Ativistas Dos Direitos Do Amor.

11 Eu quero ficar com vc Tsuna-kun


Notas iniciais
Geeeente...um pouquinho mais de um mês depois, temos atualização. Coisa legal, né??? E temos uma espécie de hentai acelerado aqui. Sim, a faixa etária da fic teve que aumentar e temos mais uma virada no enredo. Espero que gostem.

E finalmente o momento tinha chegado para Kyoko. Aquilo era certo. Chegou, não? Estava ali na biblioteca cara a cara com Tsuna-kun e estava pronta pra dizer tudo pra ele.

“Tsuna-kun, queremos fazer uma festa.” Kyoko falou de sopetão.

“Como?”

Kyoko se deu tantos tapas mentais que nem soube o que a tinha atingido. Festa? Eu queria dizer que eu gosto dele, queria beijá-lo e queria avisar da merda que está acontecendo com a Milfiore e eu falo de festa? Não é à toa que as pessoas sempre acham que eu não entendo nada.

“Festa...pra comemorar algumas coisas.” Kyoko estava restabelecendo a linha de pensamento.

“Como o que Kyoko-chan?”

“Bom, algumas descobertas.”

“Descobertas....Kyoko-chan, eu não estou entendendo. Você não me parece bem. Me diz o que está acontecendo para que eu possa ajudar.”

“Não quero a sua ajuda Tsuna-kun. Você precisa da minha. E eu vou dizer o motivo.”

“Ok, você quer tomar alguma coisa?”

“Quero.”

Tsuna, por mais que estivesse exultante pela presença de Kyoko na casa dele, em um cômodo completamente a sós, estava estranhando totalmente aquela atitude. Não parecia a mesma Kyoko apesar de ser a mesma. Algo estava para acontecer e ele não parecia muito preparado. Pegou uma garrafa de whisky e colocou uma dose generosa em um copo qualquer. Entregou-o para a garota e viu ela tomar aquilo como se fosse uma escada rumo à salvação e claro que ouviu os engasgos logo depois disso. Um bufar, foi o que bastou para que Tsuna soubesse que o momento da revelação estava próximo.

“Tsuna-kun, a Vongola está sendo vítimas de vários ataques, certo? Sobre testes de animais. E eu sei quem está atacando.”

“QUEM???????”

“Eu, Haru-chan e o pessoal da Kokuyo Land.”

Tsuna não acreditava em seus ouvidos. Não podia acreditar nessa traição descabida. Por quê? Por que ela tinha feito isso? Sua raiva não o deixava se mover mas também não conseguia ficar parado. Conseguia ver os lábios de Kyoko se mexendo contudo não ouvia nenhum som. Será que o ódio o tinha deixado surdo? Não, porque ele não a odiava. Ele não podia odiá-la e sempre foi conhecido pela sua misericórdia com inimigos. Então...por que não a perdoaria? Claro que a perdoaria. Ele a amava...não. Não amava porque nunca tinha se declarado. Tinha até uma proposta do irmão dela pra namorar com ela e isso era a realização de um sonho e quando ele se deu conta, os lábios de Kyoko estavam sobre os dele e as mãos dela emoldurando seu rosto.

“Vejo que não sente o mesmo Tsuna-san. Eu peço desculpas.”

Tsuna não podia ser mais idiota. Estava em um conflito mental enquanto a garota de sua vida se declarava pra ele. Não, isso não poderia estar acontecendo. Pegou no pulso da mulher e disse. “Não, eu não sinto o mesmo. Eu acho que eu sinto mais.” E a beijou profundamente.

Kyoko não sabia como tinha chegado a esse ponto. Contou tudo o que sentia, desde o colégio e não recebeu uma resposta de Tsuna. Até explicou o plano, no qual eles queriam mesmo destruir os Vongola para depois eles surgirem como a fênix e achou aquela associação muito poética e mitológica, mas não tinha recebido nenhum aceno de aprovação. Triste, entretanto, era impossível negar que aquele whisky tinha dado um pouco de coragem, um pouco grande demais para seu tamanho. Mas ele parecia completamente absorto em outros pensamentos. E tomou coragem para deixar o seu amor de infância para trás quando foi até ele e o beijou. Por mais que tenha sido um beijo sem graça, era o seu primeiro beijo, então o toque dos lábios tinha a intensidade de um furacão desembestado e nenhuma resposta. Claro que a garota sabia que seria ruim, mas nenhuma resposta? O que era pior do que a indiferença? Aparentemente não existia nada assim.

Mas e a surpresa? A surpresa era pior do que a indiferença, porque surpresa era exatamente o que ela estava sentindo quando os lábios de Tsuna se colaram aos dela e quando a língua dele começou a pedir passagem. Estranho isso, pedir passagem,mas eu permito.

Kyoko não sabia o que era beijar, na verdade sabia porque o instinto era um excelente professor, porém, nada era melhor do que a real experiência. Fechou os olhos e se deixou levar, não sem prestar atenção em certos detalhes, como a mão de Tsuna entrando em sua roupa, mesmo com evidente hesitação e a mão dela mesma sentindo-o da mesma forma, trêmula da mesma maneira. Era como se os membros de Kyoko fossem outra pessoa. Ela sentia a sofreguidão do homem aos seus braços e compartilhava do mesmo estado, mas parecia dividido. Os braços dela estavam desesperados enquanto o resto do seu corpo parecia incrivelmente calmo, queimando, mas calmo.

Outras sensações começaram a surgir, como a falta de oxigênio. Tsuna não parava por nada e as costas dela bateram em uma porta ou em uma parede, mas não era áspero. Kyoko sentia que iria se perder nas sensações. Não sabia em qual prestar atenção, contudo uma se destacou. Seu estômago dando piruetas e pele contra pele. Sim, ela estava sem a parte de cima da roupa e percebeu que Tsuna estava com o peito nu. Ela nem tinha percebido. Ouviu a sua própria voz ofegando e sabia que isso levaria para um nível que ela nem tinha considerado, mas as mãos não conseguiam parar e quando ela parou para pensar, ela recordou que ela tinha despido Tsuna e se despido também.

Tirou os lábios do alcance dos dele e sentiu uma vontade insana de beijar seu pescoço e assim o fez, mesmo pensando que iria fazer algo estranho. Sim, tudo aquilo era muito estranho. Ela tinha ido alertá-lo sobre uma ameaça e se declarar e no fim das contas, ela acabou enroscada com ele em um canto ignorado, fazendo uns barulhos estranhos e seminua, mas aquele estado de parcial nudez parecia a ponto de mudar quando sentiu dedos estranhos no cós da sua calça e ela viu que não se importava.

Conseguia ouvir os gemidos dele chamando o seu nome e aquilo era lindo e era um adjetivo completamente coerente com a situação. Era mesmo linda, estranhamente linda.

Repentinamente, sentiu frio e Tsuna se afastou trêmulo pedindo mil desculpas, passando a mão nos cabelos castanhos que estavam desgrenhados, dizendo que se deixou levar, que não devia estar fazendo isso, que ela era muito importante para ele e que não deviam fazer isso naquele exato momento e que ele tinha tanto o que dizer e tanto a declarar e que aquilo não era direito.

Kyoko resignou-se, suspirou e perguntou se ele não tinha preservativo. Ela estava decidida a fazer isso no momento em que as peles se encontraram. Mesmo que eles não ficassem juntos, mesmo que fosse essa coisa absurdamente repentina, ela o queria.

“Tsuna-kun, eu quero. Qual é o problema? Cedo ou tarde...muda alguma coisa? Não sei se com você foi assim, mas desde quando vocês voltaram, todos estão falando que você gosta de mim. Que sempre gostou de mim e eu não sei se você prestou atenção, mas eu sinto o mesmo e sempre senti o mesmo. Só que era longe, eu não podia tocar você. Era demais pra mim. Eu não sabia se me queria também porque eu sou uma dessas obras expressionistas, só pra ver de longe...e agora, você está ao alcance da minha mão. Sente isso? Meus dedos estão percorrendo seu peito e você está tremendo sob eles e eu posso sentir. Eu sinto e isso é infintamente melhor do que tudo o que aconteceu comigo até hoje. Então, eu vou pedir em nome dessa importância que você diz que eu tenho. Me deixa sentir o máximo que eu puder de você?”

O que Tsuna fez diante disso? A coisa mais óbvia do mundo. Saiu da biblioteca seminu e encontrando todos na sala, foi até Yamamoto e sabendo das suas peripécias sexuais, pediu um preservativo urgentemente, para aquele exato segundo.

Yamamoto, completamente surpreso, abriu a carteira e deu dois para Tsuna que exigiu não ser incomodado. E caso isso acontecesse, cabeças iriam rolar. Voltou-se para a biblioteca e trancou a porta.

Claro que Kyoko se surpreendeu com a saída repentina dele e realmente não sabia o que faria e como uma amante inexperiente, simplesmente esperou. Mas o tremor nas mãos de Tsuna naquele momento não iriam ajudar em nada e filhos não era uma opção no momento. Então, tomou a atitude mais sensata e pegou o pacotinho prateado nas mãos, abriu com delicadeza e começou a observar tudo o que podia acontecer. Naquele momento, não estava se importando muito com o parceiro, egoísmo súbito por assim dizer e foi se dirigindo devagar. Observou e tocou o máximo que podia de Tsuna até colocar o preservativo e ela se despiu e sentou sobre ele.

Naquele momento, era como se o universo pertencesse a ela e tinha uma dor incômoda em uma parte do seu corpo que estava pedindo para que aquilo acontecesse. Só que qual era o motivo daquilo tudo? Satisfação? Amor? Desejo? Não sabia, mas sabia que seria do jeito que ela desejasse. Começou e fixou seu olhar em Tsuna que parecia muito nervoso, então, ela tomou a decisão e o possuiu.

A dor não era tão intensa e ele parecia desesperado, perguntava algo sem nexo como se ela estivesse completamente destruída. Mas até que tinha sido fácil. Só que não sabia o que fazer naquele momento e se lembrou de um carrossel, de hipismo e não sabia o motivo. Começou a cavalgar como se estivesse em uma competição e sentia dedos fortes apertando seu quadril e aumentava a intensidade daquela espécie insana de rebolado ou menear dos quadris...

Sentia o corpo fervendo e seu parceiro também. Olhou para os próprios braços e os percebeu completamente rubros e manchas roxas em suas coxas e cintura e umas dores nos seus dedos que estavam cravados nos ombros de Tsuna. Ela o puxava de encontro a si e o viu entrar em uma espécie de colapso. Sentiu o suor escorrendo em seu corpo e o percebeu suado também e ofegante.

Muitas sensações que não conseguia distinguir a não ser a vontade imensa de soltar três palavras insanas.

“Eu amo você.”

Kyoko caiu sobre o peito de Tsuna e sentiu os braços dele a envolverem. Não queria sair dali e parecia que ele estava pensando o mesmo. O mundo não mais existia, pelo menos não pelos próximos minutos.

Mas do outro lado da porta, os humores estavam bem diferentes. Haru estava impressionada. Claro que ela tinha percebido o que tinha acontecido e se preocupou por Kyoko-chan, contudo, conhecendo Tsuna, aquilo seria coisa da Kyoko mesmo. Ele não teria este tipo de atitude. Que bom Kyoko, vai ter que me contar tudo depois. Hahi.

E Haru estava em êxtase pela amiga quando começou a ouvir os brados do ex. Gokudera tinha falado algo sobre o que ela estava fazendo ali, embora não tivesse ouvido a palavra idiota. É. O mundo vai acabar. Kyoko-chan perdendo a virgindade e esse idiotadera não me chamando de idiota. Que vida feliz.

A grande surpresa foi quando Chrome convocou uma reunião urgente para aquele exato momento e quando Gokudera perguntou onde estava o décimo, ela simplesmente disse que eles podiam lidar sozinhos. E claro que antes que o irmão explodisse todo o ambiente, Bianchi ameaçou tirar os óculos.

O silêncio se instalou e todos se sentaram à mesa a la Távola Redonda e a reunião começou.

“Qual é a súmula?” Gokudera perguntou bravo.

“Atentados contra os laboratórios.” Chrome respondeu.

“Vocês sabem de alguma coisa sobre isso?” Yamamoto perguntou

“Claro. Como que as pessoas que fazem os atentados não vão saber nada sobre isso?” Haru respondeu.

“Não acho que eu ouvi direito. Vocês estão explodindo os laboratórios Vongola. Haru..você é minha namorada ou era, não sei..Bianchi, você é minha irmã e Chrome, você é uma porra de uma guardiã. Isso não pode ser sério, certo? Isso não é sério. Isso não é sério.”

Yamamoto não sabia o que dizer. Olhava para Bianchi e não conseguia nenhuma resposta. Sabia que ela não era ruim apesar de um senso estranho de certo e errado. Devia ter algum motivo. “Expliquem.”

“Yamamoto..”

“Deixa elas explicarem Gokudera. A Sassagawa também deve fazer parte disso e certamente disse pro Tsuna. E eles estão ali juntos. Não vai incomodá-los ou eu te bato com o meu taco. Deve ter algum motivo e eu quero saber. E elas vão dizer, certo Bianchi?”

“Certo Takeshi, certo.” e suspirou. “Tudo começou quando saíram uns boatos sobre testes de animais. Na verdade não sabíamos bem que eram vocês. A coisa parecia muito fantástica pra isso, levando em consideração que somos uma empresa especializada em armas, testes em animais não seriam exatamente vitais para o nosso progresso, a não ser que fôssesmos fazer armas biológicas, o que seria infinitamente mais perigoso e traidor na minha opinião. Parecia uma obra de agentes duplos e isso tinha que ser descoberto. Isso foi o motivo pelo qual eu entrei. Também entrei para tentar recuperar um pouco do meu talento perdido na paixão que eu entrei e eu queria sentir que estava fazendo alguma coisa. Não somente ser a irmã estranha do Hayato ou a garota que é enlouquecida pelo Reborn ou nada disso. Eu queria me encontrar. O que faz menos sentido ainda porque eu me perdi completamente.”

“E como a Haru entrou?” Yamamoto perguntou.

“Antes. Ela conversava com o Mukuro e ele sempre dava a entender que os Vongola queriam fazer armas biológicas e negociar com terroristas. Era fácil pra ela acreditar nisso já que fazer negócio com exércitos e com terroristas não é nada diferente um do outro. E também tinha toda a raiva que ela estava do Hayato e queria machucá-lo onde era pior. Nos Vongola. A única coisa pela qual ele é completamente devoto.”

“E os animais, eram testados mesmo?

“Sim e eles eram tratados e colocados pra adoção. Nunca fizemos como a PETA que resgata animais e quando não acha gente pra adotar os sacrifica. Isso nunca. Tinha gente fazendo testes, entende? E essas pessoas estavam conectando o nome dos Vongola. Era por isso que precisávamos explodir tudo.”

“ E quanta gente podia ter se ferido Bianchi? Quanta gente???? Você estava ciente disso?”

“Claro que não Yamamoto! Claro que não! Você acha mesmo que eu iria fazer isso pra machucar alguém? E tem outra..eu nunca fui em uma invasão. Eu comecei a fazer as substâncias pra derreter as portas e foi só. Nem explosivos eu uso, como certas pessoas. Entende? Essa coisa toda é pra gente entender quem é que está colocando os Vongola no mapa para terroristas. E essa Milfiore que é onde a Kyoko trabalha. Eles tem alguma coisa, eles estão planejando algo contra nós e a gente precisa saber o que.”

Depois desse rompante, em um lugar bem distante dali, um celular toca e uma transação qualquer é combinada.

“Bom, mas isso é Qualidade Vária.”

Notas finais
Peta é uma associação internacional que luta pelo direito dos animais, só que ela não é lá muito ética porque quando eles não conseguem encaminhar os animais salvos, eles simplesmente os sacrificam. Triste.