Até que Aconteça com Você
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Mas voltei! E espero que continuem lendo e não se esqueçam dos reviews!
A noite passou rápida, pelo menos pra mim. Quando acordei, nem acreditei que eram mais de dez da manhã e o sol batia forte na janela do meu quarto. Me levantei e desci para tomar café. Minha mãe estava arrumando a louça e meu pai estava varrendo o jardim.
Karen: Bom dia mãe, tudo bom?
Ana: Tá.
O tom de voz da minha mãe não era dos melhores, mas eu nem me preocupei. Era normal ela acordar de mal humor todos os dias. Era normal ela ser mal humorada.
Tomei meu café e subi para arrumar meu material das matérias daquela terça feira. Quando olhei8 no relógio, já eram quase onze e meia da manhã e eu precisava ir tomar banho. Enquanto estava indo para o banheiro, meu celular vibrou na mesa. Era Alice.
"Você vai pra escola hoje né? Passa em casa. Te amo."
Respondi o sms e fui para meu banho. Por alguns minutos, eu nem se quer me lembrava de que o meu sonho estava prestes a se realizar. Mas não demorou muito para que meus pensamentos voltassem a voar dentro da minha cabeça sobre apenas aquele dia. Vinte e três de novembro de 2010. Aquele dia seria o melhor dia da minha vida. Seria o dia que eu conheceria pessoalmente as quatro pessoas que transformaram meu modo de ser e agir. Enquanto tomava banho, eu treinava os discursos que poderia dizer naquele dia, as palavras mais belas e perfeitas que poderiam compor o meu sentimento.
Demorei um pouco no banho, mas assim que saí, tratei de me arrumar rápido. Eu ainda tinha de almoçar para ir para a escola, embora não sentisse fome.
Ana: Karen! Desça e venha comer que você já está atrasada! — Gritou minha mãe da cozinha.
Karen: Estou indo mãe.
Realmente eu estava meio atrasada. O tempo era curto e eu ainda tinha que passar na casa da Alice para irmos juntas para a escola.
Almocei rápido, peguei minhas coisas e parti rumo a casa dela. Ao subir sua rua, a avistei descendo.
Alice: Achei que não viria.
Karen: É eu me atrasei. Fiquei muito tempo no banho e acabei tendo que correr depois.
Alice: Sei. Mas então, ansiosa?
Karen: E você ainda pergunta? Estou demais. Falta pouco Alice, pouco tempo para realizarmos o nosso sonho.
Alice: E você já contou para a sua mãe?
Karen: Não. Não vou contar até que eu tenha os ingressos e o passaporte do meet e greet nas minhas mãos. Eu conheço minha mãe, e sei que se eu contar á ela antes, ela pode fazer de tudo para tentar cancelar isso.
Alice: Mas Karen, você precisa contar logo. Se você ficar escondendo por muito tempo, quando ela souber, aí sim vai fazer de tudo para te impedir de ir.
Karen: Isso não vai acontecer. Eu já tenho um plano e você vai me ajudar a realizá-lo. Não só você como a Carolyne também.
Alice: Como?
Karen: Na hora certa você vai saber. Eu só preciso terminar de pensar em mais algumas coisas. Lá pra quinta feira eu já te conto como vai funcionar.
Alice não gostava de mistérios, e isso a deixou um pouco revoltada. Mas eu não queria contar. Precisava raciocinar mais um pouco antes de colocar todo o plano em ação.
Na escola, agíamos como se nada tivesse acontecido. O pessoal vinha nos perguntar do show e falávamos que não íamos, que infelizmente nada tinha dado certo. É claro que a vontade de esfregar na cara de todo mundo que nós iríamos conhecê-los pessoalmente era enorme, mas esse prazer, nós só faríamos um dia depois de que esse sonho se tornasse real. E além do mais eu não queria ninguém rogando praga para que não desse certo, que alguma coisa acontecesse ou algo do tipo. Por isso eu e Alice decidimos ficar quietas. Era a melhor coisa que poderíamos fazer naquele momento.
As horas passaram rápido na escola. Na verdade, acho que aquele dia tinha passado voando. O sinal tocou e fomos embora. Desta vez, não parei na casa da Alice porque tinha que continuar a pensar no meu plano para começar colocar em prática. Estávamos no meio de outubro já, e a Universal Music iria entrar em contato comigo no dia 1º de novembro para combinar a entrada no dia do show. E por isso eu não podia perder tempo. Tinha que pensar, raciocinar e passar tudo para Alice e Carolyne.
Carolyne era uma de nossas amigas. Ela sempre nos ajudava em quaisquer coisa que precisássemos. Era a nossa cúmplice nos nossos piores e melhores planos. Carolyne sempre dava jeito nas coisas, sempre sabia o que falar e o que fazer na hora certa e por isso nós confiávamos tanto nela. E tínhamos certeza que dessa vez não seria diferente. Carolyne seria nossa peça chave de novo.
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