Atração Fatal
28 Capitulo 27 - Os casais
Notas iniciais
POV JASON
Eu odiava aquele grupo de apoio!
A mãe de Percy praticamente me obrigou a vir aqui, sei que tenho problemas com cocaína, isso passou. Posso ser uma pessoa absolutamente normal.
Não sei como e nem porque, logo depois que caímos no rio estige tudo ficou escuro. Parecia um sono eterno, até acordarmos na casa de Percy, sem mais nem menos, apenas um recado na geladeira:
“Uma nova oportunidade de vocês viverem, sem problemas e intrigas!”
Não sabia de muita coisa, porem sabia o que aquilo significava... Sem Leo! Queria procurá-lo, mas não achei justo depois de tudo que fiz com ele, comecei uma nova vida sem problemas nem preocupações.
Arrumei um emprego em um mercado aqui perto, Percy também trabalhava lá e ele me indicou. Desde que saímos do mundo inferior ficamos muito próximos, ele me conta as suas angustias e eu posso contar com ele sempre que tinha pesadelos.
Sai da reabilitação de dependentes químicos e fui direto pra casa dos Jacksons, caminhava com uma blusa de frio de gorro todo encolhido pela nevasca de NY, estava perto do natal e mesmo que nós, semideuses, não acreditamos na verdadeira essência, ainda adorava comemorar aquela data.
Abri a porta do apartamento e vi que ninguém estava lá, talvez a Sally estivesse dormindo, a gravidez parece ser algo muito cansativo.
Fui na cozinha e tomei uma coca diet, sempre aquele horário do dia me deixava deprê, essa era a hora da refeição no acampamento...
Tomei todo o refri e fui silenciosamente para o quarto que passei a dividir com Percy, a porta estava encostada, ouvi um pequeno gemido sair de lá e dei uma pequena espiada.
Percy estava se masturbando enquanto segurava a sua foto, realmente, estou ficando craque em pegar ele assim. Não o incomodei, fui pra sala e deitei por lá mesmo. O sofá era uma delicia, fiquei assim parado, por um bom tempo pensando em Leo. Sempre desejei ser feliz com ele e quem sabe um dia formar uma família! Seria a maior felicidade da minha vida.
Acabei pegando no sono, tirei um leve cochilo até despertar com o barulho da televisão, abri os olhos e vi Percy na poltrona ao meu lado. Ele estava com os olhos vermelhos, sentei e comecei a assistir basquete com ele.
– Você nunca pensa nele? – ele perguntou após um tempo. Fechei os olhos e respirei fundo, não sabia exatamente o que falar.
– Toda hora – respondi com a voz baixa.
– Sabe que nunca mais poderá vê-lo – ele murmurou.
– Isso me magoa – respondi
– Poderíamos tentar, tipo viver sem ele! Sabe? – perguntou Percy.
O silencio dominou a sala novamente, meus olhos começaram a arder e eu fechava evitando as lagrimas, tentei ser forte, um murmúrio sai toda vez que eu tentava segurar um soluço, meu corpo tremia até eu desabar. Percy se sentou ao meu lado e segurou a minha mão, algumas lagrimas banhavam seu rosto, e só ficamos ali, parados sofrendo juntos.
– Minha mãe foi viajar com Paul ver a mãe de Paul – Percy murmurou.
– Obrigado por me deixar aqui, depois de tudo que vivi, depois de tudo o que eu fiz – eu disse com a voz embargada.
– Meu padrasto... Ele... Ele me estuprou – gaguejou Percy, olhei admirado pra ele que permaneceu de cabeça baixa.
– Por isso... Foi por isso... – eu comecei mais não consegui terminar, ele somente assentiu com a cabeça.
Sua mão apertou mais forte a minha, e logo estávamos soluçando um nos braços do outro. Compartilhamos toda a dor que sentíamos naquele momento, toda nossa magoa e frustração, finalmente havia paz entre nós dois.
– Isso é muito gay – ele comentou e nós rimos.
– Nós somos gay – eu disse.
Rimos ainda mais sentindo a pressão e a tristeza se esvair, mas realmente riamos por estar tão tristes que até as lagrimas fugiram, não tínhamos mais o que chorar. Eu deitei no sofá e ele ficou sentado só na beirinha, sua mão levantou e me deu um tapa no meu peito.
– Caralho isso dói – gritei
– Deixa de ser fraco Grace – disse enquanto dava outro tapa em mim.
– Para – eu gritei o jogando no chão.
Rapidamente me joguei por cima dele e ele gruniu e começou a se debater, quase saiu de baixo mais consegui ser forte, mordi a sua bochecha de desaprovação e sorri.
– Parece uma mulherzinha – disse.
Antes que eu desse por mim ele consegui dar a volta com as pernas e me jogar no chão, desta vez me dominando. Tentei sair, e ele ria ainda mais, parei de tentar e me rendi.
– Passivo ou ativo? – ele perguntou me encarando com aqueles olhos verdes, fiquei surpreso com a pergunta, tipo, muito surpreso!
– Ativo – respondi antes que a minha voz se engasgasse.
Seus lábios tocaram os meus e antes que eu pudesse pensar me entreguei para Percy Jackson. Seus lábios se descolaram do meu e ele disse.
– Vamos comer
– Tipo comer? – eu perguntei assustado. Ele riu.
– Que tal uma Pizza?
POV LEO
Ficar assim com Nico me acalmava, ele ficava com Gale no colo enquanto eu fazia a mamadeira. Ele era atencioso, mas as suas mãos frias faziam o bebe ter ainda mais cólica.
– Ele é tão bonito – ele murmurou enquanto Gale dormia quietinho.
Sentei ao seu lado e passei meu braço em volta de seus ombros. Meu menino e meu “namorado” tudo estava perfeito.
Isso me preocupa.
Quando na minha vida tudo começa da certo, algo terrivelmente errado acontece.
Sempre é assim.
Abracei Nico mais forte e beijei seus cabelos, ele me olhou assustado, mas não fez nenhum comentário, só continuou a ninar.
– Eu estou com medo – sussurrei em seu ouvido
– Não tema Leo estamos aqui, juntos, tentando ser feliz – ele comentou.
– Eu sei — murmurei
Gale começou a chorar incomodado, sempre acho que el pode sentir o que eu sinto, às vezes quando eu chorava por Jason ele estava lá pra me consolar.
– Vamos comer uma Pizza? – Nico perguntou animado enquanto eu pegava o bebe de seus braços.
– Pizza? Queria tacos – murmurei chateado.
– Deixa de ser chato – Ele disse correndo para o quarto
Logo voltou arrumado, com a mala do bebe se arrumando. Ele parecia animado, mas seus olhos brilhavam com as lagrimas que ele não conseguia derramar. Ele andava com a cabeça baixa e tirou o bebe do meu colo, colocando-o no carrinho.
Ele estava tentando.
– Desculpa – murmurei
– Sei que é difícil que tem medo e tudo mais. Só que temos que tentar – ele disse como uma suplica. Aproximei-me e o abracei, dei um beijo e sussurrei.
– Vamos comer pizza de Mussarela – disse sobressaltado.
– Por quê? Eu odeio queijo! – ele falou
– A calabresa deixa pra mais tarde – sussurrei em seu ouvido.
Ele riu e assim saímos de casa.
Finalmente como uma família.
Quando fechava a porta senti um vento frio que me fez arrepiar, algo dentro de mim dizia para ficar em casa. Ignorei, não deixaria o medo me dominar novamente.
Não desta vez.
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