Atração Fatal
29 Capitulo 28 - A briga
Notas iniciais
POV LEO
Era tão engraçado ver a cara de pânico de Nico enquanto eu dirigia. Todas vez que eu freava o carro ele segurava no banco e arregalava o olho.
– Você dirigi mal – ele murmurou
– Eu dirijo muito bem – eu retruquei com um sorriso nos lábios.
– Onde vamos comprar pizza? – ele perguntou impaciente. O farol fechou e eu freie o carro com tudo, Nico apertou o banco do carro com tudo e eu comecei a rir com a cara de pânico que ele fazia, até que a risada morreu.
De todas as pessoas que andavam por Nova York no horário de pico, nunca imaginei vê-lo ali. Ele deveria estar morto, quer dizer, os dois deveriam.
Arregalei os olhos e abri a porta do carro, corri.
Tinha muitas pessoas na rua naquele momento, não olhei pra trás, mesmo ouvindo Nico me gritando.
Corri até o ar dos meus pulmões desapareceu. Seguia a cabeça loira pela multidão, lagrimas e a emoção estava sendo liberado pelos meus poros.
– Jason! – gritei.
O loiro não olho para trás, somente começou a andar mais rápido. Não entendia o porquê eu tinha certeza. Quando consegui tocar em seu ombro, pude olhar aqueles olhos azuis maravilhosos, minhas mãos estavam tremulas e eu consegui abrir um sorriso.
– Quem é você? – ele disse frio.
Tentei pensar em uma resposta, queria dizer sobre o nosso filho, da minha saudade, queria abraçá-lo e ama-lo.
– Eu te procurei! Nós temos um filho, eu... Eu... – murmurei caindo em lagrimas.
Porém o “Jason” nem olho pra mim, encarava fixamente o nada e somente disse.
– Eu nunca te vi na vida garoto, nem... Nem Gay eu sou – então saiu correndo e pegou um táxi, não podia deixá-lo ir assim, eu necessitava dele como ele pode fingir que não me conhecia?
Meus joelhos cederam, no meio do fluxo de pessoas que andavam no centro de Nova York, e elas nem se preocuparam em saber se eu estava ou não bem. Fiquei tremulo e cai no choro com a cabeça apoiada no chão.
Senti raiva ódio e esmurrei o chão meus soluços saiam como gritos de dor. Após um tempo e depois das pessoas me xingarem para sair do caminho, levantei, desolado e arrasado.
Porra.
Eu tinha acabado de encontrar Jason, eu não estava maluco, sabia que era ele. Porque fingiu que não me conhecia? Depois de tudo que ele me fez? Eu cuidava de um filho que era dele com a mulher que eu mais odiei! Cuidava por ele, por aquele canalha.
Caminhei sem rumo até encontrar um bar, peguei a minha carteira e conferi se tinha dinheiro, entrei e sentei no balcão.
– Me de uma dose do que você tiver de mais forte nesse bar – disse ao atendente.
POV NICO
Sentado agora em casa estava mais tranqüilo.
Leo havia simplesmente me abandonado em um carro com Gale. Fiquei paralisado de medo, não sabia dirigir e as pessoas estavam muito estressadas.
Peguei Gale e viajei pelas sombras saindo daquele pesadelo. Depois de todo o estresse que eu passei hoje, espero que Leo tenha uma ótima desculpa.
O bebe chorava sem parar, tentei aquece-lo e nada funcionava. Já passava da meia noite quando escuto a porta bater, com Gale nos braços não movo um músculo.
Leo apareceu na porta do quarto totalmente trôpego, dei um passo pra trás com medo da cara sádica que ele fazia.
– Pegue esse bebe e de um fora daqui – ele murmurou
Não respondi, esperei que ele entrasse mais no quarto e sentasse na poltrona, Gale em meus braços ficou quieto como se pressentisse o problema.
– Onde você esteve? – eu perguntei.
– Isso não é da sua conta – ele respondeu, provavelmente estava bêbado.
– Leo o que aconteceu? Sabe que pode contar comigo — falei com a voz meiga me aproximando, ele fez um sinal com a mão para que eu parasse.
Seus olhos estavam vermelhos e da distancia que eu estava já podia sentir o cheiro do álcool.
– Ele está vivo! Eu o vi com os meus próprios olhos – ele gritou. Recuei e apertei ainda mais Gale nos braços.
– Leo, acho que não, nós sabemos... – minhas palavras foram cortadas com o abajur que voou e se quebrou em cima da minha cabeça.
– Cala a boca! Vá embora e leve essa criança com você – Ele gritou.
Gale começou a chorar, Leo quebrava as coisas do quarto do bebe e eu não sabia o que fazer, não sabia o que havia perturbado Leo daquela maneira. O bebe gritava ainda mais alto, apoiei a cabeça do bebe no meu pescoço e sussurrava em seu ouvido tentando acalmar ele e eu também, e por isso não tive tempo de reagir quando ele me agrediu.
Fui surpreendido com um tapa no rosto, fiquei tão assustado que não consegui reagir até um soco atingir as minhas costelas.
Tentei sair do quarto correndo, queria me proteger, proteger o bebe.
O fogo me atingiu, nos cabelos, cai no chão com Gale no colo me debati tentando apagar o fogo do meu corpo, gritei desesperado, antes de perceber que o apartamento pegava fogo.
Sentia a minha pele queimar, estava em desespero segurei o bebe em meus braços trêmulos juntei todas as minhas forças, tudo o que me restava e viajei nas sombras.
Que os deuses tenham piedade.
POV JASON
Sai correndo, não queria pensar naquilo.
Filho? O que ele queria dizer com isso? Mantive a calma até chegar em casa novamente.
Estava difícil, minha respiração era difícil, minha mente não raciocinava direito, meu corpo tremia.
Entrei em casa num pulo, Percy estava sentado quase pronto pra sair ele assustou assim que eu entrei, andava de um lado pro outro assustado sem saber o que dizer.
– O que houve? – ele perguntou
– Encontrei Leo – murmurei ainda nadando de um lado pro outro.
– Como? – Percy perguntou segurando meu braço fazendo-me parar.
– Eu não sei como Ok, eu o vi hoje... – disse antes da minha voz falhar.
– O que você fez? – ele perguntou assustado
– Eu fingi que não o reconhecia. – respondo, estava prestes a contar tudo quando o telefona da sala toca.
Percy caminha até ele e começa um breve conversa, estava tão ocupado que nem prestei atenção no papo dele.
– Minha mãe está em trabalho de parto, vamos para o hospital! – ele disse meio nervoso, pegamos o casaco e saímos novamente.
Isso não havia terminado.
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