Notas iniciais
Salut, girls. Como eu disse da última vez que postei, esse é o capítulo final dessa primeira parte desta fic. Gostaria de agradecer a todas que permaneceram até o final, que mandaram recados e esperaram pacientemente por novas atualizações. Resolvi dividir a fic em dois por que pelo andar da carruagem, ela ia ficar muito grande. Então é por esse motivo que vou fazer uma segunda parte. Ainda não tenho uma capa em mente, e se alguém souber fazer phothoshop eu agradeceria se pudessem me ajudar. Sei que vai ser pequeno o próximo, mas espero que gostem mesmo assim.

[RECAPITULANDO]

Por favor, senhor, faça com que dê certo.

— Vamos acompanhá-lo, Dr. Baker — disse Eli, seguindo pelo corredor e descendo as escadas. — Se a encontrarmos, conseguiremos tirar Elizabeth dessa. Quanto antes começarmos a busca, melhor.

***

Lizzie embalava Jane, enrolada em um cobertor, quase morta. Tão pequena, tão magra. A doença lhe destruíra o corpo até que restasse pouco entre a pele e os ossos. Seu rosto pálido estava parado e quieto. Branca como um fantasma, a não ser pelos círculos arroxeados em volta dos olhos. Georgiana estava sentada perto, firme e quieta. Ela estava tentando, corajosamente, se comportar como achava que uma mulher deveria se comportar. E fazendo um trabalho melhor em seus oito anos do que Lizzie com vinte e dois.

Houve uma batida na porta do escritório que fez Lizzie levantar a cabeça. Ficou sentada, em silêncio, e sinalizou com a mão para Georgiana fazer o mesmo. Nem precisava. A menina conhecia o plano tão bem quanto ela. Depois de uma breve pausa, mais duas batidas. Lizzie assentiu para Georgiana, e a menina cruzou o quarto e destrancou a porta.

Fitz entrou, parecendo cansado. Mentir sobre a morte de uma criança provavelmente não tinha sido fácil. Ele era muito honesto. Irracionalmente até, às vezes.

E forte, ela refletia enquanto ele entrava e fechava a porta. Forte, quando ela precisava tanto de força. Era isso que ela esperava encontrar uma fortaleza que o corpo dele oferecia.

— Está feito — disse ele.

— Estamos sozinhos?

— O doutor foi para a cidade formar um grupo de busca. Seus tios foram juntos. Fiz com que ele desse um sedativo para a Mrs. Smith, e ela parece estar dormindo.

— Ótimo. Vamos terminar com isso antes que alguém apareça. — Ela se levantou, com a filha nos braços, e todos foram para o quarto de Jane. Fitz passou um braço em volta de Georgiana e fechou a porta.

Lizzie não perdeu tempo. Deitou Jane na cama. Então tirou a caixa preta do bolso, apontou para o centro do quarto.

— Estão prontos?

Fitz fez que sim com firmeza.

— A pergunta deveria ser: você está pronta, Elizabeth? Está abrindo mão de muita coisa.

Ela lançou um olhar mal-humorado para ele e apertou o botão. Imediatamente a faísca de luz apareceu no centro do quarto. Lizzie girou o mostrador lentamente, e a luz ficou maior e mais brilhante. Uma névoa prateada rodopiava como uma tempestade ali dentro, então gradualmente clareou até a esfera brilhar como um espelho, refletindo o quarto atrás deles… duzentos e vinte e dois anos no futuro.

— Você vai se sentir mal de novo, Elizabeth.

— Mas minha filha ficará boa — disse ela. Guardou o aparelho no bolso, e então pegou Jane nos braços, junto com alguns pertences e brinquedos da filha. — Fitz? — Passando Jane para um lado, ela pegou a mão de Darcy. Ela segurou, puxando Georgiana para perto de si.

Lizzie entrou no portal, e o impacto desta vez pareceu mais o de um caminhão do que o de um poste.

Notas finais
E aí o que acham que vai acontecer?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!