Assistente Pessoal
11 Começando os Testes
Notas iniciais
– Eh... — a Sakura se soltou do meu braço e ficou bem em frente ao idiota saltador de janela e bandido.
– Sakura... — estava tão irritado e isso só ia aumentando com essa aproximação da minha assistente a esse cara. Mas, a expressão da Sakura mudou totalmente e ela acertou um tapa bem forte no rosto do maluco. Comecei a rir da situação. Ela o pegou pelo ombro e começou a sacudir.
– Quantas vezes eu vou ter que te dizer? Não te amo! E não quero que você fique chegando de surpresa! Isso me assusta! Ouviu, Rock Lee?
– S-sim... — ela o soltou e voltou para o meu lado com um sorriso no rosto. Confesso que fiquei com um pouco de medo da minha assistente. Ela sabe assustar quando é preciso.
Olhei para o pai da Sakura e ele continuava esperando as minhas explicações. Não posso dizer que sou um milionário e que a Sakura trabalha pra mim, isso o deixaria irritado. Mas, o que devo fazer?
– Pai... — a Sakura decidiu falar antes de mim. — O Sasuke é o meu namorado!
Ela falava com tanta firmeza, que até eu acreditei nisso. Fiquei tão distraído com as palavras da Sakura que apenas senti o impacto de um abraço bem apertado.
– Ahhhh... Eu sabia! Coração de mãe não se engana!
– Hum... — o pai da Sakura apenas pegou o Rock Lee pela gola da sua roupa estranha e saiu da sala com o rapaz pendurado.
– Acho que... O seu pai... Não ficou feliz com isso... — disse com muita dificuldade. A mãe da Sakura percebeu e me soltou.
– Ah, desculpe! Bem, vou contar essa novidade para a vovó!
A Sakura segurou em minha mão e me puxou por um corredor imenso que levava até uma escada. Subimos cada degrau e chegamos em mais um corredor que nos levava em direção a um quarto. Quando ela abriu a porta, achei que encontraria uma criança dentro.
– Você tem uma irmãzinha? — perguntei. — Espero que ela seja uma criança normal!
– Não... Esse quarto é meu!
– O que?
– Vou te contar a mesma história que contei para o Naruto algum tempo atrás... — nos sentamos em uma cama toda toda rosada que ficava bem no centro do quarto. — Quando eu era pequena, eu achava que a minha família era normal e que tudo o que acontecia a minha volta, fazia parte da vida de qualquer pessoa, mas estava enganada...
– O que você fazia em sua infância?
– Você nem imagina... Enfim, minha família, em especial o meu pai, tinha uns amigos bem estranhos, e fui prometida em casamento pra um deles em meio a uma brincadeira, mas a família dele levou bem a sério e o meu pai também... Quando tinha quatorze anos, o meu quarto continuava o mesmo e eu não tinha nenhuma amiga pra brincar... Meus professores eram particulares e estudei tudo em casa, aprendi vários idiomas diferentes, e até aprendi a tocar piano... Meu pai me levava pra caçar e me ensinou a sobreviver em diversas situações da minha vida... Mesmo com tudo o que eu aprendia, ele continuava a me tratar como uma menininha na qual ele decidiria tudo! Meu pai ia escolher meu emprego, meus amigos, meu namorado, marido... Fugi de casa com a ajuda do Sasori quando tinha dezesseis anos e ele me ajudou a entrar em um colégio, em uma universidade, mas depois disso, decidi fazer tudo por minha conta própria, sem a ajuda de ninguém...
– Hum... Então, você é comprometida?
– Para o meu pai, sim! Mas, durante a última discussão que tivemos, prometi que não me casaria com um milionário e muito menos dependeria deles para alguma coisa! Foi quando saí do meu apartamento para jogar no lixo algumas coisas e me deparei com um jornal que mostrava o anúncio de um emprego... Uma assistente pessoal... Sasuke, não pedi a vaga pelos motivos que te disse alguns meses atrás... Eu quis esse emprego para começar uma vida do zero, trabalhando para os outros... Cuidando de você...
– Deixa eu continuar a história pra você... — ela me olhava fixamente. — Você se apaixonou pelo seu chefe e agora quer contar a verdade a ele para que juntos consigam convencer o seu pai de que ele não precisa interferir em sua vida porque você não é mais uma criança, e sim, uma mulher esplêndida!
– Eh... Mais ou menos isso...
– Ainda tem mais?
– Muito mais... É com o tempo que você vai descobrir tudo... Apenas te contei o básico...
– Sério? — toquei em seu rosto e ela fechou os seus olhos. Fui aproximando o meu rosto lentamente do seu e encostei nossos lábios. Comecei a aprofundar o beijo e ela retribuía do mesmo jeito. O seu gosto era viciante e me deixava louco. Quando dei por mim, a joguei na cama e me deitei sobre o seu corpo. A cama era pequena, mas dava pra deitarmos. Toquei em sua cintura e a apertei com força. Meus lábios ainda se deliciavam com o seu. E pela droga de falta de ar, tivemos que nos separar. Ela ficou me olhando com um sorriso em seu rosto. — Então, estamos namorando?
– Acho que sim... Mas, só aceito um pedido de casamento quando nos resolvermos com a minha família!
– Perfeito... Vou fazer todo mundo me aceitar, inclusive aquela velhinha tarada!
– Velhinha? Tarada?
– A sua avó, eu acho... Ela apertou a minha bunda! — a Sakura começou a rir.
– Sasuke, a vovó foi uma mulher de muitos princípios... Acho que você estava delirando devido o chá... E sem falar que ela está em um estado impossível de se fazer isso...
– Hum... Não estou mentindo...
– Certo... O que me diz de dormirmos juntos essa noite?
– Seria perfeito!
– Mas antes, é melhor você ir falar com o meu pai sobre o nosso namoro... Ele vai te testar por vários dias... Então, esteja preparado! E não conte a ele que vamos dormir juntos! Isso é apenas um segredo meu e seu...
– Entendi... E quem é esse tal de Rock Lee?
– Ele é um dos amigos do Sasori que sempre estavam atrás de mim... Mas, não se preocupe com ele... — ficamos em pé e a Sakura me deu mais um beijo, só que dessa vez, bem rápido. — É melhor você ir logo atrás do meu pai... E cuidado com o Luck...
– Luck?
– Você vai saber quando encontrá-lo...
– É alguém perigoso?
– Eh... Acho que não...
– Hum...
(...)
De acordo com os empregados, o Sr. Kizachi estaria em sua sala particular. Cheguei em frente a porta dessa sala e havia uma fechadura bem estranha com leitura digital. Apertei um botão várias vezes, e com alguns instantes, a porta se abriu. Havia um corredor com vários quadros pendurados pelas paredes com fotos de todos da família, até de pessoas que eu acho que até morreram. A última foto desse corredor era a da Sakura. Cheguei em frente a uma área bem mais ampla, só que ela estava um pouco escura.
– Sr. Kizachi? — uma pequena luz se acendeu e apenas vi uma imensa cadeira e o pai da Sakura sentado nela. Ele se virou ficando bem de frente comigo.
– Quantos anos você tem, Sasuke?
– Vinte e nove...
– E a Sakura é a sua única namorada?
– Sim...
– Por que mentiram pra mim dizendo que você era um assistente?
– Na verdade... — a luz da sala se acendeu e quase eu caí pra trás quando vi um tigre ao lado do Kizachi.
– Ah, não se preocupe... O Luck é muito calmo... Mas, me conte, Uchiha... O que você pretende com a minha filha?
– Eu... Espera aí, você já sabe que sou um Uchiha?
– Há muito tempo... Afinal, trabalhei para a organização internacional de investigações e reconheceria a face de uma pessoa de grande fortuna há quilômetros de distância... Enfim, responda a minha pergunta... O que você pretende com a minha filha?
– Irei me casar com ela...
– Pelo que pesquisei, sua fama entre mulheres não é muito boa... Mas, se a Sakura escolheu você é porque ela não está em seu juízo muito bom...
– Hum... Acho que você não conhece sua filha...
– E você?
– Perfeitamente... Ela é inteligente, especial, astuta, verdadeira...
– Que tal fazermos o seguinte, Uchiha? Quero que me prove que você está a altura da Sakura para ganhar a mão dela em casamento... Se você não conseguir mudar a minha ideia ao seu respeito, diga adeus ao seu sonho de ficar com a minha menininha...
– Hum... Não vou desistir dela tão fácil...
– Assim espero...
Algumas Horas Depois...
– Essa roupa é horrível... Pareço o seu irmão...
– Porque a roupa é dele, mas não se preocupe, já mandei irem atrás das suas coisas...
– Hum... Seu pai trabalhou em uma organização?
– Sim... E é onde o Sasori trabalha atualmente...
– Nossa...
A Sakura foi chamada por sua mãe e acabei ficando sozinho na sala. Já estava cansado de ficar sentado e me levantei para observar a lareira de perto.
– Muito bonito... — ouvi uma voz soar bem perto de mim. Olhei para o lado e a velha já estava com a sua cadeira de rodas bem ao meu lado.
– Hum... Achei que a senhora não falasse...
– Meu filho, eu falo até demais... E será que você não podia ajudar uma velha senhora?
– Ajudar de que forma? — ela fez sinal com a mão para que eu me aproximasse do seu rosto e começou a sussurrar algumas coisas em meu ouvido. Me afastei dela e fiquei a olhando com vontade de rir. — O que eu ganho se fizer isso?
– Posso te ajudar a ganhar a confiança do meu filho, o Kizachi... Então, vai se aliar a essa pobre velha indefesa?
– Tenho escolha?
– Acho que não... — respirei fundo e voltei a olhar para a clareira. — Espero que você cumpra a sua palavra e que não deixe parecer que estou louco...
– Sasuke? — olhei para o lado e a Sakura estava em pé me olhando de uma forma estranha e a velha havia sumido. Acho até que ela é um fantasma. — Com quem você estava falando?
– Com a sua avó... — ela tocou em minha testa.
– Uchiha, você ainda deve estar no efeito do chá...
– Hum... Estou com fome, quando vamos jantar?
– Logo... E tenho certeza que você vai amar a comida de casa! A nossa cozinheira é ótima!
(...)
Estava com uma gosma estranha em meu prato e algumas patas de uma coisa que eu não fazia ideia do que era.
– Pai... — a Sakura me olhava toda sem jeito.
– Hoje os homens dessa casa vão comer algo diferente! — ele começou a dar uma risada que me dava medo. — A não ser que o Sasuke não dê conta!
– É claro que eu consigo! Mas, o que é isso?
– São tripas trituradas de um antílope com patas de esquilo... — meu estômago embrulhou com essa informação. — No período das caças, essa alimentação era essencial para um homem em uma floresta... Somente os fortes conseguiam comer tudo! — olhei bem para a comida e a Sakura negava com a cabeça para que eu não comesse nada. O Kizachi me olhava de uma forma desafiadora e ele começou a comer aquela gosma e parecia que gostava. Peguei um garfo e tirei um pouco dessa comida estranha e aproximei da minha boca bem devagar. Todos me olhavam bem atentos. Respirei bem fundo e empurrei tudo pra dentro, engolindo a comida sem deixar o seu gosto em minha língua. Bebi um copo de água depois e olhei para o Kizachi. Ele pegou as patas do esquilo e começou a mastigar tudo, fiz o mesmo. E ficamos nessa batalha até o meu prato ficar limpo.
– E aí, Kizachi? Surpreso? — estava me sentindo vitorioso e enjoado ao mesmo tempo.
– Ainda bem que gostou Uchiha, porque ainda vem a sobremesa... — olhei incrédulo pra ele e os empregados trouxeram uma tigela cheia de uma coisa que parecia até uma gelatina. Provei um pouco e era bem gostoso. Preferi comer tudo antes de saber o que era.
Assim que o jantar terminou, a mãe da Sakura me mostrou o meu quarto. E logo entrei e tomei um banho e vomitei uma parte do jantar. Me deitei na cama e fechei os meus olhos. Estava tão cansado que logo adormeci.
(...)
Ouvi um barulho na porta e me sentei na cama. Para a minha alegria era a Sakura. Ela trancou a porta do quarto e veio ao meu encontro se deitando ao meu lado.
– Desculpe pelo jantar... Meu pai está exagerando um pouco...
– Não se preocupe, foi moleza...
– Você está sentindo alguma coisa diferente em seu corpo?
– Hum... Só estou cansado...
– É que eu desconfiei do meu pai na sobremesa... Afinal, não parecia algo assustador...
– Hum... Vamos esquecer isso... Que tal aproveitarmos esse momento juntos?
– Acho uma ótima ideia... — coloquei o meu corpo sobre o seu e começamos a nos beijar com muito desejo. Minha excitação em sentir o corpo da Sakura era tão grande que fui logo tirando a minha roupa. — Eh...
– Sakura, eu te desejo muito! — fiquei apenas de cueca em cima dela e fui tirando o seu vestido com um pouco de calma, distribuindo vários beijos em seu corpo. — Eu não resisto mais... — ela pareceu entender e começou a me ajudar a tirar o resto das nossas roupas. Fiquei totalmente nu e ela me olhava um pouco assustada com o rosto bem corado. — Prometo que vou te amar sempre...
– Eu sei... — ficamos em pé, um de frente com o outro. Coloquei o meu rosto em seu ombro, sentindo o seu perfume agradável e ao mesmo tempo, minhas mãos começaram a desabotoar o seu sutiã.
– Uma cobra...
– Não pensei que você fosse usar esses tipos de palavras... — sussurrei em seu ouvido.
– Não! Tem uma cobra nesse quarto! — O local estava pouco iluminado, mas pude ver perfeitamente a sombra desse animal se rastejando pela parede. A Sakura foi para trás de mim bem assustada.
– Isso é uma casa ou um zoológico? — Olhei em volta e respirei bem fundo. Nesse lugar, não me surpreendo mais com nada!
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