At the Mills office

2 Uma vizinha e um policial pela manhã


Notas iniciais
Sei que postei a fanfic ontem, mas já tem capítulo novo sim, você quer @? Fique sem dormir e acabei indo escrever outro capítulo. Obrigada a todos que já estão acompanhando a estória, isso me deixa muito feliz. Enfim, boa leitura!

De supetão, a loira acordara quase pulando de sua cama. O barulho do despertador estridente de seu celular lhe garantia o susto diário, dando a ela um motivo mais que plausível para que acordasse e levantasse rapidamente. Colocara ambos os pés no chão, coçando a cabeça enquanto olhava com cara de poucos amigos para o celular em cima do criado mudo, tocando sem parar. Se levantara sem querer muito, maldizendo o dia que mal acabara de começar, seu mau humor matutino também era um charme a parte. Desligara o alarme minutos depois, coçando a cabeça enquanto olhava para a janela, ainda estava acordando do sono nada reparador que havia tido. O resquício da bebedeira da noite anterior começava a aparecer aos poucos como uma dor de cabeça e uma sede horrenda.

—Parar de beber... —Ela dissera puxando a persiana para o lado, deixando que a luz entrasse em seu quarto enquanto franzia o cenho, pois seus olhos doíam. —...Eu preciso parar de beber.

Bocejara antes de pensar no que deveria fazer, sua rotina era sempre a mesma, porém as coisas não funcionavam da maneira devida logo assim tão cedo. Antes que Swan saísse de perto da única janela de seu quarto, os olhos verdes acabaram por olhar de soslaio para janela da casa da frente. Ela sorrira, arrumando o cabelo as pressas para então abrir a janela com certa rapidez. Era a vizinha da casa da frente, a mesma usava apenas uma toalha para se cobrir, enquanto ela sorria ao ver Emma na outra janela. Era quase um show marcado, sempre acontecia e Swan se deliciava com as provocações da vizinha que ela nem ao menos sabia o nome, apenas sabia que era uma mulher muito bem casada, com seus dois filhos e um carro de luxo. A loira espalmara as duas mãos na quina da janela, impulsionando seu corpo para frente enquanto dava seu melhor sorriso sacana para a mulher que começava a abrir sua toalha enquanto ficava de costas para a janela. Swan negara com a cabeça.

—Mulheres... Eu ainda vou ficar louca!

Antes que ela pudesse terminar de ver o show particular diário que sua vizinha sempre fazia, Emma ouvira Mary Margaret a chamar de forma insistente, fazendo com sua atenção se voltasse para sua mãe. Ela olhara, mas uma vez para vizinha, que agora também olhava para ela com um belo sorriso em seu rosto. Acenara para a mesma, dizendo tchau com os lábios, para então sumir dentro de seu quarto, indo até a escada posteriormente. Descera a escada descalça, usando apenas a calcinha preta e uma regata igualmente preta, chegando à cozinha minutos depois.

—Mulher, você sabe que não precisa acordar a vizinhança inteira só para me chamar para o café! —Swan a abraçara com apenas um dos braços, dando um beijo rápido na cabeça de sua mãe que era menor que ela. —Eu já estava acordada, estava vendo algo interessante e me distrai... Papai já foi embora? —Mary a olhara se sentar a mesa, ao passo que colocara o prato com ovos mexidos e bacon a sua frente.

—Ele saiu mais cedo hoje, tem uma reunião importante e queria passar uma boa impressão. —Ela sorrira, era possível ver o orgulho que Mary sentia enquanto falava de David, o mesmo havia recebido uma promoção em seu trabalho como publicitário.

—E a senhorita? Dormiu bem? —Emma falava com a boca parcialmente cheia, enquanto segurava a jarra de suco de laranja em uma mão e o copo em outra, despejando o suco.

—Não fale de boca cheia! E por falar em boca, o que aconteceu com a sua? —Sua mãe lhe repreendera forçando uma expressão séria, para depois acabar sorrindo.

—Acidente no bar ontem, não é nada demais, você sabe. —Mary a olhara negando com sua cabeça, já havia desistido de se preocupar com certas coisas quando o assunto era a vida de sua filha. —Responda a minha pergunta, mulher, preciso saber como foi sua noite!

—Sim, eu dormi como um bebê! —A mulher então pegara suas bolsas em cima da mesa, colocando-as no ombro enquanto pegava a chave do carro. —Comporte-se! Eu já estou indo, preciso chegar mais cedo! —Emma sentira o beijo em sua cabeça, para depois ver a mãe saindo porta a fora com certa pressa, a mesma deveria chegar à faculdade onde dava aulas o quanto antes.

Enquanto isso, em um bairro nobre de Londres, Regina Mills despertava de seu sono perfeito de oito horas que lhe garantia um humor maravilhoso pela manhã. Desligara o despertador com calma, colocando seus pés em suas pantufas brancas, para então se levantar e pegar seu robe cinza. Cobrira a camisola de cetim igualmente cinza que usava, amarrando o robe em apenas um nó firme, dando uma leve bocejada em seguida. Caminhara então até o espelho, pegando uma escova para pentear seu cabelo a fim de deixa-lo apresentável pela manhã. Após terminar todo o processo, a mulher caminhara até o banheiro, lavando o rosto gentilmente com uma loção própria para isso, enxaguou sua boca e então finalmente descera as escadas, caminhando com calma até a cozinha.

—Bom dia, família. —Ela sorrira, olhando para todos que já estavam sentados à mesa.

Regina Mills era a orgulhosa mãe de dois filhos, Henry Mills, um garoto de quatorze anos fanático por guitarras e jogos, e Agnes Locksley, sua filha mais velha de dezesseis anos, que nutria grande paixão pelo mundo jurídico e por filmes em preto e branco. A morena acabara por se sentar na cadeira da ponta, olhando para seu marido, Robin Locksley, do outro lado da mesma.

—Bom dia, mãe. —Fora uníssom o bom dia dos filhos, sorrindo para a mãe.

—Bom dia, meu amor. —Robin a olhara com um pequeno sorriso nos lábios, voltando sua atenção rapidamente ao jornal que lia.

O café da manhã da senhorita Mills fora servido minutos depois, sendo completamente baseado na dieta que ela seguia. Todas as frutas eram pesadas, bem como o iogurte natural e a torrada integral que comia todos os dias. Assim que começara a comer, Henry terminara seu café da manhã, o mesmo olhara a mãe como quem pedia permissão para deixar a mesma, recebendo um sorriso de Regina, aquela era a concessão sendo dada. O menino saira da mesa com toda a classe que alguém possivelmente poderia ter às seis da manhã, sumindo corredor a fora. Agnes ainda terminava de comer as frutas em seu prato, olhando vez por outra para a mãe que ela tanto admirava.

—Mãe. —Ela falara sem olhar nos olhos de Regina.

—Se quer iniciar uma conversa... —Regina abaixara sua colher, olhando a filha na cadeira ao lado. —...Me olhe nos olhos! E concerte sua postura, isso são modos? —Agnes concertara sua postura, respirando profundamente antes de olhar nos olhos castanhos de sua mãe.

—Meu recital é hoje. —Sua fala era polida, tal qual a de Regina. —Quero saber se a senhora poderá ir.

—Querida, farei o meu melhor para comparecer, mas não lhe garanto nada, você sabe como é a minha rotina. —Agnes dera um meio sorriso, voltando sua atenção para o prato. —Seu pai comparecera, não é, Robin? —O homem a olhara através da lente de seu óculos de hastes negras, segurando o celular em uma das mãos.

—Farei o possível, querida. —Sorrira para a filha, porém ele bem sabia que não poderia comparecer.

Robin era dono de uma grande empresa, cuidava da carreira de diversas pessoas, sempre elevando o nível de todas elas. Era um homem brilhante, inteligente e a frente de seu tempo, fizera seu reinado e fortuna muito cedo, conquistando o respeito de todos do ramo. Porém, à medida que reinava e lidava bem com os assuntos que tangiam sua carreira, Locksley deslizava pelos assuntos da paternidade, deixando a desejar quando o assunto eram seus filhos. Obviamente, isso não passava batido pelos críticos olhos de Regina Mills, os dois tinham brigas homéricas a respeito de tal assunto, onde Mills sempre o cobrava, e Robin lhe oferecia nada mais que desculpas esfarrapadas.

—Faremos o possível. —Agnes a olhara, empurrando o prato vazio para frente.

—Posso me retirar? —Regina sorrira.

—É claro, querida, se apronte para a escola e não se esqueça de sorrir! —A menina a olhara por alguns instantes, para depois fazer o mesmo caminho que Henry havia feito, sumindo corredor a fora. —Eu espero que você faça o possível e o impossível para comparecer a esse recital hoje. —O tom ríspido fora usado, aquilo não era um conselho, e sim um ultimato.

—Regina, você não é a única que trabalha nessa casa, consequentemente não é a única que tem uma rotina excruciante e cheia de imprevistos, não farei promessas que sei que não poderei cumprir e deixar Agnes chateada novamente. —O homem ainda olhava em seu celular, enquanto digitava de forma ágil.

O prato fora empurrado gentilmente para frente, enquanto ela afastava sua cadeira para trás, levantando-se, espalmando ambas as mãos na mesa, posteriormente inclinando levemente seu corpo para frente para que pudesse lançar seu melhor olhar intimidador.

—Até onde sei, não me lembro de ter aberto uma discussão sobre esse assunto, apenas lhe aconselhei! —Ela sorrira, recebendo toda e total atenção por parte de seu marido. —Tenha um bom dia, Robin, isso é tudo.

Na casa dos Swan Nolan o clima permanecia ameno, enquanto Emma cantarolava no chuveiro o mais alto que podia, testando seus pulmões e a paciência dos vizinhos logo pela manhã. A loira deslizava o sabão por seu abdômen bem definido enquanto mexia seu corpo conforme a letra da música caminhava. Após terminar de se ensaboar, Swan se enxaguara rapidamente, saindo do chuveiro minutos depois, terminando por fim seu show particular no banheiro. Enrolara-se na tolha preta, saindo com os pés molhados para o quarto. Enquanto ainda cantava, dessa vez um tanto mais baixo, a loira pegara a roupa que estava usando na noite anterior para colocar a mesma no cesto de lixo, quando um cartão caíra do bolso de sua calça. Emma acabara se abaixando para pegar o mesmo, enquanto flashes da noite anterior tomavam-lhe a cabeça.

—Regina Mills. —Ela sorrira, saboreando ao dizer tal nome. —Talvez nos encontremos, Regina Mills. —O cartão fora guardado em sua mesa, ao passo que a loira acabou por voltar sua atenção à escolha da roupa que usaria naquele dia.

Vestira sua roupa intima, que consistia apenas em uma calcinha box azul com o costurado feito por um linha branca, e então jogou algumas roupas no chão enquanto conciliava o fato de passar desodorante, fazendo a habitual bagunça que sempre fazia antes de ir para a faculdade. Escolhera uma blusa preta, que talvez fosse dois números maiores do que realmente ela deveria usar, a mesma era reta, sem nenhum recorte que ressaltasse suas curvas. A calça jeans azul escura que esculpia todas as curvas de suas pernas torneadas viera depois. Sentara-se na cama para calçar suas meias, olhando vez ou outra para a janela com a esperança de ver a ruiva sem nome. Calçara o all star azul marinho em seguida, amarrando seu cadarço em um lanço despreocupado. Ao se levantar, Swan vira a ruiva pegando alguma coisa em seu criado mudo ao lado da cama, porém a mulher não a vira. Por fim, Emma soltara seu cabelo, voltando ao banheiro para escovar seus dentes rapidamente, afinal, ainda teria que passar no bar do Joe para pegar suas coisas.

Enfiara o celular no bolso e então caminhara até a mesa, pegando o cartão de Regina para guarda-lo no bolso, saindo às pressas de casa, pois ainda teria que tomar um trem para chegar ao bar e com certeza chegaria atrasada. A loira saira as pressas, trancando a porta rapidamente para então começar a andar em direção à estação de trem mais próxima, porém, um belo sedan cinza parara ao seu lado. Os olhos verdes se assustaram, olhando de um lado para o outro sem entender bem o que acontecia. As janelas do sedan se abaixaram, revelando a ruiva da casa da frente no volante. A mesma sorrira para Emma, que prontamente lhe sorrira de volta.

—Você parece atrasada, e eu estou com tempo de sobra, porque não entra e eu te dou uma carona para seja lá onde você está indo? —A mulher então destravara a porta do carro.

Emma acabara abrindo a porta, o sorriso sacana tomava conta de seu rosto enquanto ela se sentava no estofado de couro caro e fechava a porta. Logo, o carro voltara a andar depressa, enquanto a ruiva sem nome conciliava sua atenção entre o trânsito e a presença de Emma Swan em seu carro.

—É um belo show. —Swan dissera sem olhar para a ruiva, mantendo o sorriso. —Você me parece extremamente disposta para alguém que acordar tão cedo, me surpreende sempre, está me surpreendendo agora, mas tem um porém. —A mulher a olhara de soslaio, parando no sinaleiro. —Eu não faço ideia de qual é o seu nome.

—Zelena. —Ela tirara uma das mãos do volante, pousando a mesma sobre a coxa de Emma. —E o seu é Emma, não é mesmo? —Os olhos verdes fizeram o caminho da mão da ruiva até seu rosto lentamente.

—Você está correta, acho que anda conversando demais com a minha mãe! —O sinal abrira, fazendo com que a mulher voltasse a dirigir o carro enquanto recebia um olhar que poderia despi-la rapidamente. —Me diga, Zelena, em uma escala de um a dez, o quanto de chance eu tenho com uma mulher como você?

—Uma mulher como eu? —A ruiva sorrira mantendo sua atenção no trânsito enquanto deslizava sua mão na coxa de Swan.

—Bem sucedida, bem casada, vida resolvida e com um corpo que faz com que meus pulmões tenham certa dificuldade de manter um ritmo na respiração. —Sua sobrancelha se arqueara, enquanto sua mão deslizava pela perna da ruiva.

—Você tem bastante chance, talvez nove ponto cinco de chance, Emma, mas não será assim tão fácil. —Emma a olhara com um pequeno sorriso nos lábios. —Preciso saber onde deixar você.

—Vire na próxima rua, não está longe, logo você perdera minha presença ilustre. —Zelena a olhara rapidamente, mordendo o lábio inferior.

—Você não tem um carro? Um fusca amarelo se não estou enganada.

—Sim eu tenho, mas ontem me envolvi em uma briga. —O machucado em seus lábios por si só contava toda a estória. —Sai correndo do bar, e deixei tudo lá, pois é onde trabalho, minhas chaves e carro estão lá. —Os olhos verdes se ocuparam em olhar para frente, enquanto ela sentia a mão da ruiva lhe apertar a coxa. —E para sua felicidade, nós chegamos. —O fusca continuava parado ali. —Obrigada, Zelena, não faço ideia de como poderei lhe pagar o favor, mas acredito que você terá um dia todo para pensar a respeito... Você sabe onde me encontrar.

A ruiva sentira seus lábios serem tocados pelos lábios de Emma, de forma rápida, porém fora o suficiente para que seu corpo entrasse em completa combustão. A porta do passageiro fora aberta, Swan saira em seguida, fechando a porta atrás de si, enquanto via o carro sumir pela rua. Adentrara ao bar do Joe em seguida, o lugar estava calmo e sem ninguém, apenas seu dono limpava as mesas com cara de cansaço.

—O que faz acordado há essa hora? —Emma o abraçara de surpresa. —Se eu fosse dona de um bar, eu dormiria até a hora de abri-lo. —Joe sorrira, enfiando a mão no bolso retirando de lá a chave do fusca.

—Você esqueceu isso e o resto da sua vida aqui ontem, mocinha. —Swan sorrira. —Emma, você precisa parar de se envolver em brigas com caras com o dobro do seu tamanho, olha como seu lábio está. —A loira então tomara as chaves da mão do homem que lhe olhava com preocupação, indo até o bar para pegar o resto de suas coisas.

—Prometo que vou me cuidar, e agora eu tenho que ir, você sabe... A faculdade! —Joe sorrira, acenando para a loira, vendo a sumir porta a fora mais uma vez.

Dentro do fusca, Emma guardara suas coisas no banco de trás, ligando o som do carro enquanto colocava seu óculos ray ban aviador preto posteriormente. A playlist corria enquanto ela dirigia as pressas, pois os minutos corriam. A loira tinha o estilo de desrespeitar toda e qualquer lei, porém naquele dia Emma ultrapassara os limites. Não era nem sete da manhã e um carro de policia já estava atrás do fusca, enquanto a loira acelerava cada vez mais. Havia passado em uma serie de sinais vermelhos, alertando um policial a paisana em um dos sinais. Por fim, ela acabara parando o carro, desligara o som, suspirando profundamente. O policial descera do carro furioso, ainda era sete da manhã, ninguém corria assim às sete da manhã. O mesmo pedira para que Emma descesse do carro, e uma serie de perguntas foram feitas, até mesmo fizera o teste do bafômetro.

—Olha, meu senhor. —O tom que Emma usava era um tanto ríspido e impaciente. —Eu tenho que chegar à faculdade, estou atrasada, e sinceramente... O senhor está me fodendo aqui, me atrasando, eu corri, eu sei, mas pelo amor de Deus, vá prender traficantes e coisas do tipo. —O homem a olhara incrédulo.

—Cuidado com as palavras, mocinha! —Ele a alertara em tom serio.

—Eu tenho que ter cuidado é com outras coisas, merda, eu preciso ir, me libere ai, policial. —Ela o olhara com um pequeno sorriso, porém o homem estava inflexível. —Pelo amor de Deus, mas que merda, vá fazer a merda do seu trabalho e me deixe em paz!

No minuto seguinte, Emma se vira com o corpo prensado contra seu próprio carro, enquanto o policial a algemava rapidamente, puxando-a pelo braço em direção à viatura.

—A senhorita está presa por desacato a autoridade. —Ele sorrira. —E para constar, eu estou fazendo o meu trabalho.

Notas finais
A pessoa consegue ser presa AS SETE DA MANHÃ! Eu quero uma salva de palmas para Emma Swan, por favor! Obrigada por lerem até aqui, deixem seus comentários me dizendo o que acharam desse capítulo, é bastante importante para mim. Beijos e até o próximo capítulo (que pode sair a qualquer momento)