Notas iniciais
Olá meninas, aqui estou eu, desculpem por demorar. Esse vai ser o penúltimo capítulo dessa primeira parte da fic. Preferi dividi-la sem não ela ia ficar enorme. Muitas coisas ainda estão por acontecer, e algumas não serão tão agradáveis para Elizabeth e Darcy. Esses dois últimos capítulos vão ser pequenos. Mas muito interessante. Quero agradecer a todas pelos comentários e pretendo postar o último capítulo o quanto antes.

[RECAPITULANDO]

— Você acredita que trocaria a vida de minha filha pela minha própria felicidade? Mesmo se eu gostasse…

— Teremos de ser muito cuidadosos — disse ele, e ela não teve dúvidas de que a interrupção era premeditada. — Planejar cada passo. — Ele lançou um olhar de preocupação para Jane, e para Georgiana, que voltara para cama e estava sussurrando para a menina em coma, acariciando sua cabeça. — E temos de nos apressar.

***

Darcy foi para o corredor e fechou a porta do quarto de Jane atrás de si assim que a Mrs. Smith e o médico entraram na casa apressados. Ele ouviu Lizzie trancar a porta. Já explicara a Georgiana que deveria ficar no escritório de Lizzie, no final do corredor. Ninguém sabia que ela estava lá.

Jane estava piorando a cada minuto, e não tinham tempo a perder.

Respirando fundo, ele encontrou um par de olhos e depois outro.

— Jane… se foi — disse ele. A Mrs. Smith se benzeu.

— Ela parou de sofrer — disse ele com bondade. — Está em paz agora, doce menina.

— E Elizabeth? — perguntou o médico.

Darcy abaixou os olhos e sacudiu a cabeça.

— Nada bem, doutor. Ela se trancou no quarto da menina e diz que não vai deixar ninguém levá-la.

— Meu senhor! — exclamou a empregada.

— Eu acho que — acrescentou Darcy, sentindo-se culpado, mas sabendo que estava fazendo isso para salvar a vida da menina — se há deixarmos um tempo sozinha, para que reflita…

— Concordo. — assentia Dr. Baker enquanto falava. — Vamos descer e deixá-la sozinha com a menina por um tempo.

Darcy limpou a garganta.

— Onde está George? Acho que ele precisa saber.

Mrs. Smith fungou.

— Depois que Mr Apple o expulsou daqui, saiu antes que todos os outros se levantassem esta manhã. Eu o vi por apenas um instante, e ele disse que estaria fora em uma viagem pela Europa e que dissesse adeus para todos.

Darcy piscou, chocado.

George realmente fora embora?

— Mas ele sabia… — Estava além da capacidade de compreensão de Darcy como um homem podia viajar enquanto sua própria filha estava morrendo. Mas era óbvio que os interesses de George eram na mãe, e não na filha. É possível que Lizzie passe o resto da vida ligado a ele, sem saber que escapara por um triz.

Ele foi para o lado do médico e o acompanhou até o térreo, sabendo que Lizzie precisava de mais tempo para concluir o que precisava ser feito. Ninguém mais estava lá em cima. Apenas Lizzie, Jane e Georgiana. Darcy tinha de distraí-los. Então serviu chá, fazendo bastante barulho. E uma hora mais tarde, quando o jardineiro voltou com os tios, todos insistiram que era hora de voltar para cima. Eli e Crhistian conseguiriam trazer alguma razão para Elizabeth, todos concordavam. Darcy tinha esperança de que tudo já estivesse pronto. O médico bateu na porta do quarto.

— Miss Elizabeth. É Aaron Baker. Está na hora de abrir a porta.

Obviamente, não houve resposta.

— Estou com seus tios. Eli e Crhistian. Eles querem falar com você.

— Isso, Lizzie, por favor, deixe-nos entrar — chamou Eli. O médico tentou a maçaneta e viu que estava trancada.

Como planejado. Ele girou, empurrou a porta e conseguiu abri-la, entrou… E então congelou. A Mrs. Smith gritou. A cama estava vazia, as cobertas jogadas no chão, os lençóis amarrotados. Uma brisa balançava as cortinas da janela aberta. O médico se apressou para abri-las e, então, todos viram a corda pendurada no peitoril.

— Senhor! — gritou o médico. Inclinou-se na janela, olhou para o horizonte, mas, é claro, não viu nem sinal de Lizzie.

— Por tudo o que é mais sagrado, ela levou Jane embora! — exclamou a Mrs. Smith.

— Olhe — disse Darcy. — Ela deixou um bilhete.

Gardiner espreitou o papel na cama, o pegou e leu, balançando a cabeça.

— Pobre Elizabeth. Enlouqueceu com o desgosto. Diz que levou a menina para o deserto onde ninguém pode ir atrás dela.

— Senhor tenha misericórdia, Miss. Elizabeth perdeu a cabeça — disse a Mrs. Smith, mergulhando na cama com os braços em volta do próprio corpo.

— Já tinha visto isso antes — disse Baker. — Mas nunca em uma mulher tão inteligente quanto Miss Bennet.

— Senhores, deveríamos formar um grupo de busca. Com certeza conseguiremos encontrar Lizzie e Jane e trazê-las para casa…

— Sim, é claro — concordou o médico. — Providenciarei isso agora mesmo.

— Talvez o senhor deva dar um calmante ou algo parecido para Mrs. Smith — sugeriu Fitz, falando baixo. — Ela está muito perturbada.

O médico assentiu.

— Onde está a sua filha? Já foi avisada?

— Ainda está dormindo. Não quis acordá-la com essa notícia terrível, mas acho que terei de fazer isso agora. E… Bem, vou ficar com a Mrs. Smith até que adormeça, mas depois gostaria de levar minha filha para casa. Ela vai ficar profundamente triste com isso.

— Certamente é melhor — disse o médico. Foi até a cama, pegou o braço da Mrs. Smith. — Venha comigo, querida. — Darcy respirou fundo, cruzou os dedos e rezou. Isso daria certo.

Por favor, senhor, faça com que dê certo.

— Vamos acompanhá-lo, Dr. Baker — disse Eli, seguindo pelo corredor e descendo as escadas. — Se a encontrarmos, conseguiremos tirar Elizabeth dessa. Quanto antes começarmos a busca, melhor.