Notas iniciais
Yoo minna!
Hiruno aqui!
Uma breve explicação do por que eu e a Laary facamos tanto tempo sem postar... recuperação! Sim, ficamos na recuperação ,mas ja estamos de férias e tudo vai sair mais rapido( eu espero rsrsr )
Bom, esse cap é pequeno e meio parado, porem MUITO importante ! rsrsrs
Ah, so um aviso .. não tem Ecchi DDD:
Ps: Laary vai revisar o cap mais tarde , então desculpem qualquer erro =x
(Laari: Revisado, boa leitura ^.^)

Anteriormente em “Atraídas Pela Morte” ...

Lucy sofre com a perda dos pais e o vazio permanece em sua vida.

Erza tem uma conversa estranha com Gerard sobre eles terem um filho, o que deixa o mago intrigado.

Lucy é envenenada durante uma partida de tênis por um mago da Seven Black chamado Cobra e Natsu a leva às pressas ao hospital.

Gray vai descansar na casa de praia e durante uma caminhada encontra uma mulher desmaiada na areia.

Narrado por Juvia

A claridade me cegava à medida que eu ia abrindo os olhos. Meu corpo estava muito dolorido e pesado, pouco a pouco as lembranças do dia anterior emergiam em minha cabeça que latejava.

Precisava falar com minha mestra, o que eu descobri... que coisa horrível.

Mas onde eu estava? Depois de muito esforço consegui me levantar e encostar na cabeceira da cama. Cama? Travesseiro? Quarto? Onde eu estava?!!!

Comecei a olhar em volta examinando o lugar. No canto do quarto um homem estava dormindo na poltrona. Foi ele quem me salvou?

Sinto um grande poder magico vindo dele. Seria um mago? Parecia dormir profundamente, olhei mais de perto e... até que ele é bem fofo.

O QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO JUVIA? PARE COM ISSO!!

Tentei levantar lentamente, mas meus ferimentos começaram a latejar, gemi de dor.

–Ei, fique parada! Seus ferimentos vão abrir! – Olhei na direção da poltrona e o homem que antes ali adormecia agora estava me fitando com um ar irritado — Por que está toda vermelha?

–V... Você estava sem camisa a dois segundos atrás? – disse com a pele já corada.

–Ahhhh, de novo não!!! — Ele andou até o guarda-roupa e pegou outra camisa.

–Quem é você? E por que salvou Juvia? – indaguei desconfiada.

–Encontrei uma mulher ferida na beira da praia com a roupa toda rasgada, o que queria que eu fizesse? Te deixasse lá agonizando? – respondeu indiferente.

Ah! Minhas roupas! Eram minhas preferidas e aqueles cretinos rasgaram! Droga! Espera... minhas roupas ...

Olhei para debaixo do cobertor e notei eu estava vestida com uma camisa masculina de manga que ia mais ou menos um pouco acima do joelho. Mas... isso quer dizer que... que ele...

–VOCÊ TIROU MINHAS ROUPAS!!! SEU TARADO!!!

–Ei, ei espera um pouco! Não é isso! Olha você estava molhada! Iria pegar um resfriado e além do mais, suas roupas estavam rasgadas! — Ele começou a se aproximar.

–AHH NÃO CHEGUE PERTO DE MIM SEU TARADO! NÃO VOU PERMITIR QUE TIRE A INOCÊNCIA DA JUVIA!

–Pare de falar besteiras sua idiota! Tsc, não tenho paciência para gente idiota não, mulher! -Parei de gritar e o fitei.

–Que indelicadeza da sua parte! Fez com carinho?- Indaguei.

–Que?

–Tirou as roupas de Juvia com carinho?

–DEPOIS DIZ QUE EU SOU O TARADO!!!! Meu nome é Gray Fullbuster e de nada por te salvar! Tcs! – Ele sentou de braços cruzados na poltrona , parecia irritado.

Gray? Aquele nome era familiar, tenho certeza! Mas, onde juvia escutou esse nome antes?

–Seu nome é Juvia certo? — indagou ele.

–Sim- respondi séria — Juvia Lockser.

–Então Juvia, por que estava desacordada na beira da praia naquele estado deplorável?

Virei o rosto em resposta. Não podia compartilhar informações valiosas com uma pessoa que acabei de conhecer e que provavelmente é um mago. E se for um dos seguidores “dele”?

–Ok, tudo bem. Não quer falar, não fale. Quando se sentir melhor desça para comer algo ok?! — Gray... ele deu as costas e caminhou em direção a porta.

– Juvia! — uma voz ecoou em minha mente.

Mas o que? Na minha mente? MESTRA! Fechei os olhos para me concentrar.

–Estou ouvindo mestra!

–Esse rapaz é Gray Fullbuster, um mago da Seven Black. Ele está do lado da luz, pode confiar nele.

–Tem certeza mestra?

–Sim! Não tema minha pequena Juvia, ele pode te ajudar! Ele vai te levar até Lucy Heartphilia e Natsu Dragneel! Ambos são peças importantes nesse jogo. Sem a menina Lucy estaremos perdidos!

–Então devo contar tudo a ele, mestra?

–Não, ainda é cedo para essas crianças saberem do mal que as rodeia. Apenas fale o necessário, faça ele entender que é crucial que você conheça Natsu Dragneel!

–E a garota?

–Se você achar o garoto, achará Lucy.

–Entendi mestra!

–Juvia...

–Sim?

–Por favor, cuidado. Já perdi muitos dos meus, “ele” me tirou tudo. Não quero perder você também...

–Não se preocupe mestra!

–Uma última coisa...

– O que seria mestra?

–Peça para ver a marca dele!

–Entendi, não se preocupe eu vou ficar bem!

Quando abri os olhos, Gray já estava saindo do quarto.

–Espere por favor! – Ele parou, mas continuou olhando para frente – Você quer saber como eu vim parar aqui e como me feri daquele jeito, não quer?

Ele virou um pouco a cabeça curioso e voltou depois de pensar por alguns segundos.

–Mas antes, mostre sua marca.

–Marca?

–Sim, a marca da Fairy Tail!

Narrado por Juvia off

O hospital mais conhecido de Magnólia nunca fora tão famoso. Todas as velhinhas e mulheres no cabelereiro e homens no bar e crianças na escola e jornais contavam a história da garota milionária que sofrera uma tentativa de assassinato. Em defesa, devo dizer que o assunto era delicioso. A garota, envenenada com um energético – cujas vendas caíram 83% -, havia retornado à consciência, mas não daria entrevistas. E quanto à identidade do culpado, não havia a menor pista.

Evidentemente, portanto, a notícia espalhou-se como fogo. Há quem diga que os amigos da garota a envenenaram, desejando sua herança; há quem diga que isso foi parte de uma trama de suspense iniciada com a morte de seus pais, uma trama com drama, mortes, sangue e sacrifícios, e que deveria ser transformada num filme por Steven Spielberg. Ou num anime. Afinal, ainda estavam no Japão.

A única pessoa que não tinha a mínima noção do quão famosa essa história havia se tornado era a própria Lucy Heartphilia. No momento, a garota dormia profundamente em sua cama de hospital, com vários remédios intravenosos em seu corpo, tentando neutralizar o veneno. Sonhava com Natsu e ela andando por sua casa, até encontrarem os corpos dos pais. Os rostos destes estavam sorridentes. Seus corpos eram tingidos de vermelho-sangue.

Acordou com um arquejo. A luz invadiu seus olhos, fazendo-a semicerrá-los. A menina odiava hospitais – as paredes brancas, a luz forte demais para qualquer ser humano aguentar – e não estava muito contente no momento. Sua cabeça doía, como se a martelassem. Tontura invadia seus sentidos. Respirou pela boca, contando até dez, e voltou a se concentrar. Focalizou os tubos que a ligavam aos líquidos curativos. Fechou os olhos, já voltando ao torpor do sono, quando ouviu um barulho.

Havia alguém com ela no quarto, ela notou. Focalizou-o. Um homenzinho idoso de rosto cansado. Havia algo de familiar nele, mas não sabia o quê.

– Quem... – esforçou-se ela.

– Shhh, não faça esforços – fez o homem, levando um dedo aos lábios. – Lu-chan, precisamos conversar.

Ela reconheceu o timbre rouco de sua voz, e suas faces cansadas deram lugar a um grande sorriso.

– Tio Shiba! – Disse ela, feliz. – O que faz aqui? Espere... Tio Shiba, você está morto. Eu estou morta?

O velho afagou os cabelos loiros da garota, rindo, e ligou um cigarro. – Não, é claro que você não está morta. Como haveria de estar? Ainda há muitos capítulos em sua história, querida. E mesmo que estivesse, para uma mente bem-estruturada, a morte é apenas a aventura seguinte. Morrer seria uma grande aventura... sem dúvida...

A menina o interrompeu antes que o homem se perdesse em devaneios.

– Mas... Mas minha mãe me disse que você morreu. Ela estava chorando. Eles se vestiram de preto, eu lembro...

– Eu sei, minha querida. Não preocupe sua mente esgotada com isso. Essa é a minha história, e a ninguém será contada a história de outro. Tudo o que posso dizer é que essa é a mais pura realidade, dentro do mais vívido dos sonhos. Como J.M. Barrie diz em Peter Pan, o “lugar entre o sono e a vigília, o lugar onde você ainda pode se lembrar sonhando”. Mas vamos ao que interessa, porque estamos atrasados.

Ela franziu as sobrancelhas, mas não perguntou; tal como todas da família de sua mãe, seu avô era um grande fã de livros – costumava ler para ela na sua cadeira de balanço – e sempre citava partes favoritas ou falava por enigmas. Não estranharia se o único motivo para a estranha visita fosse relembrá-la de seus livros favoritos.

Ele apanhou um baú marrom-avermelhado de tamanho pequeno, fácil de carregar, que Lucy conhecia muito bem.

– Isto...?

– Isso é mais importante herança de sua mãe, Layla. Graças a minha – perdão – inegável sabedoria quanto ao futuro, entendi que sua mãe não estaria em condições de entregar-lhe este baú, e tomei as providências para que viesse restituir-lhe o que é seu. Você já abriu esse baú, Lu-chan?

– N-Não. Mamãe nunca deixou.

– Layla sempre foi sábia. Lucy, esse baú contém a resposta.

Lucy arqueou uma sobrancelha, descrente.

– Sim, sim, a resposta! A resposta da vida, do universo e tudo o mais! – empolgou-se o velho, tragando o cigarro rapidamente e soprando fumaça em seu rosto; a garota tossiu. – a resposta para suas perguntas, minha querida, encontra-se nesse baú. Mas devo avisá-la; só deve abri-lo quando estiver pronta. Este baú mudará sua vida, para o bem e para o mal.

– Mas é só um velho baú.

Ele não pareceu ouvi-la.

– Lu-chan, você deve proteger o baú até a hora de ver seu conteúdo. Colocarei nessa cabeceira ao lado de sua cama, assim. Mantenha-o a sua vista, não o confie a ninguém. Seja sábia, Lu-chan. Prometa-me cuidar disto com sua vida. Vigilância constante!

Ela nunca vira Shiba tão ansioso; andava de um lado para o outro, os olhos arregalados, já no terceiro cigarro. Percebeu que isto era de vital importância e engoliu em seco.

O avô acreditava em cada palavra do que dizia.

– Eu prometo, Shiba-san.

– Tudo bem, Lucy. Devo ir agora; eles estão chegando. Boa sorte em seus caminhos! Não entre em pânico! Não esqueça sua toalha!

E ela abriu os olhos. A luz a incomodou. Uma enfermeira batia à porta.

– Dois amigos estão aqui para vê-la, senhorita.

Lucy assentiu, confusa.

Ao lado de sua cama, havia um baú. Não havia sinais da visita de Shiba, exceto o forte cheiro de cigarro que impregnava o quarto, o cheiro de cigarro que a enfermeira não sentira.

Narrado por Lucy

Mas afinal o que tem dentro deste baú? E por que é tão importante? Como assim mudaria minha vida para o bem e para o mal?

Não entendi o que o tio Shiba queria, mas sinto uma coisa estranha vindo desse baú, não sei dizer exatamente o que é, mas com toda certeza é um sensação estranha.

Para falar a verdade, ultimamente tudo em minha vida está estranho e eu nunca estive tão confusa.

A pessoa que tentou me matar foi a mesma que assassinou meus pais? E por quê? Por que matou meus pais? Por que quer me matar?

Narrado por Lucy off

O quarto era escuro. O homem imaginou o que estava fazendo ali. Não via um palmo à sua frente. Esperara ali por minutos – horas? Dias? – sem fim. Não fazia ideia de como chegara ali, ou o que lhe aguardava.

A luz invadiu o quarto, machucando seus olhos.

Havia uma mulher no quarto – vestes brancas, batom vermelho, longos cabelos negros.

Ela segurava uma linda espada negra, incrustada de rubis. Líquido verde pingava de sua ponta.

Sorria, num prazer sádico. O homem tentou falar, mas percebeu que não tinha forças para tal. Estava deitado, suas pernas num ângulo esquisito.

– Cobra – começou ela, rindo baixinho, som que preencheu o quarto, sendo repetido infinitamente – o mago dos venenos.

Ela avançou lentamente, divertindo-se.

– Esse homem, chamado Cobra, costumava dizer que era o rei dos venenos e que nada, portanto, o atingiria...

Ajoelhou-se, sorrindo em sua zombaria muda. Mal conseguia controlar-se.

– Porque desobedeceu as ordens de seu mestre, Cobra? Fale, ele irá ouvi-lo. Ele tudo ouve, Cobra. Ele sabe.

Sua habilidade de fala voltou de repente. Entre arquejos, disse:

– Ur... tear... Mestre... diga... a ele... as ordens... não ouvi... sinto...

– Sente! Você sente? O mestre não perdoa! O mestre não tem misericórdia com fracos como você, Cobra! Ele não precisa de servos como esse!

Ela tremeu, como se tivesse sido eletrocutada, e fechou os olhos.

– Sim, mestre – sussurrou, a ferocidade contida de repente. – Entendo.

Voltou a olhá-lo, com olhos que refletiam o nojo que sentia.

– O mestre ordena que não o mate – disse, lentamente, e Cobra relaxou, surpreso. – Porém definiu uma punição, que deverá ser tomada. Sem questionamentos. O mestre, tão bom, tão gentil...

Cobra engoliu em seco. Ela mostrou a espada.

– Vê essa espada? Foi feita pelo melhor ferreiro do mundo, Musica! Ele lançou uma pequena magia nesta beleza. Veja, preste atenção. Vê esse líquido verde? Ele pinga agora, mas logo transbordará. Este líquido foi criado especialmente por meu mestre. Ele é muito perigoso... muito poderoso... Causa dor excruciante. Um suplício, realmente. Mas não mata, não importa quanto tenha sido o contato...

Urtear prendeu a pequena espada numa frenda entre duas pedras e se encaminhou para a porta.

Cobra arregalou os olhos e rastejou para longe, gritando.

– Não! Não! Não esse suplício! Mate-me! Matem-me! Mate-me!

Os gritos ecoavam pela sala.

– Agora, Cobra... Enfrentas teu destino.

A garota saiu, e o quarto foi banhado de líquido verde.

(...)


– Lucy-chan! – ouviu-se uma voz aguda e um corpo magro correu até a garota, segurando suas mãos. – Como você está? Como isso aconteceu? Lu-chan, você está bem, não está? Está todo mundo falando...

– Deixe ela respirar, Levy.

– Ora, fique quieto. Lu-chan, Lu-chan?

Levy finalmente afastou-se, de modo que Lucy pôde ver seu rosto, os olhos arregalados de preocupação, as sobrancelhas juntas.

– Levy-chan... E Gajeel-kun! Vocês vieram me ver juntos?

Lucy surpreendeu-se; primeiro, o fato de Gajeel (dos garotos, o cujo qual ela era menos próxima) ter ido visitá-la a comovia; do mesmo modo, não entendia como uma dupla como essa teria se encontrado – tinha uma suspeita, mas sabia que Levy a mataria se contasse seus pensamentos.

– Isso não importa no momento, importa? Como você está se sentindo? – perguntou sua amiga.

A loira deu um sorriso fraco, apertando de leve a mão da outra.

– Eu estou bem... Apenas confusa e um pouco desconfortável. O médico disse que poderia ter sido muito pior.

– Natsu nos disse o que aconteceu na entrada. Ele foi um verdadeiro herói, não?

Ela riu. – Bom, você conhece Natsu. Ele nunca admitiria isso. Parece que ele sempre está lá para me salvar.

Gajeel, que andava pelo quarto, parou na mesa-de-cabeceira, olhando para o baú que ali havia.

– O que é isso, Lucy? – perguntou ele, interessado. Levy correu para olhar, encantada.

– É tão bonito! O que tem dentro? Foi um presente de Natsu? Posso abrir?

Lucy lembrou-se das palavras de seu avô, e tentou sorrir com a maior naturalidade possível.

– São as... Coisas que estavam comigo quando cheguei. Carteira, dinheiro, joias, você sabe. Não pense que vão sair daqui sem me contar o que aconteceu! Vocês não se detestavam há algumas semanas?

Levy revirou os olhos, mas funcionou; ela voltou para o pé da cama de Lucy. Gajeel continuava a observar o item, mas nada disse.

– Eu continuo detestando ele – ela deu língua pro garoto, que rosnou (riu?) baixo – mas, bom, eu estava indo para uma reunião quando meu carro quebrou. Ele estava passando, e deu uma carona pra mim, mas Natsu ligou e viemos te ver. Não importa. Você vai ficar bem, certo? Vou ligar para sua chefe, ela vai entender. Concentre-se em melhorar, ok?

Lucy assentiu com um sorriso leve, observando-os sair do quarto. Levy sorriu para ele à porta.

– Obrigada pela carona, Gajeel-kun – disse, e pegou um objeto na bolsa – e obrigada pelo livro. É realmente muito bom!

– Tão rápido? – perguntou o garoto, surpreso. Ela assentiu, feliz, e saiu saltitando pelo corredor.

– Gajeel-kun? – ouviu-se uma voz às suas costas, zombeteira. Ele revirou os olhos e virou-se para o rosado.

– Eu também não gosto de sufixos, mas isso não importa no momento. Quando foi a última vez que foi ao quarto de Lucy?

Natsu parou, pensativo. – Faz algumas horas, suponho. Porque? Algo errado?

– Você sentiu alguma energia mágica? – perguntou Gajeel.

– Só a sua, quando você chegou, faz uns 15 minutos...

– Eu fiquei menos de cinco minutos no quarto! Você falou conosco, lembra?

Natsu arregalou os olhos, surpreso. – Algum mago esteve no quarto dela? Mas eu teria percebido, você sabe o quanto estou tentando protegê-la.

– Sei disso. Mas talvez não precise ser uma pessoa. Olhe, quando eu estava lá-

– Com Levy, vocês andam ficando bem próximos, hein?

– Cale a boca, idiota! Quando eu estava lá, havia um baú na mesa de cabeceira-

– Não havia quando estive lá. – interrompeu, novamente, o garoto.

– Então deixe eu terminar de falar, ora! E uma energia mágica enorme vinda dele. O que quer que seja, é algo importante, ou até mesmo perigoso. Então fique de olho nela, sim?

Natsu suspirou.

– Não vou tirar os olhos dela. Obrigado.

– Aposto que está adorando essa promessa – riu-se Gajeel, saindo do hospital.

– Aposto que está adorando esses sufixos – falou Natsu às suas costas, num tom de voz bastante audível.


Narrado por Natsu

Se o Gajeel ficou menos de 5 minutos lá dentro, então que energia mágica será essa? Adentrei o quarto, tentando esconder minha preocupação.

–Está melhor Lucy? — indaguei com um sorriso no rosto. Baguncei seu cabelo com uma de minhas mãos.

–Natsu! Estou sim, obrigada. Na verdade nem consegui falar direito com você depois do que aconteceu. Queria te agradecer, mas acho que não seria suficiente. – Ela apertou o cobertor e abaixou a cabeça.

–Não precisa agradecer Lucy, faria tudo de novo. Quer me agradecer mesmo? — indaguei sentando na beira de sua cama. Peguei suas mãos.

–Sim!

–Então continue respirando.

–Natsu...

–Lucy, não importa o que aconteça daqui para frente, não importa o que te falem... Eu te amo! Tenha isso em sua cabeça. Me prometa que nunca esquecerá disso.

–Por que isso agora Natsu? O que está acontecendo?

–Apenas prometa, por favor... — ela me fitou e hesitou um pouco antes de responder.

–Eu prometo. — Esbocei um enorme sorriso que era mais de alívio do que de felicidade, mas que logo sumiu, pois senti a tal energia mágica de que Gajeel me falou.

Virei até enxergar, em cima da mesinha de canto, um baú bem estranho.

–Que baú bonito, Lucy! Quem te deu? – Estendi minha mão para pegar o baú.

–Não pegue, Natsu!- Toquei no baú e uma energia mágica imensa invadiu meu corpo me paralisando por alguns segundos. Arregalei meus olhos.

Mas que diabos seria isso? Então aquele poder mágico de antes, era esse baú?

–Por que Lucy? — indaguei curioso. O que ela estava me escondendo? Retirei minha mão de cima do baú.

–Coisas de mulher... er... – ela parecia constrangida — não ia querer ver, se é que você me entende...

–Co..coisa de mulher? – senti meu rosto ficar corado.

Lucy está mentindo... mas por que mentiria para mim? O que tem dentro deste baú afinal?

–Bom, er... – continuei — acho que você quer ficar um pouco sozinha, não quero lhe incomodar. — disse levantando da cama. Mas fui puxado logo em seguida.

Lucy segurava meu pulso com uma de suas mãos.

–Não me deixe sozinha, por favor. Estou com medo, estou assustada. Por favor Natsu, não me deixe sozinha. Nunca mais me deixe sozinha... por favor! – Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Lucy. Voltei a sentar na cama e ela enterrou sua cabeça em meu peito, como se tivesse pedindo proteção. Ela estava tremendo, realmente Lucy estava muito assustada.

Comecei a acariciar seu cabelo gentilmente, tentando acalmá-la.

–Nunca mais te deixarei sozinha, Lucy. Não precisa ter medo, eu estou aqui.

Lucy, ninguém vai mais encostar um dedo em você... nunca mais!


Narrado por Gray

–Mas antes, mostre sua marca.

–Marca?

–Sim, a marca da Fairy Tail!

– Como você sabe sobre a Fairy Tail? – Indaguei assustado.

–Você já deve ter percebido que sou uma...

–Maga. Senti seu poder mágico quando te encontrei na praia, mesmo ele estando bem fraco.

–Como esperado de um Dragon Slayer!

–Como sabe dos Dragon Slayers? E como sabe que esse é meu grupo? — arregalei meus olhos. Não queria falar da Seven Black sem ter certeza de que ela sabia de tudo. Não queria colocar a vida dela em risco.

A Seven Black é dividida em dois grandes grupos: a Fairy Tail e a Raven Tail.

Os magos que são escolhidos para entrar na Fairy Tail, são geralmente magos com magia de luz e a da Raven Tail, magos com magia das trevas e que precisam ser constantemente observados.

Isso acaba criando uma rixa entre os grupos. Dentro desses grupos há subgrupos com o nosso.

– Como eu sei? – com um pouco de dificuldade ela ficou de pé na cama e levantou um pouco a blusa que eu havia emprestado para ela.

–EI!!! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? ABAIXA ISSO!!- senti meu rosto corar.

–Eu sei por que... — e na coxa dela era visível... a marca de cor branca da... — por que eu sou uma maga da Fairy Tail!

Meus olhos voltaram a ficar arregalados. Ela tem a marca da Fairy Tail!!!!! Quando tirei o vestido dela fiquei tão constrangido que nem reparei! Gray, idiota! Ela é uma maga da Seven Black!! Como? Nunca a vi por lá. Tem algo muito estranho nessa história.

Eu realmente não podia acreditar no que eu estava vendo...

Juvia Lockser, quem é você afinal ?

Notas finais
É isso minna xD
Bom, o proximo capitulo vai ser maior e com MUITA emoção ! kkkkkkkkkkkkk
Até breve ! xD