Hoje eu não estou com paciência para aguentar seus desaforos.

- Então cai dentro. — Disse o homem se levantando da poltrona em menos de um segundo e olhando ameaçadora.

- Parem vocês dois! — Disse uma voz firme e metálica que fez ambos tremerem de medo, a chama incrivelmente familiar brilhava como o mais puro dos metais.

- Pàrdon. — Disse o homem para a garota de cabelos verdes que olhava para os dois como se ela fosse anos mais velha que eles.

- Não quero que sejam amiginhos, apenas parem com essa desgraça de ficar brigando toda hora por qualquer motivo. — Disse a mulher se jogando no sofá. — Andresa ficou na Itália. Eu achei que seria melhor ela ficar por lá. Talvez ficando sozinha consiga pensar melhor. — Disse ela suspirando enquanto desfazia o rabo de cavalo para refazê-lo com seus cabelos verdes. Os olhos cinzentos olhavam fixamente para a frente, como se quisesse ver através da parede do outro lado da sala. Era provavelmente a mais nova dentre eles, tinha aparentemente entre 23 e 25 anos.

- Vai conceder o prêmio que ela pediu? — Perguntou um louro de sorriso sereno. Seu porte atlético e musculoso chamava atenção de qualquer mulher, os olhos de um dourado brilhante e terno então, era como ver o sol, olhar diretamente para a luz que este poderia proporcionar. Tinha aproximadamente 29 e 33 anos, mais pela expressão sábia que qualquer outra coisa.

O único som que saiu em resposta ao louro foi um resmungo irritado.

- O que foi? — Perguntou a morena que havia acabado de encerrar a discução com o francês.

- A Calderon... Pediu para Paola contar seu passado em troca de concluir o desafio proposto por esta. — A verdinha então praguejou alto, mas os mais velhos que se entreolhavam atônitos nada disseram e nem ao menos notaram a falta de educação e pudor da mais nova.

- Não precisa. — Disse uma das mulheres mais velhas da sala, talvez na casa dos 27 ou 30. Era baixinha se comparada as outras. Seus cabelos prateados na altura dos ombros estavam repicados para todos os lados. O modo como a voz saiu rouca demonstrava que era de falar pouco e raramente, os olhos negros como a noite encontraram os cinzas sabiamente. — Você não precisa sofrer por causa disso novamente. — Disse ela.

- Não se preocupe Elena. — Disse a mais nova. — Eu sei me cuidar. — Disse ela entre agradecimento e deboche. A arqueira apenas se levantou e caminhou para fora da mansão, em direção as florestas ao redor.

- Deveria pegar mais leve com ela Paola. — Disse o louro.

- Que se ferre. — Disse a verdinha. — Aquela caçadora maldita está sempre me deixando nos nervos.

- Deixe Artémis em paz. — Disse a morena da sala. — Ela te entende e quer o seu bem, apenas isso.

Paola estava disposta e a returcar, realmente estava, mas algo em sua mente. Uma voz muito conhecida e que sempre era ouvida quando Paola estava com sua chama acesa lhe sussurrou: "Ela quer o seu bem... Como eu quero". Suspirando a mais nova se levantou e soltou os cabelos, balançando-os de um lado para o outro.

- Wanda vá treinar Chiara. John... Encontre seu pupilo. Grigori... — O louro virou-se para ela com um sorriso, como sempre. — Descanse um pouco. Todos sabemos que seu treino deve estar sendo um dos mais difíceis.

O louro deu de ombros e se levantou. Mesmo que tentasse contestar a ordem de Paola, as olheiras fundas como uma mina d'água, denunciavam seu cansaço.

- Spasibo. — Agradeceu em russo. Paola assentiu para o Garoto Luz e caminhou até seu próprio quarto, todos os Secondos estavam liberados, agora ela precisava descansar e sonhar novamente com a antiga dona daquele anel que permanecia em chamas.

Novamente memórias enchiam a mente de um mafioso, dessa vez distante dos Tenebras, distante daquele país. Um homem já na metade da vida adulta suspirou. Seus olhos distantes encaravam as ruínas a sua frente enquanto as lembranças vinham sem permissão.

"Os olhos oliva encaravam os dele como se o analiza-se, não o desafiava, não o irritava, era até aconchegante olhar aqueles olhos verde-oliva.

- Espero que goste de cappucino. - Disse a mulher sem demonstrar emoção alguma. A diferença de idade deles era até considerável. Ela, com seus cabelos louros longos e ondulados, quadril fino, pele lisa e tudo o mais, não parecia ter mais que 19, mas o rapaz sabia que na realidade ela tinha 21. Tinha consiguido, graças a influências muito grandes, contratar o melhor informante da máfia que lhe fez uma ficha completa sobre aquela mulher encantadora e séria.

- Gosto bastante. — Disse ele. Embora achasse estar por cima, na realidade estavam em um impasse. A mulher também havia conseguido informações sobre aquele garoto-homem a sua frente. O portador da chama flamejante nada mais parecia que uma criança de tão infantil que era, mas a loura sabia que caso os amigos daquele chefe fossem atacados, ameaçados ou até mesmo simplesmente sofressem um acidente, o Fuoco ficaria P da vida. Afinal... Aquela era a personalidade de sua chama.

- Não tente fingir ser quem não é. — Disse a mulher. — Sei que está segurando sua "Fera interior". E realmente não me importo com ela. - Disse calmamente.

O garoto assentiu caminhando até a toalha posta no centro do pequeno parque antigo e já degradado pelo tempo e pela falta de cuidados.

- Meu pai me mostrou esse lugar. — Disse a mulher. — E você é o único homem e ainda por cima, rival, que eu trouxe até aqui. — Disse ela enquanto se sentava na toalha de mesa ao lado do rapaz.

A grama estava alta e ao seu redor os pilastres de cal, caídos por todos os lados, davam a impressão que estavam sentados no piso de um templo.

- Meu pai e meu avô gostavam da deusa desse templo. — Disse ela. — Artémis... Foi esse o motivo da minha prima em segundo grau se chamar Artémis Elena... — A conversa realmente não agradava o rapaz.

- Não precisa fingir. — Disse ele enquanto se deitava, fazendo seus cabelos cor de laranja-fogo contrastarem na toalha de mesa branquinha. — Seja direta no que quer.

- Me mate. — Disse ela simplesmente, seus olhos parados nas árvores distantes.

Por um instante o rapaz ficou mudo e isso lhe resultou na cena que nunca imaginaria presenciar. Olivia Tenebras, Segunda Chefe da Tenebras Famiglia completamente em prantos.

Notas finais
Tam tam tamtammmmm '-' Gostaram? :D Diz que sim, diz que sim... Diiiiiiiiz 8) Wanda: ONEE-SAN! * Leva tiro * Cala a boca! ò.ó Wanda: *Snif* i^i Ciao h.h Wanda: Ciao, ciao y.y