Assistente Pessoal
12 Uma Noite de Amor
Notas iniciais
– Sakura, vamos sair daqui... — peguei as nossas roupas do chão e a cobra foi e direção a porta, interrompendo o caminho.
– O que vamos fazer? Não podemos pedir ajuda se não o meu pai vai descobrir que estou em seu quarto! — acendi a luz e vi que cobra era imensa. Mas, não parecia que ia nos atacar. — Vamos fugir pela janela!
– Estamos a muitos metros do chão... A sua ideia é pular por árvores?
– Quase isso... — A Sakura colocou apenas o seu vestido e eu coloquei só a minha calça. Ficamos bem em frente à janela analisando a distância que deveríamos saltar para alcançar um enorme galho que estava mais próximo. — Eu vou primeiro... — ela disse. — Sempre fazia isso com o Sasori... — ela deu distância e saltou perfeitamente no galho. — É a sua vez...
– Falar é fácil... – tentei seguir os mesmos passos da Sakura e por pouco não despenquei janela abaixo. Descemos da árvore e me sentei na grama. – E agora?
– A única opção é você ir para o meu quarto... Estou em um de hospedes também...
– Sério? – ela concordou com a cabeça. – Certo... – me levantei e fiquei bem em frente à minha assistente. Peguei em sua mão e fomos andando de volta até a mansão.
(...)
Seguimos em passos bem silenciosos até o seu quarto. Entramos e fui logo fechando a porta e pressionando o corpo da Sakura contra a parede, beijando-a com muito desejo. Passei a mão em cada curva do seu corpo bem definido até chegar em suas pernas macias para poder levantar o seu vestido.
– Eh... Sasuke...
– Hum...
– Não sei o que fazer... – olhei em seu rosto e ela estava bem corada. Dei um sorriso e beijei o seu pescoço, causando-lhe alguns arrepios.
– Confie em mim... – a carreguei em meus braços e a deitei sobre a sua cama. – Espere aí... – olhei ao redor do quarto e fechei a janela para ter certeza de que nada e nem ninguém iria nos atrapalhar. Tirei a minha roupa e fui logo para a cama. Estava com tanto desejo sobre a Sakura, que meu corpo queimava de prazer apenas por pensar em tê-la e finalmente, ela seria totalmente minha.
Senti que ela estava um pouco nervosa, mas seu olhar estava seguro acerca do iríamos fazer. Tenho certeza de que é a primeira vez que não faço sexo, e sim amor. Ela tirou toda a sua roupa e ficou olhando apenas em meus olhos. Toquei em sua cintura e a apertei, beijando cada detalhe do seu corpo. Desci meus lábios até a sua barriga e quando beijei essa região, ela até deu um sorriso.
– Você está pronta?
– Sim... – me posicionei entre as suas pernas e comecei a penetrá-la bem devagar. A Sakura estava tão apertada e isso me deixava ainda mais feliz, afinal, ela é apenas minha. Seus gemidos eram de dor e suas mãos apertavam bem forte os meus braços. Comecei a me movimentar dentro dela, e os nossos corpos iam se ajustando perfeitamente. Meu corpo tocava em cada detalhe dela, eu queria senti-la mais. Os gemidos que ela emitia agora eram apenas de prazer e com alguns instantes, senti que não tinha mais como resistir. Chegamos ao clímax e estávamos bem ofegantes. Tirando as loucuras que já haviam acontecido, essa foi a melhor noite da minha vida.
– Eu... – me deitei ao seu lado e afundei meu rosto em seu pescoço, colocando o meu braço sobre a sua cintura. – Amo você... – seu corpo tão delicado era apenas meu.
– Te amo, Sasuke Uchiha... – quando ela disse isso, eu pude dormir tranquilamente, sentindo o doce aroma de cerejas que emanava do seu corpo.
(...)
Abri os meus olhos e a Sakura continuava dormindo ao meu lado. Toquei em seu rosto suavemente e ela foi abrindo os seus olhos e dando um sorriso ao me ver.
– Bom dia... – ela disse.
– Bom dia...
– Sasuke, acho que não devíamos ter passado a noite toda juntos... Será que estão a nossa procura?
– Hum... Quem se importa?
– Uchiha, lembre-se que o meu pai quer que você ganhe a confiança dele...
– Eu sei... – me levantei da cama e ainda estava nu. A Sakura ficou me olhando com um sorriso em seu rosto. – Que tal tomarmos um banho juntos?
– Eh... Meu chefe ainda é um tarado?
– Apenas com você... – estendi a minha mão e ela pegou, tirando o lençol do seu corpo, e ficando com o seu corpo tentador a mostra.
Entramos juntos no banheiro. Liguei o chuveiro e molhei o meu corpo e puxei o da Sakura para ficar bem colado ao meu.
– Você me deixa muito excitado! – sussurrei em seu ouvido. – ela colocou os seus braços ao redor do meu pescoço e quando íamos nos beijar, ouvimos algumas batidas na porta do quarto.
– Quem será?
– Deixe bater, Sakura... – novamente estávamos prestes a nos beijar, mas as batidas na porta se intensificaram.
– Eu preciso ver quem é... Fique aqui no banheiro... – nos afastamos e ela se enrolou em uma toalha. Desliguei o chuveiro e tranquei a porta do banheiro. Fiquei bem perto da porta, tentando ouvir alguma voz para saber quem era. E acabei me surpreendendo ao reconhecer a voz do Kizachi.
– Pai? – a Sakura pareceu surpresa.
– Filha, tenho uma ótima notícia... E não podia esperar mais nenhum instante para te contar!
– Eh... O que seria?
– Parece que o meu plano de atrair uma cobra para o quarto do Uchiha deu certo e ele fugiu no meio da noite da mansão... – ele deu a sua risada macabra. – Com certeza ele deve estar em algum lugar dentro do nosso território chorando que nem uma menininha!
– Pai! Não diga essas coisas do Sasuke! – a Sakura se enfureceu com ele e não era de menos. Minha vontade era de sair desse banheiro e mostrar a ele quem eu sou de verdade. – Como assim um plano de atrair uma cobra?
– Coloquei na sobremesa dele um dos antídotos de encantamento de cobras, ou seja, o animal se atraiu pelo corpo da vítima... – ele continuava a rir mais alto.
– Quanta maldade! Desse jeito o Sasuke nunca vai querer entrar para a nossa família!
– Isso seria ótimo! Você sabia que o Uchiha tem uma fama terrível com as mulheres?
– Sim...
– E que ele é atrevido e aventureiro?
– Também...
– E que ele não é...
– Pai, eu conheço muito bem o Sasuke! – ela o interrompeu. – Afinal, antes de ser a sua namorada, eu era a sua assistente! Na verdade, ainda sou...
– O que? Uma assistente?
– Enfim, preciso ficar sozinha e o senhor precisa cuidar dos seus negócios... E não se preocupe com o Sasuke que ele vai voltar!
O local ficou em silêncio. Abri a porta do banheiro e fiquei olhando a Sakura deitada na cama. Ela me olhou e começamos a rir. Fiz sinal com a mão para que ela voltasse para o banheiro e ficamos abraçados embaixo do chuveiro outra vez.
(...)
Depois de algumas horas, saí do quarto da Sakura e fui andando normalmente pelos corredores da mansão. E outra vez, a vovó tarada estava em sua cadeira de rodas me olhando.
– Meu filho, você conseguiu o que eu te pedi?
– Ainda não... É que eu estou com alguns problemas nesse lugar...
– Entendo... O Kizachi ainda não lhe deu sossego!
– Vovó, por que todos na casa pensam que você não fala? Acabo parecendo um louco! – ela começou a rir.
– É que as coisas por aqui não me divertem! Mas, finalmente, apareceu um jovem bonito e atraente que faz até uma velhinha de oitenta e cinco anos falar! – ela começou a rir e não consegui me conter, também dei um pequeno sorriso. – Meu garoto, consiga o que eu lhe pedi, que farei o Kizachi lhe dar a minha neta em menos de dois dias!
– Certo...
Continuei andando em direção à saída da mansão. Respirei um pouco do ar livre do local e fiquei olhando o tal do Rock Lee conversando com o pai da Sakura bem longe. Quando eles me viram, fizeram sinal para que eu me aproximasse e fui andando até eles.
– Uchiha, pensamos que você tivesse ido embora. – o pai da Sakura disse com voz de deboche.
– Hum... Como vocês veem, estou firme em forte nessa casa...
– Então, onde você estava ontem à noite? Fui falar com você em seu quarto, mas ele estava vazio...
– Eu estava admirando o céu do lado de fora da casa... Não consegui dormir...
– Claro... – ele me olhava bem desconfiado. – Enfim, o Lee e eu vamos sair para caçar, e gostaríamos que você nos fizesse companhia...
– Hum... Não acho uma boa ideia...
– Te garanto que você não vai se arrepender... – ele colocou o seu braço ao redor do meu ombro e deu a sua risada sarcástica.
Se vou me arrepender desse passeio, eu não sei, mas que alguma armação tem nessa história, isso eu tenho certeza. O Kizachi, a vovó, o garoto sobrancelhudo, o tigre, a cobra... Com isso tudo, a minha maior dúvida é: Como uma garota tão perfeita, como a Sakura, vem de uma família tão estranha como essa? É lógico que não sei a resposta, afinal, minha família também não é perfeita. Fico até imaginando no meu casamento todos reunidos. Acho melhor é fugir com a Sakura do que ver isso.
– Hum... – respirei bem fundo e segui em frente com eles.
Fale com o autor