Notas iniciais
Reta final da fic, gente ;) boa leitura :)

dia da festa de noivado de Vartann e Catherine Willows chegou mais rápido do que Sara esperava. Ela agora dormia a maioria de suas noites no LVPD, fazendo o possível para evitar encontrar Catherine. Mas decidiu quase no último minuto que iria sim, no noivado. Tentaria pelo menos uma última vez reconquistar o coração de Catherine. Gemeu frustrada quando viu que não tinha nenhuma roupa apropriada disponível... Teria que improvisar.

Quase do outro lado de Vegas, Vartann tinha alugado um grande salão para pedir Catherine em casamento. Todos do LVPD foram convidados; e também amigos de Catherine e Vartann. O salão foi elegantemente decorado e um grupo de músicos tocava uma música lenta. Tinha várias mesas ao redor da mesa do buffet e alguns casais estavam dançando. Catherine, Laura e Sam estavam juntos em uma mesa. Logo Sofia juntou-se a eles e comentou que Vartann estava atrasado.

— Ele nunca foi pontual na vida... – murmurou Catherine, baixinho.

— Relaxa, Cath – disse Sofia. – Ele deve estar preso no trânsito. Todo mundo sabe que é impossível chegar no horário em Las Vegas.

— Claro – respondeu Catherine.

A sugestão de Sofia não foi boa o bastante para deixar Catherine tranquila. Depois de alguns minutos ela saiu e foi procurar por Vartann. Nem mesmo seu carro estava no estacionamento. Talvez ele estivesse atrasado mesmo... Ou talvez Sara tivesse dado um jeito nele...

— Catherine Willows? – Chamou seu pai quando uma valsa começou a tocar. – Quer dançar?

A loira sorriu.

— Seria uma honra.

Sam tomou a mão de Catherine e a conduziu até o centro do salão, desviando dos outros casais que estavam dançando.

Sara sorriu ao ver Catherine dançar. A morena estava encostada na parede, longe da vista dos outros. Estava vestindo um terno risca-giz, camisa, sapatos... Exatamente como um homem estaria vestido.

À medida que se aproximava de sua amada, não conseguiu que a dor ficasse visível em seu rosto. A mesma dor que sentia quando chegava perto de Catherine. Não se importou quando os casais à sua volta pararam de dançar para observa-la, tudo o que importava era chegar até Catherine.

Sam também parou de dançar quando Sara se aproximou e murmurou baixinho para sua filha, que virou-se para encarar Sara.

— Boa noite, Catherine – disse Sara. – Olá, Sam.

— Oi... – Sam ergueu uma sobrancelha ao ver a roupa de Sara.

— Será que eu posso interromper?

Sam olhou para Catherine.

— Isso é uma brincadeira, certo, Cath?

— Brincadeira? – Repetiu Sara ironicamente. – Eu estou pedindo educadamente. Poderia dançar com a sua filha, por favor?

— Isso não seria apropriado, penso que...

— Obrigada – cortou Sara e empurrou Sam delicadamente para o lado, retomando em seguida os passos da dança com Catherine. Algumas pessoas ainda assistiam curiosamente a cena.

Sara e Catherine se entreolharam.

— Você está louca? – Sussurrou Catherine.

— Louca? Você adorava dançar comigo, lembra?

— Sara, por favor.

Catherine tentou se desvencilhar dos braços de Sara, mas ela a segurou mais forte.

— O que? – Perguntou, seus lábios muito próximos dos de Catherine.

— Não... Não faça isso – pediu a loira, lutando para reunir os pensamentos.

— Você me ama, Cath.

— Como amiga.

Sara parou de dançar.

— Como amante.

Os casais que estavam por perto ouviram e pararam de dançar.

— Diga que ama, Catherine. Diga ou eu faço um escândalo aqui.

— Sara, por favor... – pediu Catherine, ficando mais nervosa quando percebeu todos olhando para as duas.

— Apenas diga! – Implorou Sara, as lágrimas já escorrendo pelo seu rosto. – Diga.

Catherine percebeu que aquela era a oportunidade perfeita; a escolha final. Ou ela admitia que amava aquela mulher com todo seu coração e deixava tudo de lado... Ou a ignorava e voltava para Vartann, para o homem que havia sido seu refúgio para todas as críticas.

— Não, Sara. Faça o que você quiser – disse Catherine, finalmente e correu para os braços de Vartann. Sara fuzilou Vartann com o olhar enquanto ele lhe lançava um sorrisinho arrogante.

Sara ficou parada por alguns minutos, absorvendo o impacto da decisão final de Catherine. Sua última esperança deslizava pelos seus dedos e agora não tinha nem um motivo para viver. Catherine definitivamente não a queria, deu as costas para o amor verdadeiro e preferiu viver na mentira.

— Sara... – Grissom chamou, estendendo a mão para segurar seu braço. – Venha comigo.

Sara tomou a mão de Grissom e o girou-o em volta de si, acompanhando os passos da dança. Então saiu o mais rápido que pode dali. Grissom estava prestes a segui-la, quando sentiu uma mão em seu ombro.

— Eu vou atrás dela – garantiu Laura.

— Tudo bem.

* — * — * — * — * — * — *

Sara Sidle caminhava pelas ruas, decepcionada, arrasada e quase sem forças. Não demorou muito para que Laura a alcançasse.

— Sara? Sara, você está bem? Eu vi o que aconteceu lá... Sinto muito...

A morena não respondeu.

— Fala comigo, Sara.

— Vamos – chamou ela, indicando a entrada improvisada que fizera na grade do parque nacional.

Laura não hesitou e a seguiu, confiando nos sentidos de Sara enquanto as duas andavam pela floresta.

— Nunca andei tanto... – comentou Laura depois de um tempo. Seus pés estavam doendo e nem queria pensar no estado de seu cabelo. Tinha a sensação de que Sara estava andando em círculos.

— Yah! Yah! – Gritou Sara e ergueu um braço.

Laura entendeu a súbita atitude de Sara quando o falcão apareceu e pousou na mão de Sara.

— Ele pode voar! Você o ensinou a voar! – Disse Laura, maravilhada.

Sara não pode evitar um sorriso de orgulho.

— Ele vai nos mostrar o caminho, Laura.

— Que caminho?

Sara sorriu brevemente, pareceu estar meditando por uns minutos e de repente olhou para Laura.

— Laura, você me ama?

Isso pegou Laura de surpresa. Sem saber como reagir, desviou o olhar. Sentia-se envergonhada, seus sentimentos pareciam todos embaralhados e, no entanto Sara conseguiu distingui-los.

Sara colocou sua mão livre debaixo do queixo de Laura e fez com que ela erguesse a cabeça.

— Eu vi você chorar. Chorar como uma garota... chorar por amor. Eu também estive chorando, Grey. É difícil colocar tudo para fora. Mas você tem que fazer isso, senão isso vai te matar. Diga o que você tem a me dizer.

— Eu te... – parou, reunindo forças para continuar. – ...amo.

— Diga mais alto.

— Eu te amo! – Disparou Laura, dessa vez mais alto. – Eu amo você e te odeio. Te odeio por permitir que a Catherine te faça sofrer tanto. Odeio você por não ter olhos para mim, por ter jurado amor incondicional para Catherine e cumprir o que prometeu mesmo sofrendo tanto! Eu te odeio!

— Alimente o falcão – Sara estendeu a luva protetora para Laura.

— Não posso.

— Sim, você pode – insistiu. – Você é corajosa. Você teve coragem para dizer tudo isso. Alimente o falcão.

Laura colocou a luva em sua mão e estendeu o braço, gritando “Yah! Yah!”. O falcão obedeceu ao comando e pousou suavemente em seu braço. Sara sorriu, orgulhosa de sua amiga.

— Você está pronta, Laura. Cuide dele, ele é seu.

— O que você quer dizer?

— Está pronta para qualquer coisa – Sara ignorou a pergunta. – Ira total.

Sara pôs o braço em volta de Laura e elas voltaram pelo mesmo caminho. Sara estava satisfeita. Conseguiu fazer Laura colocar tudo para fora, admitir seus sentimentos e fez com que seu pequeno amigo tivesse uma nova dona. O falcão era o único – além de Laura – que realmente se importava e ela não queria que ele ficasse sozinho quando tudo acontecesse.

Laura também estava aliviada. Sentia-se corajosa e pronta para tudo. Mas sentia um pouco de medo... Sara parecia estar ajeitando tudo, como se em breve fosse embora dali. Laura torceu para que suas suspeitas estivessem erradas.

Notas finais
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