Assassinos Soviéticos - 1 Temporada
2 Capítulo 1 : Nos não somos mais os mesmos.
Notas iniciais

Ghost
Eu acordei um pouco tonta. Não abri os olhos, pois sentia uma claridade atingindo em cheio meu rosto, mas mesmo assim abri olhos lentamente. Minha cabeça doía muito, e foquei minha visão na lâmpada, eu ouvia pessoas falando, mas eu me concentrava somente no teto.
Um barulho ensurdecedor me fez levantar de uma espécie de cadeira num pulo fazendo vários homens apontar armas na minha direção, alguém estava mexendo no meu braço esquerdo, tentei me mexer, mas estava muito presa, respirei fundo e passei os olhos pela sala, minha visão ainda turva piscou até focar em uma mulher que devia ter no máximo uns 40 anos ou menos e ela mexia em meu braço, me ignorando completamente e passando uma espécie de maquina de raios-X no mesmo. Tentei falar, mas nada sai de minha boca.
Respirei fundo e olhou em volta, vi uma maquina que tinha gelo dentro dela e a mesma estava localizada no canto da sala, abaixei o olhar pelo meu corpo e reparei que estava ligada a vários aparelhos.
–O que aconteceu?–Minha voz saiu baixo o suficiente para a mulher me ouvir, mas a mesma permaneceu em silêncio.
Respirei fundo novamente, eu sentia uma enorme dor na nuca e na cabeça, tentei novamente me soltar, mas não consegui.
Percebi duas silhuetas se aproximando, e fitei — as, com certo receio.
–Vejo que você acordou, como se sente? – o homem perguntou, mas minha cabeça voltou a doer.
– Quem são vocês? – pergunto diretamente olhando as duas pessoas.
– Barão Von Strucker e Madame Hidra .- respondeu apontando para uma mulher que estava ao seu lado
–O que vocês fizeram... Com a minha cabeça? –pergunto um pouco desesperada por causa da dor.
–Não fale muito, nos estamos tentando achar uma coisa e se eu fosse você não me esforçaria tanto. –Ela disse sorrindo.
A mulher que estava mexendo no meu braço pegou um copo de água e o colocou na minha boca que bebi rapidamente .
–Solte a garota. –Ela ordenou. – Sabe, quando falaram que você tinha chance de não acordar mais, todos nos ficamos loucos com a probabilidade de perder mais um exemplo pra Hidra, mas parece que o diagnostico foi dado errado e olha quem esta aqui agora — Ela gargalhou logo em seguida, fazendo o homem revirar os olhos e me encarar.
– Você se lembra quem você é?- perguntou o homem
– Sim. – respondi me levantando da cadeira
– Ótimo, levem ela para o quarto, quero a equipe pronta em menos de 1 hora, — respondeu e logo fui escoltada pela Madame Hidra e a outra mulher até o quarto.
Depois de andar um corredor relativamente grande entramos num quarto, onde nele continha uma cama de solteiro e vários uniformes femininos de vários modelos dentro de um armário de vidro mais teve um que chamou minha atenção, ele era todo preto e na parte do ombro esquerdo não tinha manga mais sim uma luva preta que ia ate a metade do meu braço quem via de longe parecia uma farda do exercito, mas logo Madame Hidra me trouxe um modelo digamos nada modesto.
– Veste esse aqui. – falou me entregando o uniforme que era uma calça e uma blusa top ambos pretos e a blusa que ia até a metade da barriga a deixando de fora deixando o uniforme nada discreto.
– Não, eu quero aquele. — falei apontando para uniforme que eu gostei
– Boa escolha, tome um banho e o vista porque você vai sair em missão daqui a pouco. – respondeu e saiu da sala em direção. Assim que ela saiu da sala tratei de tomar banho e me arrumar, fiz uma trança no meu cabelo que ficou batendo na altura do meu seio e vesti o uniforme e pude perceber uma estrela vermelha tatuada no meu braço esquerdo aonde a luva ia entrar e logo em cima da mesa tinha uma máscara com um bilhete ao lado.
Coloque a máscara, sua identidade é muito valiosa e importante para ser revelada ao mundo.
M.H
Assim que coloquei a máscara me fintei no espelho do tamanho do meu corpo, eu estava vestida toda de preto a única coisa que se destacava era meus cabelos vermelhos, a tatuagem que era de um vermelho sangue e minha pele que estava muito pálida, meus olhos estava com os tons azuis esverdeados que ninguém saberia dizer se era verde ou azul. Meu rosto não demonstrava emoção nenhuma, era como seu eu tivesse programada a não sentir nada, eu me sentia vazia.
– Eu sabia que você iria escolher ele. — Barão Von Strucker falou atrás de mim
– Por que eu me sinto como se tivesse passado um tornado na minha cabeça? — pergunto enquanto sinto uma pontada na minha cabeça e aperto a mão no cabo da faca.
– Isso é normal logo vai passar, mas antes aqui está às informações do seu alvo. — respondeu me dando uma pasta com as informações .
DADOS PRINCIPAIS
Nome Completo: Christopher Crane Pennyworth
Nacionalidade: Americano
Nascimento: 25 de julho de 1972 Abril – Washington DC.
CARACTERÍSTICAS
Olhos: Azuis
Altura: 1.92
Cabelos: Castanho escuro
Cor da pele: Branco.
Relacionamentos Amorosos: Estado civil casado
Afiliações: S.H.I.E.L.D.
Parentes Conhecidos: Diana Pennyworth (esposa), Eliza Pennyworth (filha)
– O que eu tenho que fazer? — pergunto devolvendo o arquivo
– -Você ira arrancar informações sobre este homem . — respondeu me amostrando uma foto de um homem com uma farda militar. — Depois o mate.
– O que eu faço com a esposa e a filha?- pergunto colocando a arma no coldre na minha coxa.
– Deixe-as viva, elas serão importantes para nossos planos futuros, quero que você conheça uma pessoa. -respondeu enquanto saímos do quarto
– Quem é?-pergunto curiosa enquanto andamos num corredor que deu na sala onde eu estava antes sendo que agora só tinha no máximo uns 10 homens armados e uma mulher loira vestindo roupas sociais.
– Alexandra Pierce filha do nosso ex diretor Alexander Pierce. — respondeu e a mulher veio em nossa direção.
– Olha se não é a menina de ouro da Hydra. — falou rindo enquanto me estendia a mão. — Alexandra Pierce.
– Anya Vladimirovna. — respondo apertando sua mão. — Quem são eles? — pergunto indicando os homens.
– Eles são a sua equipe, creio que o Strucker explicou a missão a você.
– Sim, mas agora qual é o local da missão?- pergunto observando uma mesa com vários tipos de armas.
– Washington DC. — respondeu
Base Secreta S.H.I.E.L.D. em Washington DC.
Natasha
Cinco meses sem descanso, perseguições, ameaças, hospitais pra no final de tudo acabar com o braço engessado e só tirar ele daqui a dois meses.
– Já falei como você fica linda com gesso Natasha. — falou Clint se sentando ao meu lado no sofá na sala.
– Clint pelo amor de Deus não começa que hoje eu não to afim — respondo observando o gesso que do meu pulso até a metade do ombro. – Ai essa praga coça muito
– Ninguém mandou ajudar o Rogers. — falou e vi que ele estava serio
– O que foi Clint?- pergunto curiosa enquanto tento achar uma posição confortável
– O que aconteceu entre você e Rogers enquanto vocês viajavam?- perguntou e fiquei sem reação, como eu ia explicar ao Clint que eu transei com o Steve e depois agi como se nada tivesse acontecido.
– Nada. — respondo olhando fixamente para frente
– O Rogers mal olha na sua cara e você diz que não aconteceu nada, você já mentiu melhor Natasha. — falou
– O Rogers não gostou quando eu disse que era melhor ele não ter trazido o James para base. — respondi mentindo. — O Rogers não significa nada pra mim Clint.
– Vou fingir que acredito. — falou se levantando
– Aonde você vai?- pergunto vendo ele se afastar
– Dar uma volta. — respondeu me deixando sozinha na sala.
Clint sabia que eu estava mentindo sobre o Steve. As últimas semanas tem sido barra pesada, eu vinha discutindo com ele em todas as reuniões dos Vingadores, discordava com tudo o que ele falava e vice-versa, o clima entre a gente tinha ficado pesado, o que começou como uma amizade acabou virando uma implicância que ninguém suportava até o Tony separou a nossa ultima discussão.
De repente sinto por alguma razão que o clima ficou elétrico e eu sabia que ele estava na sala, respirei fundo e senti o aroma amadeirado que vinha me perseguindo nos últimos cinco meses. Minha respiração se altera conforme meu coração dispara me sinto como uma colegial e isso é totalmente ridículo.
– A quanto tempo está aqui?-pergunto esforçando para minha voz sair normal.
– Tempo suficiente. — respondeu me olhando e vi que sua expressão demonstrava tristeza. — Fury pediu pra eu te chamar para uma reunião de emergência.
– Steve o que eu disse pro Clint... –tentei falei, mas logo ele me interrompeu.
– Tá tudo Agente Romanoff, aquilo não significou nada pra nenhum de nos dois. — respondeu e o tom da sua voz era frio e baixo.
– Você não sabe mentir Rogers. –murmuro tentando manter minhas emoções sob controle e me levantando do sofá ficando frente a frente com ele. — Nos não somos mais os mesmos um com o outro desde a viagem.
– Pelo contrario nos últimos cinco meses aprendi a mentir com a melhor e não eu não mudei você que tem medo de não ser mais a mesma e fica me afastado de perto de você e bem que o Tony disse que você faria isso. -respondeu secamente me dando as costas me deixando sozinha na sala com os olhos marejados. Parece que mais uma vez eu estraguei tudo.
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