Um adolescente chega correndo em uma residência gigantesca, e se depara ao encontrar um velho encapuzado morto em sua frente, e mais distante, um homem com um colar em forma de cruz vermelha, e uma faca ensanguentada na mão direita.

-- S-seu... o que fez com meu avô?!

-- Não fui eu! Eles me deram esta faca e fugiram!- O Templário estava com medo. Nunca havia visto um adolescente tão equipado. Na verdade nunca havia visto um adolescente EQUIPADO.

-- Você mente muito mal, Templário! E eu... eu vou te matar!!! Posso ser um recruta... posso não ser um mestre como meu avô... mas o aluno supera o professor! E nós, Assassinos, vamos levar o mundo à liberdade! Vamos limpar a escória que vocês representam!!

O jovem pega suas facas serrilhadas e parte para cima do Templário, que se mostra paralisado. As facas atingem a barriga do homem, que grita muito.

-- É ruim sentir dor, não é? O sofrimento se assemelha a ódio, por quem o machucou. O sangue, as feridas... o que resta pra você, é implorar.

-- Eu imploro. Eu posso compensar... quer dinheiro? Alianças?

O jovem demora para responder.

-- Não. Eu não ouso perder minha honra para um bilhão de dólares. Ou ser amigo de um Templário. Eu o matarei.

TRÊS SEMANAS DEPOIS

QUARTEL DOS ASSASSINOS

13h30min

-- Sem-sei, você voltou! Bem vindo de volta!!- Uma criança falou para o adolescente.

--Qual é Matsu. Chame-me de Dan, não estamos no Japão. E eu precisava coletar o sangue de dez Templários. Por isso demorei.

--Prof... Dan. O que aconteceu? Você está raivoso.

-- Matsu, não é nada que precise saber.

--Pierre morreu né?

Dan não responde. Ele só prossegue, deixando seu discípulo para traz. Seu destino era o santuário das estátuas. Na ordem dos Assassinos, quando um mestre Assassino morria, seu familiar mais próximo deveria esculpir uma estátua em seu tributo. O mestre assassino Pierre era avô de Dan. Logo Dan chega no santuário, encontrando dezenas de estátuas de mestres Assassinos. Ele reconheceu vários. Altair Ibn’La Ahad, Ezio Auditore De Fireze, Asalie Hyotsuki, Euza Mazze, Regig e Relozzi. Mas não se importou. Procurou uma pedra e um espaço livre para esculpir.

16h47min

Dan terminou. Uma escultura perfeita, com máximo de detalhes, desde amassados de roupa à queimadura no dedo anelar esquerdo necessário para entrar na Ordem. Depois disso foi até o santuário de sangue. Guardou dez penas manchadas com sangue Templário em dez baús. Ele saiu do santuário e do esconderijo, indo para a escola C.N.E.D.( Conhecimento Nunca é Demais).

--Nada como estudar artes ridículas em uma escola com nome ridículo.

Nota do autor Artur: aceito sugestões de nomes.

Logo na entrada, Dan se depara com seus dois amigos. Um era alto, tinha cabelos pretos quase cinza e olho verdes. E esse sabia sobre os Assassinos. O outro na verdade era ELA. Não dava para saber a cor de seu cabelo, pois ela vivia o pintando. Garanto que se você a vir com os cabelos castanhos em uma semana, na outra ela já vai ter pintado de rosa ou verde. A única certeza que Dan tinha era que ela possuía olhos azuis. Ela sabia dos Assassinos, mas não da história toda. Pra ser específico, nem ¼.

--Olá Harry. Rachel. — Dan falou com um tom frio e desprezível, como uma pessoa falando “que se ferre a vida, o mundo, os Templários, a guerra, eu”.

--Soubemos sobre Pierre. Cara, eu sinto muito. Nós sentimos. — disse Harry.

--Não sabemos como ele morreu, ou como foi a vida dele. Mas sabemos que a guerra sec...- Dan rapidamente intercepta Rachel, tampando sua boca.

-- Ei! Quer entregar todos nós em menos de dez segundos? E numa escola pública?- Dan destampa a boca dela.

--Desculpe sen-sei.

--Tá, tá. Posso superar isso. Mas outras coisas... — Dan começa a se lembrar do seu passado. Ele se vê numa dimensão vazia. É quase como se estivesse flutuando no espaço. Agora ele via uma criança de sete anos falando com um velho.

-- Vovô, porque eu moro com o senhor em vez de morar com a mamãe e o papai?

--Bem, Daniel, sua mãe morreu em trabalho de parto e meu filho, bem, num acidente de carro. Ainda vivo ele me ligou e disse que sua hora havia chegado, e que eu teria que cuidar de você. Você era um bebê na época e estava em casa, comigo.

-- Ah, ok... – o garotinho parecia triste e frustrado.

--D-Daniel... Sou eu... eu estou me vendo, há oito anos atrás!- Dan se ajoelhou, colocou as mãos nas laterais da cabeça, a abaixando.- Eu estou louco... isso é... minha imaginação... minha imaginação!!!

Dan acorda aos sustos na enfermaria. Seus amigos estavam ao lado de sua cama.

Dan! –disse Harry

--Finalmente! –complementou Rachel.

--O que diabos... — Dan sentou na borda da cama, posicionando seu cotovelo sobre o joelho, para apoiar sua testa com a mão. — mais importante: o que estão fazendo aqui?

-- A professora Nyia disse que um aluno inteligente como você precisa de bons amigos pra o ajudar em momentos difíceis. –Disse Rachel.

--Por isso ela os deixou me esperar acordar?- Dan pergunta, e Harry fez que sim com a cabeça. –Valeu galera, mas... –Dan começa a se levantar-... Eu já estou bem... Argh!- Dan cai no chão com o joelho esquerdo, e coloca a mão direita na lateral da cabeça, onde mais doía.

--Dan!!- os dois amigos falam ao mesmo tempo, indo socorrer Daniel. –Não pode se levantar, acabou de acordar!-disse Rachel.

--Por acaso quer se matar? –disse Harry, o ajudando a voltar à cama.

--Que tipo de remédio me deram? –Disse Dan.

--Um remédio para dor de cabeça. Só era uma ilusão causada pela tristeza, ódio e frustração.- disse Rachel.

--E eu sinto esses três prontos para entrar em erupção dentro de mim- falou Dan, olhando para a janela, que dava uma visão do céu aralanjado. – Que horas são?- Perguntou Dan.

Harry olha para o despertador e responde:

--Cinco e quarenta e cinco da tarde.

--Perdemos duas aulas!!- Disse Dan

--A professora Nyia disse que vai repor o conteúdo pra nós três em uma aula particular.

--Aula particular, é?- disse Dan

Fim do capítulo.