Atração Fatal
6 Capítulo 6: Let Me Love You
Passaram-se uma semana. O resto da família chegou a voltar para a mansão onde o casal estava mas pouca coisa mudou diante disso. Annie e Katniss viraram amigas e Gale se destacava por sua simpatia. Peeta era o mesmo, não recebera mais cartas, levava a esposa em alguns eventos e não dormia mais com ela. Eles ainda dividiam a mesma cama, mas cada um em seu canto.
Katniss fingia dormir mais cedo e durante o dia, caminhava no jardim da casa onde morava. Ou seja, os dois não se tocavam, não se falavam e faziam da vida um do outro, resumindo, um inferno. As vezes, a Everdeen passava a se lembrar de Finnick e suas chatices, contudo sentia falta mesmo era de Madge.
—AI!- a garota reclamou de dor. Ela tomava banho, se enrolou na toalha e assim saiu.
Ainda era de manhã, quando Haymitch simplesmente nunca ficava em casa, Annie também saía, chamando por Katniss que recusou e já Gale, ocupou-se em cuidar dos negócios com o pai, assim como Peeta. Assim, ela estava definitivamente sozinha naquele lugar.
Resolveu tomar um banho para lavar os cabelos, a banheira era espaçosa e ela tinha vontade de ficar lá por horas. Katniss passou o seu perfume e penteou os cabelos por longos minutos, porém ao abrir a caixinha de joias, uma lasquinha de vidro passou por seu dedo, machucando-a.
—Demônios! Nunca olha o que faz, né Katniss?- ela olhou desesperada para o machucado. O que parecia simples, saía muito sangue, já que acabava de ser perfurado e precisava de um curativo urgentemente. Ela parou para pensar.
A única caixa de primeiros socorros ficava no escritório. No escritório de Peeta.
Katniss não sabia exatamente a razão, mas ficava lá. Talvez pelo fato dele sempre atrair acidentes. Ou também porquê Peeta possuía uma paixão inexplicável por cavalos, o que lhe rendia belos acidentes de vez em quando. A moça era proibida de ir até lá, muito menos assim, só de toalha.
A Everdeen pensou, estava sozinha então, se fosse no escritório bem rapidinho, ninguém iria saber e o dedo pararia de arder. Ótimo, ideia perfeita.
E foi o que Katniss fez, andou até lá, ainda sem se vestir devidamente só com as pontas dos pés. O escritório era diferente do que ela pensava, era imenso e tinha fotos de Peeta com todas as idades possíveis, estavam todas estampadas na parede. Tinha uma ainda bebê, a garota ficou impressionada, ele era muito fofo no colo da mãe. Pegou a caixa , fez o curativo rapidamente e trancou o cômodo, voltando ao quarto.
— AI!— ela gritou novamente, contudo não foi de dor e sim, de susto. Katniss trancou a porta de seu quarto só que ao se virar, uma figura alta estava ao lado da penteadeira olhando o estrago que ela fizera minutos atrás- P...Peeta? O que faz aqui?
—Eu tenho uma pergunta melhor a fazer...O que você fazia fora daqui? E ainda vestida desse jeito?- o loiro cruzou os braços, aviso de que uma bela bronca viria.
—Perguntei primeiro- Katniss disse rapidamente em resposta, vendo como Peeta levantava a sobrancelha.
—Katniss...Eu te dei ordens simples- ele se aproximou aos poucos, nunca proximidade perigosa- Por que insiste em me irritar?
—Eu só fui cuidar do meu dedo, machuquei com o vidro e fui fazer o curativo, apenas isso- assim que a garota terminou o discurso, acalmou-se em certa parte. O Mellark melhorava a expressão, apesar de continuar sério e misterioso- Achei que não iria se importar.
—Só o dedo?- Katniss assentiu. Sorte que não havia abrido as gavetas, se caso descobrisse sobre Glimmer, Peeta viraria um bicho. E era melhor nem experimentar, ele não sabia controlar a ira- Deixe-me ver, Chérie.
A Everdeen estendeu a mão e o marido a pegou delicadamente. Ele não segurou o riso, vendo como devido a pressa, Katniss mal tinha feito direito. A gaze que cobria estava de uma meneira má colocada, enrolada junto com o esparadrapo enquanto dava-se para sentir apenas o cheiro de álcool.
Peeta conseguiu arrumá-lo, deixando a aparência bem melhor. Ele fazia com vontade, negando com a cabeça de vez em quando e rindo enquanto a esposa o observava com atenção. Ela o acompanhou, tomando nota de que nunca percebeu que por trás daquela frieza, havia aquele rosto tão...lindo. Peeta estava sendo amoroso, como um verdadeiro marido.
—Obrigada- disse por fim. Os dois, sentados na beira da cama, não conversavam. Katniss, ainda de toalha e Peeta, que estava somente com o colete e a camisa, agora arrumava as mangas da mesma-Estava horrível.
—Sei que fez isso por causa do dedo, mas não volte lá novamente- o loiro avisou, com a voz baixa e sem grosseria. A moça assentiu, concordando sem problemas- Agora vá se trocar, sorte sua que ninguém a viu.
—Sei ser discreta quando quero- Katniss se levantou da cama, só não percebeu os olhares do marido sobre seu corpo. Ele ficava fascinado, sabendo que era impossível negar todo o seu charme.
A Everdeen abriu seu armário, deixou as joias de lado com medo de se machucar novamente. Pegou o vestido, as roupas de baixo juntamente com o espartilho e depois parou. O marido continuava lá, sem se mover. Como ela iria se trocar? Não dava para vestir um espartilho dentro de um banheiro.
—Hum...Vai ficar aí?- perguntou sem jeito. Peeta ergueu os ombros, continuando no mesmo lugar- Eu vou me trocar.
—E eu não sou o problema aqui, não me olhe como se fosse um- o Mellark insistiu, fazendo a garota bufar de raiva.
Então seria assim, esses joguinhos idiotas. Sentia falta do cavalheiro de minutos atrás. Katniss se virou derrotada e Peeta sorriu malicioso atrás dela, sabendo que estava quase na hora. Ele se levantou disfarçadamente, indo até a penteadeira e fingindo estar arrumando as joias por ali, mas pelo canto do olho, sem a garota ver, a espionava.
Ela pegou uma espécie de calcinha e vestiu por baixo da toalha mesmo. Só que chegara a vez do espartilho, e não era tarefa fácil. Katniss tirou o pano branco de si, empurrando o cabelo para o lado.
Peeta, sem querer arregalou os olhos. Era perfeição demais para alguém só. Tudo bem, ela estava de costas, mas era de se admirar. E aquele pescoço a mostra? Merecia uma bela marca dele. A garota pegou o espartilho e começou a amarrar, só que uma pessoa só não era o suficiente.
E ninguém melhor do que o marido para ajudar nessas horas, certo?
—Precisa de ajuda Ma Chérie?- o rapaz a agarrou por trás, falando em seu ouvido. Katniss nem percebera, assustando-se com isso e acabou arrepiando com a mão direita dele tocando parte da sua pele exposta.
—Por que não?- respondeu. Ela se apoiou na penteadeira, deixando ele fazer o resto.
Peeta, se posicionou atrás, agarrando as cordas do espartilho. Ele sabia como amarrar, contudo era melhor com arrancar. Suas mãos ágeis foram bem rápidas, só que seu corpo as vezes se aproximava do dela, em cada puxava que dava. Por causa da falta de ar, Katniss dava uma pequena, bem minúscula, rebolada no momento do puxão e o marido já não aguentava mais.
Aquela mulher o deixava louco, aquele pescoço exposto, ele sentido aquele perfume, o rebolado...Ele precisava dela agora.
Terminou de amarrar até a metade, observando a pele das costas dela. Podia desamarrar, mas seria melhor dar outro puxão, um bem forte, fazendo-a rebolar com vontade novamente. E foi assim que fez, puxou. E quando a pele dos dois estavam bem próximas, Peeta beijou seu pescoço bem de leve, passando as mãos que tinham nas costas da esposa, para o redor da cintura.
—Peeta...-Katniss fechou os olhos, ciente de que seus batimentos cardíacos já aumentavam consideravelmente- O que está fazendo?
—Acha que é fácil para mim ver você assim? Queria fazer isso desde que te vi entrar naquela porta, Chérie- pela primeira vez aquele apelido a fez arrepiar, tomando conta de seus sentidos e deixando a mesma ser dominada o quanto ele desejasse.
Katniss, se sentindo uma derrotada, não impediu. A respiração dele em seu pescoço, as mãos passeando por sua cintura e parte das coxas. Um leve aperto ali e isso era o suficiente para fazer a garota rebolar. Aquilo colocava qualquer um louco, a pele dela era macia e quente, sem falar naquele perfume.
No segundo seguinte, ela sentiu parte de seu espartilho afrouxar. As mãos do marido agora entravam por suas costas, tentando se livrar das últimas peças de roupa, não sem antes aproveitar de cada centímetro dela que tinha posse.
—Peeta...- Katniss falou como um sussurro, ainda de olhos fechados.
—Esqueci da quinta regra, Chérie- a voz dele era sedutora logo ao ouvido da Everdeen, o que continuava a tomar conta dos seus sentidos- Sendo minha esposa, eu posso te ter a hora que quiser e no lugar que quiser, você me deve obediência, lembra?
Katniss mal prestara a atenção, ciente de que desejava ouvir aquela voz mais algumas vezes. E aquele apelido? Não interessa do que significava, aquilo causava arrepios. Foi só perceber isso, que o Mellark a virou, tomando a boca dela com vontade. As mãos da garota agarravam os cabelos dele esquecendo do curativo que tinha ali e nisso, Peeta a empurrou um pouquinho para se livrar do colete e da camisa.
—E eu digo que quero você aqui e agora- ele avisou, beijando-a novamente.
Katniss se inclinou para trás, tirando o espartilho com o loiro a admirando, as orbes claras denunciando todo os pensamentos mais possessivos dele.
Aquele corpo era esculpido por demônios. O que o rosto tinha de doce, angelical e inocente, o corpo não tinha.
Esse pequeno detalhe fez com que ele a sentasse em seu colo, enquanto tomava o pescoço e os seios com urgência. A garota não deixou de gemer, sabendo que aquela sensação era diferente.
—Gosta disso, Chérie?- Peeta disse atiçando ainda mais- Peça para que eu continue.
Isso já era humilhação. Ela nunca pediria, seria como uma vitória ao marido, como se ela já tivesse se entregado. E ela não era assim, não se entregava fácil, aquilo era só prazer físico. Mas o que as palavras não mostravam, os gemidos traíam, e muito. Eles saíam com frequência a cada vez que o marido a tocava de algum modo.
—Você é tão...tão quente, Chérie- ele a sentou na prateleira. Naquele momento, Katniss já estava totalmente preparada para ele.
Ela passou a mão inocentemente pelo abdômen dele, como uma criança tentando descobrir algo. A garota descia até chegar nas calças, abrindo-a e deixando que ela tomasse o seu rumo até o chão. Katniss estava quente, estava fervendo. Pela primeira vez queria aquilo e suas ações mostravam claramente isso, deixando o marido louco.
Como uma pessoa tão pequena poderia fazer aquilo com ele?
Peeta a levou em seu colo novamente, agora a empurrando contra a parede, deixando seus corpos ficarem bem próximos novamente. As últimas peças de roupas foram jogadas ao chão e agora só haviam os dois. O loiro ciente de quase cada detalhe da morena, principalmente de cada forma a fazer com que a mesma se entregasse fácil, como agora, começou a brincar com a intimidade da garota. Com um dedo, ela gemeu baixo porém com dois, foi o suficiente para ele continuar fazendo a esposa bagunçar os seus cabelos.
—Quem mandou ser tão apertada, Chérie?
—Eu...Preciso que...- ela nem precisou pedir, Peeta já sabia o que era.
Foi de uma vez só, Katniss soltou um grito baixo e uma sequência de gemidos. Os movimentos continuavam e os gemidos dos dois eram evidentes, um misturando com o outro. A garota era tão empresada na parede, que parecia que eles iriam parar do outro lado. Exaustos, agora eles tinham a respiração alta e Peeta levou a esposa para a cama, deitando as seu lado. Em silêncio, os dois continuavam lá, abraçados e de olhos fechados.
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—Me desculpe!- o rapaz disse imediatamente ao esbarrar o corpo contra ao da bela moça que olhou-o com curiosidade.
Finnick andava tranquilamente pelas ruas do centro da cidade. Seu escritório era ali e ele resolvia algumas coisas para o pai, como, registrar o que entrava e saía e, controlava o número de trabalhadores na empresa. Afinal, um dia ele vai ser o herdeiro de tudo, precisava praticar.
O rapaz, ao contrário do grande Everdeen, era temido por todos. Finnick dava punições severas aos que não cumpriam as regras ou tinham corpo mole no trabalho. Ele não admitia improdutividade. Mas pelo menos alguma coisa o salvava, a sua quase inacreditável beleza.
Mr. Odair era competido, não andava na rua despercebido. Damas e mais damas já mandaram cartas apaixonadas ao rapaz, só que ele as ignorava, jogava fora ou até queimava. Ele aproveitava no começo, iludira várias moças, as levava para a cama, tirando a virgindade de muitas, e no final, fugia antes que o pai da sua amante o pegasse.
Ele cortou muito corações,contudo ainda sim era um galã.
A sua maior amante foi Claire. Lady Evans. Foi a que durou mais, um ano. Ela era perfeita, os cabelos negros e longos com leves cachos nas pontas. O vestido decotado marcando os seios fartos. O rosto branco, olhos castanhos sedutores e a boca numa linha reta. Finnick cortejou a garota desde a primeira vez que a viu, mas ela era difícil, gostava de joguinhos. E isso o deixava louco.
Ele tinha 18 anos e Claire, 25. Eles tinham uma ligação muito forte, só que Mr. Everdeen nunca aceitaria o casamento, a moça era bem mais velha. Diante disso, venio a ideia da fuga, principalmente pelo fato de que Finnick nunca chegou a ficar ciente do quanto era induzido por ela. Claire fingia até estar grávida e faria qualquer coisa para ficar com o rapaz. Um dia antes da viagem, a envenenaram. Não se sabe como, mas ela morreu com veneno.
Finnick não aceitara que aquilo fosse um suicídio, ela nunca faria isso. Claire perdeu os pais ainda bebê e foi maltratada durante a infância. Fugiu da casa dos pais adotivos e acabou parando num bordel qualquer. Foi a única maneira de ganhar dinheiro e sobreviver. Lá, Claire conheceu Finnick em uma noite, quando ele era seu cliente. Porém para o rapaz, Claire era a melhor dali, a enchia de caprichos. Depois de sua morte, ele nunca mais foi o mesmo.
—O que faz aqui, Mr. Odair?- Annie perguntou, arrumando a saia do vestido que sofreu o ataque do esbarro segundos atrás.
—Estava voltando para casa...entretanto me parece que o destino nos fez nos encontrarmos novamente- ele fez um dos seus melhores sorrisos, aquele que fazia qualquer uma arrepiar.
—Foi só coincidência- a garota riu debochando, enquanto voltava a andar.
Na verdade, eles não esbarraram acidentalmente. Finnick ficou encantado com Annie desde que a viu, ela lembrava muito a antiga Claire. A mesma voz, o mesmo andado e até os mesmos gostos. Claire adora vermelho. Isso levava ao detalhe de que ele a queria mais do que tudo.
Annie era como um ímã, Finnick precisava dela. Então, ao vê-la ali passeando, resolvera “esbarrar” para poder puxar assunto.
—Coincidência? Essa série de encontros são meio estranhos, não acha?- ele voltou a rir teatralmente.
—Na verdade, não- Annie parou na frente da joalheria. A que tinha o colar de rubi, mas ele não estava lá.
—Procurando por isso?- surpreendeu-se ao ver que o Odair lhe estendia uma caixa azul macia. Abriu-a, revelando uma corrente com um coração fazendo os olhos da garota vidrarem no objeto- Percebi que se apaixonou por eles, não contive a vontade.
—Mas...mas...- ela ficou paralisada, não engolindo a ideia de que Finnick havia comprado um colar sem ao menos conhecê-la direito.
—Sem "mas". Esse é um presente seu- Annie tocou o colar , observando a textura e cada detalhe com gosto. Da mesma forma, o Odair logo o colocou em seu pescoço.
—Mas como poderei recompensar? Isso é muito!
—Fico grato só em saber que te agradei, não será necessário fazer nada- Annie falou um ”obrigada” fazendo o rapaz beijar-lhe a mão e logo depois voltar a andar, contudo parou para pensar, voltando a tomar atenção a moça- Você disse e queria retribuir...se realmente quer, me dê o prazer de sua companhia em um jantar num belo restaurante inglês, o que a senhorita quiser. Só diga sim Lady Mellark e eu ficarei grato.
Finnick a deixou lá estática. Ele havia a chamado para sair? E ela, deveria aceitar? Annie não tinha nem como falar, aquilo era impressionante. Era bom, entretanto ao mesmo tempo, assustador.
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