Notas iniciais
Ola, meninas. Obrigada pelas mensagens deixadas, e gostaria de dar as boas vindas a Princesa ou Sapo. Aqui vai mais um capítulo, e desta vez não podem reclamar por ele ser curto. Uma coisa eu digo e não é um spoler. Acontecimentos interessantes estão para vir. Obrigada para todas que sempre me mandam mensagens, elas são muito importante. Por favor para aqueles que acompanham e estão acanhados me mandem recados dizendo o que estão achando. Assim eu vou saber se precisa ou não alguma coisa ser mudada.

Musica do capítulo Usher: Burn

[RECAPITULANDO]

Como ela se sentia um pouco quente, aproveitou que estava ali, apanhou um vestido laranja de alça do guarda roupas, um conjunto de roupas íntimas. Queria ver como elas ficariam depois que tomasse um banho.

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Dirigiu-se para o banheiro, preparou um banho de espuma e se despiu. Quando a água morna inundou seu corpo, tentou limpar a mente, por um momento ficou lá encostada com os olhos fechados, mas pouco tempo depois seus pensamentos traiçoeiros voltaram para Fitz.

O homem era simplesmente deslumbrante. Isso tinha que admitir. Mesmo que não quisesse admirar as características físicas dele, foi impossível. Alto, peito largo, e quadril estreito, seu corpo era de um homem que cuidava muito bem de si mesmo. Ele era forte, muito forte. E seus olhos! Eles eram o mais bonito tom de verde claro que já tinha visto.

Elizabeth começou a se lavar esfregando suas mãos e seu corpo com uma espoja. Enquanto lavava os seios, percebeu que eles estavam sensíveis. Depois daquele longo dia, imaginado como seria Fitz sem roupa, fez uma coisa que nunca havia feito antes, resolveu ser ousada e começou a explorar o próprio corpo, imaginando que o próprio Fitz estivesse ali com ela. Ela os acariciou, fingindo que eram suas grandes mãos, em seu corpo, em vez de suas mãos menores e suaves. Foi bom, mas ela achava que não se comparava com a coisa real. Se movendo, ela ensaboou o seu caminho abaixo e massageou-se sobre a superfície. Enquanto ela acariciava-se, ela sem querer se lembrou dos poucos momentos de intimidade que havia compartilhado com George. Ele era tão egoísta que nunca pensava nela, querendo apenas satisfazer o próprio desejo e nada mais. Por outro lado, ela achava que Fitz não devia ser egoísta. Deveria ser um excelente amante e só de imaginar isso, sentiu os músculos da sua vagina se contraíram firmemente em resposta. Ela se tocou mais duramente, imaginando ele ali com ela, deixando-a louca. O orgasmo golpeou forte, os seus músculos tencionam e ela balançou sob a espuma da banheira. Ela tossiu e cuspiu quando a água correu na sua boca e nariz, esticou o braço e retirou a tampa do ralo. Depressa, levantou-se e ligou o chuveiro.

Ficou sob o jato de água morna, até que a espuma do corpo fosse toda removida. Era hora de sair dali e encarar a triste realidade. Pois sabia que infelizmente ele não parecia querer se envolver com ela. O pensamento miserável umedeceu seu ardor e a levou fora da banheira, quase caindo no piso escorregadio, embaraçada para estar fantasiando sobre algo que ela não deveria estar imaginando.

Enxugou-se e passou uma loção hidratante no corpo, vestiu o sutiã, pegou o vestido laranja solto, com laços unidos na cintura, e o colocou, ele ia até os joelhos. Pegando a calcinha a vestiu e percebeu que a sua vagina ainda estava inchada e sensível, mas não podia ficar andando por ai sem ela.

Olhando-se no espelho, notou que seus seios pareciam que iam saltar para fora do decote, por outro lado, não poderia deixar de notar como eles eram bonitos. No primeiro momento, se sentiu estranha, pois não estava acostumada com aquele tipo de roupa, mas por outro lado tinha que se acostumar com a moda desse século e não ficar presa ao passado. Pegando uma escova, penteou os seus longos cabelos que chegavam no meio das costas e os deixando soltos.

Assim que saiu do banheiro, passou pelo corredor na ponta dos pés, mas quando se aproximou da porta do quarto de Darcy deveria estar dormindo, percebeu que seu pé não iria a lugar algum e viu que a porta estava fechada. Colocando o ouvido na porta, não conseguiu ouvir nada. Ele estava dormindo agora. Nenhuma luz saía por baixo da porta fechada. Se Fitz não estava ali, deveria estar lá na parte de baixo. Fechou os olhos e disse para sua imaginação traiçoeira que deveria se comportar. E enquanto sentia isso, dizia ao coração para voltar a dormir, como fizera nos últimos cinco anos, e parar de ansiar por algo que nunca poderia ter.

Céus, devia estar com problemas mentais também, a exaustão por esses pensamentos tomava conta dela. Precisava dormir.

Mas ainda não. Tinha que voltar para as suas anotações e tentar fazer alguma coisa, na noite seguinte ou na outra iria tentar ir atrás do remédio para a sua filha, e nada, nem Darcy e o desejo que sentia por ele, faria com que deixasse de concluí-lo.

Voltou para a tela do computador de Georgiana, para trabalhar um pouco mais e esperar, como esperara a noite toda, pelo som dos passos de Darcy quando passasse para seu quarto. Olhou para a anotação que fizera mais cedo, quando perguntara a Georgiana se sabia o nome do remédio que curava a meningite. E, claro, a pequena gênia rapidamente lhe informou. Doxiciclina. Tinha tudo de que precisava para continuar. Mas não podia fazer nada até Darcy dormir. Ao olhar para o relógio, viu que já eram dez e meia da noite e ele ainda não se recolhera.

O que ele estava esperando?

***

Darcy estava na cozinha, aguardando que a água fervesse para poder levar um chá para Elizabeth, pois suspeitava que ela ainda estivesse acordada.

Ela não era a mulher que ele desejava. Não era a mãe que queria para Georgiana e nem a mulher de seus sonhos.

Mas quem era que ele queria enganar? Ela era tudo e muito mais do que sempre desejou. E mesmo que fosse um exagero, um fato não podia passar despercebido. Ela ia deixá-lo. Assim como Catherine. Não se entregaria aos sentimentos que o inundavam, como ondas em câmera lenta atingindo a areia. Não deixaria seu coração se partir de novo. Não deixaria.

E ainda assim ficou perdido em pensamentos, desejando que houvesse algum jeito de…

Senhor, nem falara o porquê ela não poderia seguir com o plano. E mesmo quando ela percebesse a impossibilidade disso, ainda assim desejaria voltar para a filha, estar ao lado dela no final. Esse pensamento trouxe lágrimas aos olhos de Darcy. Ela o odiaria pelo que teria de falar. Odiaria por ele ser a pessoa que a faria perceber que era o destino da filha morrer, e, desse modo, salvar inúmeras vidas. Ela o odiaria. E seria muito doloroso ver esse sentimento nos olhos dela quando falasse.

Não sabia o que fazer. Sentia o estômago revirar, e depois de se debater sem descanso, ficou andando de um lado para o outro, procurando as palavras que usaria para jogar a bomba que poderia muito bem destruir Elizabeth.

Pegando a xícara com o chá, junto com alguns biscoitos, chegando a porta fechada, ficou parado por um minuto se decidindo se deveria bater na porta ou não, percebeu que seu pé não iria a lugar algum. Era estúpido. Ela estava ocupada. Mas não poderia passar sem pelo menos dar uma olhada, observá-la enquanto comia, se deleitando com a imagem dela, desejando que as coisas pudessem ser diferentes.

Como essa mulher conseguira penetrar por sua pele tão profundamente em tão pouco tempo?

Suspirando, bateu na porta e depois dela pedir que entrasse a porta se abriu, e Darcy apareceu com uma xícara de chá fumegante na mão. Ao olhá-la usando o vestido e com os cabelos soltos ele estacou, admirando o resultado. Não havia como negar que Elizabeth estava linda.

— Estou atrapalhando?

Lembrando-se do que havia acontecido no banheiro pouco tempo atrás, Lizzie baixou a cabeça e tentou baixar um pouca a barra da saia.

— Não.

— Vi que a luz ainda estava acesa. Pensei que devia estar precisando de comida. — Quando ele entrou, ela viu um prato de biscoitos na outra mão. E seu estômago roncou agradecendo.

— Obrigado, Fitzwilliam.

— Vai ficar fazendo isso à noite toda?

— Quando o aparelho estiver recarregado, preciso estar pronta para usá-lo. Se conseguir encontrar uma explicação para esses efeitos colaterais, melhor.

— Sei disso, Lizzie, mas não fará nenhum bem a Jane se trabalhar até ter um colapso. Por que não fazemos assim? Você dá uma pausa por hora e nós vamos assistir a um filme? Tenho ótimas opções — ele levantou a xícara, e ela a pegou, as mãos se encostando. Então Darcy se aproximou e colocou a mão na testa e depois na bochecha dela.

Gostava de tê-lo assim tão perto. Gostava de sentir o toque dele.

— Você está ardendo em febre!

— Que exagero! E só uma febre fraca. Pode ficar despreocupado, eu já tomei banho, acho que daqui a pouco a febre baixa.

As sobrancelhas formaram dois lindos arcos acima dos olhos, que ela poderia passar horas admirando.

— O que é isso? Pegou meningite também?

— Não, eu tive quando era criança e, de alguma forma, sobrevivi, então sou imune. É apenas… Outro efeito colateral, acho.

— Vá para a sala de vídeo que eu já volto. — Sem mais uma palavra e ele colocou o prato com biscoitos em cima da mesa e saiu.

Sem outra alternativa, Lizzie desligou o computador, pegou o prato e a xícara e se dirigiu até a sala de vídeo que ficava no mesmo andar que os quartos.

Ela havia ido ali mais cedo naquele mesmo dia com Georgiana e ficou encantada com a transformação que fizerem. E quase caiu para traz quando a menina havia ligado aquele aparelho que agora sabia ser uma televisão.

Sentando-se no sofá, colocou a xícara na mesinha e se esticou sobre o sofá grande e macio, esperando o retorno de Fitz, que não demorou a aparecer, trazendo um balde de pipoca.

— Fui ver como Georgiana estava, essa menina dorme como uma pedra. — Disse ele, fechando a porta da sala. — Tome. Vão ajudar a passar a febre. — Ele entregou a ela dois pequenos comprimidos brancos.

Ela tomou. Depois pegou um biscoito e o molhou no chá.

— Lizzie, já pensou no que vai acontecer quando voltar através daquele… portal? Digo, se não encontrar uma maneira de evitar os efeitos colaterais.

Perguntou ele sentando-se ao lado dela.

— Não há como dizer. Estou tentando entender exatamente por que o portal me causou essas reações, mas até agora não sei.

— Você não parece nem um pouco melhor do que quando chegou. Na verdade, pior.

— Não, não estou pior. Nem muito melhor, só um pouco. Talvez tenha criado uma tolerância de modo que, quando voltar, os efeitos serão menos acentuados.

— Ou talvez piore cada vez mais e chegue lá mal.

— Nem penso nisso, Fitz. Se eu conseguir chegar lá com o remédio para Jane, não ligo para o que vai acontecer comigo.

— Eu sei. — Ele fechou os olhos por um instante. Um segundo depois, abriu os olhos e respirou fundo. — Mas há alguns outros efeitos colaterais, repercussões, para o que planeja fazer que você não considerou, Lizzie. E acho que está na hora de considerá-los.

Lizzie franziu o cenho para ele.

— Algo o está preocupando nisso tudo. Percebi ontem de manhã. Mas, Fitz, minha filha está morrendo. O que mais pode importar?

Darcy abaixou a cabeça, e Lizzie pegou em seu queixo e o levantou, alcançando seus lindos olhos.

— Você não quer que eu volte Fitz. Por quê?

Ele abriu a boca, mas fechou logo. Inquieto levantou-se e foi até a estante, ele era um grande admirador de filmes e livros. Ele sabia que ela queria uma resposta, mas por hora era melhor deixar aquele assunto morrer.

Sua estante de livros ia do chão ao teto, com CDS e DVDs. Ele possuía uma grande coleção. Ele passou os títulos, parando a cada um, e depois puxando para ler a capa.

— Deixe pra lá. Bem o que você quer assistir? Eu tenho filmes de terror, romance, ação etc.

Ele a olhou esperando que ela respondesse. Ela deu de ombro não fazendo ideia do que ele queria dizer.

— Desculpe, posso escolher por você?

— Sim — disse sabendo que ele queria enrolá-la, mas deixaria o assunto por enquanto de lado.

— Então vamos assistir “Vem dançar!” Eu amo esse filme e acho que você também vai. Ele é um pouquinho antigo, mas não tem problema — Fitz abriu e depositou no leitor de DVD. Agarrou os controles remotos, e veio se sentar ao lado dela no sofá. Depois que o filme começou, ele pegou o balde de pipoca e ofereceu a ela.

Elizabeth comeu, dividindo sua atenção entre Fitz e a televisão. Ele não estava brincando. Ele realmente gostava deste filme. Ele ficou totalmente absorvido.

Resolvendo prestar atenção ao filme, ela se recostou sentando-se um pouco longe dele.

Ela estava tão absorvida no filme que sobressaltou quando ele estendeu a mão e a puxou até que estivesse encostada a seu lado, seu braço envolveu os ombros dela.

— Não precisa ter medo, não vou fazer nada que você não queira. — Disse ele calmamente e fitando diretamente nos olhos. Como ela não disse nada, ficou como estava.

Notas finais
E ai o que acharam, e o que vcs acham que vai acontecer?