Até que Aconteça com Você
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Espero que gostem. Este capítulo também está meio xoxo, mas prometo que vou melhorar daqui em diante.
Küssen galerinha, boa leitura!
Desliguei o computador, me troquei e avisei meus pais que iria dar uma volta e que passaria na escola para ver Alice. Peguei meu mp4 em cima da mesa, e sai. As ruas que contornam meu bairro são ruas curtas e tranquilas. A cada esquina que eu virava, um sorriso se expandia.
Cheguei na frente da escola e faltavam 15 minutos para o sinal bater e os portões abrirem. Me sentei na calçada de frente com o portão central e me encostei em uma árvore que me fazia sombra. Todos a minha volta pareciam estar felizes, conversavam e eu com os fones de ouvido, apenas fazia a leitura labial de cada um ali. Mas a minha felicidade era maior, bem maior que qualquer outra coisa. Ao som da minha banda favorita, eu sorria sozinha, lágrimas escorriam e eu não tinha força para segurá-las. Só que desta vez, eram lágrimas de emoção, lágrimas de felicidade, de alívio por ter alcançado um objetivo que há anos parecia impossível.
Eu estava tão concentrada nas músicas no volume alto do mp4 que nem ouvi o sinal bater. Só me dei conta quando avistei Alice gritando por mim do outro lado da rua. Ela estava tremendo e ao me ver, começou chorar.
Alice: Cara, é sério mesmo que ganhamos essa promoção?
Karen: Sim. Até agora eu não consigo acreditar Alice. Parece tudo um sonho, um sonho bom do qual eu não quero acordar. Eu estou muito feliz, não consigo parar de pensar nisso, em nós, neles, no show, em tudo. Eu nem consigo imaginar o que vai ser, como vai ser.
Alice: Cara, quando recebi teu sms, meu coração disparou a 1000. Joguei minha laipiseira no meio do caderno e comecei a chorar. Eu tive que sair da sala, a professora de História achou que eu estivesse passando mal.
Karen: Isso tudo é um sonho Alice. Um sonho.
Olhamos uma para a outra nos abraçamos e caimos em lágrimas. A gente mal conseguia respirar. Nossos corações batiam aceleradamente e pulsavam pensando apenas naquilo que nos fazia mais fortes.
Fomos caminhando até a casa de Alice. Lá chegando, fiquei um pouco com ela em sua casa, e depois decidi ir embora. Não pudia demorar muito, meus pais logo estariam atrás de mim.
Karen: Alice, já vou indo. Não posso chegar tarde em casa.
Alice: Tá bem meu cutiti. A gente se fala.
Nos despedimos e eu fui embora. Agora minha felicidade estava completa. Minha melhor amiga e eu embarcando em um sonho único, um desejo irreal.
Cheguei em casa e fui direto tomar banho. Minha mãe estava começando preparar o jantar e meu pai estava assistindo tv. Nenhum deles me perguntou por onde eu estava, nem nada. Até estranhei um pouco, mas não me importei. Fui para meu banho.
Demorei uns 40 minutos embaixo do chuveiro. Eu fechava os olhos e enquanto as lágrimas escorriam sobre mim, eu ficava imaginando o que falar para os meninos quando os visse frente a frente. Na verdade, acho que eu iria paralisar e não conseguiria dizer se quer uma palavra. Meu vocabulário fugiria de mim, meus sentimentos se espalhariam pelo ambiente e a única coisa que eu ia fazer era chorar. Chorar por toda a minha luta estar vencida.
Terminei meu banho e logo desci para comer. Era impossível não notar o ar de felicidade que continha em mim e logo meu pai percebeu isso.
Paul: Karen, você me parece tão alegre. Aconteceu algo de bom?
Karen: Ahn.. ehr.. não pai, é que conversar com a Alice sempre me deixa pra cima. Ela me dá bons conselhos.
Minha mãe só observava.
Paul: Que bom filha! Sempre admirei sua amizade com ela, e acho vocês lindas e grandes amigas.
Karen: Somos sim. A Alice é meu anjo da guarda, confio nela de olhos fechados.
Paul: Que linda! haha
Um momento de silêncio tomou conta daquela sala de jantar. Eu fui a primeira a acabar a minha refeição, e logo me retirei da mesa. Meus pais ficaram lá terminando de comer e eu fui assitir tv. Minha mãe se assustou com isso.
Ana: TV Karen?
Karen: Sim mãe, por quê?
Ana: Geralmente você vai direto pro teu quarto.
Karen: É que hoje não tenho mais nada a fazer lá. Já resolvi minhas coisas.
Ana: Ahn, tá.
Minha mãe realmente ficou encasquetada por eu não querer ir para a internet. Mas a verdade é que eu realmente não estava afim de espalhar pra todo mundo que eu havia ganhado. Ia ter gente me xingando, outros me desejando parabéns, eu ganharia fãs e também o ódio de outras garotas que participaram da promoção e não ganharam. Muitos já sabiam que era eu, principalmente aqueles que me conheciam só pelo nome. Mas também existiam muitos que não faziam a mínima idéia de quem era eu. Então resolvi ficar na minha até o dia do show e do meet e greet. Não estava afim de ter gente no meu pé o dia todo me mandando mention perguntando coisas do tipo: "como é que você conseguiu? Qual foi seu texto? O que você vai dizer a eles?" e etc. Nem fãs invejosas me bajulando com: "Vadia, seu texto tá uma merda. Não acredito que ganhou com essa porcaria. Nem fã você é, poser do caralho. Vai se fuder."
As horas passavam e o sono começou a bater. Me despedi de meus pais e subi para meu quarto. Entrei no meu e-mail, mandei os dados para a Universal Music e logo após, fui para a cama. Com meu terço na mão, agradeci a Deus por ter confiado em mim e ter me dado a chance de realizar meu sonho. Tenho certeza que a concretização dele eu só devia ao Papai do Céu, apenas a ele.
Terminei de rezar, peguei meu celular e mandei mensagem de boa noite para a Alice. Depois, virei para o lado e com o vento batendo em minha janela e as frestas abertas refletindo a luz do luar, consegui dormir. Dormi. Tranquila, com a cabeça vazia e com todos meus sonhos rastejando por entre as portas da vida. E então, o sonho mais perfeito bateu na porta. A porta da realidade.
Notas finais
Beijão galera! Até o próximo capítulo.
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