Assombrado Pelo Destino
2 Voo
Notas iniciais
Capítulo 1 — Voo
Sete longos anos se arrastaram sobre minhas costas. Agora com dezessete anos a perda da minha mãe ja não me machucava tanto, mas desde então tenho considerado o meu aniversario o pior dia do ano ja que por coincidência é o mesmo dia em que minha mãe morreu, ainda assim a dor continuava em meu coração.
Como minha tia disse, atravessamos o país e fomos morar em Washington. Até esse momento. Ela veio a a falecer e deixou todos da familia entristecidos, pelo menos conseguimos dar a ela um enterro digno, o que não foi o caso da minha mãe.
Alguns dias após o seu assassinato surgiram manchetes que Megan Jones havia sido morta por um serial e o corpo dela nunca fora encontrado. Com a minha saida da Califórnia não deixei que o caixão de mamãe mesmo que vazio ficasse por lá. Então atualmente ele esta em um cemitério próximo a minha nova casa e ele esta prestes a mudar de local.
É foi um período extremamente longo, aquela criança sorridente e feliz que um dia eu já fui agora morreu.
E neste exato momento eu estava lá, enarando pela milésima vez o túmulo dela:
É mamãe, estou me mudando novamente, só que desta vez será bem longe. — Passei a mão pela madeira. — Adeus
Coloquei mais um buquê de flores sobre a superfície.
Retornei a minha casa. Peguei as malas que eu havia feito no dia anterior, antes que eu pudesse sair chequei se a passagem estava no meu bolso e senti algo pontudo, era aquele canivete, lembranças vieram à tona. Coloquei de volta no bolso e saí porta a fora. Logo algum parente iria aparecer e tomar conta da casa.
Peguei um táxi e rapidamente cheguei ao aeroporto. Essa seria minha segunda viagem de avião e ainda não me sentia tão confortável.
Com licença, posso ver a sua passagem? — Perguntou uma mulher que parecia trabalhar ali.
Claro. — afirmei, dando-lhe a passagem.
Bem o seu voo sai em alguns minutos para Londres, poderia ir em direção a área de embarque?
Balancei a cabeça em sinal de concordância e fui para o local designado. Suspirei e entrei no avião, cada fileira havia três poltronas do lado esquerdo e três do lado direito, encontrei a minha facilmente ficava na janela, não demorou muito para que alguém ocupasse o lugar ao meu lado.
Respirei fundo e tentei evitar encara-la isso iria se tornar um incomodo.
Ola.
Me virei e olhei para a garota, ela era bem bonita, tinha cabelos pretos até a metade das costas e olhos castanhos escuros.
Oi.
Meu nome é Annie, Annie Colins, prazer.
O meu é Robert Jones, o prazer é meu.
O silêncio se estabeleceu logo após a apresentação. Percebi que ela lia algo.
Que livro é este? — Perguntei
Biblia.
É religiosa?
Não, não possuo religião, isto é apenas para fazer vista grossa, simplesmente não tenho nada. — Falou a garoto naturalmente.
O que será que ela quis dizer? Suas palavras me assustaram de certa forma.
O que quer dizer?!
Quero dizer que quando o passado for de dor, sofrimento e perdas o melhor a se fazer é se livrar de tudo, por isso digo que não tenho nada.
Era estranho a maneira que ela usava as palavras, era como se tivesse uma mensagem subliminar por trás de cada frase.
No entanto, não existe pior sentimento que o ódio, ele é traiçoeiro. — falou Annie.
Ela era bem sábia, mas tinha uma aparência muito jovem para se preocupar com coisas desse tipo. De repente se ouviu uma voz por todo o avião.
A duração do voo será de oito horas devido a algumas turbulências grato a atenção.
Otimo irei chegar às seis da noite em Londres e ainda terei que procurar minha tia. Como fiquei entediado rapidamente, a única coisa que havia para se fazer era dormir.
Com licença. — murmurei para Annie e fui tirar um cochilo.
Infelizmente o sono não apareceu, mesmo tendo acordado tão cedo, o cansaço era evidente e ali fiquei parado por alguns minutos.
Não consegue dormir? — percebi no mesmo instante que a voz era daquela garota.
Não.
Por que?
Sempre que eu durmo... Tenho pesadelos e eu acho que são os piores que alguem poderia ter.
Um sorriso ironico apareceu em seus labios. Estranho, posso ter percebido agora, mas a cada pergunta que ela fazia uma informação ao meu respeito era descoberta. Refiz toda a conversa mentalmente e de certa forma as perguntas que ela fazia eram estranhas.
Estes estranhos pensamentos rondaram a minha cabeça por horas. Até a voz interromper
O pouso sera em alguns minutos, não removam seus cintos até segunda ordem.
Quando o avião pousou, fui para area de desembarque peguei minhas malas e fui para rua à procura de um taxi. Retirei um papel da carteira onde havia escrito o endereço da casa de tia kate.
Cheguei. — murmurei para mim mesmo enquanto encarava o prédio. Paguei o taxista e sai do carro.
Segui todas as instruções que estavam no papel, parecia que era o quarto trinta e sete e ficava no segundo andar.
Bati casualmente na porta, que não demorou muito para ser aberta.
Oi! — exclamou alegre a mulher a minha frente — Robert não é? Lembro de você quando era uma criançinha.
Oi tia kate. — falei
Entre! — exclamou novamente — coloque suas coisas no sofá.
Obedeci suas ordens e reparei que o lugar era bem grande. Havia dois sofás um de frente para o outro, uma pequena mesa no centro, mais ao fundo tinha uma pequena cozinha e três portas do lado esquerdo que provavelmente seria um banheiro e dois quartos.
Parece que você gostou do meu apartamento.
Sim, parece ser... Bem acolhedor.
Sente-se. — pediu kate, que se sentou no sofá a minha frente — Temos algo para conversa.
A última frase me surpreendeu o que vamos falar?
E seria sobre qual assunto? — perguntei.
Acho que você não sabe ainda, mas eu sou uma delegada. — falou minha tia — E nossas investigações em São Francisco nos levaram a acreditar que o Serial viveu aqui na Inglaterra.
E?
As cidades São Francisco e Washington forma dois locais em que assassinatos sem motivo começaram. — ela respirou — E nestas duas cidades você morou não é?
Há sete anos atrás eu fiquei sabendo sobre assassinatos sem motivo, mas eu pensei que fossem apenas boatos. Aquilo foi real?
É morei sim nessas cidades. — afirmei — eu sou um tipo de suspeito?
Não, eu acredito que seja apenas uma grande coincidência. — murmurou kate — mas você teve algum contato com alguma pessoa?
Não, eu não tinha amigos. — falei cabisbaixo — as unicas pessoas com que eu me comunicava era a minha tia Jannete...
Sinto muito. — interrompeu titia — eu soube, as duas não estão mais entre nós.
É, ainda sinto falta dela.
Enfim, acho que acabamos por aqui — Kate se levantou — Seria mesmo assustador se mais mortes começassem por aqui.
O que ela quer dizer?! A minha presença aqui não causaria assassinatos em serie.
Vá dormir, afinal amanhã será seu primeiro dia de aula.
Esta bem.
Fui para o meu novo quarto, desfiz minhas malas e deixei tudo o mais organizado para o dia seguinte, comecei a imaginar como seriam os alunos do ensino médio..
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