Atraídas Pela Morte
2 Capítulo 1- Uma Nova missão
Notas iniciais
Hiruno de novo! rsrsr
Eu escrivi o capitulo 1 , espero que gostem!
Boa leitura!
Narrado por Lucy
Tudo nesta vida é incerto, tudo menos a morte. Podemos trilhar vários caminhos, mas no final todos nós vamos encontra-la. É inevitável, todos nós um dia deixaremos este mundo, mas é claro que queremos ficar o maior tempo possível aqui .
Por isso que tento viver minha vida do jeito que eu penso e desejo, pois aquele momento não vai mais voltar. O tempo é irrecuperável, ele não volta, não para, apenas continua seguindo em frente. E é isso que todos nós devemos fazer, devemos ir à direção da correnteza, pois você pode até parar, mas o tempo não. E quando você vê, deixou vários momentos, oportunidades, para trás e fica pensando “E se eu tivesse feito aquilo, e se eu tivesse falado aquilo... hoje... seria diferente?!” Você nunca vai saber, pois não tentou, simplesmente parou no tempo.
É melhor a gente se arrepender por algo que fez do que se arrepender por algo que não fez. Mas eu prefiro não me arrepender, vivo equilibrando razão e emoção e por isso não tenho arrependimentos. Talvez se eu parasse para pensar acharia alguns, mas eu prefiro não fazer isso, prefiro não parar e voltar no tempo. Apenas quero continuar segundo em frente...
Eu rabiscava meu caderno como todos os dias. Já era um habito meu colocar todos os meus sentimentos no papel, afinal sou uma jornalista e tenho que fazer isso bem.
Sou Lucy Heartfilia, tenho 22 anos e moro junto com minha melhor amiga Levy McGarden na província de Fiore , Japão .
A vida nunca foi complicada pra mim, sempre fiz o que queria fazer, sempre tive o que eu queria ter, sou filha de Jude e Layla Heartfilia. Meus pais são muito ricos por isso nunca me faltou nada. Mas eu não queria viver desse dinheiro, queria ser independente e por isso fiz jornalismo. Hoje trabalho em uma revista “sensacionalista”. Nada de coisas de baixo calão, nós apenas ficamos no pé do governo e reivindicando os nossos direitos como cidadãos. Atualmente nosso governo é regido por Iwan Dreyar, que em minha opinião, não passa de um corrupto que está envolvido com coisas perigosas que ainda não temos conhecimento, mas estamos trabalhando nisso.
Não tenho um bom relacionamento com meu pai, mas amo conversar com minha mãe. Falando em relacionamento... Tsc, nem gosto de me lembrar daquele mulherengo do Loki, nunca fiquei com tanta raiva em toda minha vida. Não sou de guardar mágoa, mas não esqueço o que fazem comigo e o Loki me fez sofrer muito. Terminamos há alguns meses, mas ele ainda insiste em me procurar mesmo eu falando que nunca mais queria vê-lo. Isso já estava me irritando profundamente. Fico meio triste quando ele vai me procurar, pois acabo me lembrando da cachorrada que ele fez. Tenho nojo só de pensar que ele já me tocou com aquelas mãos. Mas eu acabo ficando alegre de novo graças a minha amiga (praticamente minha irmã) Levy.
Levy tem a mesma idade que eu, é muito inteligente, muito brincalhona e adora ler. A gente dá muita risada juntas. Só de me lembrar das madrugadas que ficamos acordadas afogando nossas magoas em potes e mais potes de sorvete e um bom brigadeiro de colher, começo a rir sozinha. Minha ligação com ela é muito forte, conheço a Levy desde que me entendo por gente. Já passamos por tantas coisas juntas que daria um livro. E eu nem vou falar dos micos, pois foram muitos e alguns deles são realmente... Constrangedores.
Estamos fazendo uma viagem pela Europa, estávamos juntando dinheiro há alguns anos para essa viagem. Nós ganhamos bons salários, moramos em uma casa bem grande e amamos nossas profissões. Levy é advogada e sempre está estudando algum caso.
Está sendo tudo lindo e maravilhoso, afinal estamos juntas e viajando pela Europa, tem coisa melhor que isso? Não sei por que, mas meu coração está apertado, às vezes uma tristeza me invade, até já passei mal.
–Lu-chan! – Levy me chamou e despeitei de meus pensamentos. Fechei meu caderno e levantei. Nada como visitar a torre Eiffel à noite, uma vista única.
–Já estou indo, Levy-chan!– Chega de ficar escrevendo, por que afinal a noite é nossa!
Pegamos um taxi e durante o trajeto fomos planejando o que faríamos amanhã, estávamos super animadas. Não precisamos de agencia de turismo, Levy sabe falar francês fluentemente e eu consigo dizer algumas coisas, mas conseguia me virar. Precisamos saber varias línguas, pois nossas profissões exigem esse conhecimento amplo.
No meio do passeio noturno meu celular toca.
– Moshi moshi?!
–Lucy!– Uma voz animada gritava do outro lado da linha.
– Oi Erza! Como estão as coisas por ai? – Erza é uma grande amiga nossa, nos conhecemos no ensino médio e desde então não desgrudamos mais. Ela ficou cuidando da nossa casa, mas eu fiquei com um pouco de receio de deixa-la responsável pela casa. Mas Levy me convenceu e eu só aceitei por que...
– Lu-chan! –... Mira-san. Outro grito, mas desta vez a voz era mais manhosa. Mirajane também é nossa amiga. Ela é modelo, já a Erza é professora de karatê e às vezes da aula no grupo de Kendo. Bem... Isso combina muito com ela.
– Mira-san! Diga. .. – comecei a sussurrar.– Erza não quebrou nada ai né? Por favor, diga que não.
–EU ESTOU OUVINDO ISSO! ESTÁ NO VIVA-VOZ! – Berrou a nossa amiga ruiva do outro lado da linha. Certo, eu estou morta quando voltar...
– Coloca no viva-voz ai também Lu-chan! Quero ouvir a voz da Levy! -atendi ao pedido da Mira-san e coloquei no viva-voz. Bom, foi uma gritaria só. Vários franceses e turistas olhavam e provavelmente estavam pensando que somos um bando de malucas. Ainda bem que eles não entendem japonês...
– Garotas, temos que desligar. Estamos no meio do jantar, é nossa ultima noite em Paris. Na verdade é nossa ultima noite de viagem.
– Também, depois de passar pela Itália, Alemanha, Rússia, Portugal, Espanha, Grécia, Suíça e sei lá mais onde, já estava mesmo na hora de voltar...
– Não fale assim Erza! – Disse Mira repreendendo a nossa amiga ruiva. — Elas mereciam essa viagem depois de trabalhar tanto!
– Ah! Cala boca sua peituda!
–Você disse o que sua bruta?
– Isso mesmo que você ouviu!
Vão começar de novo... Erza e Mira vivem brigando, mas são melhores amigas. Vai entender...
Levy olhou para mim abafando a risada, soltei um suspiro.
– Vou desligar, vamos aproveitar nossa ultima noite em Paris! Bye! – Elas pararam de brigar.
– Ei, Ei Lucy viu algum gatinho ai? – Erza, sempre maliciosa...
–Erza tem razão, já está na hora de você superar o Loki! – Completou Mirajane.
–EU JÁ SUPEREI TÁ?! – Falei irritada. Não gostava de me lembrar daquele cachorro.
–Sei... Sei... – as duas disseram ao mesmo tempo. Senti um toque de sarcasmo no tom delas.
– Ora suas...
–Lu-chan! – Repreendeu Levy. – Vimos muitos gatinhos sim, amanhã estamos voltando.
–NÃO MUDE DE ASSUNTO LEVY! – Gritou Erza com uma voz manhosa.
–Vou dizer para o Gerard o que você está perguntando para a gente! –Provocou Levy. Gérard era o namorado da Erza. Mirajane também tinha namorado, ele se chama Freed.
–Ah! Falando nele, amanhã é o aniversário do Gérard e vamos fazer um bolo e doces aqui em casa. Vocês já vão estar aqui, então venham às 20 horas! E não aceito não como resposta!
– Estaremos lá! – respondeu Levy antes que eu pudesse pensar em alguma coisa.
–Até amanhã então!
–At... – Erza desligou o telefone.
Eu e Levy ficamos trocando olhares por um tempo e começamos a rir sem parar. Mesmo depois de tantos anos, Erza e Mira nunca mudaram.
Estava tudo perfeito!
Só espero que nada de ruim aconteça...
Narrado por Natsu
Não sou uma pessoa normal, não tenho uma vida normal, não tenho uma profissão normal, nada em mim é normal. Começando pelo meu cabelo, que é rosa. Mas gosto dele assim é minha marca registrada.
Chamo-me Natsu Dragneel, tenho 26 anos e você deve estar se perguntando por que eu não sou “normal”. Sou um assassino profissional, mas não matamos por matar. Faço parte de uma organização chamada Seven Black que tem como objetivo eliminar magos que querem matar pessoas inocentes e destruir a sociedade. Sim, magos! Mas a existência da magia e de pessoas que podem controla-la é ocultada e só nós da organização podemos saber, por que afinal também somos magos. Mas a diferença entre nós e esses psicopatas é que usamos a magia pelo bem maior. Qualquer pessoa de fora da Seven Black que descobrir algo sobre nós deve ser morta. Ninguém sabe da nossa existência e é melhor continuar sem saber. A sociedade entraria em colapso se a existência de magos fosse revelada.
Muitas vezes eu me recriminei por matar pessoas, mas depois de um tempo eu percebi que estava ajudando a manter a ordem e paz. Afinal, matamos apenas criminosos.
Dentro da Seven Black existem algumas regras. Uma dela é que sempre deveríamos andar em grupos, pois lutamos contra magos muito perigosos. Apenas agentes de Rank-S poderiam fazer missões sozinhos. Magos Rank-S são os mais poderosos da organização e um dia me tornarei um.
Costumamos dar nomes aos grupos, o meu se chama ”Dragon Slayer”, e trabalho junto com meus grandes amigos Gray Fullbuster e Gajeel Redfox.
Nós brigamos muito, mas nos damos bem e somos imbatíveis! Temos vários amigos na organização, assassinos como nós. Evitamos nos envolver com pessoas “normais”, pois poderíamos colocar a vida delas em perigo. Mas tem gente que não liga muito para isso, quer dizer, diz que vai proteger essas pessoas, mas é melhor prevenir do que remediar.
Um bom exemplo disso é o nosso amigo Gérard. Ele tem uma namorada que não é assassina como ele. Gerard conseguiu esconde-la da organização, pois tem muitos magos mal-intencionados lá dentro que só continuam trabalhando lá por que são muito fortes e a organização acha melhor tê-los como aliados do que como inimigos.
Não é o só o Gerard que faz isso, existem outros amigos meus que se envolveram com pessoas “normais”, mas sempre evitam falar sobre o trabalho e se são pressionados, inventam qualquer coisa.
Nós, magos que trabalhamos para a Seven Black , ganhamos muito dinheiro com nossas missões (quando elas são concluídas com sucesso é claro) então a maioria de nós vive bem. Não só ganhamos dinheiro, mas a cada mago “das trevas” que matamos, nossos poderes aumentam.
Podemos não ter uma vida normal, mas temos que aparentar ter. Por incrível que pareça eu tenho uma família. Claro que eles não sabem sobre essa minha “profissão” e eu evito ir vê-los.
Tenho uma Irmãzinha chamada Wendy Marvell. Ela é minha irmã por parte de pai, pois ele havia se casado novamente e sua nova esposa já tinha uma filha. Wendy é doce, sensível, carinhosa, eu simplesmente amo minha irmã. Por isso tenho que me manter afastado.
Meu pai, Igneel, sempre tenta me puxar para lá. Minha mãe morreu quando eu nasci então nunca a conheci. Mas meu pai me criou com tanto amor que não senti muita falta de uma mãe. Ele acabou fazendo o papel dos dois.
Moro em outra cidade, um pouco afastada, mas preciso ficar longe da minha família. Para o bem deles. É um fardo que tenho que carregar.
Eu, Gray e Gajeel moramos juntos em uma casa bem grande, vocês podem imaginar a bagunça que é né? Três homens que vivem brigando em um mesmo local por 365 dias no ano. Não pode dar certo, mas surpreendentemente nos damos bem. De vez em quando rola uma briguinha, mas nada que vá separar a gente. Somos praticamente irmãos, um protege o outro, os três mosqueteiros!
“Um por todos e todos por um!”
Estava em minha moto em alta velocidade, tinha que chegar a um local que ficava do outro lado da cidade em menos de cinco minutos, mas meu celular tocou e desacelerei para atender.
–Que foi agora cueca de gelo? – Disse um pouco irritado. Não iria chegar a tempo por causa daquele idiota.
– Está irritadinho lança chamas? Vai se acalmando. Mudança de planos. Acabei de receber uma mensagem de alerda daUltear . Temos uma nova missão.
–Sua voz está seria. O que poderia ser tão grave? – Indaguei preocupado.
– É que... – Gray foi interrompido por alguém.
–MAS QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FAZENDO SALAMANDER? SE ESTIVESSE COM A GENTE VOCÊ SABERIA DO QUE SE TRATA E NÃO ATRASARIA NOSSA NOVA MISSÃO! MAS ESSA TOCHA AMBULANTE É UM IDIOTA MESMO!- Gajeel como sempre muito educado.
–Olhe aqui seu monte se sucata, invés de ficar me xingando e falando merda por que não me conta o que está acontecendo?- Disse irritado. Gajeel conseguia me tirar do serio facilmente.
– Nosso segredo foi descoberto por umas pessoas e...
–E para proteger a organização e a paz temos que matar essas pessoas. Vocês dois sabem que não gosto desse tipo de missão. EU MATO APENAS MAGOS DAS SOMBRAS! Essas pessoas são magos?
–Não, são pessoas normais, mas que eram “sócios” da organização.
–Entendo... Quantos membros?
– Três. Mais os empregados.
–Então o cara é rico?
–Cheio da grana.
–Não gosto de matar civis.
–Eu sei Natsu, mas ordens são ordens. Estamos esperando naquele mesmo lugar. Ande logo! Quanto mais cedo acabarmos melhor.
– Não tem jeito mesmo?
–VEM LOGO PARA CÁ PORRA!
– PARA DE GRITAR IMBECIL! – Gajeel havia desligado. Aquele maldito... Guardei meu celular na mochila, dei a volta e acelerei em direção do nosso ponto de encontro. Não gosto de fazer esse tipo de missão, mas era preciso.
Cheguei em poucos minutos ao local e me encontrei com meus parceiros.
–Até que você foi rápido. — Disse Gajeel com um sorriso sarcástico no rosto.
– Eu SOU rápido, idiota. Mas, quem é que teremos que matar?- disse tirando o capacete, meio impaciente de ter que fazer isso.
– Jude Heartfilia, sua esposa Layla Heartfilia e sua filha Lucy Heartfilia. Sem contar os empregados.
– A filha também? Não mato crianças. – Disse encostando-se a minha moto.
–Não é criança, é um mulherão isso sim. Vou ter até pena de mata-la. – Disse Gray desanimado.
– Não mato mulheres. – Disse Gajeel. – Gray, você fica com a Layla Heartfilia eu mato o Jude Heartfilia e Natsu, como você tem o coração de pedra quando se trata de garotas, você mata a filha, Lucy Heartfilia.
– Tudo bem, mas vamos logo. Quero dormir cedo hoje. – Disse colocando o capacete novamente e montando na moto. Meus amigos fizeram o mesmo (nós três adoramos motos, por isso nossa garagem é cheia delas. Motos de todos os tipos, cilindradas, estilos e tamanhos. Claro que cada um tinha um lugar para colocar suas motos, todas separadas. Tenho muito ciúme das minhas belezinhas, cuido muito bem de cada uma.).
E partimos para a mansão dos Heartfilia. Cada um tinha a foto de sua “vitima” na mão .
Lucy Heartfilia... Realmente muito bonita. Uma pena ter um fim tão trágico.
Notas finais
Até o proximo capitulo!!!
Onegai mandem reviews *----*
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