Até Que o Contrato Termine
7 Lembranças de Bella
Notas iniciais
Durante muito tempo, Bella nunca se sentiu viva. Em nenhum momento ela foi amada e acolhida. Ela era só.
Eles ainda se encaravam, sem dizer nada, apenas escutando a respiração um do outro.
Bella gostava dos dois garotos; ambos eram bons para ela. Mas não sabia se esse tipo de bondade era realmente o que precisava. Olhando para os olhos de Edward, ela via suas lembranças na casa de Jacob:
A casa estava silenciosa. Tudo era calmo. Bella estava sentada no sofá, com uma xícara de café na mão e, ao seu lado, Jacob. Ele era lindo. Beleza escorria pelo seu rosto. Ele transmitia segurança e amor para Bella, mas isso foi no início da relação…
Voltando para a realidade, ela viu Edward. Sentindo-se confusa, mexeu a boca para falar, mas logo outra lembrança veio à tona…
— Bella! — Jacob chegou no apartamento e bateu a porta. — Eu não acredito que você saiu sem me pedir autorização! Sua otária! Imbecil!
Bella, naquele momento, se sentiu pequena. Ela ficou chateada, arrependida. Aquilo não era para ela.
Os olhos de Bella estavam nos de Edward mais uma vez. Ele a olhava como se fosse lhe morder, mas, ao mesmo tempo, com amor.
Com ele, ela só tinha lembranças felizes e nunca foi machucada.
— Bella — disse ele, quebrando o clima. — Eu… queria que…
— Edward, muito obrigada por tudo. Tudo mesmo. Mas… mas… — Bella não sabia o que dizer, estava confusa.
— Você quer mesmo voltar? — Edward perguntou.
Silêncio.
— Você saiu daquela casa porque não estava bem lá, e agora quer voltar?
Bella queria continuar na casa de Edward, mas não para fingir.
— Espera aí! — uma luz se acendeu na cabeça de Edward. — O contrato só se encerra quando os dois concordam, e eu não concordei.
— Sério? Você está me usando igual o Jacob. Me prendendo — ela não queria ter dito isso.
As portas se abriram, e Bella colocou as mãos na mala. Ela andou e saiu do elevador. Edward a seguiu.
— Bella, você não entende. Eu realmente gosto de você.
— Eu também gosto! Eu também me apaixonei, mas eu não posso continuar fingindo! — seu grito ecoou pelas paredes de mármore.
Ela havia dito que gostava dele. Ela disse, ele disse.
— E se nós não fingirmos? — perguntou o garoto.
— Você quer dizer… namorar de verdade?
Ele assentiu com a cabeça, e logo uma voz quebrou o clima romântico.
— Ora, ora, ora… — era uma voz conhecida para ambos. — O casal novamente aqui.
Era Jacob, e com ele uma garota envolta em seus braços.
— Como vai, Bella?
Ela não ficou arrepiada nem sentiu ciúmes. Ela se sentiu segura.
— Seu lugar foi preenchido, Bella, por uma que realmente me ama — ele deu um sorriso de deboche.
— E o seu também foi — disse Edward, segurando a mão de Bella e despertando ciúmes em Jacob.
— Tanto faz. Vamos, Renesmee. — E eles foram para o apartamento.
Bella se sentiu feliz. Ela estava realmente diferente.
— Que bom que você me impediu. Se não, eu ia lá e me depararia com ela no meu lugar — ela sorriu para Edward. — Obrigada.
— De nada, Bella. Eu tenho que te agradecer. Você me transformou no verdadeiro eu. Obrigado, Bella. Então… você vai voltar para minha casa?
Os dois voltaram para o último andar. Lá, Esme estava sentada à mesa, comendo macarrão com almôndegas. Ela sorriu para eles.
— Olha só, os dois se entenderam. Sentem-se à mesa que eu vou servir vocês.
Bella comeu a comida, que estava muito boa, e foi tomar um banho. Ela iria dormir no quarto de Edward, e ele na sala. Quando saiu, já vestida com seu pijama, viu Edward sentado na cama, com a toalha nos ombros. Ele a olhou e disse, todo hesitante:
— Será que… é… eu posso ficar aqui com você? É que eu tenho medo do escuro… — ele pareceu envergonhado.
— É… — Bella tentou conter o riso. — Pode sim.
— Obrigado — ele se levantou e entrou no banheiro, ainda envergonhado.
Naquele momento, Bella lembrou-se da primeira noite em que dormiu com Jacob em uma cama de casal. A sensação era parecida, mas, entre o ex e Edward, com o “atual”, ela, com toda certeza, preferia o “atual”.
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