Atração Fatal
26 Capitulo 25 - Inesquecível Parte I
Notas iniciais
POV LEO
Ser pai não era fácil.
Gale é um garoto muito bonzinho, simplesmente não se importa com os barulhos da montadora. Sim posso parecer um pai desnaturado, mas carrego meu bebe pra tudo quanto é lado.
Sim meu bebe.
Demorei muito pra me acostumar com essa idéia, quando trouxe o bebe para o apartamento, ficava paralisado quando ele começava a chorar. Mas acabei aprendendo muito. Às vezes quando ele tem cólica, coloco ele sobre meu corpo e o esquento.
Escolher um nome pra ele foi difícil, acabei escolhendo Gale Melark Valdez, achei que combinava com ele.
Gale me fazia muito lembra Jason, um menino loirinho de olhos azuis. Porém tinha o temperamento de Reyna, dava para notar o poder que ele carregava nos olhos.
Meus dias se resumiam em ser pai e dona de casa, não que eu odiasse isso, mas qualquer coisa é melhor do que ficar naquele acampamento esperando uma missão. Depois que fui embora não falei com mais ninguém, comente Thalia que aparecia de vez em quando para dar um beijo no sobrinho.
Sentei no sofá com Gale nos braços, esse era o meu programa favorito de sexta à noite, ficar com meu filho assistindo filmes até a hora de ir pra cama, que já não faltava muito. Já tinha tomado banho e estava somente de cueca box, embalava meu bebe nos braços esperando que ele pegasse rapidamente no sono.
Caminhei até uma foto minha e de Jason, que tiramos quando ainda estávamos no navio, e coloquei um pouco de bebida no copo.
Calma eu não sou um pai desnaturado, depois que vim morar aqui somente bebia para esquecer a pontada de dor que batia em meu peito.
Gale pegou no sono, e eu o coloquei no carrinho e segurei a foto de Jason.
– Oi amor – murmurei com lagrimas nos olhos – uma vez a minha mãe disse que se desabafasse com algo que nos lembrava uma pessoa querida fazia melhorar a dor. Bom que custa tentar! – engoli seco e continuei – Bom nosso filho está bem, ele cresce cada dia mais, logo vai ficar do seu tamanho – ri e tomei um gole de Whisky – Uma vez eu murmurei seu nome e ele sorriu, eu sinto a sua falta amor...
Terminei de falar caindo no choro, abafava meus soluços com a mão para não acordar o bebe.
– Eu também sinto falta de Percy – murmurou Nico saindo de uma sombra.
– Ah cara não me mata de susto – disse enxugando algumas lagrimas
– Quanto tempo – ele disse indo até o carrinho e acariciando o rosto de Gale.
– É desde a missão... – murmurei e a minha voz falhou.
Nico veio até mim e me beijou. Fiquei parado e deixei o copo cair com o susto. Não sabia o que aquilo significava, será que ele estava louco? Tinha acabado de perder o amor da minha vida e ele também, como podia simplesmente estar me beijando? O afastei e ele me olhou assustado.
– Desculpe – ele disse
– Como vou saber se isso não é uma tentativa desesperada pra esquecer Percy! – disse um pouco exaltado
– Porque é uma tentativa desesperada de esquecer Percy – ele respondeu se aproximando de uma sombra – Uma vez você disse que me amava, só imaginei que poderíamos tentar...
– Só tem um problema — disse me aproximando dele.
– Qual? — ele perguntou, ficamos cara a cara até que eu disse.
– Nós dois somos passivos!
Ele me tomou nos braços e começamos um longo beijo.
E assim começava a maior noite da minha vida...
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