Notas iniciais
Oie! Vem drama por aí.. ('-' ) Boa leitura! =*

Elliot colhia algumas ervas medicinais em um grande campo que haviam encontrado. Elizabeth, montada em Luck, só observava a cena. Estava enjoada em boa parte do tempo e naquela tarde em questão não era diferente. Até que ele parara. Estavam em um campo aberto, e portanto expostos demais. Talvez seus ouvidos fossem como de um cervo. Capitara movimentos sutis na mata logo atrás, e como num ímpeto, se pusera a correr. Havia baixado a guarda demais e um descuido podia significar algo grave. Elizabeth o vira correr em sua direção, sem entender absolutamente nada.

- Elizabeth, estão aqui! – Ela mirara por de trás dele, e pode ver três homens com longos rifles apontados para ela. Jamais havia visto armas de fogo, a surpresa se misturara com o medo. Elliot sabia que não teriam escapatória, o alvo não era ele. Montara ao cavalo rapidamente enquanto dava o comando para Luck seguir. Fora então que ele escutara o disparo. Botara Elizabeth a sua frente propositalmente, apertando-a em si. Ela sentira as mãos dele em seu ventre. E então um solavanco em Elliot refletira em Elizabeth, que tentava repetir em sua mente que aquilo não estava acontecendo. Ela o olhara, enquanto ouvia mais disparos.

- Pegue Luck e... vá para a cidadela que lhe falei. – Dizia com a voz difícil. – Você e nosso filho ficarão seguros. Há... dinheiro no assoalho.

- Não, não, não! Elliot! – Ela vira o sangue dele escorrer por suas roupas. Elliot reunira forças e pulara do cavalo, enquanto os homens o alcançaram rapidamente. Ela pode vê-lo lutando com tudo que tinha, matando um dos homens e lutando para desarmar os outros dois, os atrasando a fim de não dispararem contra Elizabeth. Ela tentara retornar com Luck, mas o mesmo não parara o galope, levando-a para longe de seu amante.

- ELLIOT!!!! – Ela gritara em desespero, até perdê-lo do seu campo de visão.



**



O sol já havia entrado quando finalmente Luck parara. Ela então retornara com o cavalo ao local do embate, rezando e chorando para que ele estivesse à salvo. Elizabeth não conseguia acreditar, não podia ser real, não podia perdê-lo também. Ao chegar encontrara uma carruagem que havia se afastado, e outra parada adiante, mais alguns homens e entre eles, o pai de Elliot. Ela gelara. Com toda a certeza ele a entregaria e toda aquela fuga teria sido em vão. Mas já era tarde. Ela descera do cavalo e fora em direção a ele. Mas o mesmo também viera violentamente ao seu encontro.

- Você MATOU meu filho! Sua vagabunda imunda! – Elizabeth não ligara para os xingamentos.

- Onde ele está?! CADÊ O ELLIOT?!

- Esta vendo aquela carruagem? Está levando o corpo do MEU filho! Sua desgraçada! A culpa é toda sua! – Esbravejara, antes de erguer uma das mãos e desferir um tapa certeiro em seu rosto. Elizabeth nada dissera, com a força, dera passos para trás, caindo de joelhos ao chão, desabando em lágrimas. – Eu avisei a ele, mas ele selou o seu destino quando escolheu você.

- Eu preciso vê-lo! – Dissera entre lágrimas.

- Se você se aproximar da minha casa novamente, eu lhe entregarei aos seus irmãos. Vá embora! E não volte mais! Eu poderia matá-la mas não farei isso. Vou deixá-la conviver com sua culpa e egoísmo. Viva, e carregue esse fardo para sempre! – Ele lhe virara às costas e se fora junto com os demais homens. Elizabeth estava sem chão. O que faria? Não conseguia controlar as próprias lágrimas. Pousara uma das mãos em seu ventre, Elliot dera sua vida para salvar ela e seu filho. Ele havia morrido para salvá-los. Não, isso não podia ser verdade. Mas a imagem do sangue em suas vestes não lhe restavam dúvidas. Ele havia sido gravemente ferido. Sobreviver à tiros seria um milagre, ela já ouvira histórias de armas de fogo e sabia do potencial destrutivo que elas possuíam. Charlie a mirara uma última vez, antes de entrar em sua própria carruagem, até ver a garota moribunda pousar as duas mãos em seu próprio ventre, aquele gesto era típico de mulheres que carregavam uma vida em si. Ele engolira em seco, sentindo uma pontada em seu coração. Talvez estivesse condenando à morte a filha de seu melhor amigo e seu neto que nem havia chegado ao mundo. Mas não a perdoaria jamais, nem pela vida que possuía seu sangue dentro dela. Elizabeth estava à própria sorte agora, a brincadeira daqueles dois jovens inconsequentes havia chegado ao fim, pensara. Entrara por fim e se fora. Elizabeth mirara a carruagem partir, as lágrimas escorrendo por seu rosto sem pausa. Ela levantara-se finalmente, sentindo o tapa que recebera inchar sua face. O que faria? Elliot lhe dera o nome da cidadela mas agora, tudo parecia muito distante para si. Ela jamais perdoaria seus irmãos. Reunira forças e refizera o caminho, rumo à sua antiga casa.

Notas finais
O pai dele é um boçal! ò_ó Elizabeth tá p*** de raiva agora.. '-' ~ ninguém segura essa muié ~ Façam uma autora feliz, comentem! (._. ) *Créditos da Imagem ao Bing Creator.