Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem
19 Capítulo 19 - Tempo de Observar
Notas iniciais
Aviso 2: Ler a fic sem qualquer outra presença humana por perto OU ter admiráveis habilidades de reflexo e audição para poder minimizar a janela toda a vez que ouvir passos se aproximando. Ponto principal: Visão de 180º graus porque a tela do computador ou do note que podem denunciar o que quer que você esteja lendo ou vendo. By leitora Lara - xD
Nota da Autora: o/ olá! Quanto tempo!! xD Eu nem tenho mais o que dizer, só que a culpa do atraso é do serviço e do meu chefe stalker... >__<. Espero que o capitulo compense a demora. Espero reviews o/
Tempo de Observar
Ele queria deslizar um pouco mais para baixo na cadeira, para dar mais acesso ao amigo. Ele já estava deslizando, enquanto segurava a testa cobrindo a visão com a palma da mão, quando ouviu:
- Tudo bem senhor Smith?
John levantou a cabeça e seus olhos pousaram em um homem alto que se apoiava em um guarda chuva.
- Mycroft! – Ele disse em um tom estrangulado.
— Smith, estou procurando pelo Carlton, meu pessoal me informou que ele estaria aqui com você. – O governo Britânico olhava para todos os lados procurando pelo irmão. – A propósito... – disse quase em um sussurro. — Disfarce interessante. – Comentou em um tom neutro enquanto apontava discretamente com o dedo para a peruca e bigode que o loiro usava.
- “PUTA QUE PARIU” – John gritou mentalmente, o loiro baixou os olhos para a mesa, já que não conseguia encarar Mycroft e o pior, ele tinha certeza que Sherlock tinha ouvido a voz do irmão, mas isso não o impediu de continuar a lhe tocar por baixo da mesa. Esse aparecimento súbito do Holmes mais velho não lhe incomodava.
John tentou chutar o amigo por baixo da mesa para ver se ele parava, mas Sherlock tinha se ajoelhado em cima de seus pés o imobilizado. Tentou se mexer na cadeira, mas também não conseguia, e mãos lhe restringiam os movimentos. Ele estava tão perto, Oh Deus, tão perto.
— Timoty? – Mycroft chamou educadamente.
O loiro mordia os lábios, o suor descia por suas costas e testa, ele sabia que aos olhos de Mycroft ele devia estar vermelho e arfante. Ai se o Holmes mais velho pudesse ver seus olhos, suas pupilas estariam dilatadas de tal maneira que até as pessoas do outro lado do salão poderiam notar.
— John... – Mycroft ia dizer mais alguma coisa quando escutou um pequeno som estrangulado sair da garganta do médico. – Doutor Watson, olhe para mim.
A voz do homem a sua frente era nada mais que imperativo, não havia margem para questionamentos, e John ficou quieto. Sherlock em baixo da mesa aproveitou essa pequena distração e começou a lamber e o chupar com mais força, e fez algo com a língua na extremidade de seu pênis descendo até a base .
John travou a mandíbula e mordeu seu lábio com força para se impedir de gritar. Apesar da voz de comando de Mycroft, John não conseguiu obedecer, ele não podia olhar para o homem em pé sem demonstrar a completa falta de controle daquele outro homem embaixo da mesa e que inferno, da situação toda, enfim! Ele fechou os olhos com muita força e sua respiração suspensa, segurou as bordas da mesa com força até que os nós dos seus dedos ficaram brancos. E assim ele gozou.
Depois de alguns segundos, John se lembrou que deveria respirar, seu pulmão já reclamava por ar. O médico tentava com todas as suas forças respirar normalmente, tentando ganhar algum tempo e calma, mas o ar parecia escasso naquele ambiente espaçoso, sua respiração era entrecortada. Seus olhos ainda estavam fechados, ele não queria abri-los, não podia abri-los, pois ainda conseguia sentir a presença de Mycroft ao seu lado. Esse homem parecia ter criado raízes ao lado da sua mesa.
John não tinha condições alguma de enfrentar o Holmes mais velho naquele momento. O loiro ainda mantinha os olhos cerrados, e pensava que preferiria levar mil tiros igual ao que havia lhe atingindo no Afeganistão a abrir os olhos naquele momento e encarar os questionamentos de um Holmes.
Sua cota de situações embaraçosas estava aumentando desde que tinha conhecido Sherlock. Gozar na frente do irmão mais velho de seu amigo devia contar como um 10 na escala de vergonha alheia. Oh Deus, ele queria desaparecer, virar fumaça, derreter ou qualquer outra coisa que o fizesse sumir dali.
Ao seu redor a musica continuava a ser tocada pelo quarteto de cordas, as pessoas dançam ao som de Canon in D (Pachelbel).
— O que faz aqui, Mycroft? – John ouviu uma voz rouca.
— Estava a sua procura... irmão. – O tom de voz que Mycroft usou poderia com facilidade ter congelado todo o deserto do Saara. – O que fez com seu cabelo? – Seu tom era de completo desgosto e reprovação.
John tremeu, mas arriscou abrir os olhos discretamente e observar aqueles dois. Eles pareciam dois touros prontos para se atacarem.
Os lábios de Mycroft formavam uma linha fina e rígida, tudo em seu rosto gritava insatisfação e descontentamento, mas um leve tom de rosa cobria as maças de seu rosto.
— “Oh meu Deus, ele sabe!” – John pensou e podia cair duro no chão naquele momento, morto de vergonha. Pena que seu coração era forte, pois um infarto fulminante naquele instante lhe pouparia de futuros aborrecimentos e de todas as perguntas embaraçosas que com certeza iriam lhe fazer.
Sherlock tinha um olhar de puro desgosto direcionado ao seu irmão e seus lábios estavam inchados e vermelhos.
— Vamos, temos algo a discutir. — Mycroft disse para seu irmão mais novo, sem deixar de lançar um olhar direcionado ao médico, que poderia ter tido uma combustão espontânea, de tanta vergonha que sentiu. John que se sentia muito miserável naquele momento por ter se deixado levar pelo momento, apesar de ter estado preso... e de ter gostado.
John esperava ouvir reclamações por parte do amigo por ser arrastado sem maiores explicações por Mycroft, mas não houve nada, nem um resmungo. Sentindo-se curioso, ele sentou-se direito na cadeira e viu um olhar de desagrado no rosto do Holmes mais velho e viu Sherlock limpar o canto da boca com um guardanapo de tecido que estava em cima da mesa antes de se levantar. O loiro arregalou os olhos, ele tinha gozado na boca de Sherlock.
— “Oh MEU DEUS, posso morrer agora, por favor?” – John pensou enquanto a vergonha o dominava e toda essa situação era demais. Ele não tinha forças para encarar o mundo e bateu novamente a testa na mesa e cruzou as mãos sobre a nuca.
— Vamos deixar o doutor se recompor e sair da letargia pós-coito. Enquanto isso, como disse anteriormente e você sabe que não gosto de me repetir, temos algumas coisas a discutir e pouquíssimo tempo. – Mycroft saiu sem dizer mais nada, e John sentia suas orelhas queimarem.
Alguns minutos se passaram, até que ele sentiu que realmente estava sozinho na mesa, e não havia nenhum olhar “Holmesish” sob ele. E ele levantou o rosto, e ficou encarando o arranjo floral da mesa, tentando obter todo o seu controle de novo.
— Tudo bem? – Do seu lado direito uma voz de mulher lhe tirou dos devaneios de autocomiseração. John levantou a cabeça e era a mulher de mais cedo.
— Oh, estou bem sim, obrigado! – John respondeu da melhor forma que conseguiu, ele sabia que seu rosto estava vermelho e suor brotava-lhe da testa. Ele não viu sinal de Sherlock nem Mycroft no salão.
— Você não me parece muito bem, amor! – A mulher tinha um ar todo sedutor. – Você parece que foi atropelado por um trem. – Ela riu do próprio comentário.
— Você não faz ideia. – John fechou os olhos e tentou recuperar um pouco da sua dignidade que tinha escorrido para debaixo da mesa.
— Por que não vamos lá fora ou e outro lugar para tomar um pouco de ar? Você parece precisar. – Uma das mãos da mulher foi parar no ombro de John.
— Agora não, daqui a pouco talvez. – John deu um sorriso amarelo, ele queria muito tomar um ar, mas sua braguilha estava aberta, com o pênis para fora da calça, e ele não sabia como iria se arrumar sem chamar a atenção, se suas pernas tremiam como se fossem feitas de gelatina.
— Te espero daqui a uns dez minutos então, pode ser? – John sentia o calor do corpo da mulher que tinha se encostado a suas costas. John agradecia muito o fato da toalha que cobria a mesa ser grande, pois caso o contrário àquela mulher iria ver seu estado nada apresentável.
— Bom, então, senhor... – A mulher lhe dava um olhar ansioso, depois de alguns segundos John percebeu que ela disfarçadamente perguntava seu nome.
— Smith, meu nome é Timoty Smith. – disse sem jeito. – O seu é? – Ele só perguntou por educação, não queria saber o nome dela de verdade.
— Cromwell, Rebecca Cromwell.
— Cromwell? – Perguntou em espanto. – Você conhece P. Cromwell?
— Sim, por quê? – Rebecca perguntou e seu tom era um pouco divertido. – Patrick Cromwell é meu marido.
-x-
Rebecca havia lhe convidado para ir a um lugar, não disse onde exatamente, mas instruiu que aos fundos do salão havia umas portas de vidro e que ele iria gostar muito da liberdade que teriam. John decidiu ir, pois era uma oportunidade única para investigar mais sobre o tal Patrick Cromwell. Depois de algum tempo se recompondo e se arrumando tentando não chamar muito a atenção, John se levantou da mesa e foi à procura de Sherlock.
Ele andava entre as pessoas na pista de dança, procurava algum dos Holmes com os olhos, mas não conseguia encontrá-los em lugar algum. Então, tomando uma decisão, se virou e saiu dali.
John andou pelo recinto que era muito espaçoso e algum tempo depois viu do lado esquerdo, ao fundo do salão, próximo á vários arranjos de flores, várias portas de vidros. Portas essas que estavam protegidas por homens de ternos pretos e pela aparência, fortemente armados. John se aproximou e melhorou sua postura e parou em frente a um deles.
- Com licença, a senhora Cromwell pediu que eu viesse. – e esperou pela resposta.
O homem o olhou de cima a baixo, e John agradeceu mentalmente a Sherlock pelo terno apresentável, se estivesse com o seu antigo, aquele homem o teria chutado para fora sem nem dar uma segunda olhada.
- O senhor tem o cartão? – o homem se mexeu e John sabia muito bem o que ele estava fazendo, se posicionando para pegar um mini tablet no bolso interno do blaser, e sim, com o movimento discreto ele mostrava a arma. Algo importante deveria existir no ambiente atrás dessas portas, pois nenhum segurança estaria com uma Magnum 45.
- Não, não tenho o cartão, mas como falei anteriormente, a senhora Rebecca Cromwell pediu que eu viesse. – John cruzou os braços. – Eu não gosto de esperar. – O loiro usou seu melhor tom de descontentamento que tinha usado várias vezes enquanto estava no Exército quando alguém estava sendo particularmente difícil.
O segurança pareceu ficar desconfortável.
- O senhor pode me informar seu nome, senhor?
- Smith, meu nome é Timoty Smith. – disse em seu melhor tom de capitão.
O homem levantou o braço e falou algo em seu pulso, com certeza tinha um microfone ali. Não demorou muito uma ordem chegou pelo ponto no ouvido do segurança e com um passo firme para o lado, o homem deu passagem a John.
- Sinto pelo inconveniente, senhor Smith. Mas... – o loiro levantou a mão impedindo o homem de continuar.
- Não precisa se explicar é o seu trabalho, eu sei. – O segurança deu um pequeno suspiro de alivio. John deu dois passos, mas foi interrompido pelo segurança.
- Senhor Smith? – John parou.
- Algum problema?
- A pulseira. – o segurança tinha uma pequena pulseira dourada entre os dedos.
- Ah, claro! A pulseira, como eu pude esquecer. Muito obrigado. – O homem abriu o adorno e colocou no pulso esquerdo de John, ele era leve e tinha uma pequena caveira desenhada.
- Preciso que o senhor deixe seus aparelhos eletrônicos aqui comigo, senhor. – O segurança disse em um tom de voz que não deixava muita margem para discussão.
- Eu não tenho nenhum. – respondeu.
- Vou ter que verificar. Posso? – o homem se aproximou.
- Claro! – John abriu os braços e afastou um pouco as pernas para que o homem fizesse a inspeção. John nunca tinha se acostumando com outra pessoa lhe tocando, o loiro não tinha certeza, mas achou que o segurança tinha demorado mais tempo do que o necessário para conferir se ele não tinha nada escondido próximo a sua virilha. Aquele homem não poderia estar lhe tocando descaradamente, ou podia? E como ele havia dito, o segurança não encontrou nada. Depois que a revista acabou o segurança abriu a porta para John entrar.
O loiro atravessou a porta de vidro e ela se fechou a suas costas imediatamente, ele voltou os olhos para o objeto em seu pulso, o que seria aquilo? Algum identificador? Chave para abrir portas? Rastreador? Algum tipo de aparelho de escuta?
- “Bomba?” – pensou e franziu as sobrancelhas.
John começava a se sentir em um dos filmes do James Bond, e riu com o pensamento bobo. Se Sherlock estivesse ali, ele com certeza saberia o que era aquilo em seu pulso. E por falar em Sherlock, onde ele estaria? John só esperava não se meter em confusão.
Então se pôs a andar, o corredor era longo e não havia janelas, o chão era adornado por um carpete vermelho, as paredes eram brancas e com uma textura irregular. O loiro se aproximou da parede e passou a mão sobre ela, de longe parecia dura, mas era macia como látex, provavelmente algum tipo de abafador acústico para que o som vindo de dentro não fosse escutado lá fora por ninguém. Isso tudo era muito estranho.
O médico continuou a andar e o corredor virava à direita e dava acesso a uma longa escada. John desceu os degraus e logo abaixo uma porta podia ser vista. Múltiplos sons e cheiros viam dela, vozes altas de mulheres e homens e risadas e alguns poucos gritos eram ouvidos, John sentia um forte cheiro de tabaco e mais algo que ele não soube identificar no momento.
Na hora que terminou de descer os degraus ele parou a porta e ficou observando o cenário a sua frente.
A fumaça era predominante no lugar, John tinha certeza de sentir entre os odores o cheiro doce de maconha, entre outras coisas. O loiro olhou em volta, seus olhos ardendo um pouco por causa da fumaça e tentando forçar a enxergar naquela sala escura e de cheiro forte, o lugar era espaçoso e tinha vários sofás e pufes que estavam ocupados por pessoas... John sentiu seus olhos se abrirem em espanto, ele olhou novamente e viu pessoas aparentemente fazendo sexo.
- “Aparentemente?” – John disse para si mesmo e balançou a cabeça.
Em um dos sofás tinha um casal, um homem negro estava sentado quase nu, não estava totalmente, pelo simples fato que tinha uma gravata pendurada no pescoço, uma mulher estava em seu colo e ela usava um vestido diminuto, descia e subia em sem pau e gemia sem pudor nenhum. John ficou encarando os dois até ser pego pelo olhar do homem. Desconfortável, o loiro desviou o rosto e se pôs a andar.
John percorria o lugar, tinha recebido vários olhares, mas nenhum deles se fixava nele por mais que alguns segundos. O local parecia mais um desses lugares que tinham orgias e drogas a vontade, se fosse no século dezenove aquilo ali seria classificado como um bordel de luxo com certeza.
O loiro parou em lugar que parecia ser o bar, quando se aproximou para pedir uma bebida lembrou de que não tinha trago dinheiro ou cartão.
- “Droga!” – pensou, como ia sobreviver em um local daqueles com tanta coisa a mostra sem estar bêbado?
- Quer uma bebida, bonitão? – Uma mulher com uma bandeja nas mãos se aproximou dele e perguntou. O loiro se virou para olhar e viu que ela estava vestindo nada além de um espartilho vermelho e uma calcinha minúscula a qual não tampava muita coisa por ser transparente na frente. Assim que viu, digamos que tudo da garçonete, John levantou o rosto o mais rápido que pôde e se forçou a olhar nos olhos da moça que usava uma mascara preta que escondia os traços do seu rosto.
- Eu preciso de um whisky, o mais forte que você tiver. – disse em um único fôlego. A moça riu.
- É só sentar na sua mesa que eu já levo, docinho! – sua voz era melosa.
- Mesa? Ahn, eu acabei de chegar. – John olhava para o lugar e tudo parecia muito cheio.
John ouviu alguém urrar e quando olhou para o lado, o que viu fez seu rosto queimar: um homem estava com as mãos apoiadas na parede e outro estava à suas costas o penetrando, o homem investia rápido e com força, ali no meio da multidão, que nem parou o que fazia para olhar os dois homens. John sentiu seu pênis pulsar. Ele fechou os olhos e respirou fundo.
- A área da sua mesa é três níveis abaixo daqui, você vai ter que andar lá para frente e logo que ver a escada é só descer. – a moça explicou e não pareceu se importar com os dois homens ali próximos, ela olhava fixamente para sua pulseira. – Você é novo aqui não é? – perguntou com leve tom de divertimento na voz.
- É muito visível? – John perguntou.
- Sim, a gente sempre reconhece pelos olhos arregalados. – ela deu uma pequena risada baixa e sensual. – Bem escolha sua mesa que sua bebida será levada até você, fofinho.
- Ok, vou tentar não ficar perdido. – disse tentando não olhar para a parte de baixo da roupa da moça. – Ou distraído – ele disse bem baixinho, para que ninguém o ouvisse.
- Sua pulseira é a dourada, como não sabe onde fica sua área? Oh esqueça, é só seguir ali adiante e você vai ver as escadas como falei e as cores irão mudar conforme o ambiente. Agora levante o braço para eu poder registrar sua bebida. – ela pegou o pulso de John e tirou algo de dentro dos seios que parecia uma pequena caneta e passou por cima da pulseira.
Então aquilo era um tipo de cartão ou comanda, ou sei lá o quê.
- Quando eu for pagar, eu mostro essa pulseira? – perguntou apontando para o pulso esquerdo.
- Pagar? Não amore, essa pulseira é um passe livre você obtém qualquer coisa que quiser aqui, é só mostrar essa pulseira. Até eu, se você quiser e por quanto tempo quiser. – a moça foi para as costas de John e se encostou, o loiro retesou o corpo.
- Eu acho que por enquanto só a bebida.
John se afastou o mais rápido que conseguiu, ele olhou para trás e viu que a moça ainda olhava para ele, ela deu um leve aceno com os dedos e depois com um movimento lento colocou os dedos no pescoço e foi descendo de forma lenta e sensual até chegar a seu mamilo direito, e antes que ela fizesse mais alguma coisa, John se virou e foi andando.
E tentando não pensar naquilo ele andou pelo ambiente, o primeiro em que estava era todo decorado com a cor cobre, a mesma cena podia ser vista aqui também, várias pessoas se agarrando e se drogando. A fumaça estava em todos os lugares, as pessoas ostentavam olhos vermelhos, seringas podiam ser vistas aqui e ali. Algumas tinham marcas nos braços e pó branco nos narizes e lábios. Ver aquelas pessoas naquele estado, a quantidade de droga sem nenhum controle, John agradecia que Sherlock não estava ali, não que ele achasse que seu amigo ficaria tentado a usar, mas drogas + Sherlock era uma coisa que ele não gostava de pensar em uma mesma frase e principalmente em um mesmo lugar. Sherlock nunca tinha falado dessa sua parte do passado, na verdade seu amigo nunca tinha falado do seu passado, e John também nunca tinha perguntando. Pois se ele não gostava de se lembrar da sua época no Afeganistão, então ele imaginava que seria a mesma coisa com o amigo.
Continuou andando e logo viu a escada que descia para algum lugar, o médico deu de ombros e começou as descer os degraus, até que ela terminou em uma porta que tinha um segurança parado, o homem deu uma breve olhada em sua pulseira e o deixou passar. Assim que entrou no ambiente, John viu que a decoração era em um tom prateado, naquele local tinha o mesmo tipo de depravação, mas se era em menor grau ou mais controlado ele não sabia dizer.
O loiro não se demorou e logo procurou a próxima escada e quando chegou a porta um outro segurança já ia o detendo, mas quando viu sua pulseira o deixou passar fazendo uma reverência muito exagerada. Esse novo ambiente era todo dourado como sua pulseira.
Homens bem vestidos fumavam charutos e conversavam sobre política e outros assuntos com vozes não tão sussurradas, John viu que alguns tinham um homem ou uma mulher ajoelhados a seus pés e ambos usavam uma coleira no pescoço, uma mascara no rosto e estavam completamente nus.
John se afastou, que lugar era aquele? O que realmente era aquilo? Será que Sherlock ao decidir ir àquele jantar sabia o que acontecia naquele prédio?
O loiro escolheu uma mesa e se sentou, tentou prestar atenção em tudo que podia para contar para Sherlock depois. As mulheres que serviam eram muito bonitas e as roupas eram iguais os da moça que tinha visto no piso superior, só que o espartilho era branco ao invés de vermelho, calcinhas minúsculas, transparentes na frente e de fio dental, mas usavam as mesmas mascaras cobrindo o rosto.
John recebeu seu copo de Whisky e uma garrafa do melhor Whisky que ele tinha bebido na vida, havia sido deixada na mesa. O gosto lembrava muito das bebidas que tinha bebido no escritório de Mycroft no clube Diógenes. Ele aproveitava sua bebida e observava o ambiente a sua volta, percebeu que havia homens servindo bebidas também, e eles só usavam uma gravata borboleta, as mesmas máscaras no rosto e vestiam uma cueca preta. John arregalou os olhos e cuspiu sua bebida quando viu que a peça na parte da frente da veste dos garçons era transparente, como as das mulheres, deixando a mostra suas virilhas.
- Mas que porra de lugar é esse?
John continuou a olhar em volta e viu um garçom andar de forma lenta e sedutora pelo local, ele parecia deslizar e não caminhar. Ele era alto, esguio e muito atlético, o médico viu que os cabelos do garçom eram claros, tão loiros que quase podiam se passar por brancos. Tinha uma boca muito sensual e um sorriso brincava em seus lábios. John tinha a impressão que o conhecia, mas como os demais garçons ele ostentava uma máscara que lhe cobria quase o rosto todo então não tinha como ter certeza.
O garçom o encarava, ele não tinha uma bandeja nas mãos como os demais, ele tinha parado próximo a uma pilastra, ele ficou lá parado com os braços atrás das costas em uma postura muito militar. John olhou para a cueca que o outro homem usava, era igual ao dos outros garçons. O loiro já tinha visto muitos pênis em sua vida por causa do exercito e o membro daquele homem era um volume considerável na cueca. John virou o rosto para o lado envergonhado pelos pensamentos que corriam por sua cabeça.
- Pelo amor de Deus, pare de olhar, você não é um pervertido. – John pensou consigo mesmo.
Mas seus olhos não queriam obedecer e se viu olhando mais uma vez para o homem. Quando pousou seus olhos novamente no garçom tinha outro homem bem mais velho, muito bem vestido, baixo, de pele clara e nariz grande e adunco com bigode e ele falava algo em seu ouvido. O que quer que fosse não parecia interessante, pois o homem loiro olhava para John, toda a sua atenção parecia estar no médico sentado à mesa, ele engoliu em seco sentindo a força do olhar sobre si.
John quase deixou o copo com o whisky que segurava cair no chão quando o homem mais velho se ajoelhou na frente do garçom e abaixou sua cueca até seus tornozelos e começou a lhe chupar ali na frente. O mais velho chupava o loiro e fazia sons que beiravam a obscenidade e teriam feito John sair correndo pela porta se ele não estivesse já se sentindo um pouco bêbado. O médico bebeu todo o resto da bebida de seu copo e o encheu novamente virando tudo de uma vez, garganta a baixo.
Ele voltou a olhar para os dois homens, ele não queria, mas a sua curiosidade era mais forte que ele. John se viu desejando estar em um local com uma visão melhor dos dois, mas o velho estava ajoelhado na frente do loiro e ele não conseguia ver muita coisa, só a cabeça do homem indo e vindo e ouvia os sons que ele fazia com a garganta. John mordeu os lábios. O jovem loiro estava com a cabeça jogada para trás e tinha os olhos fechados e a boca levemente aberta. John mordeu os lábios para se impedir de fazer qualquer som, e segurava firmemente o copo em sua mão esquerda enquanto a outra mão estava agarrada a borda da mesa. Ele não queria se tocar ali na frente de todo mundo, pelo amor de DEUS! Seu membro começar a ficar duro, dava para sentir, e ele se mexeu desconfortável na cadeira. John fechou os olhos por alguns segundos e abriu quando escutou um gemido muito alto vindo próximo a ele. Ele abriu os olhos e viu que o loiro tinha acabado de gozar na boca do homem mais velho e respirava com dificuldade.
O homem que estava ajoelhado se levantou limpou a boca com as costas da mão e puxou o mais novo para si, ele subiu um pouco a mascara que ele usava e John por alguns segundos conseguiu ver o gosto do rapaz antes que os lábios do mais novo fossem massacrados pelo o do homem mais velho.
- Sebastian? – John disse em uma voz estrangulada. Não era possível, não podia ser? Ele tinha se enganado... John pensava em pânico. O que ele estaria fazendo ali? Será que ele o tinha reconhecido? Oh meus Deus, ele estava “secando” o pênis do garoto, do rapaz, do homem. Oh Meu DEUS! – John gemeu.
- Agora, seja uma boa puta vire-se para a parede e empine esse seu traseiro lindo para eu te foder. – o homem mais velho disse dando um tapa na bunda do loiro.
John escutou o que o velho tinha dito, uma sensação de raiva queimava em seu peito, o rapaz mais novo deu um olhar na direção do médico que não soube o que fazer a não se continuar olhando aquela cena absurda. O mais novo piscou lentamente e se virou colocando ambas as mãos na parede, e John viu o homem mais velho tirar algo do bolso, rasgar com os dentes e começar a tirar o cinto da calça.
O homem ia... não... não seria possível. John pensou.
- Você vai adorar meu pau na sua bunda. Agora eu não quero nenhum pio, entendeu? – O homem perguntou e John viu Sebastian acenar levemente com a cabeça.
John se levantou da cadeira, ele não ia permitir aquilo, mas ao se levantar a sala rodou, uma tontura pesou em sua cabeça e ele se apoiou na cadeira. Alguém tocou seu braço e ele levantou a cabeça para ver quem era.
- Oi, garotão! Então resolveu aceitar meu convite!
- Oi Rebecca! – John disse se lembrando do nome da loira, tentando se afastar para ir à direção de Sebastian, e quando olhou novamente para a direção em que ele estava, o rapaz e o velho não estavam mais lá.
- Mas que diabos? – John xingou, ele sentiu o aperto das mãos de Rebecca em seu braço e voltou a olhar na direção da mulher.
- Gostou? – Rebecca havia trocado seus trajes de festa por um vestido preto muito justo e curto com um decote bem generoso na frente, ela deu um pequeno giro e fez John se sentar na cadeira novamente e sentou-se em seu colo sem a menor cerimônia.
- Sim, estou gostando...ahn... bastante. Ahn, e... seu marido? – John tentava a todo custo se livrar da mulher, mas não tinha como ela não ter percebido seu membro duro sob as calças.
A mulher estava sorrindo, mas ao ouvir o nome do marido seu sorriso se desfez imediatamente e antes de responder, ela rolou os olhos. — O que tem ele? – Rebecca se levantou e deu a volta em John até suas costas colocando seus braços em volta do seu pescoço e acariciando seu tórax.
- Ele ahn, não vai achar ruim de te ver comigo? – John se mexeu desconfortável com o toque. Rebecca parou de passar os dedos nele, deu o resto da volta e voltou a se sentar em seu colo.
- Ele deve estar com umas cinco putas chupando seu pau agora. Ele não vai se importar com nada agora. Ele às vezes nem sabe que eu existo. – Rebecca suspirou. – Mas o que eu realmente gostaria de saber é se você está disposto a largar um pouco seu namorado, ou o que quer ele é seu, e vir se divertir comigo. – ela sorriu contornando os lábios de John com os dedos.
- Eu estou aqui não estou? O que tem mais para ser visto por aqui? – perguntou tentando se manter quieto.
- Venha, têm as salas privativas, você vai adorar... e eu mais ainda! – Ela se levantou do seu colo e o pegou pela mão, conduzindo-o por um labirinto de mesas, sofás e cabines nada privativas. O loiro se deixou ser guiado, mas sua mente estava muito agitada com tudo o que via.
Eles passaram por outro arco, Rebecca mostrou sua pulseira e algo mais em seu braço que John não tinha visto e entraram em um ambiente completamente diferente.
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- Vamos Tim, você vai adorar isso! – A loira estava praticamente grudada ao lado de John e o mantinha bem próximo.
— Onde estamos? – perguntou olhando para o local, havia várias pessoas conversando, a claridade era mínima e uma música vinda de algum lugar dava um leve ar de intimidade.
Ao andar pelo local, John viu várias mesas de jogos, as pessoas estavam muito animadas em volta dela, o loiro já tinha tido uma queda por jogos quando era mais novo e podia identificar a expressão de vício nos olhos daquelas pessoas em volta da mesa. Porém diferentemente dele, aquelas pessoas podiam gastar, e exibiam relógios dourados de uma marca muito cara e conhecida em seus pulsos, ou pesados colares de diamantes brilhavam nas gargantas das mulheres.
Mas o que era aquilo tudo? Como isso se conectava aos assassinatos e as mortes pelas balas que explodiam? Ou não tinham nada em comum? Era algum outro caso que Sherlock estava investigando paralelamente que não se deu ao trabalho de lhe informar? Ou tudo era de um mesmo sórdido grupo, que seu amigo conseguiu conectar, e obvio, nunca mencionou a ele.
Um garçom passou com uma bandeja e Rebecca pescou duas taças e entregou uma a John, que sorveu a bebida de uma vez, se sentindo muito nervoso e ansioso.
— Nossa, com sede? – a loira falou próxima ao ouvido de John.
— Um pouco, o que é isso tudo Rebecca? – ela o olhou e sorriu.
— Aqui é a sala de espera. – Rebecca terminou de beber o líquido da sua taça e a jogou no chão, John tentou pegar a taça, mas ela se quebrou em milhares de pedaços.
— Por que fez isso?
— Fiz o que? – Rebecca perguntou parecendo confusa.
— Jogou a taça no chão? Pessoas podem pisar e se machucar. – John disse, sua personalidade de médico, considerando que alguém poderia se machucar, falando mais alto.
— Ah! Isso? Querido, não tinha nenhum garçom por perto e não tenho tempo pra ficar com uma taça vazia na mão. – Ela o olhou de um jeito que fez lembrar muito Sherlock quando ele queria dizer que John estava fazendo uma pergunta estúpida.
Rebecca parou para falar com outra mulher negra, alta e muito esguia, seu cabelo escuro caindo em uma longa cascata de cachos que iam até a sua cintura. A mulher possuía olhos verdes e olhava para John como se o estivesse despindo com os olhos.
— Quem é seu amigo? – A mulher mais alta perguntou.
— Esse é Timoty. – Rebecca respondeu indo às costas de John e o empurrando na direção da mais alta. – O encontrei na festa lá em cima com o namorado.
John deu seu melhor sorriso e estendeu a mão para a mulher.
— Timoty Smith, ao seu dispor.
— Evelyn Ostacoli. – a mulher disse seu nome quase ronronando. John pegou sua mão estendida e beijou em um gesto galante.
— Deus, Rebecca onde você o encontrou, não tinha para a viagem? – Evelyn olhava para John e Rebecca o abraçou de forma possessiva.
— Pode tirar o olho, eu o achei primeiro.
— Senhoras, na verdade eu tenho namorado. – sorriu sem graça.
— Nunca vi você por aqui antes, sua primeira vez? – Evelyn ignorando o que John havia dito.
— Sim, é minha primeira vez aqui. – John respondeu pegando outra bebida que lhe foi oferecida por um garçom, ele tentou com todas as suas forças não olhar para as partes intimas do homem.
— Então, o que está achando? – Evelyn perguntou pegando uma bebida também, mas passou a mão de forma descarada na virilha do garçom que nem piscou com a ousadia da mulher.
— Se isso aqui for só sobre sexo em qualquer lugar, eu tenho muito disso lá em casa. – John disse tentando não ficar vermelho com a mentira deslavada, não havia nada disso em Baker Street, e já completavam mais de seis meses que ele não sabia o que era sexo, a não ser é claro que se a categoria: ‘ser chupado por seu colega de apartamento’ estiver incluso na parte de “sexo”, ele estava mesmo tendo um pouco disso ultimamente.
— Só sobre sexo? – Evelyn perguntou olhando para Rebecca. – Você o trouxe aqui e não lhe disse nada e nem como funciona? Você é louca, Rebecca? – ela parecia lívida.
— Se acalme Evy, tenho certeza que não há nada para se preocupar, ele conhece o Patrick. – Rebecca olhou para John como que para confirmar o que havia dito.
— Sim... eu o conheci em um evento na semana passada, ele comentou sobre um lugar com um pouco de diversão, não muito convencional. E disse que estaria aqui nesse jantar.
— Você o viu no seminário em Genebra? – Evelyn perguntou.
John sabia que estava sendo testado, a mulher estava jogando com ele, talvez Cromwell nunca tenha ido a Genebra, mas como responder a essa pergunta sem se entregar?
Mas John foi poupado de uma resposta, pois nesse mesmo momento começou a tocar uma música nos alto-falantes e as pessoas começaram a se levantar dos sofás e pufes e andaram em direção a um longo corredor. O médico olhou em direção a Rebecca e ela estava verificando seu bracelete.
— Já escolheu seu quarto, Rebecca? – Evelyn perguntou olhando para John e o loiro pode perceber que ela estava desconfiada dele.
— Claro que escolhi, minha sala é a numero 3. – A loira disse parecendo muito orgulhosa. – Tenho certeza que Tim vai adorar. – E o pegou pelo braço e antes que se afastassem, Evelyn chamou.
— Ele sabe o que vai acontecer lá? – perguntou e sua voz não disfarçava sua desconfiança.
E antes que Rebecca respondesse, uma voz que John reconheceria até no inferno, falou em tom monótono e desprovido de emoção próximo a ele.
— Senhoras, devo levá-las para suas salas agora.
John sentiu seu estomago afundar ao ouvir a voz, ele tirou os olhos de Rebecca e virou em direção a voz que tinha escutado. E viu um homem alto e pálido. Ele usava uma mascara que ocultava completamente seu rosto, exceto pela boca. O homem estava parado com as mãos as costas e ele usava a mesma roupa dos outros garçons: uma gravata borboleta e uma cueca preta transparente, assim que John viu a peça de roupa desviou os olhos envergonhados para o rosto do homem. Pelo amor de Deus, aquilo estava ficando ridículo.
O homem tinha o cabelo completamente penteado para trás, um leve tom de vermelho podia ser visto, a única coisa que era completamente visível em seu rosto eram os olhos que naquele momento exibia uma tonalidade esverdeada e os lábios finos em cima, e carnudos embaixo, que eram completamente vermelhos, que John já tinha encarado por mais tempo que pudesse ser considerado saudável para ter certeza a quem eles pertenciam.
Aqueles lábios já tinham sentido os seus, não tanto quanto gostaria. Aqueles lábios sempre lhe assombravam a noite ou a qualquer hora do dia. Ele tinha sentindo aqueles lábios no seu corpo naquela noite mesmo. Ainda podia sentir aquelas mãos em seu joelho, pernas e.... John umedeceu os lábios e percebeu que todos olhavam para ele, Rebecca o olhava divertida, Evelyn o olhava mais desconfiada ainda, o garçom que havia chamando as mulheres não demonstrava nenhuma reação, nem que o conhecia.
John olhou para o lado envergonhado, ele sabia que seu olhar para o garçon-Sherlock era faminto. Ele praticamente tinha encarado, babado e tido um turbilhão de pensamentos só ao olhar para o amigo naquela roupa.
— Senhoras, posso acompanhá-las? O cavalheiro irá nos acompanhar? – Sherlock em seu papel de garçom perguntou novamente.
— Claro! – Rebecca respondeu.
Sherlock se curvou levemente e indicou o caminho com a mão, Evelyn se direcionou para o corredor que todos os demais haviam ido, Rebecca pegou o braço de John e o conduziu, o loiro olhou para trás e viu que Sherlock os acompanhava, com a sobrancelha levemente arqueada.
John voltou sua atenção para Rebecca que estava grudada em seu braço, e o cutucando com os dedos
Eles chegaram a um local cheio de portas e vários outros homens estavam à frente delas, todos eles vestidos com ternos. Será que eram seguranças para evitar que pessoas não autorizadas entrassem? Cada porta tinha um número. O que será que acontecia ali? Enquanto Rebecca conversava com uma mulher sobre qualquer coisa, John reparou uma porta vermelha no final do corredor que não tinha número fixado a ela, e que era guardada por três homens muito robustos. John percebeu que seu amigo olhava na mesma direção.
— Gostou dele? – a loira tinha um leve tom irritado na voz. John percebeu que Rebecca o tinha pego olhando para Sherlock.
— Eu? Eu... é...
— Você quer que ele entre com a gente? – ela perguntou um pouco mais docemente.
— Ele pode? – John perguntou duvidoso.
— Se você quiser, claro que ele pode. Você pode o que quiser aqui dentro com sua pulseira. Ele é muito bonito na verdade. – Rebecca se afastou de John e caminhou na direção de Sherlock que estava parado próximo a eles com as mãos atrás das costas.
A loira se aproximou e levou as mãos à gravata que estava no pescoço de Sherlock.
— Ele é muito bonito e sexy. – Suas mãos desceram do pescoço para o tórax do moreno, John apertou o maxilar ao ver a mulher deslizar as unhas pela pele branca do dorso do amigo deixando marcas vermelhas sob a pele pálida. Seus dedos foram descendo até chegar à linha da cintura, ela passou os dedos pelo cós da cueca preta de Sherlock. John prendeu a respiração na hora que ele viu os dedos da mulher sumir dentro da cueca do moreno. Sherlock não esboçou reação algum com a intrusão da mulher, mas seus olhos estavam fixos em John.
— Rebecca, não deveríamos entrar? – sua voz saiu um pouco trêmula, e ele desejou que tivesse conseguido falar de maneira mais firme e menos raivosa como tinha sido.
Rebecca se afastou de Sherlock e parou em frente ao loiro, ela tinha um sorriso perverso em seu rosto, ela levou os dedos ao nariz, aspirou o cheiro e depois os levou a boca e sugou por alguns segundos, depois retirou os dedos da boca e disse a John:
— Ele cheira divinamente e tem um gosto ainda melhor, adoraria ficar de quatro e o chupar a noite toda, ou você gostaria que ele fizesse isso com você?
John nunca tinha se considerado um homem ciumento, mas sentia algo lhe corroer por dentro, a raiva que sentia ao ver aquela mulher tocar Sherlock, sentir seu cheiro e gosto o estavam fazendo enxergar vermelho. Ninguém tinha o direito de fazer aquilo com Sherlock, ninguém. John tentou com todas das as suas forças não demonstrar seu desconforto e raiva.
- É, acho que ele vai com a gente. – ela riu e esticou a mão para Sherlock. – Vamos gostosão, vamos brincar um pouco.
John fechou os olhos e contou até dez para se controlar e não estragar tudo, o olhar que Sherlock lhe direcionou quando abriu os olhos dizia para ficar quieto. Ele mordeu o canto da boca para se impedir de dizer qualquer coisa, e acabou sentindo o gosto de sangue na boca.
Rebecca os conduziu até a porta três, ela mostrou sua pulseira e o homem a abriu, Evelyn tinha entrado em outra porta qualquer. O homem a porta esticou o braço na direção de Rebecca e a mulher começou a puxar o zíper do vestido que usava. John a olhou incrédulo vendo-a entregar o vestido ao segurança. Ela começou a tirar o sutiã quando John a segurou pelo braço.
— O que está fazendo?
— Tirando a roupa como dita as regras, você também tem que tirar as suas se quiser entrar. – Rebecca tirou o restante de suas roupas e ficou olhando para John. – Vamos, eu não gosto de esperar. – Ela cruzou os braços e ficou nua encarando John. – Vamos meu lindo, você também tem que tirar a roupa, apesar de que não está usando muita coisa. Mas são as regras e eu quero ver esse seu corpinho todo! – Ela disse olhando para Sherlock. – Vamos Tim, não seja tímido! – Rebecca estava sorrindo, ela mordia seu dedo indicador. – Eu vou me divertir muito com vocês dois.
John olhava para Rebecca e para o homem parado a porta, ele tinha o braço estendido esperando que ele lhe entregasse suas roupas. Puta que pariu! Como iria sair daquela situação?
— Quer ajuda para tirar a roupa, senhor? – John escutou a voz de Sherlock a suas costas e próxima ao seu ouvido, ele teve que morder os lábios para se impedir de gemer.
— Não... não eu posso tirar sozinho, obrigado. – John começou a tirar o casaco e puxar a camisa, se sentindo muito desconfortável, ele já tinha tirado a roupa na frente de muitas pessoas no passado, na sua época de jogador de rúgbi e no exército. Ele sabia que sua cicatriz no ombro não era uma visão muito bonita, e que algumas pessoas se sentiam incomodadas quando a viam.
John ignorou seu próprio desconforto e tirou a camisa e a regata que usava por baixo, tirou o cinto e quando estava desabotoando a calça se lembrou da cueca que tinha vestido e sentiu o rosto queimar. Por que não tinha usado uma cueca de cor normal? Tinha que ter escolhida a vermelha com linhas brancas. E pior Sherlock tinha visto, oh por todos os deuses!
Quando John estava se preparando para a descer as calças, eles ouviram um grito vir de uma das salas e uma mulher nua saiu correndo pelo corredor gritando a plenos pulmões.
Várias portas se abriram e os ocupantes saíram para ver o que tinha acontecido, John parou o que estava fazendo e olhou para Sherlock quando sentiu um cheiro que lhe era muito familiar, o loiro arregalou os olhos.
— Todo mundo pro chão! – John gritou e assim que fechou a boca uma explosão varreu todo o local e antes de cair na inconsciência ele sentiu algo pesado contra seu corpo.
-x-
John voltou a si com alguém lhe sacudindo, todo o seu corpo doía. O loiro se forçou a abrir os olhos e quando tentou encher o pulmão de ar só conseguiu sentir cheiro de fumaça que lhe rendeu um acesso muito forte de tosse.
- John? – uma voz lhe chamava.
John abriu os olhos e se arrependeu logo em seguida, além da dor de cabeça que sentiu, seus olhos ardiam por causa da fumaça.
- Mas que inferno! – John praguejou e olhou ao redor muito lentamente, pois tudo a sua volta sua rodava muito, e ele viu que labaredas consumiam as paredes, parte de uma outra divisória tinha caído, alguns enfeites derretiam por causa do calor e o local estava todo impregnado com fumaça. Várias pessoas estavam caídas ao chão e outras tantas corriam desesperadas e a maioria dela estava nua.
- Consegue se levantar, John? Acho que você tem uma concussão, seu ferimento na cabeça parece grave.
O médico olhou para cima e viu seu amigo, sentiu algo frio descer pelo seu rosto, e instintivamente ele levou a mão ao rosto e pôde ver seus dedos cheios sangue. Ele desviou o olhar para Sherlock, o detetive estava com o rosto e o corpo manchado de sujeira e sangue também. Seus ouvidos zumbiam, mas ele escutou seu amigo.
- Acho que sim. – respondeu por fim, ele ia perguntar o que tinha acontecido, mas logo se lembrou da explosão. – Bomba!? – Não foi uma pergunta, mas Sherlock confirmou com um aceno de cabeça e o ajudou a se levantar.
- Temos que ser rápidos.
John se apoiou em Sherlock para levantar, por todo o local várias pessoas podiam ser vistas machucadas e gritando de dor, o loiro tentou se afastar do amigo para poder ajudar, mas foi impedido por um par de braços fortes.
- Onde você pensa que está indo, John? – O mais alto perguntou sua voz saindo rouca e começou a tossir.
- Essas pessoas precisam de ajuda Sherlock! E onde está Rebecca? — John a procurou em volta e não a encontrou, John também se lembrou de Sebastian, mas esse ele nem sabia se realmente estava por lá, ou aonde ele estaria. O médico sentia seus olhos arderem e o calor aumentava por causa do fogo, eles tinham que tirar aquelas pessoas logo dali ou todos morreriam queimados ou asfixiados.
- Não sei e não me importo. – Sherlock disse olhando para o corredor a sua esquerda.
- Precisamos achar os extintores de incêndio. – John tentou lembrar se tinha visto algum no percurso que tinha feito do salão de festa até ali e tentou não entrar em pânico, pois não tinha visto nenhum.
- Não temos tempo para isso, vamos! – O moreno tentou puxar John para o fim do corredor, aonde estava a porta vermelha, que tinham olhado segundos antes.
- Sherlock, temos que ajudar essas pessoas, elas irão morrer se não ajudarmos, precisamos encontrar os extintores e tira-las daqui! – John tentou sair do aperto das mãos do amigo para ajudar os feridos.
- Temos coisas mais importantes para fazer.
- O que pode ser mais importante do que ajudar essas PESSOAS? – John gritou no final e teve outro acesso de tosse, a fumaça queimava sua garganta, o oxigênio estava acabando, eles iriam morrer se não saíssem rápido dali.
Quando o acesso de tosse tinha parado o loiro se afastou de Sherlock e foi socorrer uma mulher caída próxima a eles, John colocou seus dedos em sua garganta e não sentiu pulsação, ela estava morta, ele xingou e seguiu para a próxima pessoa caída mais ao lado.
- John você não pode ajudá-los – a voz do amigo era irritada. – Precisamos descobrir o que está atrás daquela porta, é sobre o caso, estou a passos de resolver, mas preciso de mais dados.
- RESOLVA SEU MALDITO CASO ENTÃO! – John gritou e assustou a mulher que ele estava ajudando a imobilizar a perna. – Eu vou salvar quantas pessoas eu puder. Eu sou um maldito médico, escolha suas prioridades, pois a minha eu já escolhi.
Sherlock puxou John pelo braço e seus rostos ficaram a poucos centímetros, o loiro viu seus vários sentimentos brigando com os olhos azuis do amigo, aonde a raiva parecia transbordar de seus olhos e através da pele do detetive.
- John vai ter outr... – Sherlock não conseguiu terminar a frase, pois foram jogados para longe com a força de outra explosão que atingiu a sala. John sentiu todo o ar sair dos seus pulmões quando bateram bruscamente contra a parede.
Quando deu por si novamente estava no chão com Sherlock ao seu lado, um pedaço da parede estava sob a perna do amigo, seus ouvidos zumbiam ainda mais, e sua visão estava turva.
- Sher-lock? – John sussurrou o nome do detetive e começou a tossir, a fumaça tomava conta do local, sua garganta queimava. O loiro escutou o que achou ser um gemido, e seus pulmões reclamavam por oxigênio, então era assim que iria morrer? Sem oxigênio? Que morte mais estúpida... então sem forças mais para resistir, ele sentiu ser abraçado pela inconsciência.
Continua...
Notas finais
Agora sobre a fic, eu nunca imaginei que ela tomasse a proporção que está tomando, como já falei, era para ser uma oneshot que depois era para ter no máximo mais uns três capítulos e agora já estamos no 19 e ainda não consigo ver quando irá acabar. Claro que já tenho o final pronto na cabeça, tive que mudar o destino de um dos personagens a pedido de uma amiga querida.. xD e no mais preciso explicar muito coisa antes de conseguir terminar a fic. Pessoas me perguntam quantos capítulos ainda faltam para terminar a fic... não faço ideia, mas eu chutaria mais uns cinco... e muitos querem saber QUANDO ELES IRÂO SE PEGAR!!!!!!!!! o/ essa é a pergunta de um milhão de reais, é isso Lombardi??? Bom foi quase nesse capitulo, foi quase mesmo, a cena já até tá quase pronta, mas no fim achei que não era o momento certo.. xD então sorry... *se abaixa e escapa por um triz do tomate*
Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 18: Mylena, Chrizes, Makie, JessicaFer, Lia Collins, Klastiel, Lara, Pistols, Orfiel, Maya Fox, Valentina, Arween Granger, Mika Nyah, Paulinha Kawaii, Nathalia, Kariana Malfoy, Yasmin Watson, Mrs Roger, Shamira ReNoir, Andromeda-Chan, Aurora Boreal, Cristal Black, Functionalsociopath, The Writer, Hysteria, Gabriela Fagundes,
Se eu esqueci de alguém, forgive me!
Repostas das reviews sem login do capitulo 18:
Makie: Eu sou uma pessoa sem coração por parar naquela parte??? Ç__Ç meu sobrenome é maldade... kkk fico feliz que tenha gostado e que esteja acompanhado a fic.. muito obrigada mesmo. Mycroft? Kkkk
Valentina: O__O Não corta os pulsos nãoooooo desculpa a demora, mas situação de força maior me impediram de escrever.. Ç__Ç e nem foi falta de inspiração dessa vez... *___* leu a fic toda de uma fez?? Sério? Nossa deve ter ficado horasssss na frente do computador.. kkk ... espero que tenha gostado desse capitulo... e por favor, deixe um comentário para eu saber se está gostando fic.. o~~~
Nathalia: Obrigada por achar a fic incrível, mas incrível são vocês que me deixam rindo que nem boba na frente do computador cada vez que leio suas reviews. Muito obrigada pelo carinho! E amore eu recebi todos os seus reviews, mas não poder te responder na hora me deixa muito frustrada Q__Q mas como falei, não vou abandonar a fic... pode demorar para eu atualizar, mas abandonar jamais.
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Mesmo com a Betagem da Ash Queen se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.
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Recomendações da Fic no site Nyah Fanfiction
Chris_Chan: Muito obrigada pela indicação da fic no site Nyah, fiquei muito feliz com suas palavras carinhosas, se a minha fic for metade do que você disse eu realmente fico muito lisonjeada e extremamente e completamente feliz. Muito obrigada mesmo.
Ash Queen: Minha amiga-irmã que sabe muito sobre mim e que atura minhas loucuras e incertezas. Você sabe que tem todo o meu amor. Muito obrigada pela indicação e por ser minha beta. Sua opinião é muito importante para mim. Nossos surtos no watsapp, no gtalk, por e-mail, por telefone e pessoalmente faz com que essa fic fique cada vez melhor, obrigada por ser essa pessoa maravilhosa que é!
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Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fique a vontade e me adicionarem no Twitter: arroba karlamalfoy, MSN: karlamalfoy @ Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoy arroba yahoo . com . br . Serão todos muito bem vindos!
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Atualização no dia 11/05/2013 *corre*
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Leitura da Fic:
Eu sei que tem pessoas que tem pavor do FFNet, e algum problema com o Nyah, então eu abri conta do AO3 e estou postando a fic lá também, então... agora além do FFnet, Nyah, vocês poderão ler futuramente no AO3, ainda não postei todos, mas até o capitulo 12 pode ser lido lá.
O AO3 é um site fantástico para leitura de fanfictions, mas por ser nova a maioria das fics que tem por lá são em outras línguas e poucas em português, mas o layout para leitura é melhor, eu acho... =__= ... segue abaixo os links para leitura, espero que esteja facilitando a vida para vocês, Kiss
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Próximo capitulo: Teremos uma disputa de Titãs, quem será que vai ganhar?...
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Gostaria de desejar Feliz Aniversário a leitora Mylena que faz aniversário na segunda-feira, linda essa fic é dedicada a você, receba meus Parabéns, meu abraço, beijos e minhas mordidas!!!!
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Próximo capitulo: Será que nossos amigos irão sobreviver a explosão?
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Cenas do próximo capítulo:
(...) o inspetor foi tirado de seus devaneios quando sua porta foi bruscamente aberta por Donovan, que tinha uma expressão muito séria.
- Outra morte? O inspetor perguntou, sem ter certeza se queria saber a resposta.
- Aconteceu uma explosão, só que agora foi em um prédio que estava tendo um evento beneficente de uns ricaços, não sei se tem haver com o nosso homem bomba, mas o comissário pediu que a gente verificasse, já mandaram várias ambulâncias para lá, pois parece que muita gente se machucou.
- Então vamos! Lestrade se levantou, pegou seu casaco atrás da cadeira e vestiu, ele suspirou alto quando passou por Donovan que estava parada próxima à porta. Aquela seria outra noite longa.
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