Assistente Pessoal
15 O Pedido
Notas iniciais
Passei por várias horas me arrumando. Já estava quase pronto e nada da Sakura aparecer aqui no meu quarto. Ela estava se arrumando com a minha mãe em outro lugar nessa mansão. Depois de pronto, fiquei na sala sentado. A cada minuto que passava, minhas pernas ficavam mais inquietas do que já estavam. Fiquei olhando no relógio diversas vezes e nem um sinal da minha rosada.
Fui até o quarto da minha mãe e bati várias vezes na porta. Ouvi um alvoroço lá dentro e fiquei bem intrigado em saber o que estava acontecendo. Do nada, a porta se abriu e minha mãe me empurrou contra parede e se colocou em frente a porta que foi fechada em seguida.
– O que está acontecendo? – perguntei bem irritado.
– Sasuke, a minha nora não poderá sair com você!
– O que? Cadê a Sakura? Eu preciso falar com ela!
– Você não pode! – ela estendeu os braços, interrompendo minha aproximação com a porta do quarto.
– Mãe, esse jantar é muito importante! Eu tenho algo mais importante ainda para fazer com a Sakura essa noite depois do jantar!
– Sasuke Uchiha, como eu fui capaz de criar um filho tão pervertido? Isso com toda a certeza é herança do seu pai!
– O que eu tenho de importante pra fazer com a Sakura não é o que a senhora está pensando... Ah, mãe, por favor... – coloquei um sorriso forçado no rosto. – Me deixe falar com a minha assistente...
– Assistente? Você ainda a chama assim?
– Hum...
– Pois é agora mesmo que eu não deixo ela sair desse quarto e acho bom você ir logo pra esse jantar... – ela entrou e fechou a porta bruscamente sem me dar a chance de falar com a Sakura. Peguei o meu celular e liguei várias vezes para o dela e nem sinal. O que deu nessas mulheres?
Fiquei sentado na porta do quarto por vários minutos até que cansei e decidi ir ao jantar sozinho. A Sakura estava abusando muito. Deixá-la com a minha mãe esses dias não a deixou em seu juízo perfeito. Peguei o meu carro e dirigi até o local. Assim que estacionei, haviam muitos carros luxuosos no local, mas nenhum se comparava ao meu. Logo na entrada dei de cara com o Naruto.
– Sasuke? Por que você está com essa cara?
– Hum... Que tal irmos beber logo?
– Claro... Mas, cadê a Sakura?
– Não quero que fale nela essa noite!
– Hã? Vocês brigaram? – ele começou a rir. Nem dei a mínima e comecei a me aproximar do balcão de bebidas e pedi a mais forte da casa. O Naruto continuava rindo e o pior é que o Neji se aproximou nesse instante. Eles conversaram baixinho e pela forma como ambos começaram a rir, até fazia ideia do que seria o assunto.
– Uchiha, a sua assistente lhe seduziu, colocou uma coleira em você e agora te deixou todo depressivo! Isso é algo que eu nunca pensei que uma garota faria com você! – o Neji disse e se sentou ao meu lado. O Naruto ficou do outro e começamos a beber juntos.
– Mas, a Sakura não é uma garota qualquer... — dei vários goles na bebida e puxei a minha carteira colocando-a sobre o balcão e comecei a pedi várias outras doses. – O Naruto sabe muito bem disso...
– É verdade... Então, que tal aproveitarmos essa noite como nos velhos tempos? – o Naruto sugeriu.
– Não sei se é uma boa ideia... – disse.
– Vamos lá, Uchiha, você vai levantar o astral rapidinho... – o Neji fez sinal com as mãos e algumas garotas se aproximaram de nós. Eu nem dei a mínima a elas. Mesmo com algumas me cercando, meus pensamentos estavam apenas na decepção com a Sakura. Por que ela não veio? Isso é o que está mais me deixando intrigado. Continuei bebendo e depois de muito tempo, comecei a me sentir tonto. Olhei para o lado e o Neji nem estava mais por perto. Me levantei de perto do balcão e fui andando em direção à saída, mas, senti uma garota me abraçar e puxar o meu rosto para um beijo. Até que ela era bem bonita, mas não era a Sakura. Me afastei dela e continuei andando rumo à saída.
– Sasuke, até que enfim... – o Neji se aproximou. – Mas, para onde você pensa que vai?
– Pra casa...
– Nem pensar... A noite é uma criança...
(...)
O Neji dirigia o seu carro em alta velocidade. O Naruto estava em prantos ao meu lado e eu nem ligava pra nada. Ele dirigiu até uma ponte na qual haviam algumas pessoas. Nos aproximamos e ficamos sentados em um banco olhando as águas do mar. Peguei a caixinha com o anel de diamantes que eu daria à Sakura essa noite e fiquei olhando.
– O que é isso? – o Neji perguntou enfurecido. – Você está decidido em se amarrar mesmo com uma mulher?
– Hyuuga, os tempos são outros... – ele e o Naruto continuavam conversando. Mas, eu comecei a notar que umas três pessoas que estavam um pouco distantes de nós conversavam olhando em nossa direção. – Rapazes, que tal irmos embora daqui?
– Por que? Aqui é um ótimo lugar para se pensar em planos pra essa noite... Que tal se formos...?
– Estou com uma péssima impressão... – disse ao ver as três pessoas começarem a se aproximar de nós rapidamente.
– Ei? Vocês são gente ricas não são? Que tal serem caridosos conosco e nos entregarem alguma grana?
– Hum... Aqui não é uma assistência social... – respondi.
– Vejo que temos um corajoso nesse meio...
– É melhor vocês irem embora daqui... – fiquei bem perto do idiota que ousou nos pedir dinheiro. Nesse momento, ouvimos uma voz ecoar de longe.
– Todo mundo com as mãos para o alto! É a polícia! – os caras começaram a correr e por impulso o Naruto fez o mesmo. Eu fiquei parado no lugar, e com poucos segundos, vários policiais nos cercaram apontando suas armas em nossa direção. Resultado de tudo isso... Fomos presos.
(...)
Esclarecemos a situação na delegacia e logo fomos liberados. Os policiais estavam em uma missão especial e por azar estávamos conversando com os criminoso no momento errado.
Voltei pra casa em uma viatura e assim que entrei pelo portão, dei de cara com nada mais, nada menos que a Sakura.
– Oi? Como foi o jantar? – ela perguntou com um sorriso todo meigo no rosto.
– Hum... – passei pelo seu lado e fui subindo as escadas sem dizer nada à ela. Entrei no meu quarto e me joguei na cama. Abri os meus olhos e ela estava me olhando em pé encostada na porta.
– Você está bravo comigo?
– O que você acha?
– Eh...
– Por que você ainda está acordada?
– Estou sem sono... – ela se aproximou de mim e sentou na beirada da cama. – Você bebeu muito... E já devia saber que quando eu não estou por perto, você não deve exagerar...
– Por que? Agora virei dependente de você? – ela me olhou triste. As palavras saíram um pouco rude da minha boca.
– Boa noite, Sasuke... – ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto. Estava tão embriagado, que logo adormeci.
(...)
Acordei com os raios de Sol incidindo em meu rosto. Provavelmente, a Sakura abriu as cortinas para me provocar. Me levantei da cama e ela estava em pé na porta me olhando com os braços cruzados.
– Sakura, feche a cortina... – ela continuou parada me olhando. – O que foi?
– Acho que a sua noite foi maravilhosa... – ela jogou sobre mim o jornal que ela segurava. Peguei e logo me surpreendi com a manchete de capa.
– Sakura... – me levantei da cama e fui andando em sua direção. – Não é o que parece...
– Você beijou uma garota?
– Defina a palavra beijo...
– Você é muito idiota!
– Aquilo não foi um beijo! Eu estava bêbado e a garota me agarrou!
– Tem certeza?
– Se você estivesse na festa comigo, isso não teria acontecido!
– Então, quer dizer que toda vez que você sair sozinho, eu vou ganhar uma traição sua?
– Aquilo não foi uma traição!
– Eu preciso de um tempo pra pensar... Quero ter certeza se realmente quero me casar com você... – ela disse com o olhar bem chateado.
– Sakura, eu pensei melhor e acho que não vai ter nenhum casamento! – eu disse e nesse momento a minha mãe e a Yakumo abriram a porta e todas ficaram em silêncio me olhando. – Não quero mais me casar! Nem nada parecido!
– Certo, eu vou embora! Dona Mikoto, estou feliz mesmo com os planos, mas eu vou reajustá-los a uma nova situação... E Sasuke, eu definitivamente, me demito! – ela deu enfoque a essas duas últimas palavras.
– Você não pode se demitir! Eu não aceito!
– E quem disse que somos dependentes um do outro? Se cuida, Sr. Uchiha... – Ela saiu do quarto e minha mãe foi a seguindo. Me sentei na cama e fiquei olhando para a Yakumo que estava com os braços cruzados em minha frente.
– Qual o problema em brigar com a Sakura? A culpa disso tudo é de vocês também! Droga, eu estou com tanta dor de cabeça!
– Você tem três minutos para sair desse sofá e ir atrás dela ou então, você vai ter um grande arrependimento em sua vida! – a Yakumo disse.
– E por que eu deveria fazer isso?
– Por que a Sakura...
– Vai ter um filho seu! Idiota! – minha mãe interrompeu a Yakumo e gritou essas palavras.
– O que? – não acreditei nessa loucura.
– A minha amada nora está indo embora em um carro! Sasuke, vá atrás dela, agora!
Não pensei duas vezes e saí correndo que nem um maluco pra fora da mansão. Ela ainda estava saindo com o carro da área de frente da mansão.
– Sakura, sai desse carro! – fiz várias menções pra ela sair logo. Mas, ao invés dela parar o carro, ela acelerou. Em um impulso desesperado, me joguei em frente ao carro e ela acabou freando bruscamente, me jogando a uma distância considerável pra ganhar alguns ossos quebrados. Fiquei jogado ao chão com muita dor. Pelo menos, a Sakura saiu do carro e correu em minha direção.
– Você é doido mesmo! Não se jogue em frente a um carro, principalmente, quando um Haruno está no volante!
– Amor, você vai ter um filho nosso? – ela me olhou bem intrigada.
– Filho? Eh... Quem te disse isso?
– Droga, a minha mãe é terrível...
– Então, você só veio atrás de mim por achar que eu estou grávida?
– É claro que não! Você sabe que eu preciso de você... Sakura... – peguei a caixinha do meu bolso e estendi à ela. – Eu ia fazer o pedido na noite passada, mas você se recusou a sair comigo e ainda nem sei o motivo... Fui beijado por outra garota, saí do local e terminei sendo preso... Voltei pra casa bem chateado com você! Mas, não quero que te perder, eu te amo... E quero que você case comigo...
– Você tem certeza disso? Eu...
– Fica comigo...
– Esse é o pedido oficial? Depois de ser atropelado pela sua futura noiva?
– Digamos que sim... Acho que nunca houve um pedido como o nosso... – ela começou a rir.
– Sim...
– Sim?
– Eu aceito... – coloquei o anel em seu dedo e de longe, pude ouvir os gritos de alegria da minha mãe. Ela se aproximou de mim e apenas demos um pequeno beijo.
– Só isso?
– Ainda está de castigo pelo beijo na festa! – ela se levantou e estendeu a mão para me ajudar. Fiquei em pé e fomos andando juntos de volta para a entrada da mansão.
– Sakura, você me ama?
– É claro que sim...
– Ótimo... Então, tente controlar a minha mãe... Ela está exagerando! Até mentiu dizendo que você está grávida! Isso é muito sério...
– Eh... Eu não disse que ela mentiu... – fiquei olhando bem em seu rosto. Ela estava com um sorriso meigo. Não disse nada, na verdade, eu nem sabia o que dizer.
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