Assistente Pessoal
2 Fugitivos de um bar
Notas iniciais
Depois de mais um dia com a Yakumo em casa, finalmente, ela viajou. Durante a noite saí para beber um pouco e acabei exagerando. Minhas lembranças ficam vagas e a única coisa que tenho certeza é que cheguei em casa.
Acordei com uma imensa dor de cabeça. Tive um sonho muito estranho. Me levantei da cama e olhei para o lado, até me assustei quando vi uma ruiva em minha cama. Novamente, nem sei o seu nome. Me dirigi até o banheiro e tomei um longo banho. Assim que saí, a garota não estava mais em meu quarto. Olhei ao redor e nada. Dei de ombros e me arrumei devidamente ao trabalho.
Quando desci as escadas, de longe avistei uma cabeleira rosa. Ela estava me aguardando em pé na sala. Assim que fiquei bem em frente à essa garota, que eu nem me lembro mais o nome, a olhei dos pés à cabeça.
– Eh... Sa...
– Sakura... Bom dia, Sr. Uchiha! – ela disse com um sorriso.
– Isso mesmo... Bom dia, Sakura! Eh... Vou para a empresa agora... Você vem também?
– Sou sua assistente... É você que decide pra onde eu vou!
– Hum... – coloquei a mão em minha cabeça e olhei bem à Sakura. – Que tal uma roupa melhor para você sair comigo?
– Roupa? O que há de errado com essa? – ela estava com uma saia longa e justa de cor preta, nem dava pra ver as coxas dela. E a sua camiseta era branca com um blazer por cima também de cor preta. Ela estava mais para uma executiva do que para a assistente de um Uchiha.
– Bem... Não vejo nada! – ela me olhou confusa. Fiz sinal com as mãos de suas curvas. Ela apenas ficou vermelha e não disse nada. Comecei a rir. – Entendi... Minha assistente é virgem!
– Sr. Uchiha, minha vida pessoal não entra em questão aqui...
– Desculpe... É o hábito mesmo... E não me chame de senhor, me sinto um velho... A partir de agora, é apenas Sasuke!
– Como quiser... Sasuke...
Durante a viagem de carro até a empresa, a Sakura me apresentou a minha agenda e ela estava impecável, me refiro a agenda no caso. A garota é realmente muito dedicada.
Meu dia foi até tranquilo, com a Sakura ao meu lado, tudo está parecendo tão fácil.
Uma Semana Depois...
– Sakura... – eu estava tomando o meu café da manhã sozinho. Aproveitei e convidei a Sakura para se juntar a mim. Ela negou no começo, mas como fui insistente, ela aceitou. – Você já sabe tudo sobre a minha vida... E a sua? Gostaria de saber...
– Hum... Não tem muita coisa esplêndida! Apenas sou uma assistente...
– Tem namorado?
– Não...
– Parente em Konoha?
– Também não... Moro sozinha há muito tempo!
– Eh... O que faremos hoje? Alguma diversão pervertida você planejou pra mim?
– Sasuke... – ela olhou em minha agenda. – Seu pai vem visitá-lo hoje às três horas da tarde.
– Hum... Isso não é pervertido! Enfim, arrume uma mala de viagem pra mim e faça uma pra você também!
– O que?
– Meu pai vem pra essa mansão e confie em mim, é melhor não passarmos a noite sob o mesmo teto que ele... Assim que eu falar com ele, vamos viajar!
– Certo... – ela disse meio desconfiada.
Enfim, pra quem não conhece o Sr. Fugaku Uchiha, deixe-me lhes contar algumas coisas. Toda vez que ele chega em Konoha, simplesmente, ele traz uma garota para ser a minha esposa, mas no fim, é ele que acaba transando com a garota. Isso apenas me dá dor de cabeça. E ainda por cima, bebe tanto a ponto de começar a tirar a roupa e andar nu pela mansão. Não quero que a Sakura veja isso. Então, já alertei os outros empregados para ficarem de olho.
(...)
Já eram três horas da tarde. Meu pai chegou e veio logo me dar um abraço.
– Sasuke, meu filho, você já é um homem!
– Sempre fui...
– E muito esperto também!
– Bem, pai, sinta-se em sua casa... Estou com uma viagem de trabalho muito importante... Chego em dois dias...
– Mas...
– Infelizmente, não posso adiar... Então, adeus! – fui curto e rápido. A Sakura já havia deixado as malas em um carro e ela estava andando bem ao meu lado.
– Uma garota? Você casou e nem nos contou? – meu pai perguntou.
– Eh... Não estamos casados! – eu disse.
– Entendi... Boa viagem então!
(...)
Depois de uma hora dirigindo com a Sakura ao meu lado, finalmente, ela se pronunciou.
– Você sabe para onde estamos indo?
– Para uma outra casa da nossa família... Nesse lugar, você poderá fazer o seu trabalho mais relaxada e tranquila... E eu aproveito e descanso um pouco também!
– Certo...
Com mais umas duas horas de viagem, olhei para o lado e a Sakura estava dormindo. Olhei para o céu e uma chuva bem forte estava se formando através das densas nuvens. Olhei para os lados na estrada e... Onde eu estou?
De um lado haviam árvores. Do outro lado, haviam árvores. Em frente, haviam dois caminhos. Não me lembro de ter um passado por aqui algum dia. Peguei meu celular e ele estava fora de área. Respirei fundo e parei o carro sem saber o caminho que eu deveria seguir.
– Siga pela direita. – ela disse. Olhei surpreso para a minha assistente e ela estava acordada e com um pequeno sorriso em seu rosto.
– Você quer rir?
– Não... – ela segurava o riso. – Estudei o trajeto antes de sairmos da mansão! A Dona Yakumo me disse que você é meio esquecido!
– Hum... Ela disse isso? Enfim, vamos logo...
(...)
Quando chegamos na casa, guardamos as nossas malas cada uma em seu devido quarto. A casa em si, não é muito grande, mas é bem confortável. Cercada pelo silêncio das árvores e pela leve brisa dos ventos.
– Brisa dos ventos? – Sakura perguntou ao olhar pela janela a forte chuva que caía.
– Ah... Quer ir em um bar beber alguma coisa?
– Não bebo nada que tenha álcool... Mas, posso acompanhá-lo...
– Ótimo!
Fomos correndo até o carro e dirigimos até uma cidadezinha que ficava por perto e logo avistamos um bar. Ele estava lotado de pessoas. Assim que entramos, pedi uma mesa para dois e meu pedido foi atendido rapidamente.
Olhei em volta e uma garota de seios grandes e um quadril bem farto, me chamou a atenção. Fiquei a encarando e ela retribuía o gesto.
– Sasuke...
– Hum? – não parei de olhar por nada para essa garota.
– Sasuke...
– O que é? – continuei fixo aos seios dessa mulher. Era uma tentação.
– Se eu fosse você não ficava encarando assim... – ela cantarolou essa frase.
– Por que? – olhei para a Sakura e ela estava bem assustada olhando para o meu lado. Acompanhei seu olhar até um cara que estava em pé ao meu lado, cobrindo totalmente a minha visão até a garota dos seios grandes. – Algum problema? – me referi a ele.
– Você está encarando a minha mulher?
– O que?
– Estou me referindo à minha mulher! Aquela ali! – ele apontou para a mulher dos seios grandes. Nossa! Como eles são grandes!
– Se não quer que olhem para ela, então não a deixe sair de sua casa!
– Você é bem atrevido, não é? – me levantei e fiquei bem em frente a esse idiota.
– Não tenho culpa se ela também fica olhando pra mim!
– Seu... – ele se aproximou mais um pouco e nesse momento a Sakura ficou bem em minha frente, tornando-se uma barreira entre nós dois.
– Rapazes, se acalmem! – todas as pessoas olhavam para nós. — Em primeiro lugar, o Sasuke apenas estava retribuindo a cantada que a sua mulher estava dando em cima dele! Em segundo lugar, a sua mulher falta escrever em seus peitos: “Me peguem!” de tão vulgar que ela está!
Todas as pessoas começaram a olhar assustados para nós dois. Aproximei a minha boca do ouvido da Sakura.
– Não exagera! – sussurrei.
– Em terceiro lugar, não queremos confusão!
– Depois de tudo o que você disse, ainda termina com a frase dizendo que não queremos confusão? – sussurrei novamente.
– Foi você que começou! – ela sussurrou também.
– Amor, deixem os garotos em paz! – a mulher dos seios grandes se aproximou e segurou o braço do cara.
– Garotos? – perguntei.
– Prefere moleques? – quando ele disse isso, acertei um soco bem em cima do nariz dele. Droga! Ficou doendo! Fiquei sacudindo minha mão para abafar a dor. A Sakura ficou espantada ao meu lado. Olhei pra frente e o cara estava com um olhar muito do mal e com o nariz sagrando.
– Eh... – a Sakura segurou em meu braço. – Vamos sair por aqui! – praticamente, ela me puxou correndo para fora do bar.
Olhamos para trás e o cara ainda tentava nos alcançar. Ela entrou no mesmo instante no carro e se sentou no banco do motorista e eu fiquei ao seu lado olhando. A Sakura deu uma manobra no carro e saiu dirigindo rapidamente em direção à nossa casa.
– Você sempre foge assim? Ou foi a sua primeira vez? – perguntei em meio aos risos. Apesar de tudo, até que foi divertido.
– Sasuke... Você é muito encrenqueiro!
– E olha só... – peguei um papelzinho do meu bolso. – Ela ainda me deu o número dela...
– Como? — ela começou a rir também.
– Na hora que você me puxou para correr! Isso foi muito incrível! Você é incrível!
– Obrigada...
– Acho que quero você como minha assistente por muito tempo!
– Eh...
– Você não quer?
– Claro... – fiquei olhando bem sério para a Sakura. Seus olhos são bem firmes, sempre me parecendo que ela não está ao meu lado à toa. Mas, quem se importa com isso?
(...)
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