Atraídas Pela Morte

10 Capítulo 10 - "Quero saber a verdade!"


Notas iniciais
... ... Yo? *fugindo das pedradas* Antes de qualquer ameaça lembrem-se que, com a minha morte, não haverão mais magníficas terceiras pessoas para vocês.
Enfim Yooooooooooooooooo, minna-san! Lari aqui! Aproveitaram as férias?
Em termos da demora do capítulo... Minha culpa. Esse mês - janeiro - foi insuportável em termos de doença, perder um rascunho PRONTO, problemas familiares e barras pessoais. então sim, Hiru não teve nada a ver com isso. Me desculpem.
Voltando aos avisos: O capítulo já foi revisado, têm ecchi para os desavisados. A gente esperou MUITO pra escrever esse capítulo então espero que gostem!!
Boa leitura minna : ))

Narrado por Natsu

Alguns dias se passaram desde que Lucy foi envenenada, e desde então não saí deste hospital. O único lugar que eu frequentava agora era o refeitório, que por sinal tinha um cappuccino excelente.

Estava sentado na mesa, tinha acabado de pedir um cappuccino quando meu celular tocou.

–Alô?- disse um pouco sonolento, havia acabado de acordar. São 7 da manhã.

–Oi Natsu!

– E aí Gerard! Como vai, meu amigo?

–Vou bem, mas não vou poder ir aí ver a Lucy hoje. Erza está passando mal e vou cuidar dela.

–Como assim, amigo?

–Não sei cara. Erza acordou mal, tonta e vomitou tudo que comeu no café da manhã.

– Então vá cuidar dela cara, vou avisar a Lucy.

–Valeu Natsu! Quando ela melhorar dou uma passada aí.

– Certo! Até mais Gerard!

–Até!

Meu cappuccino chegou, tomei rápido e subi. Cheguei ao quarto e Lucy ainda estava dormindo.

Sentei na cadeira que fica ao lado da cama e segurei uma de suas mãos. Do outro lado da cama estava aquele baú que continuava a exalar uma grande energia mágica.

Eu preciso abrir aquele baú, preciso saber o que tem ali dentro.

–Natsu?- Parei de fitar fixamente aquele baú e olhei para Lucy.

–Bom dia! Como está se sentindo, Lucy?

–Bem melhor. Que bom que você está aqui Natsu, obrigada.

–Não precisa agradecer! Eu te amo, nunca se esqueça disso!

– Você entrou na minha vida quando meu mundo estava desabando e tudo parou de cair, como se fosse magia. — ela apertou a minha mão. Pela primeira vez na minha vida eu estava me sentindo mal. O mundo dela desabou por minha causa, eu, Gray e Gajeel somos os responsáveis pela destruição do mundo dela. Isso... Dói.

–Lucy... Para por favor.

– O que houve Natsu? Por que ficou triste de repente?

–Nada, amor. Eu... — antes que eu pudesse continuar alguém entrou no quarto.

–Bom dia, senhorita Lucy! – era o médico.

–Bom dia doutor!

–Espero que o senhor esteja trazendo boas notícias. – disse.

–Sim, a senhorita Lucy receberá alta ao final da tarde.

–Isso é o que eu chamo de boas notícias! — disse delineando um sorriso para Lucy que retribuiu.

–Agora cuide bem dela, garoto. Ela é uma menina de ouro. Volto mais tarde para dar alta a senhorita. — o médico foi embora deixando um ar de alegria na sala.

–Uma menina de ouro com toda certeza. – eu comecei — E sabe o que ainda melhor? Ela é minha. – abaixei um pouco. O suficiente para nossos lábios se encontrarem.

Mais tarde, Lucy recebeu alta e eu a levei para casa.

Narrado Por Gray

– Entende agora por que Juvia deve encontrar Lucy?

– Entendi, mas... — eu estava muito confuso, era muita informação de uma vez.

–Mas o que? Temos que voltar para a cidade, urgente e... – ela tombou para frente e corri para segurá-la. Juvia caiu nos meus braços.

–Ei, Juvia! Juvia! Olha, eu sei que é importante, mas você ainda está muito ferida e debilitada. Descanse por hoje e amanhã se você estiver melhor a gente volta ok?! Agora deite, descanse para estar bem amanhã. – coloquei-a na cama, mas antes de eu sair ela me puxou de volta e eu acabei caindo em cima dela. — O que está fazendo sua maluca?

–G... G... Gra... Gray –sama...

– Sama? Hum? O que foi?

– Gray –sama eu... Eu...

– Você...

–Eu permito que tenha Juvia por está noite...

–O QUE? VOCÊ ESTÁ DELIRANDO NÃO É? QUE MULHER LOUCA!

–Gray–samaaaaaa!!!

–Pare de gritar assim! Se tivesse alguém lá em baixo iria começar a pensar coisas se te ouvisse gritar assim! Ei Juvia! Me larga!!!

–Por favor, não deixe Juvia sozinha. Juvia está com medo. – Parei de me mexer e nossos olhares se encontraram. Ela dizia a verdade, eu podia ver isso em seus olhos. Dei-me por vencido e dentei ao lado dela.

–Obrigada, muito obrigada — ela fechou os olhos e apoiou a cabeça em meu peito. Antes que eu pudesse falar para ela sair, Juvia já estava dormindo. Fiquei com pena de acordá-la, ela tinha passado por poucas e boas, então deixei ela ali, dormindo em meu peito. Puxei Juvia para mais perto e a abracei.

É... As coisas vão ficar agitadas.

Narrado Por Gerard

–Erza, tem certeza que não quer ir para um hospital? – encostei-me à porta do banheiro. Minha ruivinha estava a uns 20 minutos lá dentro, trancada. Eu estava ficando preocupado.

–Eu estou bem, Gerard. Acho que comi muito sorvete ontem, só isso. Não preciso ir ao médico! — Ela parou e vomitou de novo.

–Erza! Eu estou preocupado com você minha ruivinha. Por favor, deixe-me entrar aí! Abra esta porta, por favor!

–Não! Não vou deixar você me ver deste jeito! — Ela ligou a torneira, provavelmente para limpar a boca e escovar os dentes.

–Pelo amor de Deus, Erza! Vergonha de mim a uma altura dessas? Já esqueceu tudo o que nós passamos? Esses dois anos não foram nada para você? — Ela abriu a porta e me fitou.

–Não quero que me veja daquele jeito, é um direito meu! — ela passou por mim e sentou na cama.

– Isso é besteira! Minha ruivinha, eu estou preocupado com você. Por favor, deixe-me levá-la a um hospital.

–Já disse que não precisa! – Ela levantou ficando frente a frente comigo.

–Que mulher teimosa eu tenho meu Deus. — Sorri e acariciei o rosto dela com uma de minhas mãos.

–Olha quem fala! Você é mais teimoso que eu! — Ela colocou sua mão em cima da minha – Estou bem meu amor, serio mesmo. Só comi sorvete de ma... — ela arregalou os olhos.

–O que foi? O que foi Erza? Fala alguma coisa!!! Erza!!- Ela correu e se trancou no banheiro novamente. — Erza !!

Corri para lá e comecei a bater na porta.

–Erza, meu amor abra! Erza!

Mas o que está acontecendo com minha ruivinha?

Narrado por Lucy

Alguns dias se passaram desde que eu saí do hospital e só voltaria a trabalhar daqui a três dias. Acho que o que eu tenho de fazer agora é ficar calma e relaxar.

Estava dormindo até meu celular tocar.

–Alô? — indaguei com uma voz lenta.

– Bom dia, flor do dia! Vamos levantando da cama e colocando o biquíni!

–Oi? Quem é? — eu ainda estava muito confusa.

–Quem é? Como assim quem é? Não reconhece a voz do próprio namorado?

–Natsu?

– Pensei que você tinha se esquecido do meu nome também... – Natsu ironizou.

– Desculpa, é que eu estava dormindo... – disse, a voz refletindo minha preguiça.

–Pois então trate de acordar, iremos à praia!

–Praia?

–O dia está lindo hoje! Passo aí em dez minutos! Até mais amor!

–Ei Natsu, espere...!!!! — tarde demais, ele já havia desligado. Agora só me resta tomar um banho, comer algo e colocar o biquíni.

Escolhi um biquíni branco com detalhes rosa, vesti uma saia rosa bem clarinha. Em exatamente dez minutos ouvi uma buzina, Natsu é bem pontual!

Desci as escadas, peguei minha bolsa de praia que estava no sofá, sai e tranquei a porta. Natsu estava encostado no carro de braços cruzados, esperando-me.

– Meu Deus, minha namorada é a mulher mais linda do mundo. – Ele disse andando até onde eu estava. Nos abraçamos e ele me beijou. – Você está linda!

–Sei que tem segundas intenções neste passeio! – Acusei. Natsu me olhou com uma expressão interrogativa que logo deu lugar a um sorriso malicioso.

–Eu? Segundas intenções? Lucy, você está me confundido com outra pessoa.

–Não, estou falando de você mesmo.

–Olha, vamos chegar tarde à praia e vamos pegar um sol escaldante. Que tal você entrar logo no carro? – desconversou.

–Claro, mas não pense que eu me esquecerei dessa conversa. — entrei no carro.

–Sem problemas, voltamos a conversar sobre isso em outro lugar. – Ele fechou a porta e deu a volta no carro, entrando logo em seguida.

Narrado por Natsu

Estava um dia tão lindo que resolvi chamar Lucy para a praia. Liguei para Levy e ela disse que vai chegar tarde (bem tarde), momento perfeito para eu ficar finalmente sozinho com a Lucy.

Desde que nos conhecemos ela vive entrando em confusão — não que seja culpa dela, claro — e não tivemos a oportunidade de ficar sozinhos, conversar...

Lucy saiu de casa e... Meu Deus, como ela fica ainda mais linda de biquíni!

Depois de uma conversa, na qual ela me acusava de ter segundas intenções, — não que ela esteja errada, mas enfim... — entramos no carro e saímos.

Na praia não tinha mesas para sentar, só havia barracas para comprarmos bebidas, comida e estava um pouco vazia (mas é bem melhor assim). Cavei um buraco na areia e coloquei o sombreiro. Lucy estendeu um pano relativamente grande – dávamos nós dois deitados sem problemas – e sentou apreciando o mar.

Sentei ao seu lado e a puxei para mais perto até nossos corpos ficarem bem colados.

–É lindo, não é? Gosto de vir aqui, este lugar me acalma. — disse sem tirar os olhos daquela imensidão azul.

–Sim, é lindo! E realmente acalma. Obrigada por me tirar de casa Natsu. — Ela disse tirando os olhos do mar e me fitando. Retribui o olhar.

Ah... Esse olhar! Esse olhar me deixa louco! Um olhar de carinho, meio manhoso (que não deixa de ser sexy).

Coloquei uma de minhas mãos em volta do pescoço de Lucy e tomei seus lábios para mim. Foi um beijo quente (assim como o momento) e intenso (assim como minha vontade de tê-la).

Separamo-nos para respirar, ficamos nos olhando por um longo tempo até eu quebrar o silêncio.

–Momentos como este... Promete que vão se repetir? – indaguei.

–Sempre. — ela respondeu. Esbocei um sorriso.

–Vamos na água um pouco? – sugeri.

–Vamos! — ela levantou e tirou a saia, deixando à mostra a parte de baixo do biquíni e me deixando ainda mais excitado. Tirei a blusa e fiquei de short (o qual era apropriado para tomar banho de mar) e então fomos.

Nos divertimos bastante! Mergulhamos, fizemos guerra de água, a agarrei e mergulhei . Depois de um tempo saímos, fomos para perto do sombreiro, ela pegou uma toalha e começou a se enxugar.

–Não vai sentar? – indaguei.

–Vou ficar um pouco em pé no sol. Ficar sentada por muito tempo não faz bem.

–Então vou pegar bebidas para a gente. Já volto – corri até a barraca.

Narrado Por Lucy

Nunca pensei que um dia na praia com o Natsu seria tão divertido! E quando fomos na água então? Eu ri muito!

Ele foi comprar bebidas para a gente e eu fiquei no sol me enxugando. Depois de estar um pouco seca, joguei a toalha na bolsa e fiquei mais um pouco no sol.

–Não acredito! Lucy é você? – essa voz... Eu conheço essa voz! Virei-me.

–Loki? O que faz aqui? – indaguei irritada. Como aquele cretino tem coragem de vir falar comigo depois de tudo que aconteceu?

–O mesmo que você, minha querida. A praia é publica. – ele se aproximou para beijar minha bochecha, dei um passo para trás.

–Não me toque!

– Ah Lucy, vamos virar essa página! O que passou, passou!

–Não! Não passou, eu arranquei!

–Ah, vamos Lucy! Pra que guardar essa raiva de mim? Nós podemos nos dar bem novamente!

–Nunca! Eu te amei Loki, eu realmente te amei. Mas você só me fazia mal! Arranquei você de minha vida! E que saber? Estou MUITO melhor agora! Saia daqui e me deixe em paz!

–Ah, Lucy! Não seja tão dura comigo! Que tal a gente recomeçar? –ele se aproximou, levantei minha mão para afastá-lo, mas ele a pegou e me prendeu.

–Me solte Loki! Solte-me! – Gritei.

–Eu sei que você me quer de volta, Lucy! E sabe de uma coisa? – ela parou e chegou mais perto, sussurrando em meu ouvido – eu também te quero.

–Me solte Loki! Eu não te quero! ME SOLTE!

–Você continua linda como sempre! – Ele me examinou de cima a baixo com um olhar malicioso. A essa altura eu já estava com medo, o que esse louco vai fazer comigo?

–Loki, por favor me solte! – disse um pouco mais acuada.

– E esse corpo? Continua me tirando o fôlego! – Novamente ele me olhou de cima a baixo. -Sinto falta de você Lucy, sinto falta dos seus beijos, sinto falta de tê-la por inteiro. – Ele me puxou e me abraçou, forçando minha cabeça contra seu peito.

–Me largue! – Comecei a me debater, mas ele era muito mais forte do que eu.

– Você continua gostosa como sempre, Lucy. – Ele colocou a mão nas minhas costas e foi subindo até que chegou aos meus seios. Eu não conseguia me mexer, o medo havia me paralisado. Eu queria sair de perto dele, mas meu corpo não me obedecia.

Ele começou a tocar em meus seios, fechei os olhos querendo que esse pesadelo acabasse até que senti meu corpo livre. Não sentia mais Loki me tocando, então abri os olhos e ele estava no chão.

Olhei confusa. Ele colocou a mão no rosto e sua expressão era de dor, a boca dele começou a sangrar.

–NÃO TOQUE NA MINHA MULHER, SEU FILHO DA PUTA! — Natsu! Nunca vi o Natsu desse jeito. Seu olhar era de pura raiva.

–Natsu...

–Lucy, você está bem? Ele te machucou? — ele me fitou preocupado e me abraçou forte. Retribui o abraço e segurei as lágrimas. Não queria que o cretino do Loki me visse chorar, não daria a ele esse gostinho.

– Quem é esse adepto da violência, meu amor? – Indagou Loki, agora já de pé.

–Do que a chamou? — Natsu voltou a fitar Loki com raiva — Se você chamar a MINHA MULHER assim novamente eu vou te dar um soco de verdade e arrebentar sua cara! Entendeu ou quer que eu desenhe?

–Calma, pra que isso tudo? Só estava matando a saudade de minha amiga. — que cínico! CÍNICO! Ai que raiva! Que raiva!

–MENTIRA! – gritei — Natsu, ele é meu ex, aquele cretino, idiota e retardado que eu havia falado antes!

– Ah, quantos elogios... — retrucou Loki com um tom de ironia. Ele massageava o maxilar.

– Ah, então foi você? E ainda tem a cara de pau de falar com ela e pior... Você ainda tem a cara de pau de tocá-la daquele jeito? EU VOU TE QUEBRAR NA PORRADA SEU DESGRAÇADO! – Natsu avançou com os punhos erguidos.

Ele deu mais um soco em Loki, que cambaleou para trás. Loki avançou e tentou acertar Natsu, que desviou facilmente.

–NÃO! PARA NATSU!NÃO VALE A PENA! PARA! PAREM OS DOIS!

–Você ouviu a moça, não ouviu?! –Loki parou com as mãos para cima. Todos ficaram em silêncio.

–Loki!! — uma voz feminina quebrou um pouco o clima de tensão. Uma mulher veio correndo na direção de Loki e o abraçou. — O que fizeram com você, amor?

Amor? Ele continua o mesmo cretino de antes! Me abordando daquela maneira, sendo que já estava com outra. Mais é um completo idiota mesmo!

–Estou bem amor, apenas encontrei uma amiga antiga e seu amigo adepto da violência. — Ele disse esboçando um sorriso para a mulher.

–Amigo e namorado! – disse Natsu, frisando a última palavra.

– Loki, ele te machucou! Seu louco! Como você bate assim do nada no meu Lokizinho? Só por que estava conversando com a amiga! Bruto! — Que loira mais enjoada! Sim, ela era loira e seu cabelo tinha mais ou menos o mesmo tamanho que o meu.

–Se você toca-la novamente daquele jeito, eu acabo com você entendeu? – ameaçou Natsu.

–Como assim daquele jeito, Lokizinho? – Indagou a loira enjoada.

– Nada Harumi, é imaginação desse cara. Ele é louco! Vamos embora. – ele começou a caminhar, mas parou a poucos passos de onde nós estávamos. — Te vejo depois, Lucy! – e saiu esboçando um sorriso que me deixou apavorada.

Como assim “Nos vemos de novo, Lucy?” O que ele iria aprontar? Meu corpo começou a tremer involuntariamente.

–Ele não vai mais te tocar Lucy, eu prometo. — Natsu me abraçou, parei de tremer.

–Natsu... Obrigada.

Narrado por Natsu

Aquele desgraçado! Estava na barraca esperando o cara trazer as bebidas quando ouvi os gritos da Lucy. E quando eu vi aquele desgraçado tocando-a daquele jeito? Meu sangue ferveu! Minha vontade era de matá-lo ali.

Depois que eu me acalmei um pouco, fomos embora. Não estava com cabeça para mais nada.

Lucy foi dirigindo, pois do jeito que eu ainda estava era capaz de bater o carro (que por ser novo não tinha um nome ainda). Chegamos à casa de Lucy, sentei no sofá e fechei os olhos na tentativa de relaxar. Mas aquela cena se repetia em minha mente e a minha raiva só crescia.

–Tome. — Lucy chegou com um copo na mão. Olhei com uma expressão interrogativa. – É água com açúcar, vai ajudar a te acalmar. — completou, tirando minha dúvida.

Sabia que água com açúcar não ia adiantar, mas Lucy também estava nervosa, então aceitei e bebi metade do copo.

–Vem comigo. — ela disse me puxando e me guiando escada acima até seu quarto, que como sempre estava muito bem organizado.

–Deite um pouco, tente relaxar. – ela disse – Vou tomar um banho e quando eu voltar quero você bem mais calmo, ok?!- assenti com a cabeça.

Ela me empurrou delicadamente para trás até eu cair sentado na cama. Quando Lucy estava se afastando para entrar no banheiro, levantei e a puxei de volta.

–Natsu... – acariciei seu cabelo e trocamos olhares por um tempo. Então a beijei com urgência, um beijo carregado de desejo e luxúria, um beijo voraz.

Empurrei Lucy delicadamente até ela topar com a cama e cair sobre a mesma – não desgrudando seus lábios dos meus — e eu a segui. Continuei dando beijos demorados nela e pouco a poucos ambos ficamos ofegantes.

Meu Deus, como eu queria aquilo, como eu desejei esse momento! Mas tinha que respeitar o momento da Lucy, tinha que respeitar sua tristeza e sua dor, tinha que aceitar seu luto.

Mas chega de tristeza! Quero fazê-la feliz, quero tê-la só para mim, quero tê-la por inteiro, totalmente entregue.

Desamarrei a saia dela deixando-a somente com o biquíni. Parei de beijá-la e comecei a admirá-la. Ah, Lucy! Tão linda, tanto por dentro como por fora e é só minha... Apenas minha!

Ela sentou na cama e tirou minha camisa, voltamos a nos beijar. Tirei a parte de cima do biquíni, os beijos cada vez mais vorazes e cada vez mais carregados de desejo.

Desci minha mão pelo corpo escultural de Lucy, aproveitando cada centímetro, cada curva e cada arrepio que ela tinha quando eu ia descendo a mão gradativamente.

–Natsu... — ela gemeu. Ah, ouvi-la gemer meu nome, isso me deixava cada vez mais excitado.

Lucy, eu te amo tanto, mas tanto...! Minha vida não tem mais sentido sem você, não dá mais para viver sem você!

Poucos minutos depois estávamos totalmente despidos e entregues um para o outro.

Narrado por Lucy

Ah! Que noite perfeita! Desde o incidente dos meus pais, eu nunca fiquei tão feliz como estou agora! Ah, Natsu! Eu te amo!

Acordei, olhei para o relógio. Eram nove horas. Sentei-me na cama e permaneci enrolada no lençol. Natsu não estava deitado ao meu lado. Por quê? Onde Natsu fora? Não acredito que ele foi trabalhar e me deixou aqui depois da noite linda que tivemos!

–Bom dia, dorminhoca! – Natsu! Ele entrou no quarto com uma bandeja na mão cheia de coisas gostosas!

–Natsu! Você não foi trabalhar!

–Hum? – indagou ele, confuso.

–Nada, esqueça. – dei risada de mim mesma — Pensei alto.

–Desde quando meu trabalho é mais importante que você? Acha que eu teria coragem de te deixar sozinha depois de tudo o que aconteceu? Acha que sou tão cruel assim? – Opa, ele parecia ofendido. Droga, Lucy! Olha o que você fez!

–Não... Eu... Natsu... Eu não... – ele riu.

– Calma Lucy! Estou brincando! Eu nunca te deixaria aqui sozinha!

–Natsu... BAKA! Não faça mais isso! – disse emburrada.

–Ah, desculpe, mas não consegui evitar.

–Idiota...

–Mas olha o que eu fiz para a gente! — Ele andou até a cama e sentou do outro lado, colocando a bandeja perto de mim — sabia que você iria acordar morrendo de fome, então tomei a liberdade de invadir sua cozinha e fazer alguma coisa para a gente comer.

–Não estou com fome. – e nesse momento minha barriga fez um som alto o bastante para ele escutar.

–Você mente muito mal Lucy... — disse, ainda rindo.

–Para! Por que você é tão chato? – comecei a dar murros no ombro dele, mas Natsu não se abalou. Continuou rindo e do nada agarrou meu punho que ia de encontro com o seu ombro, acariciou meu rosto com a mão livre. Nossos lábios se encontraram.

–Isso é golpe baixo! – disse ainda ofegante quando nos separamos.

–Vamos comer?

[...]

Depois de passar mais um tempo com o Natsu resolvi fazer compras e ir no salão. Precisava disso, me sentir viva de novo, me distrair um pouco.

Narrado por Gerard

–Não sei não... Acho melhor eu ficar com ela.

–Pode deixar Gerard-kun! Vou cuidar bem da Er-chan!

–Mas Mirajane, ela...

–Ela vai ficar bem, não se preocupe Gerard-kun! Nada que um bom pote de sorvete não resolva!

Mirajane tentava me convencer que Erza ficaria bem e estava praticamente me expulsando da casa de minha ruivinha, mas vou ficar ainda mais preocupado! Essas duas juntas não vai dar o que preste!

–Pode ir trabalhar sossegado, Gerard-kun! Cuidarei bem da Er-chan!

–Está certo. — dei-me por vencido — mas se ela sentir alguma coisa me ligue imediatamente, ok!?

–Pode deixar! Agora pode ir!

–Certo, então até mais tarde...

–Até!

Narrado por Mirajane

Ah! Finalmente ele foi embora! Nossa, que homem difícil de contornar! Subi para ver como a Er-chan estava.

–Er-chan, tudo bem por ai? — indaguei entrando no quarto.

–Mais ou menos. Ainda estou meio tonta e o enjoo não passou completamente, mas parei de colocar tudo para fora.

–Hum... Que bom! Gerard-kun foi trabalhar! Nossa Er-chan! Que homem difícil de contornar viu?! Como você consegue?

–Freed não é muito diferente!

–É verdade... – ficamos caladas por um tempinho, mas quebrei o silêncio jogando um saco na cama.

– O que é isso Mira?

– Quando Gerard me ligou e me disse como você estava, resolvi passar na farmácia e comprar isso!

– Isso o que?

–Abra e veja!

Narrado por Erza

Abri o saco e...

–UM TESTE DE GRAVIDEZ?

–Bom...

–Mira, você enlouqueceu? É impossível! Eu e Gerard tomamos todos os cuidados! É impossível!

–Pelo que você me disse depois do aniversário dele... Acho que não!

Sim, é verdade! No dia do aniversário dele não tomamos tanto cuidado, mas mesmo assim... É IMPOSSIVEL!

–Bom, se você está tão convicta de que é impossível, fazer o teste de gravidez não deve ser problema, certo? Já que você tem certeza que vai dar negativo...

–Você vai me deixar em paz se eu fizer?!

–Não darei nem mais uma palavra sobre isso...

–Ok, eu faço então – me levantei e fui ao banheiro.


Fim da Narração de Erza


[...]


Tudo tinha mudado depressa demais, Lucy pensava.

Aquela linda época de sua vida em que o maior de seus problemas era o trabalho ou o bloqueio criativo? Passado. Parecia ter sido a um éon que ela e sua melhor amiga Levy saíram de viagem.

Tudo foi destruído após aquela viagem – como se o mundo a desse uma chance de se sentir bem e se divertir antes de tudo desmoronar.

Agora, bom, num pequeno resumo, seus pais foram assassinados e ela passou bem perto disso.

Claro que também houve pequenos raios de sol no meio da tempestade – conhecer Natsu, por exemplo. Lucy nunca imaginara ficar tão próxima de alguém, principalmente devido ao seu ex-namorado ser Loki. Ele definitivamente não era a pessoa mais carinhosa do mundo e seu relacionamento sempre tivera grandes altos e baixos.

Com Natsu, era simples – tão fácil como respirar. Ele sempre estava lá para abraça-la e mantê-la segura – pelo amor de Deus, ele a salvara de um envenenamento.

Enfim, Lucy Heartphilia havia cansado de drama. Cansado de “você está bem, Lucy-chan? Quer alguma coisa?” passara-se um mês desde o incidente e nada mais ocorrera, nem ia ocorrer. Quero dizer, as pessoas estavam um tanto paranoicas. Ela só tinha tido uma experiência de quase morte arquitetada previamente por um psicótico qualquer não encontrado. Isso acontecia todo dia.

Sim, ela estava aterrorizada e assustava-se com as coisas mais simples. Mas o que mais a incomodava era a preocupação de seus amigos, Natsu, até mesmo sua chefe – deixava a garota sair mais cedo, falava mansamente e não a deixava segurar nem ao menos um grampeador.

E, pior ainda, os demônios pairavam por sua cabeça, sedentos por seu desespero. O pânico que dominara sua mente após o incidente parecia dominar seu corpo, tomando suas forças. Lucy falava baixo, adquirira o hábito de vasculhar todos os ambientes ao qual entrava e assustava-se ao ouvir qualquer barulho.

Então resolveu dar um basta. Sabia que seus medos eram infundados e provaria isso a seus amigos. Podia andar sozinha e não ser morta, muito obrigada.

Assim, Lucy passou o dia inteiro no shopping, comprando roupas novas e arrumando seu cabelo e unhas num salão ali perto. Fora exaustivo, mas não se sentia normal assim em meses. Chegou tarde a casa, mas satisfeita. Ao estacionar o carro, todas as luzes da rua já estavam desligadas. Respirou fundo algumas vezes. Você consegue fazer isso. Você consegue. É apenas a sua rua. É segura.

Abriu a porta do carro, pegando suas várias sacolas, e começou a andar até em casa.

Demorou um pouco para notar que um homem a seguia.

Ele era grande e musculoso. Não via seu rosto. Vestia-se de preto. Os cabelos louros cheios chegavam à cintura. Não parecia muito másculo.

Estremeceu. Chegou ao portão de casa, e o homem se aproximava lentamente. A chave. Onde estava a chave? Precisava dela. Não gostara do homem.

Achou – correu como se sua vida dependesse disso, fechando a porta atrás de si, trancando-a e caindo aterrorizada, as costas na porta, os olhos fechados com toda a força que podia.

– Lucy-chan, tudo bem?

Abriu os olhos. Como...!? O homem estava à sua frente, sorrindo de modo sarcástico. Sua voz era rouca e desafiadora, e seu rosto era enlouquecido. Lucy tentou recuar, mas não havia espaço.

A parte mais assustadora – chamas negras envolviam a mão do rapaz, que brincava com elas, sem tirar os olhos de Lucy. Não parecia nem um pouco incomodado. Lucy gritou. Ele riu.

– Vamos lá Lucy-chan, Lucy-chan. Não faça assim. – e se ajoelhou ao seu lado. Lucy, enojada, tentou discar o número de Natsu fazendo movimentos mínimos, rezando para que ele não percebesse. Mas duvidava que qualquer pessoa, até mesmo Super-Natsu, conseguiria chegar a tempo e salvá-la desta vez. – estamos apenas nos divertindo um pouco, certo? Vai ser divertido. Diga-me como nosso tempo juntos será divertido – ela balançou a cabeça, negando-se, o rosto cheio de lágrimas. O homem jogou-a pela perna até o outro lado da sala, como se fosse uma boneca de pano, e começou a procurar algo.

Lucy chorou de raiva por ser tão fraca, por tudo isso acontecer com ela. Desejava ser forte. Desejava poder lutar de volta.

Como em resposta à seus pensamentos, uma gaveta começou a brilhar intensamente. Lucy lembrou-se de colocar o baú ali. Zancrow virou-se, atraído pelo barulho, e sorriu – um sorriso demoníaco. Começou a andar até ela e Lucy colocou as mãos na frente do rosto, tentando se proteger de qualquer maneira.

Foi então que várias coisas aconteceram ao mesmo tempo.

A luz aumentou, iluminando toda a sala, e de repente um garoto estava ali. Loki? Era muito parecido, apenas com cabelo maior e mais bonito. Ele foi direto até o homem, derrubando-o. Estava claro demais e Lucy não conseguia ver direito, mas percebia que ele era bom no que fazia. Apenas talvez não o bastante, pensou ela aterrorizada. Tudo bem, não conhecia o garoto, mas ele a tinha defendido. Tentou levantar-se para ajudar, mas não conseguiu.

Um garoto de cabelos rebeldes adentrou o local. Ela reconheceu a vívida cor. Natsu? Ele começou a atacar os dois homens.

– Natsu! – tentou dizer – não machuque... Não o machuque...

Natsu não pareceu ouvi-la, mas provavelmente compreendeu por si só, e de repente chamas vermelhas surgiram de seus braços – Lucy gritou aterrorizada. Iria se queimar! Mas usava-as como um ataque, socando com punhos de fogo e soltando rugidos de fogo. Lucy estava amedrontada, mas não podia deixar de maravilhar-se.

– Natsu?! NATSU, O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

O homem sorriu sarcasticamente entre socos para ela, aquele sorriso pior que qualquer pesadelo.

Chamas vermelhas e Luz lutaram contra o inimigo pelo que pareceu uma eternidade; Natsu dava cortadas incríveis usando seus punhos, mas era atacado com a mesma maestria, e o seu defensor desconhecido não parecia melhor.

Então, de repente, o homem estava no chão. Natsu andou até a menina, as chamas apagadas, e ajoelhou-se em sua frente. Tentou tocá-la, mas Lucy afastou-se e ele tremeu.

– Lu...

Ela respirava tão rápido e tudo e nada passavam pela sua cabeça, seguidos de uma pergunta: O que era Natsu?

– N-Natsu... Ele está...

– Só desmaiado.

Ela caiu em seus braços, deixando o garoto acalmá-la enquanto lágrimas ensopavam sua camisa. Lidaria com tudo que vira depois. Tinha que ir pro hospital, tinha que...

– Não, Lucy. Preciso que faça uma coisa por mim. – só então percebeu que falara seus sentimentos em voz alta. – Pegue uma mochila. Coloque pertences importantes, roupas. Pegue o baú estranho. Por favor.

Ele ajudou-a a se levantar e a apoiou pela casa enquanto ela fazia uma pequena mala. Não estava machucada gravemente, apenas confusa e com pequenos arranhões e marcas arroxeadas.

– Natsu... Por que...?

– Não posso explicar agora, Lu... Temos que ir. – Ela pegou suas coisas e voltaram à sala.

O inimigo começava a se levantar.

– Não, Natsu, temos que conversar. O que foi... Aquilo?

– Não temos tempo, Lucy!

– Você ainda não entendeu, Lucy-chan? – perguntou o homem, entre gemidos, e começou a rir-se. – Natsu é um mago assassino.

Lucy balançou a cabeça, descrente. O homem levantou a cabeça e a encarou, ainda rindo.

– Quem você acha que matou seus pais?

E Natsu puxou Lucy para fora, ignorando-o.

O defensor ainda estava à porta, e se ajoelhou em uma referência.

– Lucy-chan – disse – fui encarregado de servi-la em nome do amor!

O casal se entreolhou, erguendo as sobrancelhas, e ela deu de ombros.

– Ah, que seja – disse Natsu – tenho muito mais com o que me preocupar agora. Entre no carro – e abriu a porta do carro novo para ela, em que ela entrou. Tremia, as mãos nos ombros.

Natsu colocou seu cachecol no pescoço da garota antes de ligar o carro e voar pela noite.

Ao chegarem à casa de Natsu, Lucy ainda tentava se fazer ouvir, pedindo por uma explicação, mas Natsu parecia estar com a mente distante – colocou-a no sofá e começou a andar pela sala, os olhos arregalados e murmurando algo baixinho. Depois de vinte minutos que pareceram horas (Natsu não é a pessoa de pensamento mais rápido do mundo), ele apanhou o celular.

– Gajeel – disse – Lucy foi atacada. Avise a Freed. Mande-o pegar Mira e vir para cá, e faça o mesmo. Logo.

E desligou, simplesmente, discando outro número.

– Gerard, Lucy acabou de ser atacada. Proteja Erza e traga-a pra cá.

E desligou novamente.

– Natsu! – disse a garota. – Pode me fazer o favor de dizer o que está acontecendo? – mas ele já discava outro número. Ela jogou uma almofada nele, tentando chamar sua atenção.

– Gray, volte pra casa. – pausa. – não, não me interessa o que você esteja fazendo! Você tem que voltar! Escute... Seu idiota, quer prestar atenção? Lucy foi atacada. Traga seu traseiro gelado para cá agora mesmo.

E saiu do cômodo. Lucy bufou.

Voltou cinco minutos depois, com uma caixa de primeiros-socorros, e começou a tratar os ferimentos de Lucy, beijando-a cada vez que a garota tentava falar. Isso não era nada justo. Ela não conseguia parar de pensar nas últimas palavras do homem.

Quem você acha que matou seus pais?

Natsu é um mago assassino.

Um mago assassino.

Era absurdo. Era um escândalo. Ele tentava mexer com a cabeça dela.

Alguém entrou na casa. Era Gajeel. Olhou para Lucy e começou a andar pela sala, refazendo os passos de Natsu, sem nada dizer.

Narrado por Gerard

Droga! Por que agora? Então a Ultear está finalmente colocando as manguinhas de fora!

“- Gerard, Lucy acabou de ser atacada. Proteja Erza e traga-a pra cá.”

Merda! As palavras de Natsu não saem da minha mente! Estou dirigindo feito um louco, mas parece que nunca chego a casa da Erza! Depois de longos 5 minutos – isso por que eu estava a 140 por hora – cheguei. Bati desenfreadamente na porta e depois de longos 2 minutos, ela abriu.

–Ah! Erza! Você está bem? Aconteceu alguma coisa?

–Deveria ter acontecido? — ela indagou confusa. Entrei correndo na casa e ela fechou a porta.

–Rápido, pegue algumas roupas e os seus pertences, mas só o necessário.

–Por quê? O que está acontecendo? — ela começou a ficar nervosa.

–Depois eu te explico, mas não é mais seguro ficar aqui.

–Como assim não é mais seguro?

–Já disse que depois eu explico! – gritei. Ela ficou assustada. Puxei Erza pelo braço até o quarto e comecei a pegar umas roupas dela e coloquei em uma mochila.

–Para! Gerard, me explique agora!

–Não dá, não temos tempo!

–Mas eu tenho uma coisa muito importante para te falar!

–Fala depois! Vamos logo!

–Mas...

–JÁ DISSE QUE VOCÊ FALA DEPOIS, ERZA!

Ela vacilou dando alguns passos para trás. Acho que exagerei, mas é pelo bem dela, eu só quero protegê-la! Eu só quero...

Ela pegou no ventre e lagrimas começaram a cair por sua face.

– Desculpa amor, mas é que eu estou preocupado com você. Não quero que se machuque por minha causa. Por favor, tente me entender Erza, eu só...

Ela apertou o ventre.

–O que foi? Está com dor de estômago?

–Eu estou grávida.

–Eu disse para a Mira não te dar sorvete e... — parei para assimilar o que ela tinha acabado de falar – O que disse?

–EU ESTOU ESPERANDO UM FILHO SEU! PARA DE GRITAR COMIGO!

– Você... O que? – Eu ouvi direito? Ela disse que estava grávida? Ela disse... Ela disse que estava esperando um filho meu?!

– EU SEI QUE VOCÊ NÃO QUERIA FILHOS AGORA, MAS ACONTECEU! NÃO POSSO FAZER NADA! E EU NÃO TIRAR O MEU FILHO! – as lágrimas saiam compulsivamente de seus olhos. Fiquei sem reação.

–NOSSO FILHO! – Gritei — NUNCA MAIS ABRA A BOCA PARA DIZER ESSAS COISAS! EU NUNCA IRIA PEDIR QUE VOCÊ TIRASSE NOSSO FILHO! NUNCA!

– Hum?

– Por acha que te pediria uma coisa terrível dessas?

–Gerard...

– É esse tipo de homem que acha que eu sou?

–Eu não disse isso...

–Mas pensou! Se não, não teria me falado isso.

–Eu estou nervosa, você chegou nervoso! Ia te contar, mas você gritou comigo.

–Desculpe, não foi minha intenção, mas... Eu... Eu só queria te proteger! E aqui você não está segura!

–Me proteger de que? Do vento?

–Não, de assassinos!

–Que?

–É melhor sairmos daqui amor, eles podem chegar a qualquer momento. — continuei arrumando as coisas dela e finalmente acabei, fechando a mochila.

– Gerard...

–Hum?!

–Eu sei que você não queria filhos agora, eu sei disso! Mas no seu aniversário... Nós fomos descuidados e... E... – a calei com um beijo.

–É verdade que não planejamos ter um bebê agora — disse acariciando seu rosto e limpando delicadamente suas lágrimas – mas isso não quer dizer que eu não esteja feliz. – Desci minha mão até chegar a seu ventre e o toquei levemente.

–Gerard...

–Não se lembra da nossa conversa? Eu disse que seria um homem completo se tivesse um filho com a mulher da minha vida, não disse? Você não sabe o quanto está me fazendo feliz, minha ruivinha, o quanto você me faz feliz!

– Eu... Eu... Desculpe por ser uma idiota...

–Não, o errado fui eu. Cheguei nervoso, gritando e não dei espaço para você falar.

–Eu também fui errada, não devia julgar seu estado sem saber o motivo.

Abaixei, ficando na altura da barriga de minha ruivinha, afaguei seu ventre e encostei meu rosto no mesmo.

–Não seu preocupe filho, papai vai te proteger... Papai vai proteger você e a mamãe, viu?! Não se preocupe – levantei e peguei a mochila, colocando-a nas costas – Eu te amo Erza, e nada vai machucar você ou nosso filho. Eu prometo!

–Eu confio em você – delineei um sorriso e ela me retribuiu. Descemos as escadas e entramos no carro.

–Erza...

–O quê?

–Obrigado por me fazer o homem mais feliz deste mundo.

–Gerard... – pisei no acelerador, mas não fui tão rápido, pois não queria que nada acontecesse com minha ruivinha e com meu filho.

Narrado por Gerard off

Alguns minutos depois, Mira e Freed chegaram. Sentaram-se juntos no outro sofá. Mira olhava para Lucy como se entendesse tudo. Sorte a dela, pensou a loira.

Erza e Gerard chegaram sob protestos da garota, que também não entendia o que faziam ali. Ela parecia enjoada quando se sentou na cadeira. Lucy ficou preocupada com a amiga, mas não confiava em sua própria voz.

Gray chegou por último, acompanhado de uma garota de cabelos azuis com uma beleza exótica. Ela encarou a loira, que continuou imóvel.

Natsu suspirou e se preparou para falar, e, sem mais delongas, disse:

Narrado por Natsu

– Nós somos magos e trabalhamos para uma organização chamada Seven Black.

–Magos? – indagou Mirajane.

–Sim! Magia existe, mas poucos sabem usá-la.

–ISSO NÃO DÁ A VOCÊS O DIREITO DE SAIR POR AÍ MATANDO PESSOAS! – gritou Lucy.

–Calma Lucy. – interveio Gerard – não matamos pessoas inocentes. Nosso trabalho é matar magos corrompidos pelas trevas e assim proteger a sociedade de um possível colapso.

– NÃO MATAM PESSOAS INOCENTES? E MEUS PAIS? ERAM “MAGOS CORROMPIDOS” TAMBÉM? AH, CONTEM OUTRA HISTORIA POR QUE ESSA EU NÃO VOU ENGOLIR!

– Calma Lucy, deixa o Natsu terminar de explicar. Fiquei curiosa agora – disse Erza. Acho que mais calma que a Erza só a Mirajane.

–Não matamos apenas “magos corrompidos” – interrompeu Gray — mas matamos pessoas que sejam uma ameaça para a Seven Black.

–AH CLARO! MEUS PAIS ERAM REALMENTE UMA AMEAÇA PARA ESSA TAL “SEVEN BLACK”! ELES PODIAM TER MANDADO JARDINEIROS PARA ACABAR COM AS PLANTAS DE LÁ!

–Lucy...- tentei argumentar ...

–ASSASSINOS!

–PARA LUCY! CHEGA! — Erza gritou — DEIXE OS MENINOS TERMINAREM! DEPOIS VOCÊ GRITA O QUANTO QUISER!

–Erza, amor, não exagere. Pense no nosso filho. — disse Gerard tocando delicadamente no vente de Erza.

–Filho?! — indagamos todos.

–Depois a gente explica! Continuem Natsu, Gray...! – disse Mirajane.

– Bom, seu pai não era um mago corrompido Lucy, mas era um dos financiadores da Seven Black e... – continuei, mas Gray me interrompeu.

–Mas ele estava falindo e não estava cumprindo com o trato. — explicou Gray.

–Não tivemos escolha, foi uma ordem direta dos superiores... — falei.

–Mataram meus pais por dinheiro? Vocês me dão nojo!

–Lucy...

–O assunto não são seus pais Lucy. Estamos explicando para vocês o que está acontecendo. -disse Freed, falando pela primeira vez.

–Freed-kun, não seja tão duro!

–Freed está certo! — defendeu Gray.

–Parem! Continue, Natsu!

–Bom, fomos ordenados a matar todos, inclusive você Lucy. Mas você não estava lá e eu fui encarregado de te achar e...

– E me matar.

–Sim, mas aí...

–Mas aí esse estupido se apaixonou por você e agora estamos indo contra ordens diretas do líder da Seven Black. Agora somos seus alvos também! Ao Invés de dar chilique Lucy, por que não pensa no que o Natsu está fazendo por você, hein?! Olhe para todos! Estamos todos em perigo por que o Natsu escolheu te proteger a te matar! E agora você olha para a cara dele e diz que tem nojo e o chama de assassino?! Faça-me o favor! Pare de ser infantil e raciocine direito! Mais que droga!- Estourou Gajeel.

–Mas o Gajeel está certo! Tenha bom senso Lucy! Olhe a sua volta! Pense como uma adulta!

–Gray –sama está certo! – Todos olharam para a mulher de cabelos azuis que até então não se pronunciara. Para falar a verdade, agora que eu estou pensando melhor... Não sabemos quem é ela.

–Gray –sama? – Gerard riu.

–Cala a boca Gerard! – esbravejou Gray.

–Mas quem é você?- indaguei curioso.

–Meu nome é Juvia Lockser e assim como vocês, sou uma maga da Seven Black!

–O QUÊ? –Disse Freed surpreso.

–Deixem ela terminar de falar... — Advertiu Gray . Ele parecia saber de tudo que aquela mulher estava prestes a falar.

–Por que nunca te vi lá?- Indagou Gerard.

–Por que eu abandonei a Seven Black há muito tempo atrás! Juvia descobriu coisas horríveis e resolveu seguir sua mestra. Juvia está aqui a mando dela. Minha mestra mandou Juvia aqui para avisá-los... Tempos escuros estão chegando.

– O que você está querendo dizer?! Seja mais clara! — disse Gajeel.

–O verdadeiro inimigo... Está dentro da Seven Black! A Fairy Tail e a Raven Tail não estão lá por acaso! Os magos da Fairy Tail são seguidores da Luz! São aqueles que acreditam em um futuro melhor e usam a magia para isso. Sei que Gray-sama, Natsu-san, Gajeel-san, Gerard-san e Freed –san são da Fairy Tail e isso me deixa aliviada.

–Mas a Raven... — iniciou Gray.

–Sim, a Raven Tail é feita de seguidores das trevas, gananciosos, maldosos e que só pensam em si mesmos. Eles serão a ruína do mundo se não fizermos alguma coisa. Todos da Raven estão sob o comando de um dos magos lendários...

–Magos lendários? – Indaguei — Nunca disseram nada do gênero para a gente.

–Claro que não! Ninguém podia saber disso. Minha mestra contou a Juvia.

–E quem é sua mestra e quem é esse cara que comanda a Raven? — perguntou Gerard.

–Não posso falar, ainda não... Minha mestra me deu ordens de não revelar tudo agora. Juvia pede desculpas a todos.

– O QUE? NÃO FALE BESTEIRAS SUA MULHER ESTÚPIDA!- esbravejou Gajeel.

–NÃO FALE ASSIM COM ELA!- alertou Gray.

–Ah, Gray-sama está defendendo a Juvia. Gray-sama ama a Juvia também!!

–Ei! Eu não disse nada disso!

–Gray... — comecei.

–Nem adianta me perguntar, ela também não me falou nada sobre esses tais ‘magos lendários’. — defendeu-se Gray.

–Mas se são magos lendários, eles não deviam ser conhecidos? – indagou Freed.

–O homem que comanda Raven... Ele apagou todos os registros sobre tal assunto. Por isso ninguém sabe de nada.

–Isso é demais para mim... — disse Lucy.

–Desculpa Lucy. Eu... Eu... — tentei dizer alguma coisa, mas minha mente estava vazia. Não consegui pensar em nada sensato.

–AH MEU DEUS! — gritou Lucy.

–JÁ DISSE PARA PARAR DE HISTERIA, MULHER! – gritou Gajeel.

– Não é histeria seu bruto! Mas, se todos estamos em perigo... Onde está a Levy?!

–Ai meus Deus! Levy!- Disse Erza levantando do sofá, nervosa.

–Levy...!?- sussurrou Gajeel.

–Droga! Como nos esquecemos dela? – disse Gerard.

–Mas onde ela estava?- perguntei para a Lucy.

–Ela disse que ia trabalhar até tarde. E acho que depois ela ia sair com alguém.

Todos olhamos na direção em que Gajeel estava, mas ele havia sumido.

– Mas cadê aquele maluco?- disse Freed.

–Ele saiu que nem um doido agora, Freed-kun! – explicou Mira.

–Saiu? — perguntou Freed

–Mas ninguém viu ele se mexer! — Disse Gerard

–Gajeel tem uma velocidade incrível, já se esqueceu Gerard? — falou Gray.

–Mas então por que a Mira conseguiu vê-lo saindo se nenhum de vocês conseguiu? – indagou Erza.

Todos olharam para Mira que ficou olhando para a gente com a cara de interrogação. Mas isso era realmente estranho, como só ela conseguiu ver isso?

–Nós estávamos distraídos e em pânico por deixar Levy sozinha. Ele saiu nesse período. — Explicou Gerard.

– Ele deve ter ido atrás dela. — disse Gray.

–Eu... Eu preciso deitar, não estou me sentindo bem. Vou subir. — disse Lucy subindo as escadas.

–Acho melhor você conversar com a Lucy. A cabeça dela deve está muito confusa e cheia de perguntas. — aconselhou Gerard.

–Eu sei, vou subir e tentar acalma-la.

Narrado por Natsu off

No andar de baixo, o clima não era mais amigável. As duas garotas restantes tentavam lidar com o fato de seus namorados serem magos.

Mira não realmente se importava com isso, desde que Freed estivesse seguro. E isso parecia tudo, menos uma profissão segura. Ela duvidava que pudesse ser ao menos chamada de profissão. Freed segurou as mãos dela no sofá, e ela olhou em seus olhos.

– Desculpe não ter te contado, Mira... Eu tentei tanto te proteger, mas...

Ela deu um sorriso fraco e um pouco forçado, abraçando-o.

– Está tudo bem – disse – desde que você não se machuque. Eu consigo lidar com isso. Só estou... Assustada. Não deve ser fácil.

Aterrorizada. Quase morrendo de medo. Seu namorado matava pessoas como um trabalho. Mas de algum jeito, ela entendia; entendia a beleza do trabalho, a magia em se manter longe do normal. Algo dentro dela disse que não podia julgá-lo.

Porém, tinha todo o direito de ficar assustada.

– Mira... Tempos escuros estão chegando – sussurrou ele – você ouviu Juvia-san. Mas não se preocupe, sim? Podemos lidar com isso. Podemos lidar com qualquer coisa.

Ela olhou para baixo, evitando seus olhos, e assentiu uma vez, afundando em seus braços. Não queria isso. Queria ele a salvo. Ao lado dela. Sempre.

E percebeu que nunca poderia ter paz novamente. Nunca poderia se afastar de Freed sem temer por ele.

Mas se fosse possível passar por aquilo, eles passariam.

– Eu o amo, Freed – disse baixinho.

– Eu também te amo, minha menina – ela sentiu sua boca retorcendo-se num sorriso.

No outro lado da sala, Erza ouvia Gerard balbuciar que eles ficariam bem calmamente.

– Gerard, tudo bem. Eu entendo.

– Oi? – perguntou ele, e ela riu.

– Eu entendo... Tem um charme nessa profissão, não? A magia. O luxo. E é um pouco sexy, também. Eu só estou preocupada com você.

Ele sorriu.

– Não tenha medo, sim? Eu vou sempre, sempre voltar pra você. E protege-la. Bem como ao nosso filho – sussurrou ele, o sorriso aumentando. – Eu nunca vou te deixar, minha ruiva. Posso jurar isso.

Ela sorriu e abraçou o namorado.

– Então – disse ele, um sorriso travesso – quanto à sensualidade da profissão...

Ela deu um tapa de leve no garoto, e ele gargalhou.

– Vamos ficar bem. – disse, rindo.

– Sim, acho que vamos – Sorriu ela.

[...]

Gajeel dirigia como um louco pela rua, lembrando-se do encon... Do dia que passou junto com a menina, Levy.

Foi um almoço – ela chamara-o para devolver o livro que pedira. Tiveram uma longa conversa – ele preferia filmes, mas tinha um pequeno fraco por mitologia, e acabaram engajando numa longa conversa sobre Marte, o deus da guerra romano.

“- Ah, vamos lá! Ele é maravilhoso! – ia dizendo ele, sem perceber que não ambos não tocavam na comida e se inclinavam na mesa, entretidos.

– Ele só sabe brigar com as pessoas. Minerva é tão melhor que ele, ela lê, ela é justa, ela sabe quando parar.

– Não se interrompe uma briga.

Ela riu e ele percebeu como esse som era bonito, de repente. Céus, que menina irritante.

– Vocês são tão parecidos! Sabe, foi por isso que ele perdeu para Minerva.

– Então você acha que daria uma boa Minerva?

Ela sorriu.

– Só nos livros. E você? Você é mais ligado em aventuras, acho.

Se ela soubesse, pensou ele com um sorriso.

– Eu acho que eu daria um bom Marte – ele ponderou a questão.

– Marte é insuportável.

– Ele é incompreendido.

– Você é impossível! – Ela sorriu e tomou mais um gole de vinho.”


Foi um dia maravilhoso. E agora, ela estava em perigo – ele não sabia por que se importava e sabia que não deveria se importar. Mas, lá no fundo – bem lá no fundo – desejava sentir aquele corpo mínimo contra o seu e saber que a garota estava segura. Precisava disso. Mas nunca admitiria tal coisa pra si mesmo.

Costurava o trânsito, sabendo que levaria diversas multas, mas estava cada vez mais perto. Chegou a casa. Pulou para fora do carro.

A porta estava aberta, mas não havia barulho.

Entrou devagar. A casa estava uma bagunça. Alguém procurara algo com muito empenho e não fazia o menor esforço para esconder.

Os móveis revirados e os pedaços de madeira faziam um grande barulho ao Gajeel passar, com o que ele se irritou. Mas parecia completamente sozinho.

Até ouvir um pequeno gemido nas sombras. Virou-se rapidamente e viu a garota, agachada entre os escombros, chorando baixo.

– Levy – sussurrou. Ela se encolheu mais, e ele agachou-se ao seu lado. – O que aconteceu? Eu estou aqui agora. – Nossa, ele era realmente péssimo com garotas chorando – Vai... Vai ficar tudo bem. Hey-

Ela pulou em seus braços, encharcando sua camisa. Gajeel deu uns tapinhas receosos suas costas e acariciou seus cabelos até ela se acalmar.

– Eles... Vieram... Queriam Lu-c-chan... O que está acontecendo, Gajeel-kun?

Ela afastou-se e ele pode ver seus olhos roxos devido aos socos. Procuravam por Lucy. Ele agradeceu a Deus que a pessoa poupou a garota;

– Como escapou?

– C-Caí... Fingi-me de morta... Ele não verificou. Gajeel-kun, por favor...

Ele carregou-a nos braços, tão frágil como vidro, e sorriu fracamente.

– Está tudo bem agora. Vou explicar tudo.

Notas finais
O tamanho compensou a demora? *-* haha. Enfim. Obrigada por lerem e venham falar com a gente nas reviews! = )
Até o próximo capítulo!