Até Que o Contrato Termine

6 Flores no Altar, Lágrimas no Elevador


Notas iniciais
Boa Leitura:)

Bella já estava cansada de tudo. Da farsa, do namoro, de ficar dia e noite na casa de Edward Cullen. Cansada.

“Eu não devia ter saído da casa do Jacob Black. Lá é a minha casa, o meu lar. Mesmo estando com meu relacionamento péssimo, lá é onde eu devia estar — e estarei em breve.”

Bella não foi dormir no quarto de Edward, pois dividir a cama com ele já era demais. Então se deitou no sofá e caiu em um sonho perfeito.

Ela estava em um lugar bonito, todo decorado com flores e com um rio ao lado. Vestia um vestido de noiva que ia dos ombros até além dos pés. Ao seu redor, muitas pessoas a acompanhavam com os olhos. À sua frente, havia dois homens: o padre e outro que ela não conseguia ver quem era.

Ao chegar ao altar, Bella conseguiu ver a face de seu noivo. Era alguém próximo a ela, alguém que lhe trazia conforto ao ver ali, mesmo sendo apenas um sonho. Edward.

Quando o padre disse que os noivos podiam se beijar, eles aproximaram os lábios, mas, antes que se tocassem, alguém chamou Bella de volta ao mundo real.

— Bella — era Edward. O sol batia em seu rosto, deixando seus olhos ainda mais brilhantes. — Acorda. Já são onze horas da manhã.

Bella se levantou, envergonhada por estar usando pijama na frente de Edward. Esme preparava o café da manhã na cozinha.

Ela foi ao banheiro e fez o que sempre fazia: escovou os dentes, lavou o rosto, arrumou o cabelo. Bella sentia algo no peito que não conseguia explicar. Algo gritava para que seu coração se abrisse e aquilo pudesse sair.

— Edward — ela foi até a cozinha e o chamou. — Eu preciso falar com você.

— Tá bom — disse ele, colocando a xícara de volta sobre a mesa.

Eles foram para o quarto de hóspedes, e Edward fechou a porta ao passar. Bella se sentou na cama, e ele permaneceu em pé, de frente para ela.

— Edward, eu vou ser direta com você — disse ela, levantando-se e indo em direção à janela. — Eu vou voltar para a casa do Jacob.

Dentro de Edward, algo perfurou suas entranhas, como se tivesse bebido ácido. Seus pulmões ficaram sem ar suficiente.

— P-por quê? — perguntou, tentando não parecer chocado, mas sem sucesso. — Por causa da minha mãe?

— Não. É por tudo. Eu não consigo mais pensar no que fazer. Estou cansada de fingir.

— Mas você acha que ele vai te aceitar de volta depois de tudo? — ele estava à beira das lágrimas.

— Eu conheço o Jacob.

Eles se encararam.

— E nós? — ele não conseguiu conter o choro.

— “Nós”? Nunca existiu um “nós”.

— Bella — ele se aproximou dela —, não diga que você não sentiu também.

— O quê?

— Bella, eu me apaixonei por você! — ele gritou. — Eu gostei de você desde a primeira vez que te vi, sentada naquela calçada!

Ele estava realmente destruído, e sua dor foi transferida para Bella, que logo começou a chorar.

Bella estava chocada. Ela também gostava dele, mas não podia viver com ele. Ela mal o conhecia.

— Por favor, Bella… eu não vou suportar não te ver todas as manhãs. Se você não estiver aqui, para quem eu vou preparar o café da manhã? — Edward soluçava.

— Edward… — ele pensou que Bella diria que ficaria, mas ela completou: — Eu não posso. Você precisa seguir sua vida, e eu não posso continuar te prendendo…

— Você não me impede de viver. Você me faz viver! Bella, não vá!

— Eu tenho que ir embora.

Ela pegou a mala, que já estava pronta, e saiu da casa sem se despedir.

Bella explodiu por dentro. Estava diante de alguém que realmente a amava, mas mesmo assim escolheu ir embora — talvez por medo, talvez por bobagem.

O elevador chegou, e ela entrou. As portas demoraram um pouco para se fechar, e, quando estavam quase se tocando, uma mão de dedos finos as impediu. Aquela mão era de Edward.

Quando as portas se abriram novamente, ele entrou no elevador. Atrás dele, as portas finalmente se fecharam.

Ambos se encararam em silêncio e, pela primeira vez, ficaram ligados apenas pelos olhos — por mais de um minuto.

Notas finais
OBRIGADO POR LER!📖