Assistente Pessoal
16 Uchiha e Haruno - PARTE 1
Notas iniciais
Entramos na mansão e a Yakumo me trouxe uma xícara de café bem quente. Me sentei no sofá de frente com a Sakura e fiquei a olhando. Ela parecia se divertir com o meu nervosismo.
– Uma criança? – indaguei ainda sem saber o que dizer.
– Eh... Acho que sim...
– Eu vou ser... Pai? – engoli em seco e ela concordou com cabeça. Fiquei pensando no que eu deveria dizer à Sakura. Pra ser sincero, eu não fazia ideia. Meu corpo estava com uma sensação tão diferente, parecia uma alegria descontrolável misturada um desespero contido.
– Sasuke... – antes que ela continuasse a dizer mais algumas coisas, me aproximei dela e a abracei bem forte.
– Eu posso não saber o que te dizer nesse momento, mas eu quero que saiba que eu vou ser o melhor pai que essa criança que você espera vai ter... E o melhor marido pra você também...
– Pra quem não sabia o que dizer, até que saíram muitas palavras...
– Hum... Eu sei... – Fiquei com o meu rosto bem de frente com o seu e toquei suavemente em sua face. – Se você está grávida, acho melhor apressarmos o casamento!
– Tem certeza disso?
– Claro que sim... Porque se o Kizachi souber que você já engravidou, com toda a certeza, ele vai me matar... – ela começou a rir.
– O grande Sasuke Uchiha com medo de um velho com que tem apenas um tigre, uma espingarda e uma mãe neurótica?
– Principalmente, por ele ter uma mãe neurótica...
– Acho que não seria uma má ideia antecipar o casamento! – minha mãe se pronunciou toda eufórica. — Que tal realizarmos um jantar de noivado nesse final de semana? Desse jeito, eu posso logo conhecer os pais da Sakura!
– Eh... Eu não sei... O que você diz, Sasuke?
– Hum...
(...)
– Quero que todos vocês se lembrem que jamais podem dizer que a Sakura já está grávida! E... Não façam nenhuma loucura! – estava em pé citando as regras para a minha mãe, a Yakumo e a Sakura que estavam sentadas no sofá me olhando segurando o sorriso em seus rostos.
– Filho, a que tipo de loucura você se refere?
– Com o itachi eu não me preocupo, acho que ele é o mais normal de todos nós... Vocês três devem ficar de olho na Mizaki para não tocar fogo na mansão, e nos filhos deles... Mas, acima de tudo, não deixem o meu pai beber! Nada! Ele não pode provar nenhum gole de bebida, pois é capaz dele agarrar até a avó da Sakura e sair correndo com ela nu pela casa... – todas as três começaram a rir.
– Sasuke, você não acha que está exagerando? – a Yakumo disse.
– Meu filho, as coisas vão ocorrer perfeitamente... Será apenas um dia... O que de ruim pode acontecer em um dia?
(...)
Alguns Dias Depois...
Por sorte, os primeiros a chegarem foram o Itachi com os seus filhos e a sua esposa, juntamente com o meu pai. Olhei através da janela do meu quarto a minha mãe os recebe-los. Na verdade, ela ignorava o meu pai por completo. Respirei fundo e me virei para sair do quarto e acabei dando de frente com a Sakura.
– Você está bastante preocupado, Sasuke... – ela me abraçou bem forte.
– Dá pra perceber?
– Vai dar tudo certo... Eu liguei pro Sasori e ele ficou extremamente furioso, mas no fim, decidiu vir...
– Hum... Seria melhor se ele não viesse...
– Não seja tão rude com ele, afinal, quem nos salvou daquela ilha foi o meu irmão!
– Hum... Eu mesmo teria nos salvo daquele lugar...
– Mesmo? – ela começou a rir.
– Sakura, vem... Vamos logo receber a minha família... – peguei em sua mão e fomos andando juntos em direção à sala.
(...)
Assim que chegamos na sala, o Nayato e a Itami vieram correndo em minha direção e me abraçaram bem alegres. Carreguei os dois, cada um em um braço e notei que o meu sobrinho ficava tocando em meu pescoço, parecia até que ele estava procurando algo.
– Hum... Nayato, algum problema?
– É verdade que agora o senhor usa coleira? – ele me perguntou inocentemente. Olhei para o Itachi e ele estava rindo com a Mizaki.
– Agora o seu tio usa o mesmo que o seu pai...
– Hã?
– Vem filho... – Itachi o tirou dos meus braços e deu um sorriso. – Parabéns irmãozinho... A Sakura é uma grande mulher...
– Itachi, eu sempre quis te perguntar uma coisa...
– E o que seria?
– Quando estávamos viajando e você soube que a Sakura era irmã do Sasori, você pareceu confuso... Então, você conhecia a família dela?
– Mais ou menos... O Sasori me contou grande parte da história...
– Hum... – ignorei um possível andamento dessa conversa e fui andando em direção à minha mãe. Ela pegou a Itami dos meus braços e no mesmo instante despejei o que queria dizer à ela. – Você devia falar com o papai...
– Por que?
– Porque é normal falar com as pessoas, principalmente, com as quais já se houve um relacionamento...
– Sasuke, meu filho, certos modos nunca vão mudar...
– Tem certeza? – olhei para a Sakura e ela estava toda sorridente conversando com a Yakumo e a ajudando com algumas coisas. – Vale a pena mudar por algumas razões...
(...)
Depois de um bom tempo, ficamos sentados na sala apenas olhando para o relógio. Por sorte, a Yakumo distraía o meu pai com algumas conversas antigas e as crianças faziam a Mizaki ficar ocupada. Olhei para a Sakura e ela estava bem inquieta, tudo graças a família dela que estava bastante atrasada.
De repente, um dos funcionários entra e chama a Yakumo para avisá-la de alguma coisa. Ela se aproxima de mim bem assustada.
– Sasuke, acho que a família da Sakura chegou! – ela disse.
– Tem certeza?
– O pai dela, por acaso, tem um tigre? – nos levantamos bem apressados e fomos em direção ao portão de entrada. O Kizachi estava em pé com o Luck ao seu lado intimidando os funcionários.
– Pai! – a Sakura disse toda animada e foi em direção a ele para dar-lhe um abraço. O Luck apenas se deitou na grama e a minha mãe ficava me usando como uma barreira. – Cadê o resto da família?
– Ainda estão no carro... A Mebuki está tentando convencer a sua avó a sair de lá...
– E por que não querem sair? – a Sakura se aproximou do carro e abriu uma das portas. Fomos capazes de ouvir a voz de uma velha maluca.
– Eu só saio daqui se um homem lindo me carregar em seus braços! – a avó da Sakura gritava bem alto. – De preferência, um Uchiha!
– Vovó, tenho certeza que a senhora não quer causar mal impressão por aqui... – a minha rosada tentava convencê-la. – Venha... – ela estendeu à mão em direção ao carro, mas apenas a mãe da Sakura saiu e veio logo me abraçando aos berros.
– Ah... Sasuke! Você continua um homem lindo!
– Hum... É um prazer vê-los novamente... Quero que conheçam a minha família... Fiquem à vontade... – minha mãe foi os acompanhando até a entrada da mansão.
– Já disse que não! E cadê o Uchiha? – a avó da Sakura continuava discutindo. Me aproximei do carro e assim que ela me viu começou a tagarelar ainda mais. – Por que essa demora? Onde já se viu deixar a avó da sua futura esposa esperando em um carro sozinha?
– Preferia quando se fingia de doente na frente dos outros...
– Quanta arrogância! – ela disse com um sorriso no rosto. – É bom te ver novamente... Acho que as coisas por aqui serão mais divertidas...
– Espero que não... – falei rapidamente. Estendi a mão à ela e a ajudei a sair do carro. Durante a saída, ela acabou pegando em minha bunda outra vez.
– Apenas pelos velhos tempos... – ela segurou no braço da Sakura que via tudo com um sorriso bem grande no rosto. – Minha filha, eu preciso te dar umas dicas de como deixar um homem louco na cama...
– Vovó! – fui andando atrás dela fingindo não ouvir essas loucuras.
– Que foi? Até parece que eu não vi vocês pulando a janela e dormindo juntos no quarto do Uchiha? Sakura, pelo menos, em alguma coisa você puxou a mim... – confesso que fiquei rindo com essa.
(...)
A Yakumo apresentou os quartos para a família da Sakura e todos foram descansar um pouco. Até agora, tudo está ocorrendo perfeitamente. Fui tomar um banho para me preparar para o jantar e fiquei por vários minutos relaxando em minha banheira. Quando saí do banho, apenas enrolei uma toalha em minha cintura e assim que coloquei os pés no meu quarto, peguei um imenso susto ao ver um idiota sentado em minha cama com o tigre sobre ela, bem ao lado dele.
– Sasori?
– Uchiha, precisamos conversar... – ele disse.
– Em primeiro lugar, não é você quem decide o momento em que iremos conversar... – me aproximei dele. – Em segundo, ninguém entra em meu quarto sem ter a minha autorização! E terceiro...
– A Sakura está grávida... – ele me interrompeu, e fiquei apenas o olhando surpreso.
– Como você soube?
– Eu sei de tudo...
– Você anda nos espionando? – minha paciência estava se esgotando, dando espaço a uma vontade imensa de bater nesse idiota.
– Uchiha, se eu pudesse, juro que faria...
– Você vai aprender rapidinho a se colocar em seu lugar! – ele ficou em pé de frente comigo.
– Quero ver você tentar... – o clima ficou bem pesado e achei que iriamos brigar ali mesmo. Mas, a porta do quarto se abriu e a Sakura entrou furiosa pulando em cima do Sasori para o esganá-lo. Ela me ignorou totalmente e o jogou na cama, ficando sobre ele. Até o tigre saiu de perto deles e ficou sentado no meu lado. Até que a cena estava divertida, mas a Sakura está grávida e não pode fazer esses tipos de coisas. Pensando apenas nela e no nosso bebê, a peguei pela cintura e a tirei de cima dele.
– Eu mato você, Sasori! – ela gritou.
– O que houve, amor? – perguntei tentando segurar um sorriso.
– O meu irmão é um idiota! Ele... Ele... Ah... – ela estava bem enfurecida. – Ele remexeu o meu lixo!
– Não é bem isso... – ele disse calmamente. – Foi que acidentalmente, eu quis chegar pelas portas do fundo e com estilo, é claro... Mas, acabei caindo sobre um saco de lixo... E sem querer... – ele usou ironia nessas palavras. – Encontrei um teste em meio a esse lixo e juntei as ideias em minha cabeça e logo concluí que a Sakura estaria grávida, afinal, por que o Uchiha iria querer casar tão rápido? Amor é algo impossível pra um cara como ele... Poxa, Sakura, por que você escolheu esse cara?
– Agora eu mato o seu irmão!
– Calma Sasuke... – ela segurou a minha mão. – Deixa que eu cuido disso... – ela se aproximou do Sasori com um olhar mortal. – Acho que a organização Internacional de Espionagem vai perder um de seus integrantes essa noite... Que tal conversarmos em particular, irmãozinho?
Praticamente, a Sakura me colocou pra fora do meu quarto apenas de toalha. Fiquei parado no corredor e para o meu azar, o Kizachi estava me olhando todo intrigado.
– Por acaso, você vai pedir a mão da minha filha desse jeito?
– Hum... O meu quarto está meio que ocupado...
– Meu filho, deixe eu te mostrar uma coisa... – ele me levou até a janela e apontou para uma área perto da piscina. Nem me surpreendi ao ver o meu pai correndo nu com a Yakumo atrás dele tentando amenizar a situação. O Kizachi colocou a mão em meu ombro e deu a sua risada macabra. – Uchiha, sua família não é normal! Vou te dar uma força nisso... – ele foi se afastando ainda com a sua risada do mal e fiquei pensando seriamente no que ele quis dizer com a frase “dar uma força nisso”. Não sei o que é pior nessa situação e faltam longas cinco horas pra tudo acabar.
Coloquei as duas mãos sobre a minha cabeça e fiquei apenas olhando ao nada e pensando em qual família é a mais normal. Os Uchiha ou os Haruno? Sinceramente, essa é uma pergunta muito difícil de se responder, e nem mesmo a Sakura sabe a resposta pra isso.
– Pelo que notei, você está muito inquieto... – quando olhei para o lado, a avó da Sakura estava bem perto.
– Vovó?
– E quem você achou que seria?
– Hum...
– Andando pela casa desse jeito? Você não é muito normal... E pelo que percebi, sua família também não...
– Até a senhora?!
– Alguma coisa está errada nesse casa... E eu vou descobrir...
– O Kizachi já disse isso e agora... – quando olhei para o lado, ela não estava mais por perto. – O que há de errado com esse pessoal? E ainda dizem que é a minha família que não é normal! – nem sei por que, mas comecei a rir do nada. Acho que no fim, serei eu o maluco em meio a tudo isso.
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