Atraídos Pela Máfia
31 Castelo de Mentiras
Notas iniciais
Anabelle POV
Era quase inacreditável que já se passaram seis anos desde acordei naquele maldito hospital sem nenhuma lembrança, desde então venho me dedicando em me preparar para vingar todos os responsáveis pelo meu acidente e pela morte dos meus pais e sogros. E tanta espera havia valido a pena, finalmente a hora havia chegado, finalmente vingaria meus pais e acabaria com os malditos que tiraram suas vidas.
No entanto nesses seis anos a coisa mais importante da minha vida veio ao mundo, meu Henri, meu menino nasceu forte e saudável e aos cinco anos é um garoto muito inteligente e bastante curioso. Uma coisa ficou clara com o nascimento do meu bebê, a certeza de que ele não era filho do James, então todo o descaso do James durante a gravidez fez sentido. Além da falta de afeto que o James demostrava para com meu menino, a diferença física era clara, enquanto o James era moreno com olhos escuros meu Henri tinha o cabelo arruivado e lindo olhos verdes.
Com os fatos na mesa eu sou poderia chegar à conclusão que cheguei, eu era ou fui sei lá uma vagabunda. No fundo não foi à descoberta de que eu sou uma vagabunda que traiu o marido que me afastou do James, mas o fato de não existir amor entre nós. Por muitas vezes cheguei a cogitar a hipótese de tê-lo amado algum dia, mas de alguma forma essa ideia parecia tão absurda.
Às vezes eu tinha a estranha sensação de estar vivendo outra vida, como se eu estivesse com a pessoa errada e no lugar errado. Isso me deixava irritada e estranhamente inquieta, esse sentimento me atormentava na verdade.
Como se não me bastasse essa confusão de sentimentos e sensações ainda tinha esses sonhos malucos, eu nunca conseguia ver o rosto do homem que estava comigo, mas posso jurar que esse homem não é o James. O que mais me intrigava nos sonhos é que em todas as vezes que sonhava com ele me sentia forte e segura, como se finalmente eu estivesse com a pessoa certa e no lugar certo, como se finalmente eu estivesse em casa.
Por conta de tantos sentimentos conflitantes de marido e mulher passamos a amigos ou quase isso. Na verdade nossa relação se resumia a planejar e me prepara para a vingança. Nem assuntos ou gostos semelhantes nós tínhamos, no fundo isso me alegrava, pois assim eu não precisava ficar inventando desculpas para me livra da presença dele.
Claro que entre me preparar psicologicamente e fisicamente para me vingar eu cuidava do meu lindinho, não tinha na face da Terra algo melhor do que tê-lo em meus braços, ajuda-lo com as tarefas e todas outras coisas que fazíamos juntos, ele era minha vida a minha razão de existir.
(...)
– Bell. — escutei o James gritar. — Anabelle. – disse claramente nervoso.
– Ei James não sou surda. — digo saindo da cozinha em direção à sala.
– Finalmente chegou a hora baby. — ele diz e eu sorriu já sabendo ao que ele se referia.
– Quando e onde? — pergunto direta.
– Pimentel dará uma festa no próximo final de semana e os Masen já confirmaram presença. — diz ele.
– Isso é ótimo. — falo e ele ri.
– Não te contei a melhor parte. — diz. — A festa é temática, um baile de mascaras. — ele diz e eu riu eufórica.
– Perfeito. — falo. — Isso deixa as coisas mais interessantes. – bem mais interessantes para dizer a verdade.
– Acho que criei um mostro. — ele diz e eu riu.
– Não querido, você só alimentou a sede de vingança de uma mulher revoltada por não se lembra de seus pais e não poder conviver com eles, pois uns infelizes acabaram os eles. — digo e ele acena com a cabeça.
–Ok. — diz erguendo as mãos. — Não vou discuti com você, só temos que nos organiza. — diz.
– Faremos isso assim que o Henri jantar e eu coloca-lo na cama. — digo.
– Faça isso. — diz e some pela enorme escada.
James nunca foi mal com o Henri, mas também nunca o amou. E meu menino sentia falta disso, sentia falta de uma figura paterna. Eu me culpava por isso, me culpava por ele não ter um pai, mas assim que minha vingança se concretizasse eu pediria o divorcio ao James e iria atrás da minha felicidade por consequência atrás da felicidade de meu filho.
(...)
Finalmente o grande dia havia chegado ou deveria dizer a grande noite, hoje eu me vingaria e teria minha realização plena. Assim finalmente poderia viver tranquila junto ao meu menino.
Meu vestido era a azul e a mascara do mesmo tom, o James não iria a festa, pois já era conhecido então nos comunicaríamos pelo ponto e que levo em meu ouvido.
– Pronta? — pergunta o James.
– Mais do que pronta querido. — respondo e ele sorri.
– Ótimo. — diz — Não esqueça que por nada tire a mascara. — franzo a testa, desde que começamos a planejar a ação ele vinha com essa de que eu não poderia tira as mascara. Para evitar discursão e um possível atraso de minha parte deixo pra lá.
– Já sei disso James. — falo e entro no carro. — Posso nunca ter feito isso na vida, mas não sou burra. — digo irritada e dou partida no carro.
O local da festa estava glorioso, já havia muitos carros estacionados o que significava que o salão já estava repleto de convidados. Após estacionar o carro e caminhar em direção à festa, me posiciono próximo ao bar e fico esperando meu grandíssimo convidado chegar.
Uma hora e meia depois a festa já estava enfadonha o Masen ainda não tinha dado as caras, em certo momento o James me avisa que o coelho havia saído da toca e estava a caminho. E finalmente a noite iria começar.
Impossível não reparar minutos depois sua presença triunfante na festa, o cara usava um terno vermelho e uma mascara da mesma cor. Era praticamente a personificação do diabo, de um diabo bastante sexy, mas ainda sim um diabo assassino sangue frio.
Passei o resto na noite o observando, declinei de muitos convites para ficar de olho na minha presa e quando ela se afastou em direção aos jardins minha hora havia chegado. Não havia como avisar ao James já que eu só estava com o ponto sem microfone então resolvi agir por mim mesma. Eu trenei todos esses anos e não colocaria tudo a perde logo agora.
Caminhando passo a passo atrás dele, tento não fazer barulho para não ser notada, quando estou suficientemente perto retiro a arma e o silenciador que estavam presos em minha perna e a ergo fazendo um movimento brusco para que o meu alvo percebesse minha presença.
Ele se vira e posso ver claramente seu rosto já que o mesmo havia retirado a mascara, um rosto másculo e forte. Preciso confessar que se eu já havia achado o cara extremamente sexy com a mascara sem ela então eu tinha que dizer, o cara era um fodido molhador de calcinhas. Pena que iria dessa para melhor.
– Que palhaçada é essa? — pergunta grosso e eu estremeço com o som da sua voz. Porra até a voz dele e potente. Continuou calada até que o mesmo volta a fala. — Você pretende me matar? — pergunta com uma sobrancelha erguida em clara provocação. Aceno com a cabeça de maneira que ele perceba que essa é minha intenção. — Ok querida se você tem a fixa ideia de que vai me matar deixe me apenas ver o rosto de minha assassina. — fala e eu resolvo quebra o silencio.
–Você não tem que ver nada, vou acabar com sua vida medíocre e livrar o mundo de um ser nojento como você. — digo e tenho a impressão de vê-lo estremecer.
– Tire essa porra logo. – diz possesso.
– E porque eu deveria? — pergunto e ele me olha irritado.
– Porque se você for quem eu acho que é, eu vou deita-la em meu colo e bater nesse seu lindo traseiro até faze-la pagar por todo o sofrimento que me causou todos esses ano. — ele fala e eu me pergunto quem porra ele pensava que eu era.
– Sinto decepciona-lo querido mais não sou quem pensa. – falo convicta.
– Tira a porra da mascara e discutiremos isso. — ele diz e eu suspiro fazendo o que ele pede. Não faria muita diferença mesmo, já que em poucos minutos ele estaria morto.
– Isabella. — ele diz e sua voz treme um pouco. Ele parecia está feliz e ao mesmo tempo com raiva.
– Não me chamo Isabella. — falo.
– Sim você se chama. — diz e dá um passo em minha direção. — E quando eu por minhas mãos em você, ah querida não queira nem saber. — diz e dá outro passo.
– Pare. — grito.
– Querida você não teria coragem de atirar em mim. — ele diz com uma firmeza, como se acreditasse mesmo nisso. Para provar que ele estava errado eu miro em seu ombro e disparo a arma.
– Filha da puta. — pragueja. — Você atirou em mim? — diz meio incrédulo.
– Eu avisei. — falo sorrindo.
Seu olhar de irritado passa a raivoso em poucos segundos. Um barulho um pouco atrás de mim me faz desviar atenção e quando a volto a meu alvo já é tarde demais. Ele está muito próximo a mim e consegui me prender em seus braços.
E que braços . — meu subconsciente pensa e eu me nego a lhe dá ouvidos.
– Pare de se mexer porra. — grita, mas eu não desisto de me soltar e coloco toda minha força em bater em seu ombro machucado. Ele trinca os dentes mais não me solta.
Quando o barulho que havia escutando se faz presente sinto — o respirar com tranquilidade. E ao analisar melhor o homem que se aproxima de nós posso entender por que. Aquele era Jasper Masen, o irmão do meio do maldito.
– Que merda é essa? — pergunta olhando pasmo para a cena. Na verdade ele olhava como se estivesse vendo um fantasma.
– A bonita aqui deu pra dá uma de vingadora e atirou em mim. — diz o grosso. — Será que você pode pega-la agora? Ou vai esperar algum maldito aparecer? – diz grosso.
–Bella? — diz me olhando meio pasmo.
– Não me chamo Bella, Isabella ou seja lá o que. — falo e me remexo. — Agora me solte seu maldito filho da puta. — falo.
– Nunca. — diz o Edward. — Você fugiu de mim uma vez não o fará uma segunda. — diz e eu sinto dedos fortes apertando minha garganta antes de tudo escurecer.
Edward POV
Desde o desaparecimento da Bella anos atrás passei a me dedicar totalmente ao trabalho, nada nessa vida me importava mais. A mulher que eu amava com todas minhas forças tinha sumido e levado com ela o fruto do nosso amor, nosso filho. O mundo tinha perdido a graça e as cores.
Mulher nenhuma me interessava claro que não fiquei sem sexo todos esses anos. Afinal sou homem e tenho necessidades que precisam ser saciadas, mas nunca passei mais de uma noite com a mesma mulher e sempre que alcançava o auge do meu orgasmo só um rosto vinha em minha mente, o rosto dela.
Com todo tempo livre passei a organizar mais o negocio da família, e legalizei muitas coisas. Claro que ainda tínhamos assuntos com a Máfia, mas nada comparado há anos atrás. Um desses assuntos era com Pimentel, um mafioso italiano que há muito tempo vivia no Canadá. Pra variar o imbecil resolveu dá uma festa e exige minha presença o que é desnecessário.
– Você podia muito bem me representa Jasper. — falo irritado.
– Eu sei que sim, mas ele quer você. — diz o pamonha do meu irmão.
– Vamos lá Ed. Deixa de ser tão rabugento e vamos. — diz Alice com seus olhos brilhando.
– Ok. Não tenho escolha mesmo. — falo e ela pula de alegria.
– Vou arrumar as malas. — diz e sai carregando Jasper a tira colo.
Alice e Jasper haviam se casado anos atrás e desde então ela praticamente virou minha sombra. No começo foi irritante e por muitas vezes eu quis mata-la, mas com o passar dos anos as coisas ficaram mais fáceis e hoje éramos grandes amigos. Alice e minha mãe eram as únicas mulheres que eu me permitia ficar perto por muito tempo, as únicas que realmente sabiam o que eu passava e como aquela diaba me fazia falta.
– Maldita seja Isabella. – murmuro mal humorado.
(...)
Chegamos ao Canadá horas antes da festa, o piloto do jatinho estava avisado que partiríamos o mais rápido possível, eu não queria ficar muito tempo afastado da fazenda. Acho que no fundo ainda tinhas esperanças que a Bella voltasse para casa.
– Você pode tentar se diverti pelo menos um pouco Ed. — diz a Alice e eu lhe dou um meio sorriso.
– Eu irei querida, pegarei uma linda mulher terei uma noite regada a sexo e depois voltaremos para casa. — digo e ela nega.
– Você não muda não é? — pergunta triste.
– Não pequena. — falo e acariciou seus cabelos. — Sua prima me quebrou para o mundo quando me deixou. – digo e ela suspira triste.
– Ok. Você pode soltar minha mulher agora. — Jasper diz aparecendo no carro.
– Com medo de perde a mulher Jasperzinho. — falo e ele ri.
– Não sonha Edizinho. — fala no mesmo tom aliviando a noite.
Quando chegamos à festa somos recebidos pelo anfitrião que fica estonteante com nossa presença, quem não o conhecesse que o comprasse. Ele estava armando alguma e meu faro me dizia isso, e raramente eu erava.
Com o passar da noite o Japser e a Alice foram para pista de dança e eu os invejei por isso. Minha Bella sempre gostou de dança nessas festas, apesar de tímida ela sempre gostava de se mostra quando dançava.
Para tirar a maldita dos meus pensamentos resolvo dá uma volta pelo jardim. Mas a ideia não foi uma das melhores, já que o silencio só incentivou meu celebro a pesar em tantos momentos felizes que tive com a minha pequena diaba.
Estava tão concentrado em minhas memorias que só me dei conta que alguém me seguia quando escutei um barulho atrás de mim me fazendo virar em alerta.
– Que palhaçada é essa? — pergunto mais a mulher para a minha frente me apontando uma linda arma não me responde o que me deixa ainda mais irritado. — Você pretende me matar? — pergunto provocando, precisava ganhar tempo. Ela não diz nada só acena com a cabeça em concordância. — Ok querida se você tem a fixa ideia de que vai me matar deixe me apenas ver o rosto de minha assassina. — falo tateando meus bolsos discretamente para ativar o meu celular e avisar ao Jasper.
–Você não tem que ver nada, vou acabar com sua vida medíocre e livrar o mundo de um ser nojento como você. — Ela diz e sua voz me faz estremecer. Era a Bella eu tinha certeza, era a voz dela. Eu não poderia estar louco, era ela eu tinha certeza.
– Tire essa porra logo. — falo irritado querendo minha comprovação. Se fosse a Isabella, ah ela apanharia bonito em seu lindo traseiro.
– E porque eu deveria? — pergunta me deixando ainda mais puto.
– Porque se você for quem eu acho que é, eu vou deita-la em meu colo e bater nesse seu lindo traseiro até faze-la pagar por todo o sofrimento que me causou esses ano. — digo serio. Ah se fosse ela, ela pagaria por todos esses anos de terror que me fez passar e como pagaria.
– Sinto decepciona-lo querido mais não sou quem pensa. — fala.
– Tira a porra da mascara e discutiremos isso. — digo e ela o faz. Seu rosto finalmente revelado faz um barco de emoções transbordar em mim. Era ela, minha Bella estava ali parada na minha frente mais linda do que nunca.
– Isabella. — falo seu nome.
– Não me chamo Isabella. -diz ela.
– Sim você se chama. — falo dando um passo em sua direção e finalmente ativando o celular para que o Jasper soubesse que estava em problemas. — E quando eu por minhas mãos em você, ah querida não queira nem saber. — falo e dou outro passo.
– Pare. — ela grita segurando firmemente a arma.
– Querida você não teria coragem de atirar em mim. — falo e a infeliz atira em mim.
– Filha da puta. — praguejo. — Você atirou em mim? — falo sem acreditar.
– Eu avisei. — a desgraçada diz sorrindo.
Escuto passos em nossa direção, provavelmente o Jasper que recebeu meu alerta e ativou o GPS do meu celular. Sem perde mais tempo e ignorando a queimação em meu ombro me aproximo dela e a prendo em meus braços. Como senti falta de senti-la próxima a mim.
– Pare de se mexer porra. — grito quando ela tenta sair de meu aperto. A desgramada ainda me atinge o ombro me fazendo trincar os dentes.
Os passos do Jasper estão mais próximos e finalmente sua presença é revelada me fazendo respirar um pouco mais aliviado, a porra do meu braço doía e a minha linda esposa não parava de se mexer.
– Que merda é essa? -pergunta o pamonha encarando a cena com sua cara pasma.
– A bonita aqui deu pra dá uma de vingadora e atirou em mim. — digo. — Será que você pode pega-la agora? Ou vai esperar algum maldito aparecer? — falo e ele concorda caminhado em minha direção.
–Bella? — fala e a olha.
– Não me chamo Bella, Isabella, ou seja, lá o que. -fala a minha adorável esposa. — Agora me solte seu maldito filha da puta. – fala e eu desconsidero o desaforo dela com relação a minha mãe..
– Nunca. — falo. Nunca a deixaria sumir outra vez. — Você fugiu de mim uma vez não o fará uma segunda. — digo e olho pro Jasper que entende meu recado e leva seus dedos até o pescoço dela cortando sua respiração. Em poucos segundos ela está desmaiada.
– Você tem que me explicar essa merda toda. — ele diz e eu aceno. Antes eu teria que entender essa merda toda.
– Depois. — falo. E ele a pega de meu colo. — Primeiro temos que sair daqui. — digo e ele concorda.
Minutos depois estamos em nosso carro a caminho de uma casa que possuíamos aqui no Canadá, casa essa que por sorte a Alice mandou arrumar.
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