Assassin's Creed: Ouroboros

4 A Ordem dos Assassinos


O lugar pra onde eu tinha sido levado, era gigantesco. Parecia uma cidadela ou algo do tipo, era no subterrâneo e sua estrutura se adentrava muito com a de estação de metrô abandonado. Aquele mesmo símbolo que estava na mensagem aparecia em abundancia em bandeiras, paredes, roupas, etc.

Era claramente um credo ou algo do tipo. Eu e Eliza estávamos caminhando, tinha muitas pessoas naquele lugar, treinando, no computador, em aparelhos esquisitos. O lugar era antigo, porém, o que tinha nele era de ponta, nem parecia que era desta época. Não falamos nenhuma palavra enquanto seguimos em frente. Entramos em um corredor estreito, pegamos o elevador e chegamos numa sala com paredes de vidro. E ela estava Kevin deslumbrando o local, através do vidro.

–Mestre?! Ele acordou e está aqui.

–Sim! –O entusiasmo estava claro em sua voz. –Por favor, sente-se. Temos muito que explicar.

Me sentei, e esperei ele sentar também. Eliza ficou igual uma estátua ao lado da porta, atitude bem comum naquele lugar, observei.

–Infelizmente meu caro. Não tivemos uma oportunidade e tempo para lhe explicar isto antes e quando o conseguimos, somos interferidos. Vamos direto ao assunto, Você e seu irmão Desmond, são de uma linhagem única e real. Vocês são assassinos!

–Assassinos! Do que está falando, eu nunca matei ninguém. –Protestei eu.

–A Irmandade dos Assassinos. Ou simplesmente Irmandade, é um credo que buscava justiça e igualdade e utilizava o assassinato para adquirir tais feitos. Você e seu irmão, são descendentes desta linhagem.

–Não sei o que falar. Mas, por que só agora isto veio à tona? –Perguntei, nervoso.

–Uma tempestade está vindo, e um antigo inimigo sabe disso e quer buscar vantagem.

–E quem seria este inimigo?

–Tem muitos nomes, Templários, Maçonaria, Illuminati, Annunnakis, a cada era, eles se revelam e quando se revelam, muitas coisas acontecem. Não sabemos ao certo quem eles são. Mas que sabemos é que eles estão camuflados dentro da empresa farmacêutica Abstergo Industries. Nossos hackers invadiram os e-mails de seus líderes e descobrimos o seus objetivos. Sequestrar todos os descendentes da linhagem dos assassinos e com eles localizar artefatos místicos e sagrados.

–Artefatos sagrados, assassinos. Mesmo tudo ficando bem claro em minha mente, eu ainda não consigo conectar tudo. Como iremos detê-lo, sendo que nem sabemos quem eles são.

–Não sabemos ainda. Apesar de você e seu irmão terem uma linhagem única, você apresenta algo mais em eu DNA. Algo misterioso e oculto...

–Senhor, notícias sobre Lucy. Eles estão no Animus. –Disse um rapaz enquanto entrava na sala.

–Perfeito. Envie essa notícia para Lupo e Vex, também, diga a elas que “a hora chegou”.

–É pra já, senhor! –O rapaz deixou a sala com um enorme entusiasmo em seus passos.

Taylor. Seu irmão foi sequestrado e está sob posse da Abstergo Industries.

–Como, por que não me contaram isso?!

–Sabemos disso, enquanto adormecia. Uma Resistencia de Assassinos enviou uma de suas companheiras para se infiltrar na Abstergo Industries. Mal sabe eles que a ‘Ordem’ está firme, forte e viva.

–O que será agora, iremos invadir sua sede e acabar com tudo. –Brinquei.

–Mais ou menos. Iremos invadir, porém, não sua sede. Venha comigo.

Saímos da sala, Eliza continuou lá, eu e Victor, fomos a uma outra sala, em um andar mais profundo. Era um laboratório, cheio de salas com pessoas estudando e testando dos mais diversos aparelhos. Eu estava fascinado e interessado naquilo, estava impressionado, finalmente o dia chegou, o dia em que eu descobriria minha existência e sobre meu irmão. Nunca pensei que isso aconteceria ao mesmo tempo, tudo estava conectado.

Vex, Lupo. Quero que conheça Taylor, irmão de Desmond. –Apresentou-me Victor a duas mulheres que estavam trabalhando numa cadeira... esquisita. –Elas vão te explicar, como seguiremos nossos objetivos. Espero que compreenda. Até.

Victor se foi, a sala era um pouco pequena, uma cadeira esquisita estava no centro e duas belas mulheres estavam ao seu redor, uma realizando a manutenção e outra fazendo algo no computador. Nervoso, era o sentimento correto para tudo aquilo que eu sentira naquele momento.

–Bem Taylor. Você é o nosso Individuo I. Será o primeiro e o último do nosso mecanismo de realidade virtual. –Disse Vex.

–Animus Quaerens é o nome dessa máquina. Realidade virtual, busca memórias ancestrais e cria uma dimensão baseada nelas, para não só mostrar e sim vive-las. Memórias Ancestrais está no DNA de nós todos, porém, alguns tem memórias mais ocultas e interessantes do que outras pessoas. Memórias poderosas com um enorme conhecimento, conhecimento que nenhum humano agora testemunhou. –Explicou Lupo.

–Então, como iremos encontrar meu irmão e impedir ‘eles’?

–Você só não foi sequestrado por ‘Eles’ porque estava escondido este tempo todo, você não foi treinado na Fazenda e isso foi crucial para sua ocultação, então, Desmond foi o sequestrado no seu lugar. Ele tem uma memória ancestral a menos que você, mas tinha quase que o essencial. –Vex ligou o tal de Animus Quaerens.

–Ainda não respondeu minha pergunta...

–Simples, invadimos o servidor da Abstergo Industries, localizamos o servidor no qual Desmond está usando o Animus com o nosso Animus. Você não irá encontra-lo na vida real, irá encontra-lo no Animus, é como um jogo Online.

Fiquei sem palavras naquele momento, a partir daquele momento. Nada seria o mesmo.