Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem
8 Capítulo 8 - Tempo de Decidir
Notas iniciais
E minha beta eu achamos por bem dividi-lo em duas partes, pois ele ficou muito grande e segundo minha beta fofa as coisas ficaram meio confusas.. @_@ foi difícil achar um ponto de corte, pois tudo que acontece nele está um diretamente ligado ao outro.
Espero que me perdoem... *sai correndo*
Avisos: Essa fic tem tem Slash, o que quer dizer relacionamento entre homens, se não gosta por favor não leia...
Tempo de Decidir
John andava pela calçada com Sara ao seu lado. Suas costelas já tinham melhorado e por isso ele voltou a trabalhar na clínica. O expediente já tinha se encerrado e nesse momento ele estava indo embora para casa.
A médica conversava muito alegremente e John a observava. Ela era uma mulher bonita, jovial e muito inteligente. Então por que ele não conseguia sentir nada mais que amizade pela mulher que ria ao seu lado? Seria tão mais fácil gostar dela. Por que John insistia em complicar as coisas? Por que insistia em querer o impossível? John queria Sherlock, isso era fato. Ele tentou lutar com todas as suas forças contra esse sentimento que ameaçava afogá-lo, dominá-lo, que o consumia e por fim entendeu; o que sentia não era algo que se podia anular, ignorar ou mesmo esquecer. Então o loiro resolveu admitir para si mesmo e para mais ninguém, óbvio, que estava loucamente apaixonado por seu melhor amigo. Admitir para ele mesmo o que sentia não fez sua vida ficar mais fácil; Só fez sua angustia aumentar, pois se apaixonar por Sherlock é o mesmo que querer abraçar uma estrela.
John desconhecia o quanto Sherlock sabia do seu sentimento por ele e se sabia com certeza ignorava o fato. O loiro estava dividido entre alívio e tristeza, pois se seu amigo sabia e ignorava, indicava que o que ele sentia não significava nada para Sherlock. Na verdade o moreno não se importava com os sentimentos de ninguém e John se colocava na categoria dos “ninguém”.
John sabia e estava muito consciente de que o que sentia não seria correspondido nem em um milhão de anos. Esse pensamento era meio dramático mas era a mais pura verdade; por isso ele se contentava em só observar.
John adorava observar Sherlock em qualquer lugar, em casa ou nas cenas dos crimes; ele andava com graça, leveza e seus movimentos eram precisos. Se seu amigo fosse algum animal com certeza seria um felino. Sherlock já o tinha pego várias vezes o observando, ele só erguia as sobrancelhas na sua pergunta muda: O que foi John? E o loiro só balançava a cabeça respondendo de forma muda também: Nada Sherlock.
Era estranho esse entendimento que eles tinham e Lestrade diversas vezes comentava que eles pareciam um casal justamente por isso. Sherlock sempre sabia o que John pensava; e John, bom, ele tinha que se esforçar muito. Em várias ocasiões seu amigo perdia a paciência e se irritava com sua lentidão. O loiro se justificava dizendo que nem todo mundo tinha o cérebro brilhante dele, e essa afirmação sempre arrancava um sorriso do amigo.
Apesar de ver algumas poucas demonstrações de zelo por parte de Sherlock, o loiro podia enumerar nos dedos da mão todas as vezes em que se lembrava de algum gesto de preocupação vinda por parte de Sherlock, mas quando tentava enumerar sempre se lembrava das palavras de Mycroft: — Não é o que parece. Ou se lembrava da conversa que tiveram no dia que se conheceram:
“ – Fico lisonjeado com seu interesse, mas me considero casado com meu trabalho. – Sherlock disse sem nem mesmo olhá-lo.”
John suspirou cansado. Tinha dias que era pior.
Já tinha se passado duas semanas da morte de sua irmã e a dor da perda não tinha ido embora; era de longe suportável agora.
- Algum problema, John? – Sara o olhava preocupada. Desde que ele tinha voltado a trabalhar o médico estava estranho e ela podia perceber que a mudança era nítida.
- Não, problema nenhum. – John tentou tirar o ar de preocupado do rosto.
- Você devia ter descansado mais. – Ela disse parando de andar e o segurando pelo braço.
- Não Sara estou bem. Se ficasse mais tempo em casa, acho que tinha ficado louco. – O loiro colocou sua mão por sobre a de Sara e voltaram a andar.
- Seu amigo Sherlock parece ser uma pessoa bem difícil de conviver. Não me entenda mal, por favor. Ele te arrasta para todos os lugares sem nem mesmo perguntar se você pode ou quer ir.
- Não é bem assim. – John queria entender por que todos achavam que Sherlock o arrastava para todos os lugares. Lestrade e Mycroft já tinham lhe dito isso antes.
Sara o olhou incrédula.
- Desculpa John, mas não é o que parece. Já vi você xingando seu aparelho de celular diversas vezes e todas era quando seu amigo te mandava mensagens. E você tem o hábito de falar em voz alta as mensagens que está digitando. – Sara sorriu e John olhou para ela descrente. – Você briga e xinga, mas sempre acaba indo. – Ela suspirou. – Bom, mas não vamos perder tempo falando de Sherlock.
Sara continuou a falar, mas John não prestou atenção, pois seu celular vibrou indicando que tinha recebido uma mensagem.
- Está com fome? – A médica perguntou de súbito, tentando chamar a atenção do loiro.
- Sim, um pouco.– John ignorou a mensagem.
- Tenho uma massa fantástica lá em casa e tenho certeza de que você vai adorar. Tenho vinho também, vamos? – Ela pegou no braço de John e começou a puxá-lo.
Quando Sara disse “vinho” John gelou. Vinho lembrava bebida alcoólica, que por sua vez remetia a conhaque e como por consequência mordida no pescoço de Sherlock. John parou de andar e empacou onde estava. Toda vez que se lembrava da conversa que teve com Sherlock em seu quarto após a morte do assassino de sua irmã, ele sentia uma vontade imensa de se jogar da ponte. Não, da ponte, não. Isso o fazia lembrar-se de Mycroft. Ele tinha vontade de se esconder em um buraco e nunca mais sair, a conversa que tiveram foi a mais constrangedora que teve em toda a sua vida.
Depois dessa conversa John tinha certeza de que o sentia por Sherlock era uma via de mão única, como Mycroft já havia lhe alertado. O loiro fechou os olhos tentando não ser arrastando pelas lembranças novamente, e foi despertado pela voz de Sara ao seu lado.
- Algum problema, John? Ficou pálido de repente. – Sara parou na frente de John.
- Não eu estou bem. – O loiro sentiu seu celular vibrar de novo.
- Atenda, deve ser ele. – Sara disse a contra gosto.
John pegou o celular em seu bolso e viu que tinha duas mensagens recebidas e as duas eram de Sherlock.
Primeira mensagem:
“ Assim que for conveniente venha para Baker Street. – S.H”.
Segunda mensagem:
“ Se não for conveniente venha assim mesmo. – S.H”.
John suspirou e olhou para Sara, ela tinha uma expressão de frustação em seu rosto. Ela tinha belos olhos castanhos, a pele clara e parecia tão macia. Por que ele não sentia atraído por isso? A resposta era óbvia, uma voz dentro de sua cabeça respondeu, você prefere Sherlock. John balançou a cabeça.
- Você tem que ir? – A médica perguntou fazendo bico.
- Tenho. – John simplesmente disse.
- Mas tem que ir agora? Você pode ir a minha casa e depois prosseguir. – Ela sugeriu. – E se fosse tão importante ele ligaria.
O celular de John vibrou, ele leu a mensagem.
“ Se você conseguir fazer o que ela quer em, digamos 15 minutos, fique a vontade. Porém preciso de você aqui em 30. – S.H”
John olhou incrédulo para seu celular.
- O que foi John? – Sara perguntou. John a ignorou e respondeu a mensagem, dessa vez sem falar em voz alta.
“ Pare de me amolar, e o que ela supostamente iria querer que possa ser feito em quinze minutos? – J.W”.
Segundos depois seu celular apitou.
“ Sexo. – S.H”
- OQUE? – John quase gritou. – Sherlock seu cretino!
- John? – Sara se aproximou e tentou ler a mensagem no celular de John mas o loiro se afastou. – O que foi? Algum problema?
- Não... – Ele disse num fio de voz. – Ahn e Sherlock manda um oi. – o loiro sorriu sem graça, e seu celular vibrou novamente.
“ John, venha. Pode ser perigoso. – S.H”
John revirou os olhos, aquilo não funcionava mais com ele. Mas o que será que Sherlock queria? Nada sério com certeza, ele no mínimo queria que ele fizesse o chá. O loiro olhou para o relógio e não era a hora do chá.
- Então, vamos para minha casa? – Sara perguntou tentando não parecer tão ansiosa.
Depois de passar tanto tempo com Sherlock, John acabou por pegar alguns hábitos, como por exemplo, ficar prestando atenção no timbre de voz das pessoas. Observando Sara John pode perceber pelo seu timbre de voz que ela estava ansiosa.
- Bom Sara eu...
- Não vai não é? Tudo bem, pode ir. Não vou dizer que eu entendo essa relação de vocês.
- Nós somos amigos Sara. Sherlock e eu.
- Ele não merece sua amizade ou esse cuidado que você tem com ele, John. Sua amizade é unilateral. Se você não sabe amizade é uma troca, é dar e receber. Essa sua devoção não é normal... Sherlock é tão arrogante, prepotente e se acha melhor que todo mundo.
- Sara, por favor. Não fale assim de Sherlock na minha frente. – John disse exasperado.
- Mas é verdade, você sabe disso. Sabe que é verdade e ainda assim continua atrás dele. Às vezes eu acho que você... você...
- Eu o quê Sara? – John estava irritado.
- John?! – O loiro deixou de olhar para Sara a sua frente e voltou sua atenção para a voz que tinha chamado seu nome.
E parado atrás deles estava um rapaz loiro, alto e de incríveis olhos azuis.
- Sebastian? – O rapaz estava com uma jaqueta de couro preta e uma calça jeans muito justa. – O que faz por aqui?
- Ei! Eu estava passando e te vi, daí resolvi dar um oi. Você não voltou à cafeteria. – Sebastian se aproximou estendeu a mão e puxou John para um abraço. John ficou sem graça com o abraço, mas retribuiu.
- Me desculpe! é que aconteceram várias coisas. – John sentiu Sara pegar seu braço; ela praticamente tinha ficado grudada ao seu lado, ele olhou para ela sem entender.
- Sua namorada? – Sebastian perguntou com um sorriso presunçoso no rosto.
Ambos responderam ao mesmo tempo. Sara disse sim e John disse não, eles se olharam. John olhou para Sebastian e ele tinha um enorme sorriso no rosto, ele parecia estar achando muita graça na situação.
- Não ou sim? Vocês parecem confusos.
- Não, somos amigos. – John respondeu.
- Ok, tudo bem. — Sebastian se aproximou mais de John e disse com uma voz baixa e sensual. — Então... te vejo amanhã na cafeteria?
- Vou ver se apareço por lá. – John disse sem graça. Sebastian colocou as mãos no bolso da jaqueta e se afastou. John se virou para Sara e ela parecia estar com muita raiva.
- Quando ele perguntou se você era minha namorada, por que você disse sim? – John a olhou nos olhos.
- Quem é ele? – Sara rebateu a pergunta.
- Ele trabalha em uma cafeteria que eu frequento, mas não mude de assunto. Ah! Esquece! — John começou a andar e Sara correu para acompanhá-lo.
- Ele praticamente te comeu com os olhos! – A médica comentou assim que conseguiu ficar ao seu lado.
- O quê? – o loiro parou e logo depois voltou a andar.
- Não percebeu? Na hora em que ele te abraçou por pouco não passou a mão na sua bunda. – Sara disse exasperada. – Ele não sabe que você é hetero?
- Ele não passou a mão na minha bunda, Sara! – John tinha parado de andar novamente.
- Mas foi quase... aposto que se eu não estivesse por perto ele tinha lhe passado a mão..
John passou os dedos sobre os olhos e sua cabeça estava querendo doer.
- É melhor eu ir para casa. Te vejo amanhã no serviço Sara.
- John espera! Sua casa fica no caminho para a minha, não é? Posso te acompanhar até lá? – Sara perguntou esperançosa.
- Ok. – John disse e se pôs a andar.
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O caminho até a Baker Street tinha sido silencioso. John percebia vez ou outra Sara olhar para ele e olhar para o relógio mas ele preferiu não fazer nenhum comentário sobre isso. Depois de algum tempo caminhando, John chegou a seu destino, número 221B. Ele parou e se virou para Sara.
- Bom eu fico aqui... – John olhou para a médica, ela tinha um olhar tão triste, o loiro suspirou cansado. – Quer entrar e tomar um chá?
- Oh! Adoraria – Sara estava sorrindo.
Quando estavam na metade da escadaria, John logo se arrependeu de ter convidado Sara para entrar, o loiro pôde escutar Sherlock tocando violino, não era qualquer música, ou melhor, ele não estava tocando música alguma. Era um conjunto de notas soltas e irritantes e Sherlock só tocava assim em duas situações:
Quando estava entediado. – Esse não era o caso, pois o caso do homem bomba, mais o assassinato do assassino de sua irmã o estavam deixando muito ocupado e irritantemente feliz.
E quando chegou a porta de seu apartamento que por sinal estava aberta ele viu que era o segundo caso: Mycroft.
John parou e ouviu Sara gemer a suas costas. Sherlock parou de tocar assim que viu John parado a porta.
- Oh resolveu dar o ar da graça, John! – Sherlock se jogou no sofá de qualquer jeito dedilhando o violino.
- Boa noite, John! – Mycroft cumprimentou. – Sara.
Mycroft olhou para Sherlock depois para John e por fim pousou seus olhos em Sara que ainda estava às costas de John.
- Sherlock, não devia atrapalhar o encontro do seu amigo! – Disse Mycroft com um sorriso nos lábios que não chegava a seus olhos.
John abriu a boca para responder mas Sherlock tinha sido mais rápido.
- Eles não estavam em um encontro, John estava vindo para casa e ela... – Sherlock indicou Sara com um leve inclinar de cabeça. – Convidou para jantar.
- Você contou para ele? – Sara parecia insultada.
- Eu não! – John se defendeu.
- Então como ele soube?
- É Sherlock, ele sabe de tudo. – O moreno olhou para John e sorriu.
- Então era um encontro. – Mycroft comentou.
- De acordo com a etiqueta social só é um encontro se a outra pessoa aceita Mycroft, se John está aqui a resposta para sua pergunta é óbvia. – Sherlock comentou sem muito interesse.
- O interesse dela que é óbvio. — Mycroft comentou e tirou uma caderneta do bolso do paletó e ignorando a todos começou a fazer anotações.
Sara tinha saído detrás de John e olhava para os irmãos Holmes sem saber quem enforcar primeiro. Mycroft sentindo o olhar de Sara sobre si tirou os olhos de sua caderneta e a encarou. Sara pode observar bem os olhos do Holmes mais velho, não eram azuis como os olhos de Sherlock, eram cinza, como em um dia assolado por uma tempestade. Sara por algum motivo sentiu um frio percorrer toda a sua espinha.
- Sherlock. – Mycroft chamou. O moreno tirou os olhos de seu violino e voltou-se para seu irmão; eles se olharam por alguns segundos e logo depois Sherlock virou-se para a doutora.
- Preto. – Sherlock disse e voltou sua atenção para seu violino.
- Não... – Mycroft disse. – Preto e vermelho. – Sherlock o olhou ultrajado.
- Mycroft, você está errado. – Sherlock comentou revirando os olhos.
- Existem outras peças Sherlock, como você não está acostumado...
Sara deu um pequeno grito indignado e colocou a mão sobre a frente do corpo.
- Do que eles estão falando, John? – Sara perguntou exigindo uma resposta. O loiro estava vermelho e tinha os olhos fechados; ele os abriu ao escutar a voz de Sara.
- Não me pergunte, eu não faço idéia.
- Oh, eu posso esclarecer. – Sherlock se levantou do sofá e se aproximou de John e Sara.
- Sherlock não! – John pediu, mas seu amigo o ignorou dessa vez e continuou.
- Estávamos falando sobre suas investidas infrutíferas para com John. – O moreno se aproximou de Sara e cheirou. — Você tentou ser sutil usando perfumes com fragrâncias entre Jasmim, alecrim ou almíscar... segundo alguns estudos são afrodisíacos, mas John não percebeu suas intenções para com ele. – Sherlock reparou que Sara tinha uma sacola nas mãos com alguns vasilhames. — oh! Não podemos esquecer-nos dos pequenos almoços que você levava que continham algumas especiarias como: cravo, canela, gengibre, ginseng, mostarda e noz moscada que também ajudam a aumentar a libido. – John olhou para Sara e depois olhou para Sherlock.
- E sabemos que utilizá-los em receitas antes de ter relações sexuais pode provocar ou até aumentar a produção de testosterona no homem. Oh... – Sherlock disse como quem entende algo. – Agora eu consegui encaixar os fatos e descobrir porque John ficou do jeito que ficou.
- Sherlock pelo amor de Deus! – O loiro não sabia onde enfiar a cara.
- Bem, como aparentemente não funcionou para você, então tentou outra abordagem, usando roupas sensuais que a maioria dos homens repararia, mas John não. Percebendo isso você está apelando para o famoso jantar em sua casa com bebida alcoólica. – Sherlock pode escutar John gemer ao seu lado mas ele não se importou. – Você está usando uma lingerie que pode ser vista pelo três botões da sua blusa que você não fechou, então suas intenções com ele são claras, você está querendo levar ele para sua casa para fazerem sexo.
- SHERLOCK! – John gritou. E antes que pudesse fazer alguma coisa, o loiro pode ver Sara dando um tapa no rosto de Sherlock mas o moreno não se importou e nem mesmo saiu do lugar; ficou a encarando como que a convidando a fazer de novo.
- Sara, é melhor você ir.
- Você ouviu o que esse cretino disse? – Sara se sentia humilhada.
- Cretino por quê? Se o que ele disse está milimetricamente correto? – Mycroft comentou de onde estava. Ele continuava a anotar algo na sua caderneta e aparentemente a situação no apartamento parecia não lhe incomodar.
- Ah! São todos loucos.
Sara saiu e quando estava na metade da escada Sherlock falou bem alto.
- Só para seu conhecimento, John prefere roxo!
John pode escutar Sara falando um palavrão lá em baixo. Ele se sentou na sua poltrona e colocou a cabeça entre as mãos. Ele estava tão ferrado.
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John ficou vários minutos sentado em sua poltrona tentando ignorar a presença de Sherlock e Mycroft no apartamento. Ele dava graças a Deus da marca no pescoço de Sherlock já ter sumido, por que caso contrário, se o irmão mais velho do seu amigo tivesse visto, John com certeza morreria de vergonha na hora.
Depois que sentiu que conseguia andar, John foi para a cozinha para fazer a única coisa que lhe acalmava os nervos, chá. Ele pôs a água no fogo e ficou esperando encostado na bancada da pia. O loiro não queria voltar para a sala e apesar de seu amigo e o irmão não estarem falando uma só palavra, John sabia que de alguma forma eles estavam conversando. Claro, telepatia era uma opção absurda, mas era a única coisa que vinha a mente de John.
Se Mycroft estava ali tinha acontecido algo ou ele queria que Sherlock investigasse algo. Se seu amigo lhe chamou então coisa boa não era. Tinha como a vida ficar pior? Claro, sempre tinha.
John sorriu cansado. A água do bule ferveu e o loiro preparou três canecas de chá; ele colocou dois torrões de açúcar para Sherlock, nenhum para ele e para Mycroft, John parou, ele não sabia como Mycroft gostava do chá.
John suspirou e foi em direção a sala para perguntar mas quando chegou viu Sherlock e Mycroft de pé, um na frente do outro se olhando. Seu amigo estava com as costas na parede e tinha um olhar entediado, Mycroft a sua frente o encarava. Para qualquer outra pessoa poderia ser uma cena normal de duas pessoas se olhando mas John podia ver algo nos olhos de Mycroft que parecia raiva, frustração ou algo que ele não conseguiu identificar.
Mycroft se aproximou mais de Sherlock e seus narizes quase se tocavam.
- Por que você simplesmente não faz o que eu peço? – A voz de Mycroft na opinião de John era assustadoramente perigosa e sensual.
- Por que você nunca pede Mycroft, você sempre manda e com certeza sabe como me sinto com relação a ordens. – Sherlock tinha perdido o ar de entediado e olhava para Mycroft da mesma forma ameaçadora.
John girou nos calcanhares e voltou para cozinha. Ele encostou a cabeça na geladeira e tentou fazer com que sua respiração voltasse ao normal. O que tinha sido aquilo na sala? O loiro se desencostou da geladeira, foi em direção a mesa e olhou para as três canecas de chá. Elas iriam esfriar e ele não tinha conseguido perguntar sobre o chá a Mycroft.
- Dois torrões de açúcar para mim, doutor. – John quase pulou de susto com a voz vindo a suas costas.
- Jesus Mycroft, que susto! Por que vocês não fazem barulho para chegar perto das pessoas? Eu ainda vou morrer do coração um dia desses. – John pegou dois torrões e pôs na caneca.
Mycroft pegou a sua caneca e bebericou o chá; ele olhou para o chá com um quê de surpresa em seu rosto.
- Sherlock tinha razão, seu chá é muito bom! – John não disse nada só ficou observando o irmão mais velho de seu amigo. Ele estava impecável como sempre, mas tinha algo errado, John não sabia o que era mas com certeza tinha.
- Aprendeu a observar? – Mycroft perguntou.
- Como? – John perguntou confuso.
- Como diria meu querido irmão, as pessoas vêem, mas não observam. – Tenho que ir agora, obrigado pelo chá doutor.
- Já disse para me chamar de John.
- Obrigado, John. – e saiu.
John foi para a sala e Sherlock estava de pé observando Mycroft atravessar a rua pela janela. John se aproximou e estendeu a caneca de chá para seu amigo; Sherlock a pegou e foi em direção a sua poltrona onde ficou empoleirado tomando um gole considerável de chá. Ele parecia pensativo. Depois de vários minutos de silêncio prolongado não agüentando mais, John perguntou:
- O que ele queria?
Sherlock saiu de seus devaneios e pareceu perceber a presença de John na sala; ele estreitou os olhos e disse em uma voz muito fria e impessoal.
- Algo que não lhe diz respeito. – Sherlock voltou a olhar para o nada.
John abriu a boca mas não disse nada. Ele respirou fundo e saiu da sala indo em direção a seu quarto. Não valia a pena brigar com Sherlock enquanto ele estava assim. Ele sempre ficava desse jeito quando o assunto era Mycroft.
John entrou em seu quarto e começou a tirar a roupa. Ele precisava de um banho, estava muito cansado. Ele enrolou uma toalha na cintura e foi em direção ao banheiro. Entrou ligou a torneira da banheira e esperou.
Quando a banheira encheu e a água estava em uma temperatura aceitável, John desenrolou a toalha da cintura e entrou. A temperatura da água estava muito boa, ele fechou os olhos e tentou relaxar, depois daquela noite com certeza ele iria perder seu emprego. John suspirou se sentindo derrotado. Será que ele era tão desatento assim para não perceber o interesse de Sara por ele? Não, claro que não. O fato de não reparar nos avanços da doutora era que ele não estava interessado. Sua atenção e seus olhos iam sempre de encontro a Sherlock.
John gemeu de frustração, ele afundou a cabeça dentro d’água e sua memória traidora lhe levou de volta ao dia do enterro de sua irmã.
Lembranças de duas semanas atrás.
– Você disse alguém, por isso ela é imprecisa, pois a resposta correta seria que foi você quem fez.
John olhava para Sherlock tentando absorver o que ele tinha dito. Não tinha possibilidade alguma disso ter acontecido e ele nunca teria feito aquilo, ou tinha? O loiro olhava para Sherlock sem saber o que dizer.
- Sherlock isso é... impossível, se eu tivesse feito isso no seu ... pescoço com certeza eu.. eu.. me lembraria. Com certeza. – John levantou da cama e ficou andando pelo quarto, vez ou outra ele passava a mão pelo cabelo, tentava forçar a memória e nada. – Você tá querendo me deixar doido? Você está me testando é isso? Isso não tem graça Sherlock! – John disse exasperado. – Isso é algum dos seus experimentos?
Sherlock estava sentado tranquilamente na cama de John e ele tinha as sobrancelhas arqueadas.
- Se aproxime John! – O loiro se viu obedecer aproximando-se da cama; parou bem próximo ao seu amigo. John olhava nos olhos de Sherlock e tentava achar ali algo que lhe dissesse que ele estava brincando mas não via nada, nada além da mais pura curiosidade.
John viu Sherlock levantar as mãos e segurar seu ombro e em um único movimento o loiro se viu sendo derrubando na cama e logo Sherlock estava por cima dele. John podia sentir os quadris de Sherlock pressionando o seu.
- OH DEUS! O que está fazendo Sherlock? – John não sabia quanto tempo conseguiria segurar a excitação que percorria seu corpo. Sherlock aproximou os lábios da sua orelha e falou em um tom baixo, rouco e muito provocativo.
- Vamos John se lembre! Você disse que estava esperando muito por uma oportunidade dessas. – Sherlock pressionava mais o corpo contra o de John.
John gemeu, e ao ouvir as palavras que Sherlock disse, ele sentiu uma avalanche de sensações e várias imagens dançaram em sua retina e ele se viu no quarto de Sherlock.
Lembranças da bebedeira
John tinha parado de chorar e seu corpo já não tremia de forma incontrolável. Nesse momento seu desespero e angustia tinham diminuído, o assassino de sua irmã estava preso, Sherlock seu único amigo o tinha pego, isso fazia com que o coração de John doesse menos.
John sentia os braços de Sherlock em suas costas, a sensação era tão boa. O moreno era quente, seu cheiro era algo que John nunca iria esquecer. Mistura de ervas e chuva. Ele sentia os braços do seu amigo ao seu redor, seu nariz estava na curva do pescoço de Sherlock.
John tinha bebido quase uma garrafa inteira de conhaque e se sentia completamente tonto e bêbado. Os efeitos da bebida iriam cobrar seu preço na manhã seguinte, mas John não se importava com isso agora. O que era importante naquele momento era que Sherlock estava ao seu lado, tão perto, tão próximo. Ele sentia o coração de Sherlock bater de encontro a ele e sua respiração no topo de sua cabeça.
Seu amigo fazia desenhos indefinidos com a ponta dos dedos em suas costas. A sensação era tão boa, John se viu gemendo. Sherlock parou com o movimento para recomeçar uns segundos depois. E John soltou outro gemido.
John estava vulnerável. Desde o dia em que tinha visto Sherlock sem roupa ele se sentia frustrado e excitado. Ele tinha se tocado no banheiro; contudo tinha sido interrompido por Sherlock entrando no banheiro sem ser chamado. Eles tinham ficado presos naquele lugar no dia da explosão e John não sabia até hoje se ele havia tido um sonho ou se Sherlock o tinha tocado mesmo. Sua excitação era grande. Agora ele estava bêbado e livre de amarras e Sherlock estava ali, seu corpo junto ao dele, quente e convidativo. Aquele pescoço branco como mármore a milímetros dele... Como poderia resistir?
John respirou fundo sentindo um pouco mais do perfume de Sherlock, ele levantou o rosto pousando os lábios no pescoço do amigo e Sherlock tremeu com o toque. John sorriu. Ele se sentia tão solto por causa da bebida, por que tinha perdido tanto tempo se segurando? O loiro beijou mais o pescoço do amigo agora com um pouco mais de pressão. John sentiu Sherlock estremecer novamente.
- John. – Sherlock disse o nome do amigo.
- Hum... – John estava muito ocupado fazendo outras coisas para responder.
- O que... – Sherlock sentiu John morder de leve seu pescoço. – O que está fazendo?
- Não é..óbvio? – John disse sob o pescoço do amigo.
- Você está bêbado John! Suas reações não condizem com o seu normal.
John parou de beijar o pescoço de Sherlock por alguns segundos para responder:
- Eu esta...va esp...erando muito por uma oportunida...de dessas e pode ter cer...teza que não vou...desper...diçar. – A voz de John era arrastada típico de pessoas embriagadas. Ele voltou sua atenção para o pescoço do amigo e hora beijava, hora mordia, às vezes mordia de leve ou com mais de força.
A pele do amigo era tão clara que com certeza pela manhã iria exibir uma marca muito vermelha. John não se importava, queria marcar Sherlock; queria que todos olhassem para ele e vissem que o detetive tinha dono, e esse dono era ele, John Watson.
- Johnn... – O loiro escutou Sherlock chamar seu nome mas ignorou. – Eu... hum... eu sei que você está vindo de um seqüência de ... – Sherlock parou o que estava dizendo para recomeçar em seguida. – Uma seqüência de excesso de estímulos e está frustr...trado... e está bêbado... mas.. – Sherlock parou novamente o que estava dizendo. – Conhecendo você como conheço; você vai se arrepender quando acordar amanhã.
John parou de mordiscar o pescoço de Sherlock e o encarou, seu amigo estava um pouco ofegante. O loiro se sentia tonto e sua visão estava um pouco embasada.
- Quer mesmo continuar com isso? É o que você quer? Pois para mim isso é só uma resposta biológica do corpo. Aparentemente você está fragilizado pela perda da sua irmã, e está tentando focando suas forças em outra coisa e...
- Só uma resposta biológica? – John disse for fim; sua voz soou um pouco magoada.
- Era o que eu estava tentando dizer... – John arregalou os olhos, ele sentiu como se uma faca lhe tivesse atravessado o coração. Sua cabeça doía, tudo rodava. Ele saiu de perto de Sherlock, se deitou de costas na cama e fechou os olhos.
- John...
- Vá embora... – foi a última coisa que John se lembrou ante de cair na inconsciência.
De volta as lembranças pós-bebedeira
John soltou a respiração, ele se lembrava agora. Sherlock se afastou do corpo do loiro e voltou a se sentar na cama.
- Visivelmente seu cérebro precisa de uma ajudinha para lembrar-se de algumas coisas.
- Oh Deus... – John estava mortificado. – Oh Sherlock... eu... eu...
- Não se preocupe John, você estava bêbado. – Sherlock disse como se fosse natural as pessoas darem morderem os pescoços das outras enquanto bêbadas.
- Sherlock eu sinto muito... – John se levantou e ficou sentando o mais longe que pode de seu amigo.
- John, eu já disse que esse tipo de coisa não me afeta. E você estava bêbado.
- Não te afeta? Então é normal as pessoas fazerem marcas no seu pescoço? –Sherlock lhe lançou um olhar tão intenso que ele engoliu seco. – Deixa para lá.
- Como eu ia dizendo, você estava bêbado e vem de uma sequência de situações estimulantes. O que me remete ao caso do banheiro. – Sherlock disse pensativo, John arregalou os olhos.
- Caso do banheiro? Você deu um nome a esse fato? – John riu nervoso.
- Você deu um nome ridículo para o caso daquela mulher.
- Ridículo? Study in Pink não é ridículo. – John disse indignado.
- Não mude de assunto. Agora vamos ao caso do banheiro. – Sherlock levantou da cama e começou a andar pelo quarto.
- Não podemos simplesmente esquecer isso? – John perguntou num fio de voz.
- Eu posso esquecer, como disse só guardo no meu cérebro o que realmente é importante.– Sherlock se voltou na direção de John e tinha as mãos às costas.
- Então... – John disse gaguejando. – Vo..cê... isso não é irrelevante... – ele pigarreou. – Pode esquecer.
- Sim é irrelevante, contudo tem algo que me intriga. – Sherlock se aproximou da cama.
John se sentiu acuado como um animal com a proximidade de Sherlock. Ele sentiu uma vontade irracional de correr do quarto; de fato aquela conversa estava sendo adiada por vários outros acontecimentos, mas sua sorte aparentemente tinha acabado e agora parecia que ela ia acontecer.
- Não vai me perguntar o que me intriga? – Sherlock perguntou olhando para John, o loiro estava sentado na cama e estava abraçando o travesseiro e olhava firmemente para seus pés como se sua vida dependesse disso.
- Não.
- Não o que John?
- Não vou perguntar nada Sherlock, você entra no meu banheiro sem ser chamado me vê em um... um.. momento íntimo... e... ainda quer que eu discuta isso com você?
- Sim, interrompi um momento “intimo”. – Sherlock fez o gesto de aspas com os dedos. – Mas você disse meu nome e eu quero saber por quê!
- Isso não é da sua conta Sherlock, se chama momento íntimo por isso.– John apertou mais o travesseiro contra o corpo.
- Você quer mesmo que eu diga por que você disse meu nome enquanto estava se tocando John? Quer mesmo que eu esmiúce cada detalhe aqui na sua frente? Ou prefere dizer? Decida John! – Sherlock tinha se aproximado mais.
- Eu não prefiro nada. – John disse ofegante. – Saia do meu quarto! – John exigiu.
- Você anda irritadiço. Posso reparar pelas olheiras, pela tensão em seus músculos que não está dormindo direito e tudo por um simples problema de insatisfação sexual?
- Sherlock, eu não quero discutir meus problemas sexuais com você.
- Se a doutora não lhe interessa devia fazer isso você mesmo. – John arregalou os olhos. Ele não acreditava que estava tendo esse tipo de conversa com Sherlock. – E você estava fazendo um péssimo trabalho naquele dia na banheira. – Sherlock comentou parecendo calmo como alguém que acabava de comentar do tempo.
- Perdão como? Deixa ver se eu entendi... você está dizendo que eu estava fazendo um péssimo trabalho me tocando?
- Sim. – Sherlock respondeu.
- Oh Deus... sim??? Claro que você entende muito disso, um homem que se diz assexuado? – John estava irritado.
- Existem técnicas mais eficazes. – Sherlock parecia levemente ofendido.
- Claro! você deve praticar muuuito. – John se levantou da cama e estava de frente para Sherlock o encarando, a essa altura a sensação de embriaguez tinha evaporado.
- Eu leio muito.
- Certo! ler faz toda a diferença. – John disse sua voz carregada de sarcasmo.
- Não acredita? – Sherlock parecia confuso.
- Evidente que não! – John cruzou os braços sobre o peito.
- Quer que eu prove?
- Vamos vá em frente. – John fez um gesto com as mãos para Sherlock ir em frente. – Abra as calças e se toque e me mostre como faz, se você diz que existem técnicas melhores.
John sentia todo o peso do olhar de Sherlock sobre si, ele sabia que seu amigo estava blefando, evidente que ele estava blefando. Mas o que ele não esperava era ver as mãos de Sherlock indo em direção ao elástico da própria calça.
Não... Sherlock não iria fazer isso ali na frente dele, ou iria?
- Sher..Sher..lock o que está fazendo? – John perguntou se sentindo desconfortável.
- Estou provando minha teoria. – Disse Sherlock começando a abaixar a calça de seu pijama.
John sabia que Sherlock não iria fazer o que disse que faria. Claro que não tinha como alguém se tocar assim do nada na frente de outra pessoa; ele ficou observando para ver até onde Sherlock iria e claro ele sabia que seu amigo o estava testando.
Sherlock tirou a calça do pijama e John viu que ele usava uma cueca boxer branca, o loiro respirou fundo e engoliu seco. John viu que seu amigo não tirava os olhos dele e agora o moreno passava o dedo no cós da boxer, John passou a língua pelos lábios.
O loiro sentia o rosto queimar, sua pulsação tinha aumentado. Agora com certeza era o momento que Sherlock iria parar, pensou John. Mas seu amigo começou a baixar a boxer também, ele iria parar a qualquer momento John tinha certeza. O moreno foi descendo a boxer de forma lenta até que ela foi parar em seus pés.
John arregalou os olhos, Sherlock estava na sua frente nu em pelo. O loiro começou a ficar ofegante e tentava tirar os olhos do amigo, tentava não comê-lo com os olhos. John passou a língua pelos lábios e mordeu o lábio inferior. O loiro fechou os olhos.
- Abra os olhos John. – A voz de barítono de Sherlock se fez ouvir no quarto.
Assim que abriu os olhos John pode ver que Sherlock estava com uma das mãos no abdômen e assim que os olhos do loiro pousaram ali, ele pode ver os dedos longos de Sherlock descerem até ele se tocar.
John engasgou e o ar foi tirado de seus pulmões, ele ficou vermelho até a raiz dos cabelos.
- Oh God! – John gemeu e ele virou de costas. – Pode parar Sherlock você já provou seu ponto. – John sentia seu corpo começar a lhe trair.
- Tem certeza que não quer ver? – John ouviu a voz de Sherlock a suas costas. Ele se virou e viu Sherlock completamente vestido e sentado em uma cadeira no canto do quarto, ele tinha um sorriso nos lábios.
- Você estava me testando seu cretino! – John estava puto da vida.
- Eu disse que isso não me afeta John, mas você pelo visto...
- Cai fora do meu quarto Sherlock! – John apontou para a porta. – E isso não me afeta também. – John mentiu.
Sherlock se levantou da cadeira graciosamente e se aproximou de John tomando seu pulso. John ficou sem entender o que seu amigo queria com aquilo. Sherlock lhe deu uma última olhada e saiu do quarto sem dizer uma palavra.
Fim das lembranças pós-bebedeira
John tirou a cabeça de dentro da água e respirou profundamente. Ele olhou para o lado e se deparou com um par de olhos azuis o encarando.
- JESUS SHERLOCK!
- Impressionante a quantidade de tempo que consegue prender a respiração debaixo d’água. – Sherlock estava sentado sobre os calcanhares ao lado da banheira e tinha os braços sobre os joelhos.
- Sherlock será que temos que ter aquela conversa sobre não entrar no meu banheiro sem que eu diga que pode de novo? – Sherlock fez um bico.
- Eu chamei e você não respondeu. E você não estava se tocando. – O amigo sorriu.
- A vá pro inferno Sherlock! Me passa a toalha! – Sherlock se levantou e pegou uma toalha na parede do box. – O que quer agora? – John enrolou a toalha sobre a cintura ao se levantar da banheira.
- Lestrade ligou! – Sherlock parecia animado. – O homem bomba apareceu. – O coração de John congelou. – Arrume as malas.
- Arrumar as malas a essa hora?
- Sim, vamos pegar o trem.
Continua.....
Nota da Beta: Uau.. estou sem fôlego até agora!!! Essa cena do Sherlock se tocando foi o must do must... coitado do John, Sherlock! Assim o pobre acaba tendo uma síncope..kkkk. Espero que tenham adorado esse capítulo como eu e gostaria de agradecer a todos os fofos leitores, podem ter certeza que vcs são a inspiração da nossa querida autora! E vivas para ela! xD
Nota da autora: Oie pessoal!! \\o\\... esse é o oitavo capitulo da fic, ELE FICOU IMENSO!!!!! E minha beta eu achamos por bem dividi-lo em duas partes, pois ele ficou muito grande e segundo minha beta fofa as coisas ficaram meio confusas.. @_@ foi difícil achar um ponto de corte, pois tudo que acontece nele está um diretamente ligado ao outro. Espero que me perdoem... *sai correndo*
Oh e vocês devem estar se perguntado: CADE A PORCARIA DA CENA DO JOHN TIRANDO A CAMISA DO SHERLOCK? Pois é... como tive que dividir o capitulo em dois, essa cena tá no capitulo nove.. ^__^ sorry... Ç__Ç
Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi: Lia Collins, Cintia, Anônima, SHolmes, Downey, Chrizes, Bentinho, Moe, Aurora, DameKenshi e Iza Amai,
Resposta da Review da Cintia: Fico feliz que tenha gostado, minha beta agradece pelo carinho. Comentário gigante?? EU AMO comentários gigantes!!! \\o\\... foi pro festival do Japão e não me ligou, não me procurou com plaquinha? Magoei.. Ç__Ç
Resposta da Review anônima: Querida ou querido anônimo..ç.ç tudo bão? Ameiii seus comentários xD~~~ Sim, camisa roxa da sedução, você me dá permissão de usar isso? Achei fantástico \\o/...
SHolmes betou a fic, mas se sobraram alguns erros, se lembrem, eles são todos meus.. @_@
Campanha faça uma ficwriter feliz, deixe uma review, nem que seja para cobrar o próximo capitulo. Não há nada melhor no mundo do quê uma review recebida ou uma review respondida!! \\o/
Atualização no dia – Se vocês forem bonzinhos eu atualizo no dia 22/07/2012 – Dois capítulos na semana, vocês estão felizes? Ç______Ç
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Próximo capitulo: Teremos mais uma morte. Anderson ouviram coisas que preferia não ouvir detrás da porta.. xD~~~~
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Cenas do próximo capítulo:
- Ainda sente dor? – Sherlock perguntou para John.
- Nossa, precisou usar toda sua massa cefálica para deduzir isso? – John comentou com o humor ácido, fechando a cara, pois parecia sentir dor.
- Só porque está com dor, não precisa descontar em mim, foi você quem quis. – Sherlock folheava o jornal. – Se você quiser a gente pode voltar para o quarto. – Sherlock comentou em uma voz mais baixa.
- Nem morto, ainda estou dolorido da noite passada.
- Se você quiser, pode ficar em cima.
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