Através do Tempo
23 Meu Amor Por Você
Notas iniciais
A semana passara correndo, como as águas do rio que banhavam o monte ali perto. Elliot ajudara Elizabeth a consertar algumas coisas pela casa. Ele notara que Ryan era tão curioso quanto sua mãe e ele podia enxergá-la na pequena criança. Frequentemente o pedia para lhe ensinar coisas. Elizabeth lhe contara que ele era praticamente mudo, até a chegada de Elliot, que fora quando o menino se soltara. Havia muitas coisas para conversarem, e muita coisa para arrumar na casa, ambos faziam os dois, conciliando por a fofoca em dia e ajustar seu lar.
- Não acredito que estamos morando aqui, na mesma casa juntos. Simplesmente não consigo acreditar ainda. – Elizabeth lhe dissera. Estavam deitados no escuro, na cama de casal. Ryan estava em seu quarto ao lado, havia adormecido há algum tempo.
- Pois acredite... – Ele se aproximara de joelhos, se colocando por cima, beijando seus lábios em um selinho.
- Tenho medo de acordar, e você não estar aqui. – Elliot a ouvira dizer, enquanto beijava seu pescoço. Elizabeth entendera de pronto sua animação. Ela desabotoara sua camisa, tirando-a com sua ajuda. Apesar de não haver nenhuma luz acesa no cômodo a luz da lua adentrava pela janela, possibilitando-a admirar seu peitoral bem torneado e firmemente desenhado por seus músculos. Até que notara a grande cicatriz em seu abdômen.
- Dói? – Indagara, passando os dedos com leveza sobre o sinal.
- As vezes... Mas não me impede de fazer as coisas que preciso. – Respondera, desabotoando seu vestido por inteiro. Pode perceber que havia uma mudança sutil. Elizabeth notara seu olhar atento.
- Eu sei, meu corpo mudou. Espero que não se incomode com isso. – Elliot a beijara de maneira afoita. O gosto de hortelã lhe invadira, era seu cheiro mais marcante.
- Você está mais linda.
- Está dizendo isso porqu..
- Porque é a verdade. – Dissera, interrompendo-a. Ela sorrira, lhe ajudando a tirar suas roupas de baixo por fim. Ele parecia animado, a amava em um nível que acreditava não ser deste mundo. A beijava intensamente nos lábios e por vezes, beijava-lhe seu corpo e seu ventre, se pondo entre suas pernas, quando a mesma começara a pedir por mais. Sabia o quanto ela gostava do seu corpo e seus músculos, podia notar seu olhar sobre cada detalhe seu e fora por isso que voltara a se cuidar, quando soubera que provavelmente ainda estaria viva; era como se só Elizabeth pudesse devolver a vida para si, somente ela podia lhe dar a gana de voltar a viver e respirar com real vontade de estar ali.
Entre carícias ousadas e beijos, ela finalmente pode senti-lo em si, enquanto a acariciava em locais que lhe davam prazer. Elliot sabia bem o que estava fazendo, e Elizabeth sabia que poderia confiar sua vida a ele, uma vez que já a havia salvado, sacrificando a si próprio para que ela e seu filho pudessem continuar respirando. Ela o puxara para si, beijando seus lábios com vontade, ao mesmo tempo que se deliciava com a sensação única de ter quem mais amava em completa comunhão consigo. Elizabeth amava a intensidade de Elliot, desde seu olhar a seus movimentos, embargados pelo desejo e inebriados pela paixão e amor contidos ali. Ele se movera de forma gradativa, enquanto sentia as mãos afoitas dela lhe apertarem as nádegas e suas coxas. Elliot ria-se de seu toque ousado e se divertia com isso.
- Você não gosta? – Ele a escutara perguntar.
- Eu amo... – Dissera em resposta, mordiscando o lóbulo de sua orelha.
- Ahh... que bom, porque eu amo também. Você tem um corpo maravilhoso. – Ele a mirara sorrindo pelo elogio. – Acha que estou mais... larga? – Elliot erguera uma sobrancelha. – Agora que... você está aí, pode me dizer. – Ele gargalhara e Elizabeth lhe dera um leve tapa. – Ei!
- Desculpa... É que você é hilária, Eliza..! Você não está larga e nem nada disso. Não sei onde você ouviu algo assim.
- Eu já tenho um filho. Era o que as empregadas de meu pai diziam.
- Pois elas estavam erradas, ok?
- Está dizendo isso pra não me magoar.
- Estou dizendo isso, porque é a verdade. E não acredito que estamos discutindo sobre algo assim, justamente agora.
- É a melhor hora pra perguntar. – Ele rira uma vez mais, esta era a Elizabeth que conhecia. Ele invertera as posições sem aviso prévio, botando Elizabeth por cima de si. Admirando a imagem linda e sedutora de sua esposa. Os cabelos negros lhe caindo sobre os seios, e os olhos escuros lhe admirando com curiosidade e carinho. Ela baixara-se, beijando os lábios quentes de Elliot, enquanto movia-se, espalmando seu corpo, e mordiscando seus mamilos. O ato o fizera gemer e ela gostara disso, pois fora a primeira vez que ele produzira tal som. Repetira o gesto para ouvir sua voz rouca chamar por seu nome. Não demorara para que ambos alcançassem o clímax, encarando um ao outro com profundidade enquanto sentiam o prazer maior lhes invadirem. Ambos eram o universo um do outro e não havia obstáculos que não pudessem transcender.
Continuaram deitados, se admirando em silêncio. Somente as respirações rápidas podiam ser ouvidas.
- Não faz ideia do quanto te desejo. Eu já estava no céu com nossa primeira vez, vou ficar no céu com a segunda. – Elizabeth sorrira.
- É mesmo? Eu não imaginava que gostasse tanto de fazer isso. Quer dizer, te acho bem refreado. – Ele gargalhara.
- Eu não sou um tarado, ok? Eu respeito você e o seu tempo. Não é porque gosto, que vou te sobrecarregar com isso. Afinal, temos outras coisas para fazer além disso, e que são igualmente importantes e prazerosas. – Ela apertara seu nariz, e o vira fazer uma careta. Amava conversar com ele, e perceber o quanto era maduro e responsável. – E você...? Gosta também? – Ele quis saber, claramente nervoso com a resposta que poderia ouvir, uma vez que Elizabeth era bem sincera.
- Ora, mas é óbvio que eu gosto! Você é uma delícia! – Ela dissera, apertando seu tanquinho.
- Uau, estamos ficando ousados por aqui! – Elizabeth gargalhara com sua reação e frase conhecida.
- Eu amo você; sua voz, seu jeito, sua personalidade... – Ele sorrira. Estavam deitados de lado, de frente um pro outro. Elliot puxara uma das mãos de Elizabeth, passando sua palma por seu rosto. Ela o acariciara nas bochechas, enquanto o via fechar os olhos.
- Eu te amo mais...
- Nada disso! – Ela exclamara em protesto, antes de vê-lo sorrir docemente para si, apreciando o toque quente de suas mãos.
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