Ativistas Dos Direitos Do Amor.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Não deixem de comentar!!!! Muito obrigada.
Tsuna não conseguia articular algo coerente para dizer depois do abraço de Kyoko. Ele podia falar do cheiro do cabelo dela, que parecia jasmim misturado com chocolate, podia falar da textura da pele dela que parecia de pêssego ou ainda podia falat do rosado dos lábios que lembravam morangos, contudo, isso parecia perturbado demais para se articular depois de 5 segundos de abraço. Sim, Tsuna cronometrou. Contou em sua mente lenta, sem falar em um cronômetro preparado, sabe-se Deus como. Foram cinco segundos onde Tsuna sentiu os braços de Kyoko em torno de seu corpo e desejou firmemente que aquilo não acabasse nunca.
Nem percebeu quando Yamamoto tentava acalmar Gokudera que estava se segurando para não sair correndo atrás de Haru, que Gokudera carinhosamente chamava de “mulher extremamente idiota.” Como se tivesse utilizando da característica básica de Ryohei para acentuar a idiotice plena da mulher.
O próprio Yamamoto também estava estático. Não esperava ver Bianchi naquele dia e nem vê-la naquela situação, ficou muito preocupado, muito mesmo. Tanto que mesmo sem pensar muito, soltou Gokudera e foi correndo atrás do trio que tinha entrado no Wolkswagen e estavam pipocando pela rua afora.
Tudo bem, o espadachim podia ser muito rápido, mas por mais que o fusca fosse praticamente um atentado à segurança pública, ainda era um carro, então ele não podia alcançar correndo. Respirou, ponderou e voltou ao restaurante e pensando que as coisas não poderiam ficar piores, ele foi até Gokudera e disse: “Eu estou enlouquecido pela sua irmã. Não consigo comer, dormir e nem nada. Só penso nela, o tempo todo e eu não sei o que fazer. Eu quero morrer e entrar nela.” E suspirou.
“Você o QUÊ??????????????? O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA IRMÃ? COMO ASSIM VOCÊ GOSTA DA MINHA IRMÃ? ELA É GOSTÁVEL??? MAS QUE PORCARIA É ESSA? E por que você está me contando isso ?” Gokudera esbravejou.
“Porque eu a quero e você é o parente mais próximo e isso é o mais perto de um pedido de namoro que eu posso chegar.” Yamamoto respondeu.
“Você está deliberadamente pedindo a minha irmã, a minha irmã em namoro Yamamoto? E o que ela acha disso?”
“Eu não sei. Como eu disse, eu não sei de nada. Só estou falando porque...ah, eu não sei porque eu estou falando.”
“E você quer ajuda? Você acha que ela vai aceitar? Ela nem gosta de você, idiota do Basebol.” Gokudera respondeu.
Yamamoto só deu um sorriso irônico. E Gokudera, como o cara esperto que era, sacou tudo logo de cara. “Você e a minha irmã...quando? Como? O que foi que aconteceu? Eu quero morrer.”
“Estou te avisando, só isso. Vou lutar por ela, vou conquistá-la e torcer pra que ela goste de mim ao menos um tanto do que eu gosto dela. E como você é meu amigo, não queria que fosse pego de surpresa.” Yamamoto respondeu.
Gokudera se deu o direito de ficar calado enquanto Ryohei tentava saber de Tsuna se ele já tinha falado com a irmã dele, o que recebeu uma negativa violenta.
“Só vamos voltar pra casa, tudo bem?”
Enquanto os guardiões estavam se dirigindo à mansão, Hibari que estava em seu próprio mundo, junto com seu pássaro, saiu correndo porque aparentemente tinha um compromisso inadiável. Saiu correndo porta afora e chegou em um beco, onde foi puxado por mãos delicadas e recebeu um estalinho nos lábios.
“Você demorou, Guardião da Nuvem. Achei que tinha me esquecido.”
Hibari sorriu ironicamente e correspondeu aos beijos.
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No caminho para casa, ninguém sonhava em falar nada. O clima estava deveras pesado e Bianchi não conseguia articular nada para dizer. Ela só conseguia se refrear em pensar em Yamamoto, coisa que já a deixava completamente enojada.
Essas coisas de garotinha apaixonada com complexo de Cinderela não combinava em nada com ela, mas em nada mesmo. E agora isso!!! Onde foi que a Bianchi que ela era foi parar? Aquilo de ficar imaginando um futuro com um garoto não combinava em nada com ela. Bianchi era sozinha, gostava de estar sozinha e da liberdade que isso trazia. E agora, ela queria estar presa por vontade própria? Que coisa mais maluca era aquela?
Não conseguia falar nada e tudo o que pensava era traduzido no barulho engasgado do escapamento do veículo onde estavam indo para casa. Tentou acabar com aquele mal-estar e percebeu que Kyoko também estava rígida, além do fato de Haru estar quase partindo o carro ao meio de tanto que acelerava.
Quando chegaram ao apartamento, parecia que tinham demorado 25 anos em um trajeto de 25 minutos, estavam acabadas, exaustas e drenadas.
Enquanto Bianchi foi em busca de uma bebida alcoólica e Kyoko foi tomar banho, Haru foi fazer o que fazia melhor: estudar e analisar.
Claro, ela ainda estava abalada por conseguir ver Gokudera por duas vezes e manter o propósito de não falar com ele em nenhum momento, também não estava familiarizada com esse sentimento absurdo de saudades de um cara que só a chamava de idiota. Não, ela não iria pelo caminho das lembranças dos momentos bons, isso não combinava com ela. Ela o mataria dentro dela, mas não sem antes salvá-lo de si mesmo.
Agora era ver como ela faria isso. Juntou os fatos da ALF com os Vongola e com o adendo da contratação expressa de Bianchi e ainda relacionado ao armamento. As supostas armas da ALF eram feitas por Bianchi, consequentemente, pelos Vongola, já que possuíam os melhores laboratórios. Analisando melhor, Haru constatou que a ALF estava com o aparato científico similar aos Vongola, o que podia constatar um mesmo fornecedor. E além do mesmo fornecedor, tinha uma pessoa que estava dando informações de primeira linha. Aquilo tinha ultrapassado a duplicidade de papéis.
A morena não conseguia compreender a real conexão daqueles fatos, antes ela considerava que o ataque era pessoal aos Vongola, entretanto, a última operação demonstrava uma espécie de proteção aos mesmos. Não uma espécie, uma proteção feroz para uma família que não sabia o que estava fazendo.
Pegou um papel e uma caneta e começou a desenhar conexões, inúmeros fluxogramas, cálculos impossíveis e ligou no canal de esportes para ver a competição de ginástica olímpica. Finalmente chegou em um consenso. Para Mukuro estar disposto a realmente ajudar os Vongola, era porque essa tal de Milfiore poderia prejudicar e muito os seus planos e que, querendo ou não, só poderiam ser garantidos com a tecnologia que os Vongola dispunham. Aquele era um jogo perigoso.
Preparou-se para pesquisar sobre a Milfiore com todas as armas que possuía: os fluxogramas, os cálculos, protetores de IP e pôs-se a procurar. Nenhum dado encontrado. Ela procurava por outros caminhos: nada encontrado. Tentou com outros endereços de IP, nada encontrado. Era como se eles não existissem ou se apagassem totalmente sua existência e a construíssem em um espaço de 24 horas. Também cogitou a possibilidade de arquivos flutuantes, entretanto, ao menos uma informação teria que estar solta. As pessoas vivem de falhas, erros, rachaduras que facilitam a vitória alheia.
Nada! Milfiore tinha chegado ao estado irritante da perfeição. Eram os agentes perfeitos. Haru se recriminou porque provavelmente Mukuro já tivesse feito todos esses passos e concluído que se aliar aos Vongola, mesmo que por formas reprováveis, era a garantia de sucesso do plano. Esse plano que não tinha nenhuma definição, que não tinha nada além do fato de que os Vongola tinham que ser protegidos de uma ameaça que não se sabia qual era.
“Eu não sei se o gato está vivo ou morto.”
E foi dormir.
A manhã chegou iluminando três garotas que sabiam exatamente o que tinham que fazer naquele dia e estavam muito empolgadas para tal, só que não. Haru estava completamente destroçada, com olheiras do tamanho de bolas de tênis e parecia que tinha sido atropelada por 25 ursos bailarinos. Bianchi acordou com uma ressaca e hálito dos diabos, sem falar que gritou a noite toda e disse que iria matas algumas pessoas. Coisa perigosa.
Kyoko também não conseguiu dormir muito bem, estava nervosa com o que tinha que fazer hoje, sem falar naquele abraço ridículo que tinha dado em Tsuna. Pra quê? Pra que abraçar as pessoas? Ela não era pessoa de abraço. Por isso que sempre dava aquele sorriso sem graça! Para que as pessoas pensassem que ela era boba demais e não quisessem se aproximar. Não pôde deixar de sentir nojo e vomitou muito. Depois do asseio matinal, foi tentar fazer café e repassou os passos do plano. Ela começaria hoje, sem ter ideia dos resultados.
Quando chegou à sala, deu de cara com dois rascunhos de mulheres. Bianchi e Haru não estavam no melhor dia e a única coisa que Kyoko podia fazer era o café preto para que elas voltassem a funcionar.
“Bom dia meninas.” Kyoko disse.
“Oi Kyoko-chan. Vai fazer café?” Haru perguntou.
“Vou sim Haru-chan e depois vou trabalhar. Caso precisem de alguma coisa, não hesitem em me ligar, por favor. Eu venho correndo.”
“Ok Kyoko-chan. Obrigada.”
Claro que Kyoko ficou abalada, mas se sentia mais forte, mais decidida para fazer o que devia, ou o que lhe diziam que devia ser feito. Ainda não estava bem certa do que devia fazer. Depois do café da manhã, foi trabalhar e começar com os detalhes do plano.
Aquela noite não tinha sido fácil na Mansão. Yamamoto não tinha conseguido dormir, Tsuna também não e Gokudera, só conseguia ficar mais irritado quando não dormia e isso tinha acontecido. O único que parecia bem feliz era Hibari, que estava com uma mancha muito suspeita no pescoço.
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