Através do Tempo
11 Entrega
Notas iniciais
Elliot estava surpreso, Elizabeth não sabia bem como beijar, mas ele não se importara com isso, a teve em seu coração por tantos anos que mal podia acreditar no que acontecia. Apertara a cintura menor, trazendo-a para si, enquanto lhe concedia permissão imediata para que a língua quente e curiosa lhe explorasse a boca. A sentira intensificar o beijo, a respiração falhar e o corpo menor que o seu tremer em suas mãos. Elliot cedera, sentindo seu corpo escorregar das pedras em que estava encostado, para ter-se deitado ao chão, com Elizabeth por cima de si, mirando-o com um olhar que ele nunca vira; era um olhar de desejo. Ela desabotoara os botões que fechavam seu vestido, desnudando-se parcialmente. Ele sentira que perdera o ar por uns segundos ao mirá-la. Ela apanhara as mãos maiores do que as suas, pondo-as sobre seus seios firmes e medianos. Pode sentir as mãos calejadas sobre sua pele fina. Os olhos verdes arregalaram-se com o ato. Suas mãos tremeram e apesar de ter experiência, não soubera o que fazer. Abismara-se com a desenvoltura e coragem de Elizabeth.
- Vamos, Elli... – Pedira ela com a voz embargada. Ele os massageara com delicadeza, e com isso fora descendo as mãos quentes e nervosas por sua cintura. Vendo-a montar-se em si, terminando de abrir todo seu vestido, tentava de forma desajeitada abrir as roupas dele também. Elliot sorrira da inocência dela. Estava claro para ele que ela não sabia bem o que estava fazendo.
- Você tem certeza disso? – Indagara.
- Se não tivesse certeza, não estaria aqui. – Ele sorrira. – Não se mova muito, você está machucado. – O vira erguer uma sobrancelha.
- E devo ficar aqui parado, vendo a senhorita tomar as rédeas sem saber como proceder?
- Ora, eu sei que isso não deve ser muito difícil. Já ouvi a respeito.
- É mesmo? – Ele indagara sorrindo levemente, observando-a de forma divertida, imaginando-a ouvindo conversas sobre sexo, atrás da porta.
- É claro que sim! – Ela dissera, quando finalmente conseguira despi-lo das roupas de baixo. Elliot possuía a constituição muscular de médio à forte, suas coxas eram grossas e firmes; não tinha muitas palavras para defini-lo, só conseguia pensar em perfeito. Ao se mover, pode sentir todo seu comprimento abaixo de si. O tocara desajeitadamente, enquanto notava o desejo latente transbordar tanto do corpo, quanto dos olhos de Elliot. A respiração forte, quase como um gemido, mas ele ainda permanecia estático, somente a mirava, queria ver até onde ela iria sem algum movimento seu. Elizabeth se ajustara em seu colo, posicionando-se de modo que ele pudesse estar nela. Elliot sentia tudo pacientemente se controlando, mas observara na face da jovem garota, uma expressão de dor.
- Elizabeth.. – Ele tocara seu rosto, vendo uma lágrima lhe escorrer a face.
- O que... foi? Estou fazendo errado? – Indagara, a dor se fazendo presente.
- É claro que está. Você só sentirá dor assim. – Ele dissera ternamente, a voz levemente rouca alcançando seus ouvidos. Ele era um homem feito, era claro que poderia machucá-la. Com cuidado ele invertera as posições, jogando sua própria capa ao chão, de modo a fazê-la deitar-se sobre ela. Então se ajustara entre suas pernas, erguendo-as um pouco. Ele a acariciara em seu sexo, enquanto inclinara-se sobre ela, beijando seu pescoço, seus lábios. Lambera seus seios e ainda não podia crer no que estava fazendo, uma parte racional de si, se perguntava se poderia continuar, se lhe era realmente permitido, e a outra só queria se entregar à mulher que amava. A verdade era que não queria pensar mais. A acariciara com vontade, paixão e desejo. Ouvindo-a gemer ora ou outra, porém agora de prazer. Notando que ambos estavam úmidos o suficiente, sentira que poderia seguir em frente, e vagarosamente o fez, afim dela acostumar-se a ele. Elizabeth então notara a diferença gritante da primeira vez que tentara, para desta vez. Não doía e muito melhor do que isso, notara seu corpo aquecer-se ao senti-lo em si. Era a sensação mais mágica que já tivera na vida. Como a natureza os construíra para mesclar-se assim em algum momento? Era encantador, fechara os olhos tentando controlar a respiração que insistia em agitar-se, apreciando cada segundo daquela nova experiência. Ainda de olhos fechados, perpassara as mãos pelo corpo de Elliot, sob seus dedos, a pele quente parecia pegar fogo. Em dado momento, sentira seu próprio corpo mover-se sem seu comando, como se o instinto lhe tomasse o controle. Ela o acariciara as costas, contornando com a ponta dos dedos, os braços fortes que estavam apoiados ao chão, as linhas de seus músculos, as veias arroxeadas que saltaram levemente com o esforço em apoiar-se, enquanto o via investir em si devagar. Os cabelos louros lhe caíam aos ombros nus, enquanto que seu crucifixo brilhara com a luz do fogo. Elizabeth deteve-se nesta cena. Os lábios entreabertos de Elliot, gemiam quase que de forma inaudível ora ou outra, a expressão sôfrega de prazer, enquanto seus olhos lhe miravam incansavelmente, como se despissem sua alma, como se precisassem estarem olhando para ela enquanto se uniam assim. Podia sentir a força daquela energia. Gravara a cena em sua mente para nunca esquecer. Acariciara seus cabelos, afastando os fios que estavam presos pelo suor em sua testa. Elliot fechara os olhos com seu toque. Ele sentia tudo, a sentia envolvê-lo completamente, os toques delicados em seu corpo, os olhares analíticos dela sobre si. Ele se levantara, sentando-se, puxando-a para seu colo, sentindo-a encaixar-se em si novamente, fazendo-a gemer com a mudança de posição. Ele estava ferido, ela havia se esquecido por um momento. Então ela movera-se, notando-o latejar ardentemente, enquanto lhe beijava os lábios com urgência, ao mesmo tempo que o sentia acariciar-lhe em um ponto prazeroso de seu corpo, como se a conhecesse tão bem. Pararam por um instante, talvez por estarem tomados pelo cansaço, tanto do ato como por tudo que vinham passando. Elizabeth o enlaçara em seu peito, enquanto acariciava seus fios longos e claros. Elliot sentia um conforto que jamais sentira em toda sua vida. Ficaram assim por uns minutos, sentindo a respiração arfante um do outro, sentindo-se pulsar um no outro. Elliot a deitara novamente, enquanto a mesma enroscava as pernas em sua cintura e seus braços por seu pescoço. Ele a sentira chegar ao orgasmo, devido aos muitos espasmos que proporcionara em seu sexo, e a vira fechar os olhos fortemente.
- Ei, olhe pra mim. – Ele pedira, fazendo-a aprofundar-se em suas íris verdes, enquanto se deliciava com a sensação de prazer que lhe tomava o corpo. Ele não aguentara-se por muito tempo, e por um segundo sua razão sumira de sua mente, indo o mais fundo que conseguira, encostando sua testa a dela, ao mesmo tempo em que derramava-se, sem se dar conta do que estava fazendo, esquecendo-se completamente de tudo, querendo somente pertencer a Elizabeth, como sempre fora, desde que viera ao mundo, sabia que estava ali somente para ela e nada mais importava.
- Elli... – Chamara-o de seu torpor, após vê-lo desabar parte do corpo sobre ela. Ainda podia senti-lo em si. – Elli, você está bem? Me responda, por favor!
- Como não poderia estar bem...? – Ele resmungara, afundando o rosto no vão do pescoço de Elizabeth.
- Ah, graças a Deus! – Exclamara, ele estava ferido, não podia se esquecer, pensara, acariciando-o as costas. Ele sentia o toque doce de suas mãos. Então levantara-se, e ambos podiam sentir o quanto úmidos estavam em seu ponto de ligação. Elliot procurava acalmar sua própria respiração, porém um detalhe lhe escapara, talvez pelo momento ser único em sua vida, ou pela ansiedade e alegria. Mas a verdade ali lhe estapeara a face.
- Elizabeth... Suas regras... – Dissera, pousando ambas as mãos a própria face.
- O que tem elas? – Indagara confusa, vendo a reação preocupada do outro.
Elliot estava surpreso, Elizabeth não sabia bem como beijar, mas ele não se importara com isso, a teve em seu coração por tantos anos que mal podia acreditar no que acontecia. Apertara a cintura menor, trazendo-a para si, enquanto lhe concedia permissão imediata para que a língua quente e curiosa lhe explorasse a boca. A sentira intensificar o beijo, a respiração falhar e o corpo menor que o seu tremer em suas mãos. Elliot cedera, sentindo seu corpo escorregar das pedras em que estava encostado, para ter-se deitado ao chão, com Elizabeth por cima de si, mirando-o com um olhar que ele nunca vira; era um olhar de desejo. Ela desabotoara os botões que fechavam seu vestido, desnudando-se parcialmente. Ele sentira que perdera o ar por uns segundos ao mirá-la. Ela apanhara as mãos maiores do que as suas, pondo-as sobre si. Elizabeth pode sentir as mãos calejadas sobre sua pele fina. Os olhos verdes arregalaram-se com o ato. Suas mãos tremeram e apesar de ter experiência, não soubera o que fazer. Abismara-se com a desenvoltura e coragem de Elizabeth.
- Vamos, Elli... – Pedira ela com a voz embargada. Ele a acariciara com delicadeza, e com isso fora descendo as mãos quentes e nervosas por sua cintura. Vendo-a sobre si, terminando de se despir, fazendo o mesmo com ele. Elliot sorrira da inocência dela. Estava claro para ele que ela não sabia bem o que estava fazendo.
- Você tem certeza disso? – Indagara.
- Se não tivesse certeza, não estaria aqui. – Ele sorrira. – Não se mova muito, você está machucado. – O vira erguer uma sobrancelha.
- E devo ficar aqui parado, vendo a senhorita tomar as rédeas sem saber como proceder?
- Ora, eu sei que isso não deve ser muito difícil. Já ouvi a respeito.
- É mesmo? – Ele indagara sorrindo levemente, observando-a de forma divertida, imaginando-a ouvindo conversas sobre sexo, atrás da porta.
- É claro que sim! – Ela dissera, quando finalmente conseguira despi-lo das roupas de baixo. Elliot possuía a constituição muscular de médio à forte, suas coxas eram grossas e firmes; não tinha muitas palavras para defini-lo, só conseguia pensar em perfeito. O tocara desajeitadamente, enquanto notava o desejo latente transbordar tanto do corpo, quanto dos olhos de Elliot. A respiração forte, quase como um gemido, mas ele ainda permanecia estático, somente a mirava, queria ver até onde ela iria sem algum movimento seu. Elizabeth se ajustara em seu colo, efetivando o ato. Elliot sentia tudo pacientemente se controlando, mas observara na face da jovem garota, uma expressão de dor.
- Elizabeth.. – Ele tocara seu rosto, vendo uma lágrima lhe escorrer a face.
- O que... foi? Estou fazendo errado? – Indagara, a dor se fazendo presente.
- É claro que está. Você só sentirá dor assim. – Ele dissera ternamente, a voz levemente rouca alcançando seus ouvidos. Ele era um homem feito, era claro que poderia machucá-la. Com cuidado ele invertera as posições, jogando sua própria capa ao chão, de modo a fazê-la deitar-se sobre ela. Então se ajustara e a acariciara para fazê-la se sentir bem. Inclinara-se sobre ela, beijando seu pescoço, seus lábios e seu corpo, e ainda não podia crer no que estava fazendo, uma parte racional de si, se perguntava se poderia continuar, se lhe era realmente permitido, e a outra só queria se entregar à mulher que amava. A verdade era que não queria pensar mais. A acariciara com vontade, paixão e desejo. Ouvindo-a gemer ora ou outra, porém agora de prazer. Notando que ambos estavam prontos o suficiente, sentira que poderia seguir em frente, e vagarosamente o fez, afim dela acostumar-se a ele. Elizabeth então notara a diferença gritante da primeira vez que tentara, para desta vez. Era a sensação mais mágica que já tivera na vida. Como a natureza os construíra para mesclar-se assim em algum momento? Era encantador, fechara os olhos tentando controlar a respiração que insistia em agitar-se, apreciando cada segundo daquela nova experiência. Ainda de olhos fechados, perpassara as mãos pelo corpo de Elliot, sob seus dedos, a pele quente parecia pegar fogo. Em dado momento, sentira seu próprio corpo mover-se sem seu comando, como se o instinto lhe tomasse o controle. Ela o acariciara as costas, contornando com a ponta dos dedos, os braços fortes que estavam apoiados ao chão, as linhas de seus músculos, as veias arroxeadas que saltaram levemente com o esforço em apoiar-se, enquanto o via investir em si devagar. Os cabelos louros lhe caíam aos ombros nus, enquanto que seu crucifixo brilhara com a luz do fogo. Elizabeth deteve-se nesta cena. Os lábios entreabertos de Elliot, gemiam quase que de forma inaudível ora ou outra, a expressão sôfrega de prazer, enquanto seus olhos lhe miravam incansavelmente, como se despissem sua alma, como se precisassem estarem olhando para ela enquanto se uniam assim. Podia sentir a força daquela energia. Gravara a cena em sua mente para nunca esquecer. Acariciara seus cabelos, afastando os fios que estavam presos pelo suor em seu rosto. Elliot fechara os olhos com seu toque. Ele sentia tudo, a sentia envolvê-lo completamente, os toques delicados em seu corpo, os olhares analíticos dela sobre si. Ele se levantara, sentando-se, puxando-a para seu colo, sentindo-a em si novamente, fazendo-a gemer com a mudança de posição. Ele estava ferido, ela havia se esquecido por um momento. Então ela movera-se, notando-o latejar ardentemente, enquanto lhe beijava os lábios com urgência, ao mesmo tempo que o sentia acariciar-lhe em um ponto prazeroso de seu corpo, como se a conhecesse tão bem. Pararam por um instante, talvez por estarem tomados pelo cansaço, tanto do ato como por tudo que vinham passando. Elizabeth o enlaçara em seu peito, enquanto acariciava seus fios longos e claros. Elliot sentia um conforto que jamais sentira em toda sua vida. Ficaram assim por uns minutos, sentindo a respiração arfante um do outro, sentindo-se pulsar um no outro. Ele a deitara novamente, enquanto a mesma enroscava as pernas em sua cintura e seus braços por seu pescoço. Então a sentira chegar ao ápice, e a vira fechar os olhos fortemente.
- Ei, olhe pra mim. – Ele pedira, fazendo-a aprofundar-se em suas íris verdes, enquanto se deliciava com a sensação de prazer que lhe tomava o corpo. Ele não aguentara-se por muito tempo, e por um segundo sua razão sumira de sua mente, não se dando conta que precisava se deter. Encostara sua testa a dela, ao mesmo tempo em que derramava-se, esquecendo-se completamente de tudo, querendo somente pertencer a Elizabeth, como sempre fora, desde que viera ao mundo, sabia que estava ali somente para ela e nada mais importava.
- Elli... – Chamara-o de seu torpor, após vê-lo desabar parte do corpo sobre ela. Ainda podia senti-lo em si. – Elli, você está bem? Me responda, por favor!
- Como não poderia estar bem...? – Ele resmungara, afundando o rosto no vão do pescoço de Elizabeth.
- Ah, graças a Deus! – Exclamara, ele estava ferido, não podia se esquecer, pensara, acariciando-o as costas. Ele sentia o toque doce de suas mãos. Então levantara-se, e ambos podiam sentir o quão úmidos estavam em seu ponto de ligação. Elliot procurava acalmar sua própria respiração, porém um detalhe lhe escapara, talvez pelo momento ser único em sua vida, ou pela ansiedade e alegria. Mas a verdade ali lhe estapeara a face.
- Elizabeth... Suas regras... – Dissera, pousando ambas as mãos a própria face.
- O que tem elas? – Indagara confusa, vendo a reação preocupada do outro.
- Já desceram? – Elizabeth era esperta, e entendera.
- Eu não vou engravidar, é a minha primeira vez.
- E você acha que não se engravida na primeira vez? – Ela o olhara um pouco incerta. — O que foi que eu fiz? – Ele perguntara-se num sussurro.
- Calma, Elli.
- Não... Eu... não podia ter ido até o fim assim, eu podia ter parado, eu devia ter me parado. Eu tenho quase trinta anos, não sou um adolescente! – Ela se levantara nos joelhos. Não tinha certeza se não engravidaria, já ouvira falar de ervas que se toma para não engravidar, mas não tinha ideia de quais seriam elas. Ela se encaminhara até ele engatinhando.
- Eu disse pra se acalmar. – Ele a mirara. Aquela fora a primeira vez de Elizabeth, não queria estragar esse momento, e temia já ter feito isso. Ela o abraçara, ambos nus, podiam sentir a pele quente um contra o outro. Elliot fechara os olhos por um segundo. – Você não deseja ser pai? – Ela indagara em sua inocência. Elliot lhe mirara a face, estava realmente nervoso.
- Desculpe, Elizabeth, eu realmente não quero estragar tudo. Mas... Não nessas circunstâncias. Seria um sonho ser pai de um filho seu, mas não podemos agora. – Ele dissera, abraçando-a mais uma vez. Ela não levara seu desespero em consideração, uma vez que não entendia muito sobre essas coisas, em sua mente, não ficaria grávida.
Mantiveram-se deitados por um bom tempo, a chuva estava forte, a noite caía e o frio invadia a caverna. Ambos comiam alguns pães que ainda estavam em suas bolsas.
- Elli...
- Sim?
- Você já transou muitas vezes? – Ele sorrira.
- Algumas... – A vira arquear as sobrancelhas.
- Ah, é? – Ele rira. – Com quem?
- Prostitutas.
- O quê? Como assim? Você frequentava esses lugares? – Indagara abismada. Ele mirara o teto da caverna.
- Não que eu quisesse... Meu pai me forçava a ir. Há essa cultura velada ridícula entre os pais e filhos homens. Uma mulher mais velha precisa iniciar um jovem na vida sexual. Nunca ouviu falar disso? – Ela negara, os olhos arregalados.
- Quantos anos você tinha?
- Da primeira vez, catorze. – Ela fizera os cálculos.
- Espera aí! Quando você brincava comigo, já não era mais virgem?!
- E o que tem demais nisso?
- Não, é só que... sempre imaginei você muito inocente e puro.
- E transar te deixa impuro? Onde aprendeu isso?
- É que não me parece certo, um pai levar um filho para... transar com alguém que nem conhece. – Dissera, fazendo uma careta. – Você gostava? – Ele respirara fundo.
- Também não acho certo, e jamais faria isso com meu filho. Respondendo a segunda pergunta, não exatamente. Eu era muito novo, então não tinha muita noção de tudo aquilo.
- Quantas vezes foram?
- Não sei... umas três ou quatro... Não tenho certeza. Mas isso me dera experiência, ou... nem tanto... – Se lembrara de sua falha a pouco e baixara os olhos. Elizabeth notando isso, segurara suas mãos.
- Mas você nunca namorou alguém?
- Não... Eu nunca havia me apaixonado. – Revelara pensativo, olhando o nada.
- Você é tão bonito. Difícil te imaginar sozinho. – Ele a olhara, um sorriso brincalhão em seus lábios.
- Depois que fui para o exército, sentia muito a sua falta, e me perguntava se o que eu sentia por você era só amor fraterno, conforme os anos foram passando. Eu contava nos dedos sua idade, te imaginar uma mulher feita como está, enchia meu coração de um sentimento estranho. Mas eu me culpava por isso, por ter te visto crescer e depois te imaginar uma adulta, da qual eu certamente me apaixonaria, de certa forma não me parecia certo pensar assim. – Elizabeth sorrira de canto, notando o coração aquecer. Decidira que revelar o que sentia também não seria de todo ruim, até porque Elliot era bem sincero com seus próprios sentimentos.
- Eu sempre amei você. Agora eu entendo, mesmo quando criança. – Ela rira ao lembrar. – Fiquei chateada quando se foi. Achei que jamais voltaria. Temi te perder pra sempre. – Elliot sorrira.
- Eu me lembro. Achei que minha última lembrança sua, seria você emburrada comigo.
- Ei!
- É sério. – Dissera sorrindo. Ele a puxara para mais perto de si, aconchegando-a em seu corpo. Nunca se sentira tão bem assim em toda sua vida. Elizabeth preenchera um vazio que duvidara nunca ser preenchido. Ela o mirara, gostava de admirar as curvas fortes de seus músculos, mas sua pele era repleta de cicatrizes finas, certamente resultado de muitas lutas nas batalhas que enfrentara. E ele gostava de ser admirado por ela, observado, analisado. Sentia-se importante em seu coração. A atração entre ambos sempre estivera óbvia, desde o primeiro momento que se viram depois de longos dez anos.
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