Assassin's creed: O vermelho do teu sangue
2 Aliados e Inimigos. Sou um Deus!!
Notas iniciais
–-Garoto, acorde.
Dan começa a abrir os olhos. Ele acordou em pé, infelizmente na dimensão onde viu seu passado, e surpreende-se ao ver uma figura conhecida.
–-Z — Zeus?!- Dan dá um passo para traz. – O que você faz aqui, na minha imaginação?
–-Imaginação? Desprezível, Deus do Nexus. — Disse Zeus.
– Deus? Nexus? O que tá falando?- Pergunta Dan
– Estou falando... — Zeus cruza os braços. -... Que você tem o poder do Olimpo em seu corpo.
–- Bem complexo... mas acha que eu vou acreditar em coisas da minha cabeça?
–- Se não acredita, irei te mostrar. Acorde!- Ele estala os dedos.
–- Aaaah!- Dan acorda. — De novo? E na enfermaria. Espera... O que é isso?- Dan sente uma grande circulação de sangue em seu corpo. –Meu sangue está mais rápido... –De repente sua mochila com os equipamentos de Assassino começa a tremer, e tudo cai da mesma. Dan se impressiona ao ver que seus velhos e enferrujados equipamentos não usados há duas semanas mudaram de forma. Seus braceletes (que seguram as lâminas ocultas) mudaram de couro a um tipo de metal flexível. Ele pega seu bracelete e faz uma expressão do tipo “Wow”. Logo começa a ouvir a voz de Zeus ecoando pela sala.
–-Hu, hu. Satisfeito? Pergunto-me se a usará bem. Você nem sabe controlar seu poder!- Disse Zeus
–-Poder?- Respondeu Dan. – E... Por que me escolheu para usar esse equipamento?- Dan fala com tom confuso.
–-Porque é a reencarnação de alguém importante demais para ser ignorado. Aquele que era conhecido como Deus do Nexus, ou só Nexus. Ele selou os quarenta vampiros que tentaram forjar alianças com Templários. E agora eles escaparam. Suas novas lâminas contêm sangue.
–-Vampiros? Sangue?
–-Sim. Elas contêm o do falecido Anti-Cristo.
–-O demônio esteve aqui, não é? Falou Dan, ativando sua lâmina e olhando fixamente para o metal avermelhado. — Hora de sair dessa enfermaria.
O Assassino sai pela janela, escala a escola e chega ao teto, onde veste seu traje, e coloca seu equipamento novo.
–-Ótimo. Mas, fala aí. Quarenta vampiros? O que quer dizer? Sou um Exorcista agora?- Perguntou Dan.
–-Como vocês dizem aqui? Ah! Mais ou menos. Você é um Deus. Não é só esperar sentado, até uma garota chegar com um cacho de uvas.
–-Tá, tá! Só quero saber que vampiros são esses. Fomos da mitologia Grega até o Halloween?
–-Os vampiros da sociedade O Vermelho Do Teu Sangue. Cada um representa algo que a humanidade tenta alcançar, uma emoção ou ação. Não, espera... Tem até quartetos que representam uma só coisa. Seu objetivo é se mostrar prestativo.
–-Prestativo?
–-Sim. Não te promovi a Deus do Nexus pelo título. Foi pela ação. O Nexus é como o Inferno. Uma prisão onde revê seus erros. Sofre. Perde a sanidade. E você sabe disso. Seu Rei de Ouro interior é maior.
–-Rei? Maior? Tá me achando com cara de carta?- Dan se enraivou.
–-Não acho. Tenho certeza. Seu avô se chama Pierre?
–-Sim... Chamava.
–-Então, não tenho certeza. Você é.
–-Dan, o ocupado que acredita numa voz em sua cabeça. O Assassino que é o Deus do Nexus e ao mesmo tempo uma carta.. Espera! Você falou só do meu avô! Meu pai e minha mãe não são nenhum tipo de combinação entre demônios e anjos!
–-Hunpf, quanta ignorância. Kia, sua mãe, era um anjo. E Jordhan, seu pai, foi um demônio. Isso o torna uma carta do Olimpo- Zeus
–-Ah, é? Então o que um demônio e uma anja iriam fazer na Terra?
–-Estás louco? Ou desnorteado? Você devia saber disso faz tempo. Onde seus pais estavam para te contar?
–-Eles morreram antes de eu aprender a falar. Você devia se atualizar, Deus do Olimpo. Estamos em 2014.
–-Vou deixar isto para mais tarde. Agora, que nome dará para as tuas lâminas?
–-Nome?
–-Sim. As lâminas de um Rei são inúteis sem um título.
–-Me eu ver... Que tal Blood Blade?
–-Interessante... –Zeus cruzou os braços- Você tem certeza?
–-Sim! -Dan
–-Então será abençoado com o poder da Blood Blade. – Zeus levanta o braço e convoca um raio que cai no bracelete de Dan.
–-Aaaargh. – Dan coloca a mão no braço, que latejava cada vez mais. Até que para de doer, e Dan se ajoelha. –Droga! -Ele sangra pela boca. – Quer me matar ou chamar atenção para descobrirem que eu sou um Assassino?
–-O que importa? Já está pronto para estabilizar o Nexus e derrotar quarenta vampiros.
–-Beleza. Mas você me deve muitas explicações... E um atestado médico.
–-Não entendi. Atestado? Para quê?
–-Porque eu perdi uma reposição de conteúdo. E essa reposição foi por causa desse tal Nexus.
–-Você parece indeciso. Está com raiva ou está satisfeito?
–-Eu sempre estou com raiva! E às vezes satisfeito. Agora vamos voltar ao assunto importante. Cadê minha lista de nomes?
–-Lista?
–-É! Lista! Como vou saber quem devo derrotar?- Questionou Dan.
–-Ah, entendo. Não recorro a esse tipo de coisa. Pode se comunicar comigo só me chamando pelo nome.
–-Então por que não me diz agora? Pra começar minha busca.
Dan pega da sua mochila um bloco de anotações e uma caneta.
–-Bem... Não posso determinar teu destino. Só posso dizer...
–-Chega de enigmas! Você pode ser o mais poderoso! Mais me explica logo... E vamos acabar com isso de quarenta vezes só!—Reclamou Dan.
–-Ora, ora, Daniel. Depois dessa, o deixarei descobrir sozinho. –Disse Zeus- Como vocês falam aqui mesmo? Ah! Adios guri- Ele some.
–-Mas que... Droga!- Dan fica com raiva. -É só chamar pelo nome, não é?- Ele sai do local.
QUARTEL DOS ASSASSINOS
14h16min
–-Konnichiwa* Sen-sei!- Disse Matsu
–-Fale inglês, Matsu. –respondeu Dan, sorrindo.
–-Aha! Eu consegui! Vocês me devem dez Ryous, Aria, Tsotomu!
Duas crianças saíram de um monte de feno. Uma menina do mesmo tamanho de Matsu (ou seja, baixa) com dois rabos de cavalo, e seus cabelos eram loiros, e um menino pouco maior que os dois. Ele tinha cabelos castanhos e usava óculos. Trazia um livro que dizia na capa as palavras “Obama Nikki”. Dan não entendia o significado. Só sabia que tinha a ver com Baraque Obama.
–-Conseguiu o quê, discípulo? – Dan pergunta a Matsu, irritado.
–-Bem... Huuuh... –Matsu, envergonhado.
–-Apostamos dez Ryous pra quem te fizesse sorrir. –Aria, impaciente.
–-Ah, é, Matsu? Brincando com os sentimentos de um Deus?-Brinca Dan, irritado.
–-Deus?-Os três disseram.
–-É. Mas isso não importa agora. E vocês me devem dez Ryous, e o Matsu não ganha nada. Aria, Renan está preocupado, ele é seu mestre. Tsotomu, devia estar treinando o seu Q.I. Já que é o mais esperto da divisão de inteligência. E você, Matsu- Ele aponta para o garoto. –Sem bolinho de arroz hoje.
–-Nãããããoo!! Tudo menos isso! – Matsu começa a chorar.
–-Ora, ora. O novo Elite destrói sonhos de criancinhas?- Disse uma voz não conhecida.
Dan se virou e viu uma garota.
–-Quem é você?- Questiona Dan
–-Olá- Ela se reverencia- Sou Maria de Santa Perry.
–-Ah, a recruta da linha raiz**- Diz Dan.
–-Aquela que não decidiu que caminho Assassino seguir. –Disse Matsu.
–-Matsu, seja educado!- Dan diz, puxando a orelha de Matsu.
–-E- Elite- Kun! Está tudo bem, só não machuque essa criança!- Disse Maria.
–-Ahn? Você gosta desse pirralho?- Disse Dan.
–-Gosto das crianças em geral. Por que machuca seu irmão?- Disse Maria
–-Irmão? –Os dois falam ao mesmo tempo. –Ele é só meu discípulo!- Disse Dan, apontando para Matsu.
–-Só? Tem idéia de quem eu sou? -Disse Matsu.
–-Você é um menininho de nove anos bem fofinho. –Disse Maria.
–-Ei! Na verdade ninguém nunca me chamou disso. –Disse Matsu, abraçando Maria.
Dan começa a ir embora.
–-Dan! –Diz Maria, soltando Matsu- Eu não vim pra conversar!
–-Ah, é? Então veio pra quê?-Respondeu Dan.
–-Para treinar! De corpo e de mente, como uma Assassina de verdade! –Disse Maria.
–-Me explique... O que vê nos Assassinos? –Disse Dan, irritado.
–-Eu... –Ela se ajoelha, chorando. -... Eles me ameaçaram, quase me mataram, destruíram minha casa... Destruíram a única coisa que me lembrava a minha mãe. –Disse Maria.
–-Interessante... Bem que te achei familiar. –Disse Dan.
–-Sen-sei... O que você tá dizendo?-Disse Matsu.
–-Matsu... Quais são suas condições para dar o fora daqui? –Disse Dan.
–-Como pode dizer isso?! –Disse Matsu.
–-E se eu te der dinheiro para comprar seu bolinho de arroz?-Sugere Dan.
–-Tudo bem... –Responde Matsu.
Dan entrega o dinheiro e Matsu vai embora.
–-Eu perdi meu avô há pouco tempo... E acabei com a vida do Templário responsável. Eu torturei, mutilei, esmaguei, explodi o Templário. E vejo que tentará o mesmo com aqueles que foram responsáveis pela sua dor... Se eu não a impedir. O Templário que matei carregava algo. A coisa que te lembrava sua mãe – Dan coloca a mão no bolso de sua mochila. -Se parece com isso?-Ele retira um colar com uma foto de uma garotinha e sua mãe.
Maria chora ainda mais, porém de emoção, e abraça Dan.
–-Obrigado... Obrigado!-Ela o abraça com mais força.
Dan, com muita vergonha e pouco ar, a abraça de volta. Em segundos, vários Assassinos o rodeavam.
–-Senhor Dan, não disse que não teria planos para futuros namoros?-Disse uma voz que Dan não ouvia há muito tempo.
–-Você é... –Dan começa a se virar- Ray!
–-Olá, primo!-Disse Ray.
–-Ray! Como foi em Veneza?-Disse Dan, apertando a mão do mesmo.
–-Bem... Nada demais! Eu prefiro aqui, meu lar!-Respondeu Ray.
–-O que tá falando? Deve ser ótimo ser um Mestre Assassino da Linha de Suporte! –Dan fala, animado.
–-M-Mestre?- Disse Maria, espantada, ainda com lágrimas no rosto.
–-É! Ele foi promovido faz duas semanas! E ele superou até avô Pierre! Disse Dan.
–-Ah! Desculpe Mentor! –Ela se reverencia.
Ray faz uma expressão do tipo “What the Fuck!”, mas antes que pudesse falar algo, uma explosão ocorre na Torre Raiz***. O espanto de Dan não o impede de ficar em posição de guarda.
–-O que diabos... –Dan, assustado.
Logo duas figuras aparecem em meio à névoa. Um homem com roupas de rei, olhos azul-marinho e cabelos prateados, e uma mulher com roupas de empregada, olhos castanhos e tristes e cabelos assanhados rubros, como a cor da Blood Blade.
–-Vocês são... –Ray hesita.
–-Que lugar deselegante! Hades não devia ter me mandado aqui... Mas já que não tem volta... Onde está Daniel de Johuson!?-O homem grita, mudando sua expressão de calmo para raivoso.
–-O que quer comigo?-Diz Dan, terminando de subir as escadas da torre.
–-Daniel, não!! –Grita Ray, porém tarde demais. O homem havia pegado Dan pelo pescoço.
–-O q-que você quer?-Dan, rouco.
–-O sangue do Deus do Nexus... Será meu!-O homem fala.
–-Nosso. –Corrige a empregada, com um tom frio.
Dan arma a Blood Blade, e tenta atacar, porém a empregada segura o pulso de Dan a tempo. Agora Dan estava prestes a desmaiar quando...
–-Z-Zeus... –Ele desmaia.
Um portal com a mesma textura do Nexus se abre. Dele, sai Zeus.
–-Gredory, Saina! O que pensam que estão fazendo? –Questiona Zeus.
–-Seguindo ordens de Hades. – Diz Gredory.
–-Hades nunca pediria isso. Ele é meu amigo e irmão. –Diz Zeus.
–-Sendo seu irmão ou não, ele nos pediu isso. Temos que matar essa gentalha que chamam de Daniel. –Diz Saina, a empregada, soltando o pulso de Dan.
–-Que Deus mais desprezível. –Gredory, soltando o pescoço de Dan.
–-Seu... –Dan acordando, se levanta. Seu punho se envolve com uma aura negra, então ele soca o rosto de Gredory, o fazendo voar longe, até destruir uma loja de armaduras com o impacto do soco.
–-Mestre Gredory! –Saina, descendo a torre e indo até o encontro de Gredory.
Gredory estava deitado, com o nariz quebrado e sangue saindo pela boca.
–-Dan... Tem alguma idéia do que acabou de fazer? –Diz Zeus.
–-Acabei de marcar um a um com um desgraçado? Se for isso, sim, eu sei o que acabei de fazer. –Dan, com raiva, ainda em posição de soco.
–-Também, mas um pouco mais trágico. Acabou de declarar a guerra entre o Olimpo e o Inferno! –Zeus, tenso e desapontado.
–-Eles já tinham feito isso faz dez minutos! –Reclama Dan.
–-Não nessa gravidade! –Zeus.
–-Afinal, de que lado você tá? –Dan, nervoso.
Zeus não tem tempo para responder. Uma rajada de vento se projeta contra Dan, o fazendo cair da torre. Machuca-se em partes das costas e do braço direito, porém, por incrível que pareça, eles se regeneram em segundos.
–-A Regeneração do Metal Rubro? –Zeus, com espanto.
Dan avança com a aura negra em sua mão, porem maior e mais concentrada. Ele pula e realiza um soco aéreo em Gredory, fazendo uma pequena cratera.
–-O soco da Escama Prateada? –Zeus novamente.
Gredory, no chão, chuta a barriga de Dan, o que o faz recuar. E depois, com uma rajada de vento, fez Dan voar um pouco para traz.
–-Essa é minha especialidade: Vento do Inferno Reluzente! –Gredory, com orgulho, limpando o sangue em sua boca.
Dan agora, com força máxima, pela raiva, usa uma nova técnica, porém não mística. Ele fica em pose de luta Assassina, e ativa ambas as lâminas ocultas, uma sendo a Blood Blade, e parte para o ataque.
–-Eu não sei por que estão aqui... –Dan de repente aparece atrás de Gredory, ativando o Soco da Escama Prateada. –Mas desde essa manhã, eu me sinto um psicopata... –Ele ativa a Blood Blade, e se prepara para cravá-la no pescoço de Gredory, aproveitando o impulso do soco.
–-... E eu vou te matar!
–-Uma combinação entre o Soco da Escama Prateada e a Blood Blade? –Zeus pensa.
Dan tenta atacar Gredory, mas ele e Saina somem, deixando Dan cair e perfurar o solo. Ray e Maria vão ao ponto de encontro de Dan, que estava frustrado, com lágrimas no rosto, e uma expressão de raiva.
–-Eu vou matá-los... Os quarenta Vampiros. Vou matá-los! Ouviu mundo?! Vou matá-los!!! –Dan grita. Agora estava determinado. Ele iria acabar com o plano dos Vampiros do “O Vermelho do Teu Sangue”. Ele havia se encontrado.
Fale com o autor