Através do Tempo

18 A Força de uma Mulher


Notas iniciais
Oieee, meus Amores!!! Sardade de ocês, uai! Mais um capítulo na saga de nossa corajosa Elizabeth! ❀⸜(˶´ ˘ `˶)⸝❀ Espero que gostem! Bjokas! ( ˘ ³˘)♥


Elizabeth escutava as fofocas sobre si, a mulher grávida abandonada pelo marido, ou algo do tipo. A verdade era que nada disso lhe incomodava. Ela passava seus dias zelando por seu filho, curtindo cada segundo daquela criança que mais parecia seu mini Elliot. Seus cabelos cresciam em cachinhos dourados como os do pai, e ela descobrira também um talento que imaginava não ter, aprendera a desenhar, e com isso enchera a casa com desenhos de seu amado Elli, do qual sempre apontava ao filho, descrevendo o grande homem que ele havia sido. Talvez por isso sua primeira palavra tenha sido “papai”? Talvez, mas ela sabia que estava ficando melhor nisso, uma vez que os desenhos se tornavam cada vez mais parecidos com a lembrança que carregava de Elliot. Luck ainda permanecia com Elizabeth, que cuidava do cavalo como um segundo filho, aliás estava ficando mal acostumado com o tratamento vip que recebia, sempre escovado por Ryan Harald, que já ajudava a mãe como podia. O menino com seus dois anos de idade, era muito esperto, prestativo e carinhoso. Elizabeth ansiava todos os dias por ensinar mais e mais valores para seu pequeno, queria vê-lo se tornar um homem tão honrado quanto Elliot o fora. Ela curtia seus dias de paz. Agradecia aos céus por não ter desistido da vida. Embora era sabido que Elliot sempre deixaria um vazio em seu peito com sua ausência física, o levaria consigo para além desta vida.


**


Numa noite, Elizabeth costurava para fora algumas roupas, era parte dos trabalhos que fazia. Até que escutara um solavanco brusco em sua porta dos fundos. Ryan brincava sentado ao chão do quarto. Normalmente os únicos sons que se ouvia por ali, eram da natureza, já que sua casa era bem isolada das demais na vizinhança. E com isso, ela apanhara sua espada debaixo da cama, puxando-a de sua bainha em silêncio. Porém a surpresa viera à seguir, antes que pudesse sair do cômodo, um homem alto e corpulento de pele pálida, adentrara. O coração de Elizabeth quase saíra do peito. Quem era aquele homem e o que fazia ali? A lembrança de ter sido atacada no rio naquele dia em questão, lhe viera à mente. Ela sabia bem quais eram as intenções daquele homem. Provavelmente já a havia estudado e analisado sua rotina.

- Saia da minha casa, ou eu mato você! – Ela ameaçara. O homem sorrira, exibindo dentes podres e uma expressão de dar nojo. – Não olhe, Ryan! Se esconda! – O pequeno menino se escondera embaixo da cama, e o homem fizera menção de avançar. – Não! – Elizabeth dissera, ameaçando com a espada novamente.

- Acha que pode comigo? Você, uma mulher que vive isolada e sozinha? – Ele se aproximara e ela pode ver a ereção em suas calças, sentira repulsa e ódio. Ela passara por ele rapidamente, correra em direção aos fundos da casa, em seu quintal, atraindo-o para longe de seu filho e seu lar, correndo pelo gramado em direção ao rio. O homem se apressara em seu encalço, até alcançá-la, rasgando parte de seu vestido leve, derrubando-a ao chão. Sem pensar duas vezes, ela levantara-se com muita agilidade e avançara sem medo ou dó, perfurando-o rapidamente em seu peito, em uma mira perfeita. Ela puxara a espada, vendo-o cambalear para trás, pondo as mãos em seu ferimento fatal. Ele tonteara e caíra no rio escuro da noite, num baque surdo. Elizabeth o observara ser levado pelas águas rapidamente. Sentira um leve puxão em sua roupa, ao olhar para baixo vira Ryan, de olhos estatelados. Ele saíra de onde estava, seguindo a mãe pro lado de fora da casa, olhara toda a cena sem entender, mas estava visivelmente assustado. Elizabeth sentira as lágrimas lhe escorrerem à face. Matara um homem na frente de seu filho. Ele podia não entender agora, mas jamais esqueceria o que vira.

Ela o apanhara em seu colo, apertando-o contra si, fora então que notara no quanto tremia, suas mãos mal conseguiam segurar seu próprio filho, suas pernas mal suportavam seu corpo.

- Vai ficar tudo bem. Ninguém mais vai tentar nos machucar. Mamãe está aqui para nos proteger. Está bem? – Ryan a olhara meneando em positivo. Ele já tinha dois anos, mas não falara absolutamente mais nada desde o primeiro “papai” que pronunciara. Ela confessava estar preocupada com isso, mas não iria forçá-lo. O levara para dentro, precisava se acalmar.

Elizabeth mal dormira, estava mais atenta do que nunca a qualquer som ou ruído em volta. A noite fora agitada para si, por sorte, Ryan dormira profundamente. Ele praticamente não lhe dava trabalho, talvez houvesse uma sabedoria naquele pequeno ser, e ele soubesse o quanto de dificuldade sua mãe enfrentava, e não seria mais uma. Sua gravidez estava longe de ter sido tranquila e de alguma forma, isso refletira em seu filho, que claramente não era uma criança comum. Esperava que os anos o ajudassem a se tornar o homem que seu pai um dia fora. Embora não quisesse por peso aos ombros de seu filho.


Na manhã do dia seguinte, Elizabeth cozinhava algo no fogão a lenha, enquanto Ryan desenhava na sala. Estava quieto até ouvi-lo chamar.

- Papai! Papai! – Elizabeth assustara-se, não estava acostumada a ouvir voz de criança na casa. Seu filho jamais havia falado novamente, ela fora até seu filho, algo estava visivelmente errado.

- O que foi? Está vendo seu papai? – Ele fizera que sim, apontando e olhando pela janela. Elizabeth fora rapidamente até lá, puxara as cortinas leves, mirando ao lado de fora. Seu coração pareceu solavancar perigosamente. Uma forte tontura lhe abatera, fazendo-a se apoiar no batente da janela. Não podia crer em seus olhos.

Notas finais
A Elizabeth tem olhos pretos, ok? Mas vcs sabem, né? I.A nunca faz o que peço.. (┬┬_┬┬)~ não posso reclamar muito, pke é de graça.. .。・゚゚・(>_<)・゚゚・。.