Assistente Pessoal
13 Missão Cumprida!
Notas iniciais
Usei a desculpa de que iria voltar à mansão para pegar algumas coisas, para que rapidamente eu fosse falar com um certa pessoa. Fui direto em seu quarto e por sorte, ela estava sozinha olhando as paisagens do lado de fora pela janela.
– Vovó...
– Garoto, você veio se aproveitar de mim em meu quarto? – ela perguntou em meio aos risos e eu fiquei irritado com isso.
– Hum... Vim pedir a sua ajuda!
– Conseguiu o que eu te pedi?
– Ainda não... Seu filho não me dá um tempo pra isso...
– Entendo... O que você quer saber sobre a caçada?
– Quero saber se por acaso... Espera aí, como sabe que vou sair com eles pra caçar?
– Meu filho, você precisa aprender algumas coisas com essa velha aqui... – ela começou a rir. – Enfim, o plano do Kizachi é... – fiquei atento em cada palavra dita por ela e me preparei de todos os jeitos possíveis para mostrar ao pai da Sakura que esse Uchiha aqui, ele não engana.
Alguns Minutos Depois...
– Onde estamos? – me atrevi a perguntar.
– Na fronteira da minha propriedade... – O Kizachi saiu do carro juntamente com o Rock Lee. Fiz o mesmo e fiquei apenas analisando a empolgação dos dois. – Sasuke, você sabe o que vamos caçar?
– Animais?
– Errado!
– Então, pra que as armas? – ele começou a rir de uma forma assustadora.
– Você vai descobrir... Rock Lee, explique o que vamos fazer para o Uchiha...
– Certo! Primeiro, vamos usar toda a força da nossa juventude para encontrar uma erva rara que fica apenas no ponto mais distante dessa floresta! Durante o caminho, devemos ter cuidado com os obstáculos e os animais perigosos e principalmente, com ela...
– Ela? – perguntei.
– A dama que percorre a floresta atrás de seu amor perdido... Todas as pessoas que a viram nunca voltaram para contar a história...
– E como sabem que ela existe?
– Eh... Bem... Enfim, devemos retornar pra esse ponto em mais ou menos duas horas!
– E mais uma coisa... – o pai da Sakura voltou a se pronunciar. – Apenas eu e os antigos membros da família conseguiram concluir esse percurso... Se você deseja que eu o reconheça como meu genro, é bom você encontrar essa erva antes de mim! Aqui está a foto dela... – ele entregou uma imagem e andou adiante por um caminho apenas com o Lee, me deixando sozinho. – Vamos, Lee!
Deixei eles se afastarem por uma distância considerável e comecei a colocar o meu plano em prática. De acordo com a vovó, eles iriam seguir o caminho pelo riacho que é o mais usual, entretanto...
“- Você deve seguir pelo caminho que fica entre duas pedras grandes... Desse jeito, você passará pelo riacho bem antes deles e não vai entrar no caminho de nenhum animal feroz...
– Tem certeza, vovó?
– Quase... Afinal, faz um mês que não faço isso...”
Passei bem rapidamente pelo caminho entre as pedras, infelizmente, a mata era mais fechada, mas com poucos minutos, avistei o riacho e segui adiante em direção ao local onde essa tal erva cresce. Não encontrei nenhum sinal do Kizachi ou do Lee.
“- Tem uma caverna e nela mora um velho conhecido meu... Entregue isso a ele, e eu te garanto que você não terá mais nenhum problema... – ela me entregou um pote com algumas coisas estranhas dentro.
– Que amigo?
– Apenas entregue! E com isso, você vai conseguir pegar algumas ervas, afinal, a maior parte delas crescem dentro da caverna!”
Fiquei frente a frente com a entrada da caverna e ela parecia ser bem sombria. Peguei o pote de dentro de uma mochila e tirei a tampa para que o cheiro dessa coisa estranha invadisse o lugar. E quase tive um ataque do coração quando um lobo imenso saiu de dentro.
– Mas, que droga é essa? – o animal se aproximou do pote e cheirou a mistura estranha e acabou fazendo um barulho bem assustador, que nem parecia um uivo.
– Ora, ora... Pelo visto, a Honari mandou alguém pra falar comigo... – um velhinho saiu de dentro da caverna. O lobo ficou parecendo uma gatinho quando o viu.
– Honari? Se refere à vovó tarada?
– Ela não aprende mesmo... Entre meu filho, te darei as ervas...
– Como sabe que vim buscar isso?
– Recebi uma ligação... – fiquei pasmo com a situação. – Qual o problema? Só porque moro em uma caverna, não posso ter telefone? – entrei na caverna e ele me entregou as ervas.
– Como você conhece a avó da Sakura?
– Afinal, como essa garotinha está? — percebi que ele mudou de assunto rapidamente. — A última vez em que ela veio aqui com a avó, ela tinha uns doze anos...
– Hum...
– Você é um bom rapaz... Só acho que encontrou uma família bem louca pra se envolver... Pelo que percebo, você parece ser o tipo de homem que não se prendia em uma família, mas acho que a pequena Sakura mudou algo em você...
– É verdade...
– Leve isso com você... – ele me entregou um colar. – A Honari vai gostar de ver essa joia antiga...
– Obrigado...
– Retorne pelo riacho, acho que seus amigos devem estar por lá...
(...)
Voltei pelo caminho que o velho me disse e fui bem cauteloso para que o Kizachi e muito menos o Lee percebessem a minha presença. Comecei a rir com a cena que estava a minha frente e foi impossível eles não ouvirem. O pai da Sakura estava obrigando o Lee a colocar um vestido, provavelmente para me assustarem.
– Uchiha, você não ficou preso em nossas armadilhas?
– Segui outro caminho...
– E como nos encontrou?
– Isso é um segredo... – dei um sorriso. – Aqui estão as ervas... – eles ficaram me olhando bem surpresos. – Acho que agora posso ter a sua permissão para me casar com a sua filha!
– Eh... Você conseguiu tudo muito fácil! Não era pra ser assim...
– E então, vai permitir meu casamento com a Sakura?
– Sr. Kizachi, não faça isso! – o Lee começou a chorar.
– Uchiha, tenho que admitir... Você está apto para entrar na família Haruno... Ganhou minha confiança! Pode se casar com a Sakura! – respirei fundo e bem mais aliviado. Até que no fim das contas, não foi tão ruim assim.
(...)
Voltamos para a mansão e a Sakura estava em pé na porta de entrada, nos aguardando. O carro parou e quando eu ia sair, o Kizachi segurou o meu ombro.
– Espere... Agora que você já tem a minha aprovação, tenho certeza de que vocês vão ir embora daqui... Enfim, já que você será o marido da minha menininha, traga-a com mais frequência a este lar...
– Farei o possível... – olhei para o Lee e ele continuava chorando. – E Sr. Kizachi, acho que você tem algo precioso de uma certa pessoa... Algo como a entrada do local mais precioso...
– Ela te disse isso? – ele me olhou assustado e logo em seguida começou a rir. – Uchiha, por que não me disse isso antes?
Fui andando o mais rápido que pude em direção à Sakura. Quando nos aproximamos, eu a abracei o mais forte que pude.
– O que o meu pai fez a você?
– Realmente, tenho que te salvar dessa família... – comecei a rir. – Minha futura Uchiha...
– Ele te aprovou?
– Claro que sim! Afinal, sou Sasuke Uchiha, o chefe tarado que ganhou o coração da sua assistente misteriosa...
– Sasuke, você conseguiu! Acho que já podemos voltar pra nossa casa!
– Acho que ainda não... Você ainda precisa ver uma coisa!
(...)
– Quem disse que eu gosto de chá? Eu odeio chá! E você me dava chá todo dia! Quero o meu saquê! – a avó da Sakura gritava com todo mundo. – Kizachi, quem mandou você usar o Luck pra assustar os outros? O meu bebezinho já estava assustado de tanto ficar naquela sala escura! E Mebuki, o que houve com as minhas antigas cortinas? Eu quero que essa casa fique decorada do meu jeito! E a minha sala de ervas especiais está uma bagunça! Me digam quem fez isso com ela que eu acabo com essa pessoa nesse exato momento!
– Ela era assim? – sussurrei no ouvido da Sakura.
– Pior um pouquinho... Afinal, você sabia que a vovó estava fingindo esse tempo todo? Bem que eu estranhei essa mudança nela de repente...
– E você me disse que eu estava louco!
– Sakura e Sasuke... – a vovó nos chamou e fomos nos aproximando bem devagar. – A minha netinha escolheu um homem tão bonito, que faz qualquer velhinha virar um doce! – ela mudou de humor bem rapidinho. – Quero que vocês me tragam vários bisnetos! Vou cuidar de todos eles do meu jeito! — até senti uns arrepios quando ela disse isso. — E Uchiha, obrigada por fazer o meu filho devolver a minha chave...
– Que chave? – a Sakura perguntou.
– Isso é secreto... Só revelo quando me trouxerem um bisneto! – ela afirmava com muita convicção. – E obrigada pela joia dada por aquele velho maluco... Ele sim é piradinho... Afinal, quem quer morar em uma caverna?
– Nem imagino...
Fizemos um jantar bem especial e comemoramos a tão dificultosa união entre a Sakura e eu. Organizamos nossas coisas para retornarmos à Konoha pela manhã bem cedo.
(...)
Entramos em um trem a caminho de meu antigo lar. Finalmente, estávamos retornando pra casa. Apesar do meu corpo estar dolorido, de não ter roupa alguma e muito menos meus acessórios pessoais, fico feliz em ter conhecido a família da mulher que me conquistou.
– Sasuke, acho que ficamos por pouco tempo...
– Você acha? — respirei bem fundo.
– O que vai mudar daqui pra frente?
– Acho que não muita coisa... Afinal, você vai continuar ao meu lado... Só que agora com uma grande promoção! – ela começou a rir.
– Nem acredito que dormi com o meu chefe! E o meu pai nem descobriu!
– Eu é que não acredito que você tinha um passado bem louco!
– E você nem descobriu tudo, afinal, a vovó nem lhe mostrou esse tal quarto...
– Já imaginou a família Uchiha e a família Haruno juntas?
– Nossa... Fica difícil descrever isso... Mas, sabe, estranhei o Sasori não ter aparecido esses dias... – comecei a rir. – Sasuke?
– Digamos que seu irmão está em um lugar bem especial...
–-------------------------------------- Trecho Especial ----------------------------------------------------
– Onde esse Uchiha se meteu com a minha irmã? O sinal do relógio se intensificou nesse quarto de hotel... Tenho que impedi-lo de desvirtuar a minha inocente irmãzinha! – abri a porta bruscamente e acabei encontrando duas garotas sentadas em uma cama com as pernas cruzadas e vestidas de coelhinhas.
– Sasori... Seu brinde da noite chegou... — Acho que vou ficar investigando algumas coisas nesse quarto, tenho certeza que a minha irmã pode esperar um pouquinho.
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Depois de muitas horas de viagem, chegamos em casa e levei a Sakura direto para o meu quarto. Finalmente, estávamos sozinhos. A carreguei em meus braços e a deitei bem devagar em minha cama e começamos a nos beijar. Tirei a minha roupa rapidamente, ficando apenas de cueca. A Sakura fez o mesmo e ficou apenas de roupas íntimas. Estava louco pra tirar tudo. Mas, como sempre, fomos interrompidos por algumas coisa, nesse caso, por algumas pessoas.
– Sasuke e a assistente? – a Sakura ficou atrás de mim.
– Yakumo... Que bom que você voltou! Não sabia que você já estava na mansão! E mãe, é bom te ver novamente...
– Eu sabia! Você escolheu a garota certa mesmo! – minha mãe disse à Yakumo.
– Quando eu li o currículo dela, eu tinha certeza de que essa menina era a certa! – elas nem se importaram com a nossa presença.
– Mãe, será que vocês poderiam nos dar uma licença?
– Ah, claro! – elas foram saindo bem animadas e continuavam a conversar. Fiquei de frente com a Sakura e ela estava com o rosto bem corado.
– Não acredito que a sua mãe e a Yakumo me viram assim!
– Acho que elas gostaram disso... – me deitei na cama e puxei o corpo da Sakura pra cima do meu. – Precisamos casar o mais rápido possível para viajarmos em uma lua de mel bem prolongada!
– Gostei da ideia, senhor Uchiha...
– Hum... – dei um sorriso de canto. – Gosto muito mais de ter você por perto... – respirei fundo e fechei os meus olhos lentamente. Estava tão cansado que acho que vou dormir por várias horas.
(...)
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