Attributi Vs. Tenebras
16 Capitolo Dodici - Fiamma
Notas iniciais
---
Acho que o capítulo tá paia '-'
O jovem Vongola não esperava que o dia começasse daquele jeito. Eram plenas cinco horas da manhã e ele já estava de pé, colocando seu uniforme. Desde o ano passado, quando o Arcobaleno Reborn, começou a treiná-lo esta era uma rotina, antes cansativa. Estranhou o silêncio pesado sobre a casa, nem mesmo o barulho de I-pin e Lambo estavam presentes como de costume. Talvez finalmente estivessem dormindo.
O Sawada desceu as escadas já com o uniforme da escola e pegou seu lanche em cima da mesa, sem notar que ao lado deste estava um pequeno bilhete que lia-se: "Tsu-kun, seu pai veio ontem a noite depois que você foi dormir e me convidou para uma viagem. Estamos indo para a Veneza, te vejo de novo daqui algumas semanas. Não se preocupe com as crianças nem com o almoço, Bianchi e Reborn se encarregaram de cuidar disso. Te amo, Mama"
Ainda cansado o jovem Sawada seguiu para a escola, o sol nascia a leste e ele mal sentia os raios tocando sua pele, pois o cansaço do dia anterior ainda lhe seguia junto com o tormento de ter recebido uma visita do Quinto Attributi.
"- Yo, Tsuna! — Berrou o moreno correndo até o Sawada. Mesmo que o japonês fosse mais velho se sentia apenas uma criancinha perto de Lian, tanto por sua altura um pouco acima do comum para os japoneses, tanto pela expressão madura que sempre estava em seu rosto.
- Yo, Lian-kun. — Disse Tsuna com um pequeno sorriso.
- Quer que eu te ajude? — Perguntou amigavelmente o moreno enquanto apontava para as sacolas de compra que o Vongola carregava.
- H-Hai. — Disse ele um pouco constrangido. — Arigatô. — Agradeceu percebendo que Lian carregava quase todas as sacolas, principalmente as mais pesadas.
- Que nada, é só um esforço a mais que vale a pena. — E então sorriu. — E eu também queria te falar sobre algumas coisas... — Sussurrou mais sério.
- O que foi? — Perguntou um pouco curioso e temeroso pelo que podia ser.
- Gui. — Simplificou. — Ele... O garoto parece ainda não se conformar que não é um guardião. — Disse ele enquanto olhava pelo canto do olho para Tsuna.
- Mas o que isso tem de mais?
- Ele pode... Ele conhece a história dos Attributi, sabe nossas fraquezas e eu tenho medo que ele se una aos Tenebras por vingança.
- Mas não foi sua culpa, ou de ninguém da Attributi que ele não conseguiu o anel, foi? — Perguntou vendo Lian olhar para o céu noturno.
- Eu não quero que ele se machuque, mas quero que ele lute contra a Tenebras com todas as forças.
- Eu acho que seu irmão não iria te trair, ele gosta bastante de você e parece ser apegado.
- Eu dei uma bronca nele hoje mais cedo e ele ficou um pouco chateado. — Sussurrou constrangido.
- Deixe quieto, ele ainda é muito novo para se envolver com a máfia. — Disse Tsuna com seriedade.
- Eu sei, mas... — Lian suspirou. — Quando ele tinha menos de um ano de vida foi usado como isca e por pouco não morreu. — Disse e logo parou, haviam chegado na casa do mais velho. — Ele foi cuidado por um ex-mafioso por um bom tempo e quando voltou... Dois dias depois de ter encontrado com os velhotes... A Tenebras assassinou-os na frente dele. — Disse Lian tentando conter as lágrimas. Fazia sete anos que aquilo havia acontecido. — Foi a primeira vez que eu acendi minha chama. — Sussurrou Lian e olhou nos olhos castanhos do amigo com seriedade. — E eu quase morri por não conseguir canalizar as chamas brancas do opala.
- O-O que quer dizer? — Perguntou Tsuna assustado.
- As chamas da Attributi, diferente das suas Tsuna. E das da Vongola. São fortes demais e algumas seus guardiões não conseguem aprisionar. — Disse Lian entregando as compras para Tsuna. — Houveram 4 casos na Attributi em que guardiões ficaram seriamente feridos por causa de um descontrole emocional que liberou as chamas de uma forma monstruosa.
Mesmo sentindo que não queria saber a resposta Tsunayoshi perguntou:
- O que aconteceu?
- Em cada caso... Um guardião diferente explodiu em suas próprias chamas. — Disse Lian friamente, como se não se estivesse lendo uma lista de compras."
Mesmo sabendo que isso não aconteceria em sua família, por suas chamas serem diferentes e o próprio Attributi ter falado que as chamas da família aliada eram mais fortes aquilo lhe perturbou toda a noite e até mesmo seus sonhos, motivo por estar muito cansado.
Suspirando novamente, olhou para frente. Já havia chegado ao portão da escola e a animação era quase palpável, afinal, havia sido uma semana inteira de feriado por algum motivo desconhecido.
- Yo, Tsuna. – Disse Yamamoto aparecendo no portão com sua típica roupa de beisebol.
- Y-Yo, Yamamoto... Estava treinando? – Perguntou com um pequeno sorriso.
- Hai! É sempre bom estar melhorando. – Disse o Guardião da Chuva enquanto sorria e olhava para trás de Tsuna. – Yo, Gokudera-kun! – Disse ele animado.
- Oi, maníaco do beisebol. – Disse ele com um olhar distante e entediado. – Yo, Tsuna! – Disse já mudando sua voz para a normal animação de quando encontrava o Dieci.
- Yo, Gokudera. – Disse ainda sorrindo.
- YO! TSUNA! – Gritou uma figura que corria loucamente em direção ao colégio de Namimori.
Sem perceber quem era eles apenas esperaram que a figura desconhecida alcançasse-os, embora todos tivessem uma ideia de quem fosse.
- Yo, Onii-san. – Disse Tsuna enquanto sentia a gota caindo sobre sua cabeça
- Yo, Ryohei! – Disse Takeshi com seu típico sorriso.
- YO! TAKESHI! – Berrou o boxeador enquanto levantava os punhos aos céus. – EU QUERO QUE AQUELES CARAS SE JUNTEM AO CLUBE DE BOXE, AO EXTREMO! – Berrou ele chamando a atenção de todos que passavam.
“Tinha que ser o idiota do Ryohei-senpai.” Foi a única coisa que as pessoas ao redor pensaram antes voltar a sua rotina.
- Quem, Onii-san? – Perguntou Tsuna sorrindo com a animação do seu Guardião do Sol
- OS GAROTOS DA ATTRIBUTI, AO EXTREMO! – Disse ele sem pudor.
Tsuna sentiu um arrepio lhe percorrer no momento que o nome “Attributi” foi pronunciado. Não conseguia pensar naqueles caras, quem diria ouvir o nome deles dito tão alto.
- ELES ESTÃO VINDO! – Berrou Ryohei. Tsuna olhou imediatamente para a rua atrás de si. O conhecido grupo caminhava a passos lentos e superiores, como se pertencessem a uma espécie de corte.
A frente os dois irmãos estavam um pouco sérios e tinham um certo porte de príncipes. Lian tinha um sorriso convencido no rosto e as mãos bagunçavam os cabelos negros. Guilherme por outro lado estava estritamente o contrário, completamente sério tentava terminar de arrumar o cabelo ruivo completamente molhado pelo gel. Riwky por outro lado parecia estar uma festa, mesmo que andasse ao lado dos dois tinha um porte alegre e estava andando de costas, a frente do grupo coversando alto sobre uma possível festa a fantasia.
O resto do grupo parecia não se importar muito com os outros apenas com sigo mesmo, já que Lian havia ordenado que eles se tornassem amigos mais próximos.
- Essa Riw é estranha. — Disse Mira inocentemente enquanto tinha um sorriso ao se lembrar do dia anterior.
- Por que está sorrindo tanto Mira-chan? — Perguntou Gui virando levemente o rosto para trás enqunato via Mira corar.
- N-Nada... — E então todos riram parando em frente a escola.
Rin que vinha mais atrás passou por eles e parou na porta da escola notando que, mesmo depois de todos os guardiões terem se dissiapdo, os três "veteranos" estavam parados no portão como se analisassem o local.
- Três... — Começou Riw.
- Dois... — Disse Gui.
- Um... — Lian. E então uma imagem desconhecida caiu de cima do prédio e foi em direção a eles.
- Herbívoros não devem andar em bandos. — Disse a imagem e logo Lian riu alto, gargalhou na realidade, junto com o irmão e Riw.
- Hei, Kyoya. — Disse Lian com um sorriso convencido e um pouco simpático ao mesmo tempo.
Lian ia continuar a fala, mas notou que Rin olhava para Hibari um pouco corada. Ele apenas voltou a rir junto com Riw que ria alto e estava quase rolando no chão.
- Ei, Hibari. — Disse Lian, agora completamente sério. — Eu não sou um herbívoro. — Disse ele. — Sou apenas uma pessoa que sabe se aproveitar dos mais fracos. — Sussurrou ao lado do Guardião da Nuvem que ficou curioso com aquelas palavras. — A gente se vê... Nuvem rebelde. — E então ele seus "irmãos" seguirem no até a escola onde eles estavam passando por Rin e Riwky não resistiu em provocar:
- Tenha cuidado com seus pensamentos, Rin Kitsume, eles podem se tornar realidade. — Sussurrou seguindo os irmãos Attributi.
Com certeza, fora uma entrada estranha para os novatos no colégio Namimori.
---
Lian estava sozinho no vestiário masculino, era aula de Educação Física e ele estava atrasado. Olhou para os lados e então tirou a camisa se virando em seguida para o espelho, a tatuagem no peito, uma fênix prateada, estava apagada.
- Que droga. — Sussurrou colocando a mão sobre a figura. — Você está demorando a acordar... Attributi-sama. — Sussurrou e então virou de costas para o espelho e mesmo sem olhar ou tocar nas costas sabia que aquele vidro refletia a imagem de duas cicatrizes paralelas e grossas de queimadura que ao mesmo tempo pareciam de cortes de espada.
Na porta do vestiário, Tsunayoshi olhou para a imagem do espelho completamente aterrorizado... Pelo que afinal o garoto Attributi teria passado para ter uma cicatriz como aquela?
---
Sentado em cima de uma enorme árvore um homem de aparentes vinte anos olhava a imagem a sua frente completamente desesperado, seus olhos vermelhos encaravam os Vongola que agiam como se fosse mais um dia normal.
- Por que? Assim desse jeito eles... — Se calando ele olhou para o céu meio tampado pelas folhas verdes. — Tomara que você pare quando receber minha mensagem... Irmão.
O olho esquerdo encarava o céu completamente melancólico.
- Vai cair a maior tempestade que essa cidade já viu. — Sussurrou mesmo que o céu estivesse completamente limpo e o clima fosse de completa paz.
Usava uma roupa diferente de quando libertara Rokudo Mukuro. Uma calça jeans larga cheia de bolsos, o sobretudo negro ainda estava ali, ajustado no tamanho correto. O abdômen estava tampado por bandagens que foram trocadas meia-hora atrás.
Pulando da árvore sentiu o vento batendo contra o peito nu e sorriu. Era o único indício de que ainda estava vivo. Ele sentia a vida ao seu redor.
Como naquele dia...
O moreno olhava para o céu, o vento batia forte contra seu corpo, assim como a tempestade pesada e forte, a mais forte do último século na Itália.
- Realmente... O clima perfeito para dominar a máfia. — Disse o rapaz virando seus olhos vermelhos para a mulher brasileira ao seu lado.
- Sim... Perfeito. — Ela disse um pouco melancólica.
- O que foi? — Perguntou o homem. Sua voz grave realmente chamava a atenção. A mulher encarava a grama verde sob seus pés, completamente verde e molhada.
- Só não imaginava que iria conhecer a Itália assim. — Disse a mulher enquanto ajeitava o cabelo ruivo.
- Espere meu amor... — Disse o homem depois de muito tempo de silêncio. — Depois que a Itália for minha nada te impedirá de conhecê-la melhor. — Sussurrou ele acariciando o rosto bronzeado dela que sorriu fracamente.
- Obrigada. — Ela sussurrou.
Ele sorriu largamente, adorava ouvir aquela palavra saindo dos lábios que ele mais desajava no mundo.
- Se não se importar, Miguel. — Começou ela. — Irei andar um pouco.
- Vá. — Disse simplesmente com um sorriso singelo no rosto.
Depois que a mulher se distanciara, algumas horas depois, um grupo se aproximou. Dez pessoas, talvez um pouco mais.
- Vejam isso... Reborn, o Vongola, a Gioglo Nero e seus subordinados cegos... — Disse o homem com sarcasmo fazendo o homem de terno negro e camisa amarela ficar sério. O Vongola olhavam arrependido e culpado, como se pudesse tê-lo parado. Reborn olhava para ele secamente, estava pronto para acabar com aquele cara, afinal... O Vongola tinha lhe oferecido um bom dinheiro pelo serviço.
Os outros olhavam arrependidos para Miguel, conheciam-no a muito tempo e se odiavam por não tê-lo parado antes, estavam arrependidos de ter se juntado a ele anteriormente.
- Tudo acaba hoje. — Disse Miguel.
- Sim. — A voz veio de trás do homem, outro ser, quase um clone deste, o encarava friamente. — Tudo acaba hoje. — Disse jogando seu sobretudo no chão enquanto sentia a tempestade bater contra seu tórax.
Parou de frente a um alto prédio e olhou ao redor.
- Oi. — Disse a voz seca do homem uns 4 anos mais velho que ele, os olhos vermelhos presos na expressão de tristeza que o récem-chegado trazia. As cicatrizes pelo corpo rosto pareciam completamente normais para o mais novo que apenas acenou com a cabeça.
- Oi, Barão. — Disse a morena ao lado do mais velho, a mão de metal posta sobre o ventre carinhosamente. Os cabelos mais longos que há dez anos atrás caiam sobre as costas em uma imensa cascata ondulada e negra.
- Olá... Como vai meu sobrinho? — Perguntou ele com um pequeno sorriso no rosto.
- Irritável como o pai. — Disse a morena fazendo o homem ao seu lado corar e olhar para longe. — Onde esteve desde ontem? — Perguntou ela curiosa.
- Andando. — Respondeu enquanto olhava para os outros presentes no hall do imenso prédio. Acenou para o rapaz que conhecera a dois dias átras durante aquela luta... Se esqueça disso! Se repreendeu mentalmente.
- Yo, Danshaku*-kun. — Disse o castanho com um sorriso enquanto continuava sentado ao lado de seu companheiro de batalha que falava animadamente sobre alguma coisa pela qual o castanho não estava inteiramente interessado.
- Olá. — Disse o homem ainda cansado para o moreno que falava sem parar sorriu abertamente para o amigo e assentiu.
- Yo! — Disse e logo completou: — Junte-se a nós, Barão.
- Não, obrigado. — Sussurrou cansado. — Irei para cama. Diga aos outros que falei um oi.
Os dois rapazes assentiram e viram o rapaz se arrastar até o elevador.
- O Barão andando de elevador? — Perguntou um albino sentando ao lado do moreno. — Ele deve estar cansado. — Declarou tirando o blazer.
- Deixe ele. — Disse uma voz atrás do albino enquanto os braços femininos lhe enlaçavam o pescoço.
- Hai, hai. — Disse ele levemente corado.
No elevador o moreno se jogou contra o chão e sentou-se, a porta havia se fechado a dois segundos.
- Tenho que parar de me lembrar do passado. — Sussurrou sem perceber que a porta estava aberta uma figura feminina entrava.
- Tem que parar é de ir para o passado, Barão-kun. — Disse uma voz severa e feminina enquanto a porta se fechava novamente, chamando a atenção do rapaz. Ele ficou calado por alguns segundos.
- Você. — Sussurrou vendo a porta se abrir novamente, agora no seu andar. O rapaz tentou se levantar, mas apenas conseguiu fazer seus músculos tremerem doloridos provocando-lhe gemido de dor e raiva.
- Tem de parar de ir para lá ou vai acabar bem pior do que já está. — A mulher lhe ajudou a levantar e levou-o para fora do elevador, caminhando com ele apioado em seu ombro até a porta. — Não podemos mudar o que Miguel fez e não quero vê-lo morrer tentando mudar o que aconteceu dois dias atrás.
- Eu viajo no passado há anos, não vai ser agora que vou morrer por causa disso.
- Você não pode mudar o que fez.
- Eu vou.
- Entenda, que ele tinha de morrer.
- NÃO! — Berrou com fúria. — Eu mudarei o passado para que não precise fazer o que fez naquela noite.
- Ba--
- VOCÊ NÃO ENTENDE! — Berrou com as lágrimas caindo dos olhos em direção ao chão. Ambos se calaram e apenas se ouviam, no corredor, os soluços do homem que parecia uma pequena criança.
- Está tudo bem Vindice. — Sussurrou a garota.
- NÃO ESTÁ! — Berrou. — TALVEZ NÃO TENHA PERCEBIDO, MAS EU MATEI O MEU IRMÃO!
Notas finais
DIGAM POR FAVOR! '-'
Bye '-'
E antes que eu esqueça
Danshaku* = Barão
SEJAM FELIZES OU MORRAM! :D
Fale com o autor