Assassin's Creed: Ouroboros
3 Encontro com as Águias
Eu senti que o que iria acontecer naquela noite, iria mudar minha vida...
–Então pai. Vou ter que sair esta noite.
–Para onde. E por quê? Raramente você sai. –Disse o meu pai.
–Tenho que me encontrar com alguém. É no Empty Bottle.
– Empty Bottle. É uma casa de shows, é muito novo para esse tipo de festa e você não gosta de festas. –desconfiou minha mãe.
–Eu nunca fui numa casa de shows, então não sei como é que é.
–Se você prefere ir. Não irei lhe impedir, apenas volte cedo e não se meta em confusões. Você é disciplinado, não vai arrumar confusões, vai?
–Não pai.
–Quem assim seja, pode ir...
Meus pais, sempre me tratavam como criança, pois eu nunca mudei e sempre tive minha mentalidade desde criança, por isso me tratam com uma tal. Fiquei impressionado, eles deixaram.
E olha só, está situação aqui, parece tão melosa e calma. É claro, tenho que contar nos mínimos detalhes, no fim irá me entender.
Voltando... Anoiteceu. Eu me arrumei, coloquei meu Notebook e meu Diário, na minha mochila (nunca saio sem eles) e fui para o Empty Bottle, era muito perto de casa.
É claro, levar uma mochila para uma Casa de Shows, era esquisito, mas eu tinha certeza que aquilo não seria um simples encontro numa balada.
“[...]essa noite venha conhecer o Mestre...”
Essa mensagem me revirava, meus desejos estavam estremecidos ao máximo e meu coração enchia de chamas. Eu nunca tinha confiado em minhas intuições tanto quanto eu tinha confiado naquele momento. A mensagem no meu computador impenetrável, um encontro misterioso, por uma garota misteriosa provida do nada para conhece outro ser misterioso. Eu poderia estar me metendo em extremo perigo, mas não.
–Finalmente chegou. Eu já estava quase entrando sem você! –Aparecendo do nada, Eliza brincou.
–Como sempre. Surgindo como uma... águia a caça de sua presa.
–Vamos entrando.
–É claro.
Entramos na casa de shows, todo mundo dançava, o som era estridente, agitação extrema, tudo que eu mais tinha aversão, estava passando por lá. Por um segundo, minhas esperanças apagaram, por um segundo apenas. Estávamos nos dirigindo por uma mesa, com três homens, um deles estava com um notebook. Fiquei totalmente ansioso. Então chegamos nessa mesa. Os dois homens estavam na esquerda e na direita no que estava sentado no meio, parecia seguranças ou algo do tipo, usavam uma vestimenta parecida com a de Eliza, casaco com um design rustico e antigo com um capuz pontudo cobrindo quase metade do rosto. O do meio, aparentava ser um homem comum de uns 30 anos no máximo, óculos de grau, cabelo curto e bigode, parecia mais sociável do que os outros homens.
–Mestre... O Escolhido está aqui. –Reverenciou Eliza.
O clima pesou na hora.
– Quero que conheça Taylor!
–Taylor. Quero que conheça, Kevin Vidic.
–Uma honra de conhecer Taylor, ou quer dizer Zeon.
Zeon era meu pseudônimo que eu usava na internet.
–Como sabe esse nome.
–Eu sei mais coisas de você do que você mesmo. Sente-se por favor.
Eu me sentei, o barulho estava alto, porém não me atrapalhou em nada minha concentração, eu estava fascinado.
–Por onde eu começo. Vamos lá. Andamos te monitorando durante os últimos anos, você procurava e ainda procura seu irmão incansavelmente, em segredo, pois era o único a saber sobre sua existência, invadia sites a sua procura e para aumentar as chances de seu encontro, fazia sua própria justiça na internet... –Kevin bebeu um pouco. –Estou certo?
Realmente, ele sabia não só sobre mim, mas também sobre meus pensamentos. Estipulou o que eu pensava, usando minhas ações como base. Achei incrível aquilo.
–Si...Sim. Desde que me conheço, procuro meu irmão.
–E não é o único. Nós também o procuramos, porém, quando descobrimos sobre seu paradeiro, ele sumiu. Em tudo, como se ele nunca tivesse existido. Seu nome...
–Desmond Miles. –Completou Eliza.
Meu coração acelerou, estava muito ansioso naquele momento. Desmond Miles era o nome do meu irmão, não apresentei nenhum questionamento. Mesmo ele estando desaparecido, um ar de esperança surgiu.
Os dois homens que estavam ao lado de Kevin, ficaram meio que incomodados. Olhavam sempre em volta, pareciam atentos, o esperado de seguranças. O capuz, impossibilitava de ver completamente seu rosto, mas pelos lábios, eram sérios e obscuros. Um deles, pressionou algo na orelha (era um headset) e começou a se comunicar timidamente enquanto Eu, Kevin e Eliza conversamos.
–Então. Meu irmão Desmond está desaparecido.
–Isso é o que nós suspeitamos... – Disse Eliza.
–Nós, somos como você. Hackers, receio que já saiba disso, enviei uma mensagem para seu computador. –Kevin digitava muito rápido em seu notebook.
–Então, quem é esse ‘Escolhido’ e o que querem de mim...
–Senhor, eles conseguiram nos localiza. Estou a caminho para cá! –Disse o homem a esquerda de Kevin com um tom nervoso.
–Impossível nos localizar, ninguém sem ser da Irmandade sabe que estamos aqui.
Antes de eu terminar de realizar a pergunta. Todos se levantaram exceto eu.
–O que foi? –Perguntou Eliza.
–Aqueles filhos da puta nos encontraram! –Praguejou Kevin. –Sinto muito, mas isso é para o seu bem.
–O que está acontecendo...
Der repente, senti uma picada na coxa, o mesmo homem que tinha conversado pelo headset tinha injetado algo em mim. Tudo ficou preto, eu tinha apagado.
Acordei desorientado num quarto. O quarto era pequeno, tom acústico e antigo, o mesmo tom do casaco de Eliza. Eu tinha reconhecido na hora, as cores eram amareladas e avermelhadas, vibrantes. Estava desorientado, ao lado da cama, tinha um criado-mudo com vários copos d’água. Fazendo muito barulho, eu bebi todos aqueles copos cheios num instantes, eu estava sedento por água. No mesmo instante. Eliza entrou no quarto.
–Finalmente acordou. Você teve um longo sono.
–O.... que aconteceu. Por quê me apagam?
–Por quê me apagaram e onde eu estou?
–Foi necessário. ‘Eles’ estavam vindo nos matar e por sua segurança, te apagamos, e saímos pela porta dos fundos, rapidamente. Com você apagado, seria mais fácil. E você está em nossa base principal. Estará a salvo deles.
– ‘Eles’ quem?
–Os Templários. Nossos antigos inimigos, uma organização que visa dominar o mundo e escravizar a humanidade, transformando esse mundo em um mundo de ilusões.
–E como eu fico nessa história?
–Você irá saber em breve. Pode andar?
–Sim. Sim.
–Então vamos. Tenho muito que te contar.
... E mudou.
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