Atração Perigosa
5 Outra visita
Notas iniciais
PV Renesmee
Acordei tarde, afinal era sábado. Já tinham se passado cinco dias desde que tinha ido ao presídio conversar com o meu cliente. Durante esse tempo já tinha feito várias investigações e também já tinha ido conversar com o antigo advogado dele. E não me admirou ele não ter conseguido benefício nenhum, esse advogado tinha muitos anos de profissão, podia até ter experiência, mas era muito devagar. Não tinha iniciativa, e pelo jeito era um grande puxa-saco de juiz, só tinha mesmo era preço e fama. Admirei-me muito Jacob Black com aquele jeito
dele, contratar um homem como ele.
Lá no escritório as coisas iam muito bem. Pelo jeito Dr. Aro gostou muito da minha atitude de me dedicar ao caso e aprovou a minha visita à penitenciária. Minha amizade com Claire e com Quil se estreitava cada vez mais. Quil me ajudou com algumas coisas que eu estava com dúvida no processo, ele realmente era um bom profissional. Como ele tinha muita experiência em ir a penitenciárias e defender todo tipo de gente, ele me deu algumas dicas importantes nessa área, além de me falar várias maneiras de abordagem dentro de um tribunal. Mas o
conselho mais importante que ele me deu eu tinha colocado em prática, que era começar a assistir alguns julgamentos, pois assim poderia conhecer melhor os juízes, como também olhar as coisas de perto.
Claire era um caso a parte. Nós duas cada dia ficávamos mais próximas e ela ajudava o meu dia a ficar mais leve. Como cada dia ficava mais evidente a paixonite que ela sentia pelo Quil, um dia não agüentei e perguntei se eles já haviam saído juntos alguma vez ou tido alguma coisa. Nós já estávamos meio íntimas uma da outra e não vi mal algum em perguntar, até porque também notava uns olhares dele sobre ela, mas não tinha tanta familiaridade com ele pra fazer uma pergunta daquela. Claire ficou envergonhada, mas me confessou que havia se
encantado por ele desde quando começou a trabalhar na Volturi, mas que a relação deles não passava de umas conversas na empresa e algumas trocas de olhares mesmo. Ela disse ainda que não tinha coragem de tomar alguma iniciativa e como ele nunca tinha dito ou feito nada, eles iam ficando daquele jeito mesmo, como amigos.
Incomodava-me um pouco a insistência de Félix em sempre se fazer presente. Ele era encantador, muito atencioso e prestativo, mas eu tinha o meu namorado e não queria que ele tivesse qualquer esperança com relação a mim. Não queria magoá-lo, até porque
não queria gerar um clima entre nós na Volturi e, além disso, o considerava um amigo querido. Félix sempre que podia me jogava alguma indireta e me convidava para alguma coisa, e eu com delicadeza e claro, firmeza deixava clara a minha posição. Algumas vezes ele ia almoçar junto comigo e com Claire, não podia negar que ele era uma companhia agradável.
Tomei um banho e desci do quarto para almoçar. Meu pai e minha mãe já estavam na mesa prontos para comer. Sentei-me e o almoço transcorreu normal, papai falava das aulas e que ele estava gostando muito de lecionar, e mamãe escutava tudo com muita atenção até que ela olhou pra e mim.
_Nessie, você está gostando de trabalhar lá na Volturi?
_Sim mãe. Apesar de ter poucos dias, já deu pra ter uma idéia de como é o trabalho, e eu estou gostando.
_Estou orgulhoso filha do quanto você tem se dedicado ao caso que você pegou – meu pai falou. Ele me via rodeada de livros e processos, lendo até tarde da noite.
Claro que eu já tinha conversado inúmeras vezes com meu pai sobre aquele processo e ele, como advogado, estava me ajudando muito, mesmo agora tendo muito trabalho com as aulas ele sempre arrumava um tempo para sanar alguma dúvida que por ventura eu tivesse.
_Tenho te achado pensativa ultimamente filha, tem alguma coisa te aborrecendo?
_Não mãe. É só preocupação com esse processo – e com um tal de Jacob Black que assombra meus pensamentos. Completei mentalmente – Você sabe como eu sou quando quero uma coisa. E nesse momento eu quero ser a melhor advogada criminalista da Volturi. Você me conhece mãe.
_Ah conhece. E como conhece né amor? – meu pai falou sorrindo e virou-se pra minha mãe – Você é igualzinha a sua filha.
Meu pai falou num tom de ironia que desagradou minha mãe que já estava perguntando o porquê dele ficar perguntando aquilo. Eu e meu pai começamos a rir e minha mãe fingia estar brava, quando meu celular tocou me fazendo levantar da mesa.
_Alô? – demorei a alcançar o meu telefone, e atendi sem olhar o visor.
_Oi Nessie!
_Alec! – reconheci a voz do meu namorado na hora.
_Tudo bem, linda?
_Sim. Eu te liguei muito esses dias sabia? Mas seu telefone, só caia na caixa portal, então liguei no seu trabalho e me informaram que você estava viajando – Alec me ligava praticamente todo dia e quando ficou dois dias sem me ligar fiquei preocupada.
_Apareceu uma viagem de trabalho de última hora e não deu tempo de te avisar. Estou com saudade Nessie.
_Eu também. Que dia você vai poder vir?
_Então... Só daqui um mês. Não posso deixar a firma agora. E eu tenho que ir aí pra ficar no mínimo uma semana. Mas não fica chateada, vou fazer o possível para ir o mais rápido que eu puder.
_Não posso dizer que não fiquei chateada Alec. Mas eu entendo. A gente vai conversando por telefone até lá.
Ainda ficamos muito tempo conversando, eu achei muito ruim o Alec estar longe de mim, mas fazer o quê? Ele não podia ir largando o emprego dele. Quando eu voltei pra casa, estávamos conscientes da distância. Mas ele era o homem que eu gostava e o
certo pra mim, e tudo isso ia passar e enfim ficaríamos juntos, eu tinha
certeza. Alec era maravilhoso e muito romântico, e eu me sentia a mulher mais amada do mundo perto dele. Lembro-me de como foi a nossa primeira vez juntos.
Flash Back On
Tínhamos mais de um mês de namoro e ainda estávamos naquela fase de nos conhecermos melhor, apenas com beijos e abraços. O namoro já começava a esquentar, mas ainda não havíamos feito sexo. Alec era bem respeitador, mesmo sabendo que eu não era mais virgem. Já havíamos conversado sobre o assunto e ele disse que estava preparando uma surpresa.
No aniversário de dois meses de namoro ele me levou para jantar. Ele chegou ao meu apartamento mais bonito do que de costume, com um terno e um buquê na mão. Já tinha feito a reserva em um restaurante muito requintado, um lugar lindo. O ambiente era luxuoso, tocava uma música romântica de fundo e a comida era maravilhosa. Após o jantar, Alec ainda me deu um anel de presente, selando o nosso compromisso e me disse que queria fazer da nossa noite inesquecível.
Depois de nosso jantar, ele me levou a um hotel, onde ele tinha alugado um quarto pra nós dois. Ao entrar o quarto estava todo decorado com pétalas de rosas, tanto no chão como na cama. Eu fiquei encantada. Ele abriu um champanhe e serviu duas taças.
_Nessie, quero que nossa noite hoje seja muito especial – ele disse depositando um selinho em meus lábios.
_Tenha a certeza que já está sendo Alec – eu disse enlaçando o seu pescoço e correspondendo ao beijo.
Beijamo-nos apaixonados. Ele me beijava com tanto carinho que me cativava. Sua língua pedia passagem e entrava cuidadosamente em minha boca. Ele era delicado até ao tirar minhas roupas, durante o beijo. O beijo era lento, mas aquilo me deixava excitada, suas mãos percorriam sutis pelo meu corpo. Eu desabotoei sua camisa e passei minhas mãos pelo seu peito, fazendo Alec suspirar. Ele tirava minhas
roupas sem pressa, peça por peça, dando beijos leves em cada parte da minha pele que se mostrava.
_Nessie você é tão linda! – falou assim que me despiu inteira – Amo você!
_Eu também amo você – naquele momento eu não tinha dúvidas que gostava dele.
Ele me deitou vagarosamente na cama e passou a beijar meus seios, e foi descendo com a boca pela minha barriga até chegar a minha intimidade, onde depositou um beijo casto. Em seguida passou a língua por meu clitóris me fazendo estremecer. Ele parou muito cedo de me beijar ali e foi subindo com a boca novamente em meu corpo, enquanto sua mão se colocava no lugar que sua língua estava segundos
antes, deslizando até o meu centro.
Quando seus dedos passaram a se movimentar em minha intimidade dei um gemido de deleite, incentivando-o a continuar. Ele continuou circulando os dedos em volta do meu clitóris, dando beijos em meu pescoço até eu atingir meu clímax.
Enquanto eu me recuperava, ele se levantou tirando a calça e deitou em cima de mim, ficando entre minhas pernas. Ele ainda estava com a cueca, mas eu podia sentir perfeitamente o grau da sua excitação. Ele me beijava e impulsionava seu quadril em minha intimidade, fazendo a umidade entre minhas pernas voltar a aumentar. Deslizei minhas mãos em suas costas, subindo e descendo bem devagar, e suguei o lóbulo da sua orelha o fazendo gemer.
Alec tirou sua cueca e posicionou sua ereção em minha entrada me penetrando carinhosamente, enquanto murmurava um “amo você” em meu ouvido. Em todo aquele tempo ele agia com tanta delicadeza e afeição, me fazendo sentir a mulher mais amada do mundo.
Ele acariciava todo o meu corpo com ternura, enquanto entrava e saia de mim sempre sussurrando o quanto me amava. Eu embaixo dele me movimentava, acompanhando o seu ritmo, fazendo aumentar assim a sensação de prazer para nós dois. Então não demorou muito para que eu atingisse meu êxtase e pouco tempo depois Alec
também chegar ao orgasmo.
Ele deitou de costas e me puxou pra junto dele. Foi a primeira de muitas noites que dormimos juntos, porém foi à noite mais especial que tivemos.
Flash Back Off
Alec era mesmo muito carinhoso, mas como seria ir pra cama com alguém bem diferente? Jacob devia ser totalmente o oposto dele. Mas não era possível, lá ia minha mente de novo, divagando sobre aquele bandido. Saí dos meus pensamentos, com o toque que deu no meu celular, notificando uma nova mensagem. Era Bree, me chamando pra ir ao cinema. Como precisava mesmo me distrair e parar de pensar
nos atributos do meu cliente, retornei a mensagem dela, falando que passaria em 30 minutos na casa dela. Olhei no relógio, e vi que assim ainda dava pra gente chegar a tempo no shopping e pegar a seção das 16h00min.
Buzinei na porta da casa da Tia Allie, e Bree, veio correndo. Eu já tinha mandado outra mensagem falando com ela para me esperar na porta, se não nós iríamos chegar atrasadas para a seção.
_Oi Nessie!! – ela entrou no carro empolgada como de costume e me cumprimentou com um beijo no rosto.
_Oi Bree! E aí, que filme a gente vai ver?
_Ah, não sei você, mas eu tô louca pra ver um filme chamado Abduction, sabe?
_Sei qual. Parece-me bom, então vamos ver esse. Mas quando você passou a gostar de filmes de ação?
_E quem te falou que eu tô interessada na história? Eu quero é ver aquele lindo e gostoso do Taylor Lautner. Apesar de que eu vou ter que vê-lo fazendo par com a bruxa de blair – ela fez uma cara, que não teve como eu não rir..
_Coitada da Lily Collins, Bree.
_Coitada? Coitado do Taylor! Nessie, você já viu as fotos dela? O cabelo? Aff! E as roupas então? Eu como estudante de moda, falo com conhecimento de causa, ela é breguérrima!!!
Só a Bree mesmo pra me fazer rir e esquecer um pouco daquele processo. Ela não parava de tagarelar um minuto, quase nem dava tempo para eu abrir a boca. E durante o filme ficou pior, mas ela gritava tanto, que eu já estava ficando com vergonha. Eu concordo que o Taylor é lindo e que aquele abdômen dele é perfeito, mas a Bree ficou doida naquele cinema. Era tanto gostoso que ela falava, que por Deus, eu já estava pra sair correndo dali.
Mas o pior não foi isso. Eu olhava para o filme na tela, tentando prestar atenção na história, mas não tirava “ele” da cabeça. E por incrível que pareça comecei a achar Jacob Black bem parecido com o Taylor Lautner. E percebi que estava precisando de tratamento, quando achei que Jacob era ainda mais bonito que o Taylor. Jacob parecia maior e mais forte. Na hora do beijo do casal do filme, eu só pensava em Jacob me beijando. Aquela obsessão por aquele homem já estava ficando fora de controle. Obriguei-me a prestar atenção nos gritos da Bree e de
outras meninas, e assim livrar a minha mente daquela idéia fixa. Era melhor escutar aquilo, do que ficar com aqueles pensamentos.
O filme terminou e enquanto nos encaminhávamos pra praça de alimentação, minha prima não parava de falar do Taylor.
Ficamos por lá um tempo tomando um milkshake de ovomaltine do Bob's e jogando conversa fora. Como senti falta de fazer esses programas com a Bree: ir ao shopping passear e ver um filme e depois tomar um milkshake. Fazia-me lembrar de quando éramos adolescentes e a vida era bem mais fácil, sempre fazíamos esse programa juntas. Senti muita falta disso no Canadá.
Demos uma volta ainda e fomos embora, pois a Bree ainda precisava se arrumar, porque ela tinha um aniversário de uma colega da faculdade pra ir, ela insistiu muito comigo pra ir junto, mas eu não ia. Não conhecia a garota e estava com muita vontade de descansar porque a semana que vem iria ser longa.
Na segunda-feira meu pai saiu bem cedo para dar aula e minha mãe ainda não tinha chegado da chamada de emergência que ela tinha ido atender de madrugada no hospital, então eu estava indo a pé até o metrô. Já estava chegando, quando um carro parou ao meu lado.
_Oi Renesmee! Está indo para a Volturi?
_Oi Félix. Eu vou pra lá sim.
_Entra aí, que eu te dou uma carona.
_Olha, eu vou aproveitar, porque provavelmente será a última vez. Hoje eu vou comprar um carro.
_Que bom. Mas não precisa disso, se quiser passo aqui todo dia pra te levar – ele falou sorrindo e eu sorri também levando aquilo na brincadeira.
_E você, estava na casa daquele cliente? – perguntei me referindo ao cliente que ele tinha ido visitar outro dia.
_Ah sim. Estava – foi tudo o que ele falou a respeito – Você está gostando de trabalhar na Volturi?
_Estou gostando muito.
_E o caso que você pegou, como está indo? – já tínhamos conversado sobre o caso antes, e ele também tinha me falado pra assistir uns juris.
_Estou indo bem. Consegui muito material e já estou elaborando a defesa.
_Ótimo, não tinha dúvidas de que você se sairia muito bem.
Trabalhei o dia todo no meu escritório, só retornando à noite pra casa. Nem tive muito tempo para conversar com a Claire durante o expediente O único momento em que eu sai de lá foi no horário de almoço, o qual eu só fiz um lanche rápido e o aproveitei pra comprar meu carro.
A noite foi dormir cedo queria estar bem disposta para o outro dia. Eu já estava com todo o processo organizado, mas pensar em rever o meu cliente amanhã, me deixava nervosa. Eu queria acreditar que era por causa daquele jeito arrogante dele, e aquela aura de perigo que emanava dele que estava me deixando assim e não o modo que meu corpo reagia ao dele. Uma certa ansiedade crescia em mim ao pensar em revê-lo, que com certeza era devido ao fato de ser o primeiro cliente
que eu defenderia dentro de um tribunal.
Não sabia como seria a reação dele amanhã, e com certeza teríamos um novo embate. Porém dessa vez eu não iria me deixar levar pelas suas provocações, iria me controlar. Eu já estava com as falas definidas na minha cabeça. Eu ia chegar lá explicar como seria a defesa dele, perguntar se ele estava de acordo e pronto, não ficaria muito tempo. Na verdade, preferiria ter que lidar com outra pessoa,
só de pensar naqueles olhos negros dele, o tempo todo me estudando me fazia sentir calafrios. Mas não tinha outro jeito, amanhã teria que ir novamente à penitenciária estadual rever Jacob Black.
PV Jacob
A noite tinha sido péssima e acordei de péssimo humor. As últimas noites eu tinha revezado entre ter os pesadelos de costume e ter sonhos eróticos com Renesmee. Minha advogada estava me roubando o sono. Já tinha perdido as contas de quantas vezes tive que me masturbar nesses últimos dias, quando acordava excitado depois de mais sonho com ela. Era uma merda! Despertava com meu pau duro e cheio de tesão, sem nenhuma mulher por perto a única maneira que eu tinha de me aliviar era na mão. O dia que eu pegasse aquela mulher, mas eu ia foder ela tanto, que ela ia ficar uns dois dias sem sentar direito. Ia meter em tudo
quanto era lugar e ela ia me pagar caro por me fazer desejá-la desse jeito.
Depois daquele dia, Collin tinha aparecido pra saber como eu tinha ido com o novo advogado.
Flash Back On
_Collin, você queria me sacanear, é? – nem esperei ele começar com aquelas baboseiras de sempre e já despejei minha raiva sobre ele, querendo saber logo qual era aquela de mandar uma advogada gostosa pra cá.
_O quê? Do que você tá falando Black? – ele olhou pra mim assustado e falou com a voz já meio tremendo.
_Não sabe do que eu tô falando, hein? – estreitei meus olhos pra ele. A sorte dele era que tinha um vidro entre nós – Então deixa eu te ajudar. Eu tô falando da advogada muito da gostosa e irritadinha que você mandou aqui pra me defender, mesmo sabendo o quanto eu estava acostumado com sexo e agora tô aqui sem pegar ninguém a mais de um ano.
_Me desculpa, eu conversei com Aro e não sabia que ele ia mandar uma mulher.
_Você queria era me sacanear? Alguém te pagou pra me ferrar, foi?
_N-não chefe. E-eu juro que não sabia. Conversei com Aro como te falei e ele me garantiu que arranjaria um ótimo advogado para te defender, mas não falou quem era a pessoa e muito menos se era mulher. Eu juro! – agora, já não era só a voz dele que tremia.
_Tudo bem, tudo bem. Não precisa ficar tremendo desse jeito – ele estava apavorado – E se tiver sido você, mais cedo ou mais tarde eu vou ficar sabendo.
_Pode pesquisar chefe. Eu juro que não sabia de nada.
Collin podia ser meio lesado, mas ele tinha muito medo de mim e era um dos que estavam comigo desde a época da Tânia, e até hoje sempre tinha sido muito leal.
_Já chega! Eu disse que tudo bem. Eu acredito. E de uma vez por todas pare de me chamar de chefe. Saco! – eu ainda ia dar uma porrada nele, pra ver se ele parava com isso.
_Ok. E Black, vou hoje mesmo conversar com Aro pra que ele arrume outro advogado pra defender você.
_Não.
_Não? Mas você não falou que...
_Collin você escutou o que eu disse? – ele balançou a cabeça afirmativamente – Ela já veio e é ela que vai ficar agora. Além disso, já tenho vários planos pra ela.
_Você quem manda Black.
_Quero que faça uma coisa pra mim. Quero que procure saber tudo sobre essa advogada. O nome dela é Renesmee Cullen. Quero tudo, entendeu? Desde a infância até o momento que colocou os pés dentro dessa penitenciária, essa semana. E me traga esse dossiê completo o mais rápido possível. Fui claro?!
_Como água.
Flash back off
Collin ainda ficou me colocando a par dos assuntos, antes de ir embora. Depois de alguns dias ele retornou trazendo todas as informações que eu pedi.
Estava no refeitório comendo aquela gororoba que eles chamavam de almoço. Aquilo era ruim demais, e todo mundo reclamava daquela comida. Como eu já tinha comido muito resto de comida na minha vida, na época que andei pelas ruas, aquilo pra mim era fichinha. Diziam que aquele cardápio era feito por uma nutricionista e que tinha os nutrientes necessários para nós. Sei. Pode até ser que seja, mas
que aquilo tinha um gosto horrível, isso era indiscutível.
Aqueles presos também reclamavam de tudo. Tudo era motivo pra querer iniciar um motim. Sempre falavam da comida, das roupas, da cama, de tudo. Mas também eles estavam achando o quê? Que estavam tirando férias num hotel 5 estrelas? Não, aqui era a
prisão. Estávamos aqui pagando nossas penas, não passando férias. Nós tínhamos sido julgados e condenados. Cara, ali era tudo péssimo! Não adiantava ficar se lamentando. E era melhor usar a cabeça pra outras coisas do que ficar todo dia pensando em fazer rebelião.
Os idiotas dos presos também armavam uns esquemas tão fraco de fugas que sempre eram pegos, aí voltavam como foragidos e a pena aumentava mais ainda. Eu ficava quieto no meu canto. Mas, se por um acaso não conseguisse sair de lá com uma condicional ou regime aberto, ia dar um jeito e sair da minha maneira mesmo. Apodrecer na cadeia é que eu não ia.
Eu ficava observando os presos, sabia o que cada um fazia. Aquela penitenciária podia ser de segurança máxima, mas mesmo assim alguns viciados ainda arrumavam um jeito de conseguir droga, mas a quantidade era pouca e nenhum ainda tinha morrido lá dentro por overdose. Tinha uns imbecis que gostavam de comer outros e se achavam machões. Tá bom! O cara pega outro cara e ainda se acha homem, mas só se fosse na cabeça dele. O problema era deles se uns queriam dar o rabo e outros comer, mas pra mim era tudo viado.
Eu ainda tinha dado sorte, porque apesar de ter sido condenado, as provas contra mim eram poucas, graças ao Lobo que descobriu a armação e não me deixou ir até lá receber o carregamento de armas naquele dia. Então naquele dia, a polícia foi ao cais me pegar, Lobo me avisou na hora H e eu saí de lá correndo, mas mesmo assim não deu tempo de chegar em casa e pararam o meu carro na rua. Estava armado e fui preso por porte de arma, mas não ficou nisso. Riley depôs contra mim e ainda tinha uma foto minha com um dos membros da máfia italiana.
Juntou-se isso aos meus bens e não teve outra fui condenado por posse ilegal de armas e lavagem de dinheiro, e ainda estava esperando o outro julgamento sobre o tráfico de armas, que a polícia ainda estava investigando. Os crimes que eu tinha sido julgado eram fichinha perto do outro, tinha pegado só quatro anos de prisão, enquanto que se conseguissem provar sobre o tráfico o mínimo que pegaria eram 30 anos em regime fechado.
Riley Beens era o nome do sujeito que tinha me dedurado. Encontrei com ele, por acaso numa dessas encruzilhadas da vida. Ele me pareceu ter uma carreira promissora naquele meio e começou a trabalhar pra mim. Não ia muito com a cara dele, mas nunca achei que ele queria entregar a minha cabeça de bandeja pros tiras.
_Black, venha comigo – eu estava no banho de sol, quando o policial me chamou – Sua advogada veio conversar com você.
O policial fez o procedimento padrão e abriu a porta daquela sala, me deixando novamente cara a cara com ela.
Renesmee vestia um daqueles tradicionais conjuntos de saia e blusa, totalmente comportado. Mas toda aquela roupa para mim não adiantava nada, quando eu já a tinha despido na minha cabeça. Assim que coloquei meus olhos nela, meu pau endureceu na hora, fazendo minha raiva por ela aumentar no mesmo nível do desejo que eu sentia por seu corpo.
Depois dos sonhos que eu estava tendo com ela, estar aqui novamente cara a cara com ela, vê-la assim deliciosa na minha frente, aguçava ainda mais a minha já pervertida imaginação. Eu queria muito saber se ela era tão gostosa na realidade como era nos sonhos. Queria ver se o seu sabor era realmente tão doce, como eu senti e se ela iria gemer pra mim daquele mesmo jeito. Apesar de que isso, eu podia garantir que ela ia fazer.
Não sei por que a desejava daquele jeito, sendo que isso nunca tinha acontecido antes. Ela era uma mulher normal, muito profissional, comportada e sem graça. Apesar de quê, pra falar a verdade eu podia dizer qualquer coisa dela, menos que ela era sem graça. Mesmo vestida daquela maneira dava pra ter uma boa noção de como seria o seu corpo. A saia, mesmo sendo abaixo do joelho, não conseguia esconder toda a beleza das pernas e a bunda redonda. Os cabelos flamejantes
dela davam um toque todo especial, no rosto de traços bem feitos. E ainda, para completar tinha o gênio forte. E a sua irritação só contribuía para aumentar cada vez mais o meu tesão por ela e a vontade louca de amansar aquela fera na cama.
_Boa Tarde Dra. Cullen – dessa vez eu falei primeiro. E estendi a minha mão algemada pra ela, sem desviar meus olhos dos dela.
_Boa tarde Sr. Black – ela me olhou séria e ficou meio hesitante em apertar a minha mão, mas a segurou mesmo assim, fazendo aquele mesmo calor da outra vez, se concentrar novamente em meu pau.
Com certeza ela não queria estar ali. Dava para notar que se ela pudesse, mudaria sem hesitar de cliente, mas pelo que o Collin havia me dito, ela estava meio sem opção.
_Então ainda é a minha advogada – não era uma pergunta.
_Como pode ver, sim – e eu estava vendo.
Olhei-a de baixo a cima demoradamente a fazendo notar e inspirei o seu cheiro. Eu podia ver sim, mas poderia ver melhor ainda se ela estivesse nua. Não pude deixar de sorrir pensando em como ela iria gemer quando eu estivesse dentro dela.
_E suponho que já está mais calma e também já pensou em como irá me defender – falei já me sentando, tentando controlar melhor membro que pulsava dentro da calça, e ela fez o mesmo.
_Obviamente, eu vim aqui para conversar sobre isso – ela ignorou totalmente o fato de eu a ter relembrado sobre a cena que ela fez na outra semana.
Uma coisa que eu não podia negar era a sua determinação. Se fosse qualquer outra mulher, não colocaria mais os pés aqui. E o modo como ela me enfrentava me deixava ainda mais com tesão. Muitos me temiam e vários homens não ficariam na minha presença como ela estava fazendo agora. Ela me encara e conversava comigo sem desviar o olhar.
_Estou escutando.
_Pois bem. O senhor foi julgado por porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro e ainda está sendo indiciado por tráfico de armas e formação de quadrilha. Estes dois últimos crimes ainda estão sendo investigados, mas até agora o FBI não conseguiu encontrar nada para incriminá-lo – lógico que não, eu não era nenhum otário que saia por aí deixando rastros de tudo o que eu fazia – Sobre a parte do porte de armas o código penal prevê de 2 a 4 anos de reclusão em regime fechado e no caso da lavagem de dinheiro, a pena é de 3 a 6 anos em regime
semi-aberto, mas nesse caso creio que o sucesso da sua sociedade com uma empresa de eletroeletrônicos e com uma certa rede de supermercados, aliado aos vários bem sucedidos investimentos na bolsa de valores, vão dar pra explicar como adquiriu tantos bens.
_Pelo visto fez bem o dever de casa – mas não tem bem como o que eu fiz sobre você. Completei mentalmente.
_Continuando – ela ignorou o meu comentário – O problema maior está no depoimento que esse Riley Beens pode dar e na foto que ele tem. E nesse caso, se o senhor for condenado por tráfico de armas, já deve estar ciente que pode pegar até prisão perpétua – não disse nada, eu sabia bem quais eram as penas para esse delito, e estava bem ciente quando entrei no ramo, mas aquilo era só mais uma coisa dentre tantas outras que eu já havia feito – Descobri várias coisas sobre o senhor Beens, além de ser um viciado e traficante de drogas, ele também é um perigoso assaltante de bancos – novidade, isso tudo eu já sabia – E isso pode ajudar e muito nesse processo. Só vou ter que citar alguns dos variados delitos dele, que inclusive já consegui provas, para o depoimento dele cair por terra na frente do júri e ele ir preso. E sobre a foto, que é a única prova nesse caso, não é crime ser amigo de algum traficante é crime sim, ser traficante.
_Faz sentido – realmente pelo que tudo que ela disse poderia funcionar, dentro de um tribunal – Talvez a senhora não seja tão ruim advogada como eu pensei.
_Não adianta Sr. Black, hoje o senhor não vai conseguir me irritar – ela me olhou segura.
_Só estou fazendo uma constatação. Sinto muito se minhas perguntas te irritam tanto. – ela estreitou os olhos e eu vi que ela estava por um fio de perder o controle, e eu não podia perder a oportunidade de provocá-la – E pelo que me lembre da última vez você se irritou bem fácil.
_Você se acha muito esperto, não é?
_E você se acha muito inteligente.
_Alguém já te falou, o quanto é prepotente e arrogante?
_Não precisa elogiar Dra. Cullen.
Ficamos nos encarando por um momento, sem falar nada. Meu pau pulsava descontrolado dentro da calça, louco para fodê-la sem dó. Aquele jeito metido e bravio dela me instigava, fazendo a minha vontade de domá-la e possuí-la ficar quase incontrolável.
_Bem o que eu tinha pra falar era só isso. Como sua representante legal, há mais alguma coisa que eu possa fazer pelo senhor?
_Na verdade sim. De acordo com o Regimento Prisional, se os presos tiverem bom comportamento, depois de um ano eles podem receber visita íntima Já faz exato um ano, dois meses e quinze dias que eu estou aqui, e não tive nenhum problema de comportamento, mas ainda não tive essa regalia. Quero que resolva isso para mim – eu precisava de um boa trepada o mais rápido o possível, pra se assim esses sonhos eróticos com Renesmee cessavam.
_Hum... Vou ver isso, mas a sua... Namorada, deve fazer o cadastro primeiro, aqui mesmo na Penitenciária.
_Não sou homem de ter namorada. E o cadastro já foi feito.
_Então a sua companheira deve trazer primeiro o exame de HIV e de doenças sexualmente transmissíveis.
_Também não tenho nenhuma companheira. Mas a mulher que virá já esta com todos os exames e documentação em mãos.
_Tudo bem vou ver isso para o senhor – ela ficou mais séria do que de costume. _Alguma outra coisa.
_Não.
_Então, com licença.
Ela se levantou, dando a volta na mesa e me estendeu a mão mantendo uma distância segura de mim.
_Estou precisando que veja sobre a visita o mais rápido possível, se é que me entende – falei e apertei a mão que ela tinha me estendido – Apesar de que, uma mulher como você não pode entender bem sobre o que é uma necessidade por sexo, não é doutora?
_Já disse que hoje não vai conseguir me tirar do sério.
Ela abriu sua mão, já se preparando para largar a minha, mas eu segurei mais firme a dela e a puxei colando o seu corpo no meu, deixando-a entre a mesa e eu. Ela olhou pra mim assustada. Minhas mãos algemadas ficaram entre o meu corpo e o dela, sem soltar a sua mão.
_A tiro do sério, doutora?
Eu falava muito perto da sua boca, fazendo os pelos dos seus braços se eriçarem. Eu sentia o coração de Renesmee batendo freneticamente em seu peito. Ela ainda olhava pra mim, e eu fui aproximando nossas bocas. Ela fechou os olhos, esperando pelo beijo do jeito que eu imaginei que faria, pelo visto o desejo que eu sentia era recíproco. Meu pau estava duríssimo e latejava louco de vontade possuí-la. Eu estava com muita vontade de beijá-la, mas se eu fizesse isso ali, na condição em que eu me encontrava, não iria parar até que estivesse
com meu membro enterrado até o talo dentro dela e pelo jeito isso não iria ser muito difícil. E com certeza eu ainda iria fazer isso, mas não daquela forma, com as mãos e os pés algemados. Virei à cabeça e rocei meu nariz em toda a extensão do seu pescoço inspirando profundamente, começando pela clavícula, até chegar à orelha.
_Gosto do seu cheiro – eu disse próximo ao seu ouvido e a soltei.
Notas finais
N/B: Jesus, Maria e José!!!! Esse Jake acaba comigo!!! Vou morrer qualquer dia desses. Eita homem delicioso, sô! kkk Renesmee sua tonta aproveita que o homem tá sensível e melhor na seca! Kkkk Gente, eu não sei vocês, mas eu amei o capítulo. Josy a cada dia se supera mais e mais. A fic tá um arraso e tenho certeza que vai ficar melhor ainda (se é que isso é possível) Renesmee se acha louca por pensar no Jake. E ele acha que só a deseja porque esta sem sexo. Quem tem razão?! Mas vem cá, e essa primeira noite da Nessie e do Alec? Que porra foi aquela??? Não me admira ela ficar a ponto de ter uma combustão quando Jake entra em cena. Namoradinho mais ordinário esse que ela foi arrumar, sem contar o chiclete do Felix. O homem não se toca! E ai?! O que vocês acharam??? Próximo capítulo promete fortes emoções!!!!! Então dedinhos no teclado e façam a autora feliz!!!! Recomendações também são bem vindas!!! Rs Beijokas!!!! Dayalukina.
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