Assim diz a Lenda
9 Conflitos e Fofocas
Notas iniciais
A lenda diz:
Os rumores correm rápido pelo País do Fogo, como uma faísca em um palheiro.
Toneri respirou fundo antes de bater na porta do quarto de sua mãe. E quando o fez teve que esperar alguns segundos antes de receber a permissão dela para entrar. O quarto da Imperatriz era luxuoso, pintado de vermelho com detalhes em dourado, foi construído, dentro da casa Hyuuga, somente para ela. Mulher, vaidosa como era, quando não estava resolvendo assuntos políticos junto com seu marido, quase sempre estava na frente do espelho de sua penteadeira. Então não era novidade nenhuma para o príncipe acha-la analisando minuciosamente o seu pescoço, procurando alguma marca de velhice.
Ela observou o filho pelo espelho se aproximando, e sem encara-lo começou a falar.
— Irá sair para pegar aqueles Hyuugas não é?
— Sim mãe.
— Muito bem. – Ela parou de alisar o pescoço e se virou para o príncipe. – Venha aqui. – Ordenou. Toneri se aproximou, com a cabeça erguida e as mãos atrás do corpo. – Deixe-me ver a joia que o guarda arrancou.
O príncipe tirou de suas vestes a joia que tinham arrancado do olho de Neji, e entregou para a Imperatiz, que sorriu analisando-a.
— Voltarei com a outra joia no olho daquele Hyuuga e com a mulher Hyuuga também. – Garantiu.
— Porque não voltará com as três joias? – Ele riu.
—A mulher Hyuuga ficará na minha coleção. – A Imperatriz suspirou.
— Você não cansa de aumentar sua coleção, parece até seu pai, embora ele goste de colecionar amantes.
— Sim, e minha mãe tomou cuidado para que nenhuma delas chegasse a assumir o posto de consorte, principalmente as grávidas.
A Imperatriz cruzou as pernas, e sorriu em deboche.
— Devia me agradecer, é graças a mim que você não tem nenhuma concorrência ao trono.
— Nenhum desses mestiços de Otsutsuki ficariam contra mim.
A Imperatriz se levantou, ela não era mais alta que Toneri, mas seu olhar causava calafrios até nele, ela acariciou os cabelos do filho, e o abraçou, ainda fazendo um cafuné na nuca dele. O príncipe sentiu o perfume da mãe, que sempre o fazia lembrar da infância, com rígida educação e muitas regalias.
— Eu sei meu amado filho, mas não devemos confiar em ninguém que não seja puramente do nosso sangue. – O soltou e encarou com gentileza, era um olhar, que mesmo ela, podia fazer, afinal, amava o seu filho. – Não se preocupe, logo sua irmã terá idade para se casar, e então nossa linhagem continuará pura. – A mulher deu um beijo na testa do príncipe. – Tome cuidado em seu caminho, sua avó ficará satisfeita em saber que os Hyuuga estão prestes a acabar.
Toneri se despediu da mãe, que voltou a se olhar no espelho, e seguiu seu caminha para fora da mansão da família imperial, ele não podia perder mais tempo do que já perdeu. Enquanto caminhava ele se lembrava vagamente de sua avó Kaguya Otsutsuki, uma mulher severa, quem planejou o ataque contra os Hyuugas, como plano para aumentar o status de sua linhagem e de seu nome, o que funcionou muito bem. Kaguya já havia morrido a muito tempo, mas o príncipe conseguia sentir que ela ainda vagando pelas paredes da residência.
...
Neji abria os olhos lentamente, estava se sentindo zonzo, desnorteado, viu um clarão a sua frente, piscou algumas vezes até se acostumar com a luz, o que demorou um pouco, e logo em seguida, uma dor de cabeça o atingiu em cheio, percebeu rapidamente que estava em um quarto desconhecido.
— Ahhh! – Gemeu de dor, levantando a mão meio adormecida para a cabeça.
— Irmão!? – Reconheceu a voz de Hinata. – É um alívio te ver acordando.
As memórias dele voltaram de uma vez, em instante ele entrou em modo de alerta, queria se levantar, mas como sua mão, seu corpo inteiro parecia adormecido.
— Devagar. – Disse a morena, ela colocou a mão em suas costas para o ajudar a se sentar. – Você dormiu por três dias.
— O Q.... – Neji começou a tossir, estava com a garganta muito seca.
A Hyuuga se apressou em pegar um copo d’água dando na boca dele, já que ainda não tinha recuperado completamente os movimentos do corpo. E ele bebeu praticamente tudo em uma golada.
— Três dias?
Quando ele tentou olhar para os lados percebeu seu campo de visão estava menor. Levantou a mão novamente até seu olho e sentiu a bandagem, ele não se lembrava muito bem o que tinha acontecido, nada do que havia acontecido depois que os dois foram chamados para dançar para a família imperial. A mão da irmã pousou sobre a dele, que a olhou com uma expressão de dúvida e, temerosa, ela retribuiu com olhar de dor.
— Você perdeu muito sangue. – Fez um pequeno silencio. – Os Otsutsuki nos acharam.
— Hinata. Onde. Estamos? – Perguntou nervoso.
— Na casa Namikaze-Uzumaki. – Recebendo uma expressão raivosa do irmão ela respirou fundo e explicou. – Depois que nós nos apresentamos para a família imperial os guardas deles nos cercaram, eu achei uma rota de fuga, mas eram muitos guardas e você decidiu ficar para trás. Eles arrancaram seu olho. Acredito que tenha sido a prova que os Otsutsuki precisavam.
— Hinata, porque ainda estamos aqui?
— Você perdeu muito sangue, precisava se recuperar. – Ela tomou folego. – Neji você dormiu por três dias, sabe quanto eu fiquei assustada pensando que talvez não acordasse mais?
— Então agora acordei! Vamos embora! – Ele tentou se levantar, mas demorou mais do que o normal para colocar os pés no chão e quando impulsionou o corpo para ficar de pé quase caiu se Hinata não tivesse o segurado e se não tivesse apoiado na cama.
— Neji, você pode ter acordado. – O ajudou a se sentar novamente. – Mas está fraco, e eu fiz um acordo com as famílias nobres, que ajudaria eles com o que for preciso.
— Por que fez esse acordo? – Ele falava e olhava para a irmã de forma irritada e alta.
— PORQUE ELES SALVARAM SUA VIDA! – Hinata também levantou a voz.
Toc... Toc... Toc...
Os Hyuuga olharam para porta, não tinham percebido que estava aberta o tempo todo.
— Desculpem atrapalha-los. – Disse Minato, que tinha um sorriso calmo no rosto. – Estávamos passando, para ver como estava indo a recuperação de Neji Hyuuga, quando ouvimos barulho de conversa.
— Muito obrigada pela preocupação Sr. e Sra. Namikaze-Uzumaki. – Hinata fez uma reverência acompanhada de Neji, que conseguia inclinar um pouco.
— Sim, obrigado por terem cuidado de mim e de minha irmã. Mas acho que está na hora de irmos. – Disse em tom de advertência para a morena.
— Já disse querido irmão. – Soou irônica. – Ajudarei as famílias nobres no que for preciso.
— Temos que cuidar de nossos próprios problemas querida irmã. – Também falou irônico. – Absolutamente todos correm risco se ficarmos aqui. Agradeço pela hospitalidade. – Neji novamente tentou se levantar, conseguiu ficar de pé, mas os passos ainda eram travados e dados com dificuldade. – Mas agora temos que ir. – Tinha uma expressão firme, enquanto olhava para os Namikaze-Uzumaki.
— Irmão... – Hinata queria explicar novamente a situação.
— Hyuuga, sua irmã nos deu informações valiosas. – Kushina começou a argumentar. – É indelicado falar que os Otsutsuki são problema de vocês quando todos nós fomos afetados por eles, não estou diminuindo o que aconteceu com sua família, afinal foram os únicos que realmente perderam tudo. Mas todos nós estávamos esperando o momento para iniciar nosso plano contra a família imperial, a vinda de vocês dois para nossa residência foi esse momento, além disso, fizemos um acordo que protegeríamos vocês. E um Uzumaki nunca descumpre seus acordos.
— Acordo? Um Uzumaki nunca descumpre, não é? Eu já ouvi esse discurso antes. – Neji se colocou com dificuldade a frente de Hinata.
— Sim, ouviu. – Naruto, que tinha acabado de chegar, passou pelos pais e ficou em frente de Neji, colocou a mão no peito e se curvou. – Me desculpe, não devia ter deixado os dois sozinhos naquela manhã, foi um erro meu.
Naruto continuou naquela posição, o que desarmou completamente Neji, que nunca havia sido tratado daquela forma, ninguém nunca pedia desculpas para um músico itinerante, muito menos alguém de uma família nobre.
— E...u.... – O moreno recuou, engasgando com as próprias palavras, não sabendo o que dizer.
— Neji. – Sentiu Hinata colocar a mão em suas costas, ficando ao seu lado. – Já não está cansado de fugir? – O Hyuuga engoliu seco, é claro que estava cansado, estava cansado a muito tempo, queria de uma vez por todas, viver livre. – Naruto, por favor, se levante, quando a família imperial ordenou que ninguém entrasse no salão já estávamos por conta própria, não tinha nada que pudesse fazer. E você. – Olhou para o irmão. – Sabia muito bem disso quando falou para nos armarmos antes de ir nos apresentar.
Neji se sentia envergonhado por estar levando um sermão, mas o que poderia fazer? Ela estava certa. O moreno bufou derrotado, mas não daria a braço a torcer tão facilmente.
— Se Hinata fez um acordo com vocês deixarei ela cumprir esse acordo, mas assim que ele acabar, nós vamos embora. – Falou um pouco a contra gosta, olhava para a família Namikaze-Uzumaki.
...
Jiraya respirou pesado, passou, pela milésima vez, a mão na testa, se não fizesse isso tinha certeza que seu suor chegaria em seus olhos. Estava caminhando a três noites e quatro dias pelo deserto, com a certeza de que não estava perdido. Os dias estavam quentes, e estava difícil enxergar alguma coisa com a luz do Sol refletindo na areia. O grisalho colocou a mão na testa e observou o horizonte, abriu um sorriso quando viu os grandes portões de pedra, a entrada para o País do Fogo, no horizonte, se animou e começou a apressar o passo.
Chagando nos portões, já pode sentir o cheiro de casa, mesmo sendo um nômade, não poderia chamar outro lugar de lar, se não o País do Fogo. Sem demora Jiraya entrou no território que pertence a família Otenki, aliados dos Otsutsuki, eram os mais pacíficos dos aliados. Eles controlam o que e quem entra e sai do país, com um controle rigoroso feito pelos seus guardas, mas o grisalho percebeu a mudança assim que deu o primeiro passo para entrar. Rapidamente ele cobriu sua cabeça, com o sobretudo que usava, se curvou um pouco, colocando o punho fechado por de trás das costas, colocou sua bolsa pendurada no seu ombro direito.
“O que os guardas imperiais estão fazendo aqui?” – Se perguntou temeroso, entrando na cidade. – “O que aconteceu?” – Imediatamente ficando preocupado.
Jiraya tentava passar despercebido, no meio de uma multidão de comerciantes itinerantes que se aglomeravam nos portões, volta e meia esses comerciantes eram parados pelos guardas. Apesar de estar tenso, tentava não parecer, tentava não olhar diretamente para um guarda, e tentava controlar seus passos para não sair correndo.
— Você! Parado! – Ouvi um comando seco.
Jiraya suou frio, e paralisou no lugar, quando olhou para o lado um guarda se aproximava dele.
“Se acalme, tente não parecer um ladrão” – Pensou desesperado.
— Sim senhor. – Respondeu se virando para o guarda.
— O que veio fazer aqui? – Perguntou.
— Sou um simples viajante que está procurando um lugar para comer e dormir. – Respondeu claramente.
— De onde veio?
— Não pertenço a lugar nenhum, sou um nômade, só ando por ai, conhecendo pessoas e lugares.
— Respostas vagas não vão te ajudar aqui senhor.
— Mas perguntas vagas também não me farão responder o que quer que eu responda meu bom guarda.
“Seu idiota, segure essa língua” – Sua cabeça gritou com ele.
O guarda, sem expressão, apenas o encarou, com aqueles olhos assustadoramente vazios.
— O que o senhor pretende fazer no País do Fogo? – Disse um tom mais alto, como se quisesse intimidar, mesmo que sua expressão não mudasse.
— Já lhe disse, sou um nômade, um viajante, não tenho lugar para chamar de lar, nem pessoas para chamar de família. Estou aqui à procura de uma cama mais macia que o chão e uma comida diferente dos grãos de areia que entram acidentalmente na minha boca. E, se tiver sorte, um entretenimento feminino para me fazer feliz. O senhor guarda não tem a piedade de deixar esse pobre velho entrar para ter esses pequenos prazeres da vida?
O guarda o olhou de cima, avaliando a resposta de Jiraya, que aparentava ser exatamente a pessoa que tinha dito.
— O que tem em sua bolsa?
— Tenho que ganhar a vida de alguma forma, eu escrevo, e vendo meus contos por alguns trocados, é com esse dinheiro que compro alguns prazeres.
— Irei verificar.
— A vontade. – Jiraya se virou, deixando o guarda olhar o que tinha dentro de sua bolsa, afinal dessa vez estava faladando completamente a verdade, e seus documentos de estudos estavam bem guardados em um bolso secreto.
— Parece que você diz a verdade.
— Porque eu mentiria para um guarda? – Sorriu com um fundo de deboche.
— Pode passar. – O guarda imperial disse por fim.
— Obrigado, meu bom guarda.
Jiraya continuou na sua farsa até ficar fora do alcance dos guardas imperiais, e quando estava longe o suficiente ele se alongou suas costas estralaram.
— Não posso ficar fazendo esse papel por muito mais tempo. – Resmungou.
O grisalho caminhava, e exceto pela fiscalização, nada estava diferente de quando ele tinha partido. As ruas, mesmo sendo o território Otenki, ricos pelo grande número de comerciantes que entravam e saiam, era de se notar a pobreza em todo o canto, pessoas pedindo esmola, lixo acumulado nas ruas sendo revirado por outras pessoas e animas, e um grande número de casas noturnas já estava abertas, mesmo não tendo nem anoitecido e, sem falar dos órfãos. Eram algumas das coisas que se podia observar. Jiraya se lembrava de como era antes da guerra, havia sim pobreza, mas também havia oportunidades de uma vida digna.
Ele procurava uma hospedaria, não seria difícil, então entrou no primeiro estabelecimento mais decente que achou, sendo seguido por uma sombra rápida. Sentou na bancada do bar, não para beber, mas para comer, estava exausto, depois de caminhar tanto, ainda tinha mais alguns dias de jornada, e tudo que queria agora era um prato quente depois dormiria até o Sol chagar no topo do céu. A conversa que circulava pelo salão era a mesma, desde que os Otsutsuki assumiram o poder.
— Os impostos aumentaram. – Falou um senhor com olheiras profundas.
— Não é novidade. – Falou outro senhor com roupa marrom. – Devem estar construindo uma cachoeira de ouro na capital.
— Falaram que esse iria ser temporário. – Falou uma mulher esperançosa.
— Falaram isso no ano passado também, e até agora não diminuíram em nada os impostos. – Falou o homem de roupa marrom.
— As sementes para o plantio só tem ficado mais caras também. – Falou novamente o homem com olheiras. – Logo haverão muitos fazendeiros pelas cidades.
— Se estão a procura de uma oportunidades se arrependerão assim que colocarem os pés em qualquer cidade. – Falou a mulher.
Jiraya suspirou, triste pela conversa. Sentiu seu estomago roncar, quando seu prato chegou, ele olhou bem para a comida, não estava com a cara muito boa, mas era melhor comer antes que caísse desnutrido. Conseguiu colocar cinco garfos na boca, quando ouviu a conversa de seu interesse.
— Você ouviu? Alguma coisa aconteceu na casa Namikaze-Uzumaki. – O grisalho parou de mastigar.
— Do que está falando homem? O que aconteceu?
— Soube, pela minha prima que é amiga de um rapaz que conheceu uma mulher que mora no território Namikaze-Uzumaki. A festa anual da família imperial ocorreu de forma diferente por lá. Os Otsutsuki saíram em um horário diferente do de costume, ainda por cima com a escolta reduzida, depois de algumas horas o resto dos guardas seguiu a família imperial.
— O que pode ter acontecido?
— Dizem que Naruto Namikaze Uzumaki finalmente pirou, e matou alguns guardas imperiais, e foi levado para a capital.
Jiraya largou os talheres, se levantou do banco, e foi, com passos acelerados até o homem fofoqueiro. O agarrou pela gola da roupa, e o puxou para cima.
— ME EXPLIQUE DIREITO! – Exigiu com os nervos explodindo.
O homem levantou as mãos em rendição, com os olhos arregalados de medo e a boca aberta, sem conseguir pronunciar uma palavra.
— Ei, calma, calma. – O homem sombra se aproximou, estava encapuzado, assim não dava para ver o rosto completamente coberto. – Calma amigo. – Pediu mais uma vez colocando a mão no ombro de Jiraya. – Não queremos problemas aqui.
Iria retrucar, mas sentiu a força com que esse homem o segurou, estreitou os olhos e largou aquele que estava contando o rumor. O encapuzado riu.
— Porque não vamos lá fora, e resolvemos isso? – Sugeriu, e Jiraya acenou com a cabeça.
Os dois saíram, estavam sendo observados por olhos curiosos, mas esses olhos logo desistiram quando perceberam que não haveria briga.
— Tinha que ser aqui fora? – Jiraya perguntou, quando já estavam sozinhos.
— Não queria ninguém nos ouvindo. – Disse o encapuzado, tirando o capuz.
— A quanto tempo Kakashi. – O grisalho sorriu para o mais novo, se aproximou dando tapas amigáveis e doloridos nas costas dele. – Como estão todos?
—Preocupados. – Respondeu, devolvendo os tapas. – Onde esteve?
— É difícil de explicar. – Disse se afastando. – Mas senti saudade deste lugar e de todos. – Olhou para o céu.
— Que bom que voltou, vamos precisar de você.
Só então o sorriso de Jiraya murchou.
— Sobre o que aquele homem disse lá dentro, é verdade? – Perguntou preocupado.
— Não, Naruto não foi levado. – Garantiu.
Expirou aliviado.
— Então o que aconteceu?
— Começou, meu amigo, as famílias nobres estão se levantando contra a família imperial. – O grisalho arregalou os olhos.
— O que aconteceu enquanto eu estive fora?
— Só sei por alto, mas alguma coisa na festa provocou os Otsutsuki.
— O que foi?
— Não sei direito, estava em contato com Kushina e Minato, eles disseram que, por enquanto, era melhor não explicar, só passar a informação para os aliados: Preparem-se.
Jiraya colocou a mão na cabeça, assimilando.
— Será que, o que aconteceu no território Namikaze-Uzumaki... – Engoliu seco. – Teve haver com Naruto?
Kakashi, se calou, não sabendo responder.
— Então o momento chegou... Quantas famílias já foram avisadas?
— A maioria.
Jiraya riu.
— E como me achou?
— Um acidente, ao mesmo tempo, estava procurando.
— Estava me procurando? – Jiraya falou como uma menina apaixonada.
— Quando perceberam sua demora muita gente te procurou, mas foram parando aos poucos. Eu me voluntariei para ver como estão os preparativos dos nossos aliados, e de quebra, achar alguma pista do nômade Jiraya.
— Bom então, só me resta dar alguma satisfação e eles. – O grisalho se animou. – Só peço uma noite de descanso para repor as energias.
Kakashi concordou silenciosamente, e Jiraya voltou para dentro da hospedagem, para o seu prato de comida, que não estava mais lá.
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