At The End Of World...
5 But you choose "death and company"
Notas iniciais
Enfim, percebi que aqui tem alguns leitores fantasmas, sei bem com é ser assim ( né adrenaline -q ) enfim apareçam, eu não mordo, não muito rs.
Após esse pequeno momento – vergonhoso – que Andrew me fez passar, subi as escadas, e afundei com a cara em minha cama, não, eu não estava com sono, só queria sossegar um pouco – nunca conseguiria com essa minha mente perturbada – meus neurônios estavam ao ponto de fritar; não me pergunte por que estou sendo tão dramático, pois eu não sou dramático, isso estava realmente acontecendo comigo, isso tudo por causa de uma questão.
“Realmente, eu sou gay?”
Com essa “inofensiva” pergunta, vieram também uma – pequena – enxurrada de outras perguntas como “E se eu for gay, será que minha família vai me aceitar” e “E meus amigos? O que eles vão pensar sobre mim se eu for gay” e outros “E se...”...
Apesar de toda essa confusão em minha mente, eu estava devendo um obrigado para Gerard, por ele ter sussurrado aquela frase – que me provocou arrepios – mas de um jeito ou de outro eu senti que eu também estava devendo um obrigado para Andrew, bem ele me fez passar vergonha nas ultimas horas, mas enfim, ele também fez com que eu descobrisse quem eu realmente sou...
Levantei-me... Fui ate a porta do quarto de Andrew, bati levemente a porta, ele não ouviu, então fui entrando... Ele estava sentado no chão jogando um jogo qualquer – viciado – sentei-me na cama dele e fiquei observando ele jogar... Pelo que pude perceber o jogo se tratava sobre um garoto que tocava algumas notas em uma vibrador azul – oi!? – e através dessa musica de que ele toca no “vibrador” ele viaja de um vulcão para um lago –WTF?- enfim, finalmente dirigi minha palavra à ele
–Err. Obrigado
–Obrigado por... –Disse ele com um tom cômico em sua voz
–Pra falar a verdade... Eu não sei por que, mas de qualquer jeito, obrigado – Ri para ele.
Fiquei um pouco naquele quarto, voltando minha atenção aquele jogo, pude tirar as conclusões que ele era um elfo que não viraria adulto, mas ele virou, que o que ele tocava não era um vibrador e sim uma ocarina ou algo do tipo, e que o mundo daquele jogo girava em torno de uma espada, uma princesa, de 3 joias espirituais e alguns medalhões, ah também percebi que Zelda não é o nome do garoto, e sim da princesa.
Estava lá eu observando o Andrew jogar... até que nossa mãe nos chama para o jantar; o jantar era constituído por uma salada de tomates minúsculos, ervilhas e maionese, tinha também se eu não me engano um arroz com queijo e bolo de carne, bem comi somente o arroz e a salada, não tenho boas lembranças do bolo de carne da minha mãe
A esse momento Jasmine já tinha sido dispensada, então aquilo era um jantar em família, por um momento achei que aquele era o momento certo para dizer quem realmente eu era, mas decidi esperar mais um pouco, pois eu não sei quais seriam as reações da minha família, mas provavelmente no primeiro momento meu pai surtaria, minha mãe se espantaria mas levaria tudo na boa, e Andrew olharia para mim com um olhar que provavelmente estaria dizendo “Eu sempre soube”.
Ao terminar o jantar, eu que tive que lavar as louças, claro que eu não queria – mas quem quer? – mas eu tenho que lavar as louças, afinal terça e quinta são meus dias de lavar as benditas louças, eu estava lá lavando as louças enquanto o Andrew ria da minha cara por que eu sujei minha camisa com detergente, mas fora tudo isso eu estava – novamente – pensando se eu era realmente gay...
Não importava o que fazia ou tentava fazer, esse pensamento não saia de minha cabeça, enquanto eu assistia TV isso estava em minha cabeça, enquanto minha mãe brigava comigo porque eu havia escondido uma panela para não ter que lava-la isso ainda permanecia em minha cabeça, enquanto eu escovava meus dentes esse pensamento estava martelando em minha mente, enquanto eu tentava dormir esse pensamento muito persistente ainda continuava lá, em minha mente, em minha perturbada, barulhenta, sínica, irônica, bagunçada mente.
Fiquei com isso por algumas horas em minha mente, por alguns segundos achei que eu deveria ir ao psicólogo para tratar desse assunto, até que me dei conta que ser eu mesmo, não era ser um monstro;
–Após o dia de hoje, Frank Anthony Thomas Iero Jr. Não é mais heterossexual.
Notas finais
Quero os reviews de vocês pra ontem -q
Alias vocês já leram a one-shot fail que eu fiz? não? entãota aqui ó: https://www.fanfiction.com.br/historia/219700/Ich_Spreche_Kein_Deutsch
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