Atração Fatal
23 Capítulo 23: My Fantasy
Duas semanas já haviam passado e Katniss não poderia se sentir mais feliz. Os dias pareciam escapar de seus dedos e ela mal percebia quando a noite chegava, para a decepção da garota. A Everdeen só desejava que tudo durasse mais um pouco. Naquela manhã em questão Peeta havia deixado um simples bilhete sobre a penteadeira, um detalhe que chamou a atenção da esposa.
Assim que viu o pequeno papel dobrado, Katniss não hesitou em pegá-lo, lendo as mais belas palavras que o marido tinha escrito, deixando a Everdeen mais feliz do que nunca.
Ela saiu do quarto logo depois, dando bom dia a todos que passavam. Annie a olhou desconfiada assim que a viu entrando na sala com passos rápidos e um sorriso enorme nos lábios. Madge soltou um riso baixo, balançando a cabeça em seguida. Logo depois Katniss se voltou para Annie, que segurava Andrew nos braços.
— Eu o amamentei escondido nas últimas noites — a garota disse alisando os cabelos da criança. Ela tinha leite de sobra já que Christine não estava ali para receber — ele adorou, nem queria parar de mamar.
— Andrew está melhor? — Madge perguntou séria, recebendo um gesto afirmativo de Annie.
Todos estavam preocupados com Andrew desde a última semana. O bebê tinha pegado uma forte gripe, tanto que os pais e boa parte da família não estavam mais conseguindo dormir sem se certificarem de que a febre do garotinho já tivesse passado. Peeta passava horas do lado do filho, observando as suas reações e tentando encontrar algo que resolvesse aquele problema.
O Mellark não descansou até ver Andrew melhor. E mal ele sabia que era Annie quem havia arranjado um jeito de fortalecer o pequeno, que sentia falta de um leite materno.
— Mad, poderia me ajudar com a gravata? — Gale apareceu de repente na sala, levando Madge consigo. E então Annie foi chamada logo depois por uma empregada que procurava por auxílio.
— Poderia segurar ele por um minuto, Katniss? — Katniss paralisou no instante em que ouviu o pedido. Assentiu meio hesitante, não sabendo o que de fato fazer com aquela criança no colo.
E nisso ela foi reparar que era a primeira vez em que tinha Andrew em seus braços. Mesmo depois de tanto tempo, de tantas coisas que aconteceram, ela não teve a oportunidade de pegá-lo e olhá-lo tão de perto.
Annie notou toda a falta de jeito da amiga, pensando duas vezes antes de seguir a empregada que a esperava na porta. Mas não teve jeito, ela precisava ir. E foi justamente isso que fez.
Katniss respirou fundo e viu Andrew abrir os olhos para encará-la, um ato que a fez perder o ar mais uma vez. Os olhos, os cabelos, os mais simples traços… tudo lembrava a imagem de Peeta. Algo inacreditável de se ver.
Ela chegou a sorrir abobada, levando as pontas dos dedos da mão direita para tocar-lhe o rosto pálido, dando uma atenção especial para aquelas bochechas levemente avermelhadas. O formato dos lábios… aqueles lábios… eram idênticos. Katniss podia até mesmo imaginá-lo sorrindo. Choraria admirada se o visse assim.
Não podia negar que já estava completamente hipnotizada, algo que a faria se sentir culpada mais tarde. Era o filho de Glimmer e nada poderia reverter aquela situação. Não deveria estar olhando para Andrew dessa forma, não poderia se apegar tanto. Deveria haver algo nele que lembrasse a velha Glimmer, deveria ter uma marca, um traço, ela sabia que tinha. Mas não encontrou.
Seus pensamentos foram interrompidos assim que a criança tocou a Everdeen no nariz. Ele o apertou e soltou uma gargalhada no momento em que ela fez uma careta, entrando na brincadeira.
— Acho que ainda não nos conhecemos...sou Katniss — falou quando ele parou de rir. Andrew a olhou curiosa, como se pudesse compreender suas palavras — Andrew, certo?- a criança então soltou um riso e logo Katniss deixou que ele agarrasse seu dedo indicador, como se estivessem se cumprimentando — seu papai me disse que você é uma criança muito levada… e eu adoro fazer cócegas nesses tipos de bebês.
Os dois pareciam conversar, mesmo que somente Katniss aparentemente entendesse os sons que Andrew soltava. Ela se sentia uma criança novamente ao se comportar daquela forma. Brincou tanto com o garoto que nem percebeu quanto tempo passou desde que Annie tinha saído da sala, até que Mary apareceu no cômodo e fez menção de pegar o bebê.
— Ele lembra muito o pai, não é? — comentou entregando Andrew para a garota.
— Muito — a empregada falou sem olhar para Katniss, saindo no mesmo silêncio com que havia chegado.
****
Finnick estava furioso. Sabia que sua posição era completamente errada, mas odiava quando alguém resolvia investigar sua vida assim sem avisar.
Depois de uma longa broca, ele se trancou no quarto como um garoto birrento. A porta bateu fortemente, fazendo barulho por toda a casa. Mas nada que superasse o barulho que os passos dele sobre a madeira do chão, ou até mesmo a forma como ele jogava certos objetos para fora da mesa do cômodo.
Sabia que tudo o que fez foi errado, que não tinha como consertar, só que Finnick não queria voltar mais atrás, seu orgulho era maior do que isso. A vida dele já era uma droga mesmo, já estava acabada.
— Ficar com uma mulher casada? Isso foi a educação que eu te dei, Finnick?— explodiu o pai instantes atrás ao descobrir sobre os segredos do filho.
Finnick interrompeu a ira no momento em que colocou uma mão para dentro do terno e tirou dali um cordão com a foto da mãe. E nisso sua raiva se tornou mais forte, a indignação já não cabia mais em seu peito.
— Por que você se foi, mamãe? Por que?— sussurrou olhando a mulher que sorria na fotografia.
“- Isso é para você, meu amor — a mulher abaixou diante do filho, deixando um cordão em sua mão — leve isso com você, não conte as suas irmãs que eu estarei te vigiando durante a viagem… elas podem ficar com ciúmes.
Finnick chorava nos braços da mãe. Era uma pequena criança de dez anos, recebendo um cordão com um pingente que guardava a foto de Mrs. Everdeen. Sabia que Katniss e Madge receberam um igual logo depois, mas mesmo assim ele continuava se sentindo o mais importante.
— Vou sentir sua falta, meu pequeno homenzinho — ela abraçou o filho, derramando algumas lágrimas. E quando o soltou, deu alguns passos para longe.
— Mamãe! — Finnick sentiu quando braços o rodearam, mas aquilo não se tratava de sua mãe. Uma empregada o puxou para trás enquanto ele via a mulher mais importante de sua vida partir naquela manhã.”
Finnick guardou o cordão dentro do terno novamente, enquanto se lembrava de cada detalhe daquele dia. E desde este acontecimento o cordão se tornou algo especial, como a sua proteção.
Ele nem sabia explicar como sentia falta dela. Como doía pensar nela e saber que nunca mais a veria naquela casa, que nunca mais a ouviria cantar a noite ou sentiria de perto a sua presença. Que não precisaria mais estar sozinho.
Finnick sabia que tinha um vazio dentro de seu peito. A solidão e a necessidade incontrolável de ser amado estavam o matando e ele nunca parecia saciar a vontade de ter alguém ao seu lado. Mas ninguém parecia ser suficiente, ninguém parecia suprir todas as necessidades, era impossível. E cada vez mais ele se afundava naquele buraco sem fim a procura de algo que pudesse fazê-lo esquecer de todo o sofrimento.
Cansado de ficar ali encarando as paredes, Finnick saiu mais uma vez do quarto, rumo ao lado de fora da casa. Certificou-se de que seu pai não andava pelos corredores e não pensou duas vezes antes de pegar seu próprio cavalo para sair daquele lugar.
Cavalgou até o centro da cidade, onde pessoas e mais pessoas corriam em busca dos últimos preparativos para o Natal, que seria daqui a um dia. E então ele resolveu descer do cavalo,andando a pé mesmo até seu destino final. Como se algo o puxasse até ali, Finnick entrou dentro de uma loja de roupas femininas.
— Sabe, eu gostei deste mas…— uma voz conhecida chegou até os ouvidos do rapaz. Finnick imediatamente levantou o rosto para procurar o dono daquele som — Não tem uma no tom verde?
— Vou verificar para a senhorita — uma vendedora saiu de um canto da loja. O rapaz então viu uma mecha de cabelo escuro na direção em que a mulher havia saído. Observou mais até identificar. Mas se arrependeu do ato.
— Finnick?
Aquela voz pertencia à velha conhecida Annie Cresta.
****
Effie ninava a criança enquanto se sentava na cadeira de balanço. Christine deveria ser o bebê mais amável do mundo, era tão quietinha e compreensiva que ninguém perceberia a sua existência ali. Enquanto cantava uma música bem baixinho, via a criança de olhos fechados quase pegando no sono. E ela sorriu ao vê-la tão tranquila assim.
— Quem é? — Effie perguntou ainda sorridente ao sentir duas mãos taparem seus olhos por trás. Mesmo que soubesse quem é, ela resolveu entrar na brincadeira.
— Um homem muito bonito — Effie então riu, sentindo o marido tirar as mãos de seus olhos — Obrigada pelo elogio — irnonizou.
— Venha até aqui, Senhor Muito Bonito — chamou Cinna pelo dedo indicador. Ele nem hesitou, tratou de ir para os braços da esposa, sentindo seus lábios depois de tanto tempo.
— De quem é essa gracinha? — perguntou vendo Christine ainda de olhos fechados — Da Annie?
— Sim — Cinna sabia sobre a gravidez de Annie, porque era óbvio que sua esposa nunca iria esconder uma coisa dessas dele — Resolvi cuidar dela para que Annie resolvesse as coisas com o pai da criança.
— Quem? Finnick Everdeen? — Effie assentiu, desconfiada. Não sabia como ele tinha descoberto isso — ouvi vocês falando sobre ele um dia. Sabia que eu o encontrei durante a viagem?
— Finnick? Você foi para o centro de Londres? — Cinna afirmou com a cabeça.
— As coisas estão feias para ele, parece que o garoto teve um caso...com uma mulher casada — Effie colocou uma mão sobre a boca. Annie não merecia, aquele homem precisava de modos, isso sim — É o que comentam na cidade, parece até que Mr. Everdeen desistiu de entregar as posses a ele.
— Você viu Annie? — Cinna negou, para a aflição da esposa. Pelo jeito nada estava seguindo como o esperado.
****
Katniss lia tranquilamente sentada numa das cadeiras do lado de fora da mansão. Havia uma mesa a sua frente e uma proteção logo acima, protegendo-a da neve que estava caindo mais tranquila naquele dia. Ela estava tão centrada na história que nem percebia o que ocorria ao seu redor. Na verdade sentia que nem precisava se preocupar, já que não tinha nada ali.
Dois guardas haviam se colocado para protegê-la durante um tempo, mas depois partiram para o descanso quando ela mesma os liberou. Pessoas a vigiando chegavam a incomodá-la de vez em quando, mesmo que tivesse que se acostumar com a rotina.
Katniss folheou o livro em busca de saber quanto tempo demoraria para terminar aquela história. Mais tarde ela teria que voltar para a biblioteca e buscar outro para ler. E quando já estava prestes a chegar no último capítulo, um vento frio passou e ela viu um par de pernas parar em sua frente.
— Sentiu minha falta? — Katniss levantou os olhos para ver Peeta parado bem ali. Sorriu como sempre fazia e o chamou para sentar em uma outra cadeira ao seu lado, acomodando-se entre seus braços.
Peeta tocou-lhe no rosto e a beijou gentilmente, ato que fez Katniss imediatamente deixar o livro de lado.
— Queria mesmo te ver… tenho novidades — ela anunciou assim que os dois se separaram — Andrew é uma graça, acabamos tendo uma conversa hoje de manhã.
— Ele não te arranhou? — Peeta brincou lembrando das tentativas de carinho do filho, que acabavam em machucados.
— Não — Katniss balançou a cabeça — Andrew me lembra você. Tomara que quando crescer seja parecido contigo — ela acabou soltando por impulso.
Peeta parou por um instante. Seu olhar grudou no de Katniss e ele apenas sorriu.
— Será o garoto mais lindo de Londres — a Everdeen completou.
— Você é perfeita — ele deixou que a frase escapasse de sua boca. Katniss o olhou séria de repente, mas no fundo sabia que adorava aquele novo temperamento dele — Andrew não pode parecer comigo, eu...
— Já chega! Nós falamos sobre isso, não quero que se trate assim! — Katniss chamou a atenção imediatamente. Colocou as costas dele apoiada mais uma vez na cadeira e o encarou séria — Todos nós cometemos erros… e você aprendeu uma grande lição com os seus. E é isso que te torna perfeito aos meus olhos, o que te torna único...Você, Peeta, é tudo o que eu realmente quero.
E eram essas simples coisas que faziam ambos terem a certeza de que nada mais estava errado, de que se preocupar com o resto não valia mais a pena. Peeta levou uma das mãos no rosto da esposa, percebendo como ela havia corado de repente.
— Eu te amo, Chérie— murmurou para logo depois lhe dar um beijo.
Porém, somente um beijo não parecia suficiente. A necessidade de tê-la bem próxima fez com que Peeta levasse o outro braço livre até a cintura da esposa, segurando-a firmemente. Katniss chegou a estremecer assim que um vento frio passou por seu corpo, mas o marido imediatamente a fez esquecer do tempo que estava ali fora.
E conforme ele ia a puxando cada vez mais, Katniss também fazia questão de colocar as mãos em seus ombros. Ela sabia o que viria logo a seguir caso não parassem por ali e no mesmo instante algo pareceu martelar em sua mente.
Katniss não pensou duas vezes antes de se separar de Peeta e abaixar a cabeça, balançando-a logo depois.
— Aconteceu algo? — ele perguntou meio confuso.
— Não, é só uma coisa que eu pensei, só isso — Katniss disse baixo, escondendo o rosto. Sabia que ele perceberia uma hora ou outra.
— Sabe que pode me falar. Deseja algo? — Peeta tentou abraçá-la, mas a garota continuava de cabeça baixa. Ele chegou a afastar alguns fios de cabelo do rosto dela, somente para tentar encontrar aquele olhar, mas não conseguia decifrar nada — Posso realizar o que quiser.
Katniss então respirou fundo.
— Você não sente vergonha de mim? — ela soltou de repente. Nisso, Peeta não sabia se ria da ideia ou se ficava bravo. Talvez estivesse ouvindo coisas demais — Sabe… ela te deu um filho mas eu… eu que sou sua esposa...não te dei nada.
— Como não? — perguntou confuso — Pare de pensar besteiras, Katniss. Eu nunca poderia pensar numa coisa dessas.
— É só que… eu não posso ter filhos. Está no sangue. Veja Madge, até hoje ela não engravidou de Gale — o rapaz riu, arrumando mais mechas do cabelo solto dela, enquanto a envolvia nos braços — Você deveria se envergonhar.
— Isso nunca vai acontecer. Vou esperar o tempo que for, mas quero que nosso filho nasça assim como você, perfeito. E você não é nada disso do que está falando, nós só não tentamos o suficiente — Katniss riu do comentário do marido e até mesmo da expressão que ele tinha feito. E então ela viu o rosto dele aproximar aos poucos — Eu ainda quero dar muitos filhos a você, Chérie.
— Eu também — Peeta fez menção que finalmente a beijaria, mas antes que o ato se realizasse, Katniss o impediu — Vamos para dentro de casa, está muito frio aqui fora.
E dessa vez não adiantou protestar.
****
Katniss tinha a ideia de ter um filho grudada em sua mente. Queria mostrar a todos, inclusive para Peeta, que era capaz de dar um herdeiro para aquela família. Sabia que em breve começariam a falar sobre a demora em engravidar e também acabariam cobrando dela um bebê, ainda mais quando Peeta já tinha outro filho fora do casamento.
Esses detalhes a deixavam mais aflita e ansiosa do que o normal. As vezes Katniss parava para observar Andrew e pensava em como não conseguia odiar aquele garotinho. Era impossível não gostar dele. Mas ela se sentia a única, além de Peeta é claro, que se sentia bem recebendo aquele novo convidado em casa. Haymitch nem ao menos tirou um tempo para ver o neto, ou ao menos conhecê-lo.
E Katniss apenas contava os minutos até que o rei fosse a sua procura exigindo um herdeiro. Era isso ou ele acabaria tendo que colocar Andrew no lugar, algo que ela tinha a certeza que ele impediria de todas as formas de fazer.
Katniss custava fechar os olhos todas as noites pensando nesses problemas. Peeta estava fazendo o possível, ela não tinha dúvidas, mas o bebê nunca aparecia. E durante mais uma das madrugadas que ela passava em claro pensando no que faria, Katniss sentiu uma movimentação do outro lado da cama, fazendo-a virar para ver Peeta acordado do outro lado.
— Chérie?— ele perguntou no meio do escuro.
Katniss não pensou duas vezes. Aproximou-se do marido e o puxou para um novo beijo, mantendo o mesmo bem próximo de si. Eram claras as suas intenções.
Num movimento rápido, Peeta já tinha a esposa sobre seu corpo, deixando que ela fizesse o que desejasse a partir dali. As pequenas mãos da garota então desceram do pescoço dele até o peito, enquanto que somente o tecido fino da camiseta que ele vestia impedia que ela sentisse a pele dele. Mas mesmo assim não a impedia de sentir os batimentos rápidos do coração de Peeta.
E era disso que ela precisava. Precisava encontrar logo uma saída para todas aquelas preocupações. E somente Peeta poderia ajudá-la.
— Era isso que planejava? — ele perguntou rindo.
— Eu preciso de você. Agora — era uma ordem para Peeta. Ele agarrou a cintura da esposa imediatamente, mantendo-a naquela posição.
Num gesto rápido, Peeta havia levado as duas mãos até as coxas dela, buscando apressado tirar a camisola delicada que ela vestia naquela noite. Aspirou o perfume doce impregnado na pele de Katniss e sorriu, enquanto subia ainda mais a peça de roupa dela.
Ele estava quase no final quando um outro barulho, que não vinha deles, tomou conta do quarto.
— Andrew? — Peeta perguntou para o nada. Ouviu um chorinho e logo o casal estava fora da cama indo em direção ao bebê — o que houve?
Katniss acendeu uma das velas. Colocou a mesma perto de onde estava Andrew e o examinou.
— Acho que ele está molhado — Katniss verificou a fralda de pano, que não estava como antes. Sabia que Peeta não daria conta de lidar com aquilo, então tratou de se virar sozinha — Vou trocá-lo.
— Eu te ajudo — Peeta correu até o guarda roupa. Pegou outro pano, que serviria para enrolar o filho. Carregou outro macacão e flanelas para aquecê-lo. E depois entregou tudo para Katniss.
— Ele está sem as luvinhas e meias... deve estar com frio — Katniss verificou retirando a roupinha de Andrew. Peeta voltou ao guarda roupa, enquanto ela colocava a fralda de pano. Depois de deixá-lo limpo, foi para colocar outro macacão. Até que percebeu a perna da criança — Oh Deus...
— Aqui está, Chérie — Peeta chegou com os objetos, mas percebeu que a esposa se distraía com outras coisas - Chérie?
— Ele...e-ele… — a Everdeen não conseguia falar. Sua mente girava.
Andrew tinha uma marca vermelha na perna direita...assim como Katniss.
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