Assistente Pessoal
10 O Assistente da Sakura!
Notas iniciais
Alguns Dias Depois...
– Um trem? — perguntei quando estávamos sentados em algo que parecia um ponto abandonado sem nenhuma pessoa por perto.
– A minha casa é bem longe do aeroporto... De carro, é difícil chegar lá... O melhor transporte é o trem público...
– Hum...
– Já quer desistir?
– Nunca! — quando o trem parou, as portas dos vagões se abriram e entramos. Eu carregava três malas super pesadas. Coloquei duas dentro do vagão e deixei uma nesse ponto. Quando me virei para pegar a terceira mala, as portas do vagão se fecharam e o trem voltou a ganhar movimento.
– Sasuke, você deixou uma mala!
– Que droga... Como paramos esse trem?
– Não tem como pará-lo... E só podemos voltar a amanhã para pegarmos essa mala!
– Se ela ainda estiver aí... O que me garante que alguém não vai roubá-la?
– Eh... Não tenho certeza de nada... Mas, o que tinha nessa mala?
– Minhas roupas... — me joguei em um banco e a Sakura ficou rindo sem parar da minha situação.
Três Horas Depois...
– Em que ponto vamos sair desse trem? — já estava entediado de ficar tanto tempo sentado. A Sakura estava de frente comigo e ela apenas olhava pelas janelas de vidro, admirando as paisagens verdes que tinham no caminho.
– Seja paciente... Faltam mais cinco minutos para chegarmos...
– Hum... Será que não podemos fazer nada nesse intervalo de tempo para nos divertirmos?
– Tipo o que? — ela olhou em meus olhos e me levantei do meu assento e fiquei com o meu rosto bem próximo ao seu.
– Um beijo...
– Eh... — o trem parou e ela ficou toda sorridente. — Chegamos...
– Você disse que faltavam cinco minutos...
– Me enganei... Pegue as malas, Sasuke!
– Certo... — Assim que saímos do vagão, olhei em volta e não havia nada nesse ponto também, além de uma vegetação intensa. — Sakura... Cadê a sua casa?
– Precisamos caminhar uma pequena distância para finalmente chegarmos...
– Hum... — ela foi andando por um caminho entre várias árvores. Acho que agora entendi porque a minha assistente não mora com a família, tudo é muito longe! Já estávamos caminhando por vários minutos. — Ei, Sakura...
Quando ela ficou de frente comigo, começamos a ouvir o barulho de vários tiros. E vários pássaros começaram a sair das árvores fazendo um barulho bem assustador. Os tiros pareciam que estavam vindo de um lugar bem perto. Joguei as malas no chão e puxei a Sakura pelo braço e nos jogamos em uma moita para nos escondermos. Nem percebi em que moita fiz isso, o impulso foi tão rápido que apenas nos joguei. Logo, um carro estava passando pelo nosso caminho e acho que pararam quando viram as nossas malas.
– Ei, Kizachi! Tem duas malas jogadas no caminho! — ouvimos uma voz de uma pessoa que provavelmente estava nesse carro.
– Deixe eu ver isso... — a Sakura parecia querer dizer algo, mas coloquei a mão em sua boca e a impedi de fazer algum barulho, afinal os caras estavam armados e podiam atirar em nós. Que garantia eu teria que eles perguntariam primeiro quem éramos antes de atirar? — Sakura... — Quando ele disse o nome da minha assistente, tirei a mão da sua boca e soltei o seu braço. Ela se levantou toda zonza e ficou em pé, bem visível.
– Papai!
– Filha! — ela saiu da moita e me levantei também, limpando os matos que estavam presos em minha roupa. Ela correu em direção a esse homem de cabelo bem estranho e o abraçou. Quando ele notou a minha presença, largou a Sakura e pegou a sua arma que estava em seu ombro a apontando em minha direção. — Quem é esse homem? E o que ele fazia com você nesse mato? — Apenas coloquei as mãos para o alto e olhei para a Sakura.
– Calma, papai... Esse é o meu... Eh...
– Eu posso explicar! — tentei dizer alguma coisa, mas ele pareceu mais furioso quando me pronunciei. — Na verdade, sou o assistente da sua filha! — a Sakura tentou segurar o riso e ele abaixou a arma. Nesse instante, eu saí da moita e me aproximei dele, estendendo a minha mão. — Ouvimos alguns tiros e fiquei com medo de colocar a vida da Sakura em risco, por isso a puxei para... — comecei a me coçar. — Esse mato...
O pai da Sakura se aproximou da moita e arrancou uma folha e a analisou bem de perto. Logo em seguida, ele começou a rir, foi bem assustador.
– Filha, você lembra da última vez que você brincou nesse local?
– Sim... Fiquei dois dias com o corpo todo vermelho e inchado de tanto coçar... — ela respondeu e isso me assustou mais ainda.
– Você passou a pomada protetora em sua pele antes de voltar para casa?
– Claro... Mas, o Sasuke não...
– Filho, é melhor irmos logo pra casa... — ele se aproximou de mim, envolvendo o seu braço em meu ombro. — Não se preocupe, minha esposa estudou detalhadamente cada planta nesse local e fez um antídoto pra cada veneno... Você vai ficar bem!
– Tem certeza? — perguntei.
– Absoluta...
(...)
Seguimos de carro até uma casa gigantesca que mais parecia uma mansão, que por sinal, bem maior que a minha. Durante o caminho, a coceira só ia aumentando e algumas manchas vermelhas começaram a surgir em meu corpo.
– Sakura, por que não me avisou que a moita causava coceira? — sussurrei em seu ouvido no banco traseiro do carro.
– Não fazia ideia de que o meu assistente pularia comigo nela! — ela começou a rir. — Acho que o meu pai gostou de você!
– Sério?
– Apenas tome cuidado para que ele não descubra a verdade... Ele odeia mentiras! — engoli em seco.
Quando o carro parou, descemos e fiquei admirando o local em minha volta. O pior é admitir que em parte, o que o Naruto estava falando era verdade. A Sakura não é uma garota qualquer. E parece que ela não queria que ninguém soubesse que a sua família é bem rica.
– E você ainda estava pensando em um aumento? — perguntei bem perto do seu ouvido.
– Minha família tem bens... Eu não!
– Uma filha independente... Gostei... Realmente, quero me casar com você!
– Então, cumpra o que prometeu...
– Sem problemas...
Fomos seguindo o seu pai em direção à entrada da mansão. E fiquei extremamente surpreso com os móveis apenas da sala. Tudo que tinha nesse local eram peças raras de colecionadores exclusivos e milionários.
– Impressionado?
– C-claro... Uma vez, meu irmão e eu disputamos um quadro legítimo desse pintor em um leilão online... — apontei para um quadro bem grande pendurado em cima de uma lareira. — Mas, perdemos para um comprador chamado desafiador863...
– Então, fique sabendo que você e seu irmão perderam para mim... — ele começou a rir, mas logo, mudou o seu semblante para uma expressão bem séria. — Você participou de um leilão tão caro assim? Não sabia que o assistente da minha amada filha possuía uma riqueza nesse porte...
– Eh... Estávamos apenas na disputa... Na verdade, sabíamos que não íamos ficar com o quadro...
– Hum...
– Ah... — ouvimos um grito ecoar de uma sala bem próxima e uma mulher de cabelos curtos e loiro veio correndo em nossa direção e abraçou a Sakura bem forte. — Minha filha! Você está linda! — ela olhou pra mim. — Que homem lindo! Você é o namorado da minha menininha?
– Eh... Mãe, esse é o Sasuke, ele está com alergia... Você poderia identificar o antídoto adequado para que ele tome logo?
– Claro que sim! — ela se aproximou um pouco mais de mim e me levou pelo braço até a cozinha. Quando chegamos lá, havia uma velhinha em uma cadeira de rodas, ela usava um óculos escuro e estava com uma xícara de chá em sua mão. A mãe da Sakura abriu um armário e pegou um saquinho que continha um pó de coloração escura e foi para um balcão preparar uma bebida com esse pó.
Fiquei olhando a mãe da Sakura e não percebi que aquela velhinha se aproximava de mim. Quando olhei para o lado, a velhinha estava bem perto. Ignorei essa aproximação. Mas senti uma mão apertar a minha bunda. Me assustei com isso. Olhei para a velhinha e ela agia como se nada estivesse acontecendo. A mãe da Sakura trouxe a bebida para mim e tinha um cheiro horrível.
– Tenho mesmo que beber isso?
– Claro que sim... E depressa, porque a vovó não gosta de companhia na cozinha...
– Hum... — bebi tudinho o chá e comecei a tossir. O gosto era pior que o cheiro. — Isso causa algum efeito colateral?
– Não... Não que eu me lembre...
– Ótimo... — apontei para a velhinha que agora estava um pouco mais longe. — Ela fala?
– A vovó sofreu uma doença que a deixou sem voz, sem a visão e sem os movimentos da perna...
– Hum...
– Algum problema?
– Nenhum... — saímos da cozinha e voltamos para a sala. Quando me aproximei deles, percebi a sombra de alguém perto de uma janela imensa que estava aberta. E do nada, essa sombra ganhou a forma de um homem que entrou em um salto inesperado na mansão.
– Isso é um assalto! — ele gritou e todos se viraram para olhá-lo. Nem me importei com as suas palavras, pois fiquei apenas olhando a sua aparência nada normal. Ele se aproximou da Sakura em passos bem ligeiros. — Vim roubar o seu coração! — quando ele disse isso, senti uma raiva imensa dentro de mim.
– Fique longe dela! — puxei a Sakura pelo braço, a afastando desse idiota. — Ela é a minha garota! Não se aproxime dela!
– Isso significa que... – o garoto maluco disse e logo, olhei para o pai da Sakura e ele me fuzilava com o seu olhar. Droga, meus planos não estão saindo como eu planejei!
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