Atração Fatal
27 Capitulo 26 - Inesquecível Parte II
Notas iniciais
POV NICO
Procurar Percy havia acabado com todas as minhas energias. Não sabia se era realmente certo estar com Leo, mas eu necessitava dele, o vazio que eu tinha no peito era o mesmo que ele também tinha.
Ele me deitou no sofá e ficou por cima de mim, seu corpo era quente e macio. Sua língua passeava pelo céu da minha boca, suas mãos exploravam meu corpo. Ele era calmo e selvagem e nem de longe me lembrava Percy. Ele era diferente, único e muito quente.
Seus lábios passeavam pelo meu pescoço me arrancando sussurros de prazer, sua língua me fazia cócegas, fazendo-me delirar. Rapidamente eu tirei a camiseta, facilitando o caminho de beijos que ele fazia pelo meu tórax até chegar na braguilha da minha calça me arrancando um sussurro. Aquilo estava bom até o bebe começar a chorar.
– Gale Melark Vadez, você está de castigo – disse Leo me arrancando uma risada.
– O nome dele é Gale Melark? – disse rindo.
Leo caminhou até o carrinho e o pegou nos braços, trazendo para o sofá. O bebe chorava pra caramba, e já estava me deixando com náusea.
– Gale foi um cara corajoso que lutou pelo que acreditava, pela garota que amava, para que no fim abrisse mão de tudo que ele conquistou pela felicidade dela. Melark foi um cara que guardou tudo o que sentia por uma garota e só deixou seus sentimentos aparecerem para salvar a sua vida. Achei que esse nome combinava com tudo que eu vivi, sabe – contou Leo embalamdo o bebe nos braços.
– Como consegue amar esse bebe? Quer dizer ele é filho do amor que causou a sua infelicidade – disse tentando entender aquele sentimento.
– Nem mesmo eu sei, só sei que o amo, mais do que tudo – ele falou.
Gale não parava de chorar, Leo cantava e balançava em seus braços. Fiquei ali olhando aquela cena, pai e filho. Ele retirou o manto do bebe e o colocou sobre o peito, aos poucos o bebe ia se acalmando, até finalmente dormir. Olhava admirado com a rapidez e a técnica que ele tinha com aquela criança.
– É cólica, ele tem muita cólica! – explicou Leo.
Ele levantou com calma e caminhou para um pequeno corredor, o segui em silencio. Leo parou diante de uma porta e murmurou.
– Abre pra mim
Abri a porta e fiquei boquiaberto, simplesmente era encantador. Nunca imaginei que um filho de Hefesto teria tanta delicadeza em decorar um quarto de bebe. Ele era totalmente azul, o teto parecia uma constelação de estrelas, bichinhos de pelúcia enfeitavam as paredes e um berço em bronze fica no centro do quarto.
– É lindo – murmurei enquanto Leo colocava Gale no berço.
– É isso deu um baita trabalho – ele comentou dando corda em uma caixinha de musica. – Vamos terminar o que começamos.
Ele me deu um longo beijo e a única coisa que eu fiz foi afasta-lo
– Aqui não Valdez – comentei, ele me pegou nos braços e me levou para seu quarto, ainda mais magnífico que o quarto de Gale.
A cama era enorme, lençóis pretos de seda dava um clima erótico no local. Ele me jogou na cama e não deu tempo para que eu pudesse terminar de reparar nos detalhes, não demorou muito tempo para que eu estivesse nu.
Novamente ele procurava o caminho até meu membro, assim que a sua língua o tocou gemi e apertei os lençóis com força. Sua língua percorria toda a minha extensão, era molhada e me proporcionava magníficas ondas de prazer. Ele era muito bom naquilo. Ele consegui me explorar de formas inimagináveis, não sei se era a minha seca ou se ele era realmente o mestre do boquete. Gemia e mordia os lábios evitando dar um grito de prazer, afinal havia um bebe no apartamento.
Ele continuou no vai e vem até que a minha glande tocou o inicio da sua garganta, não demorou muito e eu me derramei, ele bebeu tudo e subiu para me beijar. Meu membro semi ereto tocava o seu completamente, podia sentir o gosto do meu sêmen em sua língua e isso me excitou ainda mais.
Não pudia fazer por menos, era a minha vez de retornar. Não sei se seria tão bom quanto ele, mas eu teria que tentar.
Comecei devagar, deixando a minha língua explora-lo pacientemente. E assim que coloquei seu membro parcialmente em minha boca ele gemeu meu nome baixinho em um sussurro e isso me fez despertar. Minha boca subia e descia enquanto ele apertava os meus cabelos e forçava o ritmo, parei de repente dei uma mordida.
– não faz isso garoto – gemeu Leo com a cara retorcida de prazer.
Ele puxou seus cabelos ate a sua boca, um longo e delicioso amasso seguiu por um bom tempo. Quando o oxigênio foi necessário ele se separou e foi até a cômoda que ficava em frente da cama, de la ele retirou um pequeno tubo e umas camisinhas.
– Você não quer por pra mim – ele falou ajoelhando-se na cama
Retirei a camisinha da embalagem e coloquei no topo de seu membro, e fiz questão de desenrolar com a boca, ele gemeu ainda mais alto e tapou a mão com a boca. Deitei enquanto ele se lambuzava com lubrificante, ele me ajeitou me deixando de lado, levantou a minha perna e lambuzou minha entrada com aquele gelzinho delicioso.
Ele foi penetrando devagar, não senti dor, somente prazer. Os movimentos vai e vem começaram, e rapidamente Leo encontrou o meu ponto, toda vez que ele penetrava eu gemia mais alto, nossos corpos estavam suados, enquanto sussurrávamos de prazer. Era maravilhoso e inebriante ao mesmo tempo. O vai e vem foi ficando mais rápido, Leo começou a me masturbar intensificando o prazer, agora era difícil segurar os gemidos.
Fui o primeiro a atingir o orgasmo, pouco tempo depois Leo também gozou. Ficamos ali um bom tempo, minha respiração era audível como a dele.
– E você disse que era passivo – murmurei e nós dois rimos até o silencio tomar conta do quarto novamente. Ele levantou e foi até o corredor, fiquei deitado na cama absorvendo tudo o que aconteceu.
Eu havia transado com Leo.
Fiquei parado ali até que ele entrou nu novamente só que cheirando a sabonete. Foi até o guarda roupas e vestiu apenas uma cueca.
– Ali é o banheiro caso queira tomar um banho – ele murmurou.
Levantei sem responder e me tranquei no banheiro, liguei o chuvei e comecei a chorar. Fiquei abaixado debaixo da água fria com a mão na boca evitando que meus soluços soassem muito alto. Chorei como se não houvesse amanhã, chorei da maneira que queria durante todos esses meses. Desde que fiquei trancado naquele jarro, quando cupido me humilhou na frente de Jason, chorei por todas as vezes que Percy havia me abandonado, chorei por quando ele caiu no rio estige e eu não pude fazer nada.
Somente chorei.
Após de desabafar, tomei um banho e desliguei o chuveiro. Enxuguei rapidamente e usei uma cueca que estava por ali mesmo. Caminhei até a sala, peguei o cigarro na minha jaqueta e fui para o quarto.
Leo estava deitado, de olho fechados com o copo de Whisky na mão, ele cantarolava alguma coisa. Caminhei e sentei na beirada da cama, deixei que a nuvem de fumaça se espalhasse por ali e infectasse os meus pulmões.
– Deita aqui comigo – murmurou Leo. Deitei apoiando a cabeça do seu peito, suas mão fazia carinho no meu cabelo e isso de alguma forma me acalmou. – você ta gelado.
Seu corpo aumentou a temperatura, sua pele exalava um calor agradável que me acalmou por um tempo.
– O que acha que vai ser daqui pra frente? – eu perguntei tragando mais um pouco.
– Não sei, acho que deveríamos tentar – ele disse.
– Tentar? Tipo ser uma família? – respondi tentando não soar nervoso.
– Tentar esquecer eles – ele murmurou
Fiquei em silencio.
Não sabia se conseguia, mas eu teria que tentar.
Por nós.
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