Assassinos Soviéticos - 1 Temporada
3 Capítulo 2: Amigos do passado e agora inimigos do presente.
Notas iniciais

Ghost / Anya
– Christopher Pennyworth, está morando atualmente em Washington, preciso que você arranque informações dele enquanto a equipe vai distrair os agentes que estão fazendo a segurança da casa dele. Todos são da S.H.I.E.L.D., eles não podem chegar perto da Ghost, não podem nem ser quer respirar o mesmo ar que ela e não deixe que eles á vejam. — Alexandra falou e todos me olharam.
–Por mim tudo bem, mas por que a gente tem que se arriscar enquanto a princesa aqui não fica na linha de frente diferente da gente. – um homem falou. – Pelo relatório da missão tem 25 agentes cercando a casa, nos somos 15 contando com ela, que vai lidar com o alvo e só isso, enquanto eu e todos os outros vamos ficar na linha de frente e com mais traba... — não o deixo terminar de falar e atiro bem na da sua cabeça fazendo o corpo cair inerte no meio da sala assustando todos do recinto.
– Mais alguém quer falar?- pergunto e percebo que minha voz saiu baixa e totalmente fria sem nenhum arrependimento de ter acabado de atirar na cabeça do homem, encaro todos os outros que assentem com a cabeça em negativo. – Ótimo, enquanto eu pego o Christopher mais dois agentes cuidam da esposa e da filha levem – as para qualquer canto da casa menos no escritório e não as machuquem, os outros se dividem em grupos de dois e ataquem a sala de segurança, jardim, fundos e a saída secreta, quero toda comunicação da casa cortada, ninguém sai e nem entra, matem o menor numero possível de agentes não queremos chamar atenção da S.H.I.E.L.D., vou ser a última a sair da casa então vocês virão na frente.
– Vocês a ouviram, quem a desobedecer irá se arrepender. – falou Strucker e logo todos saíram da sala deixando apenas eu, ele e Alexandra. – Você vai ter que ser discreta, invisível a todos os olhos, você tem que ser um fantasma, faça jus ao nome que você recebeu, coloque isso. — falou me entregando um óculo preto que junto com a mascara tampava todo o meu rosto. Seu pai ficaria orgulhoso.
– Eu sei, mas agora eu preciso ir. – respondo e logo saio da sala indo à direção da garagem da agencia, durante o percurso vários agentes me olhavam e pareciam que estavam vendo um fantasma só de me olharem o que eu achei muito estranho,todavia eu não parava de olhar para o retrato que estava no arquivo, aquele rosto me era familiar até demais, logo atrás da foto tinha um nome identificando o homem como James Barnes e logo senti uma pontada na cabeça ao ler o nome.- O que será que você fez Sargento Barnes.-murmuro enquanto entro na garagem e avisto o dois furgões pretos e todos os agentes entrando dentro dos mesmos até que um me chama atenção por ser muito novo. – Quem é você?- pergunto ao garoto procura quem o chamou e logo seus olhos estão sobre mim.
–Yuri Budkovskiy. — respondeu e aquele nome por um momento me pereceu familiar. — Sou o hacker que vai cortar com a comunicação da casa.
– Anya Alianovna, a que vai matar o dono da casa. — falo e logo entro no carro me sentando no banco de trás do carro, com minha Glock 42 novamente em mãos, o caminho da base até a casa do alvo não eram muito distantes. Depois de mais ou menos 2 horas se pode ver uma grande casa toda branca, cercada por muros imensos a protegendo. Coloquei o óculo que junto a mascara deixava meu rosto to coberto.
– Chegamos. — murmurou o homem que estava dirigindo. Já era noite, a neve era intensa, o que iria facilitar nosso trabalho de entrar na casa. Paramos o carro atrás da casa e descemos, respirei fundo e fiquei observando a arquitetura da casa, a janela do escritório dava para a floresta atrás da casa onde me daria uma vantagem para sair sem ser percebida Eu sentia uma incontrolável vontade matar, mas ao mesmo tempo eu não sabia o por que. Vi que todos estavam esperando as minhas ordens, peguei o enorme papel no carro e abri-o em cima do capo do carro mostrando a planta da mansão.
– A entrada principal da mansão é vigiada por quatro agentes, o que da vantagem a Bobrov e ao Khodkevich de dar abertura pela frente enquanto o Budkovskiy corta a comunicação da casa com o lado de fora e desliga as câmeras de segurança, Kologrivov e Lisovskii vão atacar os outros quatro agentes da saída de emergência, Dolgorouki junto com o Kasparkova vão cuidar dos quatros agentes na saída de emergência, enquanto o resto vai cuidar dos outros perímetros da casa. Alguma pergunta?- pergunto enquanto fecho a planta da casa e todos balançam a cabeça negando. — O ponto de encontro vai ser atrás da casa, a duas direções se dividem em grupos de quatro e saiam, como eu disse vou ser a ultima sair vocês fazem a limpa e me deixem sozinha na casa, você tem no mínimo três horas e meia para saírem da casa. — falo e logo eles saem andando em direção a casa e eu vou pela direção da floresta.
A neve facilitava o meu trabalho alem de causar uma sensação boa, todo via o silencio foi interrompido pelos primeiros sons de tiros sendo disparados na direção leste da casa, mas mesmo assim não parei de caminhar até que vi a porta da cozinha e me apressei em entrar nela dando de cara com dois agentes junto com uma mulher e uma criança logo presumi ser a esposa e a filha. A mãe estava assustada enquanto a garotinha que devia ter seus dois anos estava alheia a tudo que se passava dentro da casa, bem diferente da mãe que me encarava.
– Quem é você?- a mulher me pergunta enquanto caminho em sua direção o que faz com que ela de um passo pra trás. -Não machuca a minha filha, por favor. — pedia entre os soluços enquanto abraçava a garotinha com força.
– Não interessa quem eu sou e não vou machucar sua filha se você e seu marido contribuir comigo. – respondo e me sento-se à mesa que está localizada no canto da cozinha e faço um sinal para que ela se sente. – Qual o nome dessa garotinha, Diana?- pergunto para a mãe enquanto observo a menina.
– Elizabeth, mas todos a chamam de Eliza. – a mulher responde com indiferença
– Diana, eu vou te fazer uma pergunta e sinceramente eu quero que você responda a verdade. – falo e coloco uma faca na mesa e ela se encolhe ligeiramente. — Levem a garota para o quarto e a tranque até segunda ordem. — e logo os dois levam a menina para cima deixando a mulher a sozinha comigo. – Presumo que você já jogou o jogo Verdade ou Consequência.
– Vamos acabar logo com isso, presumo que você veio para fazer algo importante depois de15 anos sumida e não é para jogar conversa fora. – responde-me friamente
– Ai está à verdadeira Diana Pennyworth, ou melhor, devo dizer Yelena Belova, parece que a maternidade te fez bem. – falo enquanto analiso a loira que da um sorriso falso na minha direção.
– Até que não é difícil cuidar da pestinha pelo menos quando o velho morrer a herança é dela. -responde dando de ombros. — Mas vamos ao que interessa o que trás a sua ilustre presença na minha humilde residência?-pergunta irônica e seu não tivesse que encostar em um fio de cabelo dessa vadia ela já estaria com belo buraco no meio da testa.
– Quero informações sobre esse homem. — respondo e logo amostro a foto do homem.
– Sargento James Barnes ou devo dizer mais conhecido como Winter Soldier a preciosa arma da H.Y.D.R.A. junto com você. — fala analisando a foto. – A ultima vez que eu o vi foi em Odessa, depois ele sumiu do mesmo jeito que apareceu e há cinco meses atrás naquela confusão que teve.
– Não é o os arquivos do seu marido diz. -respondo e analiso a foto de novo. — Segundo a H.Y.D.R.A. Christopher passou a vender informações da H.Y.D.R.A. anonimamente para a S.H.I.E.L.D. o que ocasionou a descoberta da agencia e as informações confidenciais do Winter Soldier foram vendidas juntas, o que dá S.H.I.E.L.D.vantagem sobre a H.Y.D.R.A. sendo que ele não contava que o nome dele iria estar nas informações do Soldado como um dos médicos responsáveis pelos procedimentos que o soldado passava.
– O Christopher vai chegar daqui a pouco, seus agentes já saíram da casa, pegue mais informações com ele e depois o mate e fuja porque os agentes da S.H.I.E.L.D. vão vir e eu tenho que fazer de viúva sofrida sabe como ócios do oficio. – falou dando de ombros.
–Só uma pergunta, como eles não sabem que você é você?-pergunto
– Reconstrução facial, nada que uma cirurgia não faça nas pessoas. -responde e logo se levantou e foi em direção da escada e logo sumiu enquanto eu continuava na cozinha.
Não se quanto tempo se passou até que eu ouvi passos em direção à cozinha e logo a imagem de Christopher apareceu na cozinha, assim que me viu tentou correr, mas dei um tiro em sua perna que pegou de raspão e ele caiu e começou a se rastejar em direção a sala mal sabendo que ele estava fazendo as coisas ficarem interessantes para mim.
– Parece que a diversão minha diversão começa agora. -falei rindo e caminhei em sua direção e pude perceber Yelena no canto da escada com um sorriso no rosto.
Base Secreta da S.H.I.E.L.D. 03h00min depois
Natasha
Assim que Steve saiu da sala tratei de ir pra essa reunião de emergência que ele falou, eu sabia que ele estava magoado comigo, mas eu não tinha opção, tinha que ser de outro jeito. Tinha alguma coisa acontecendo o corredor da base estava cheio de pessoas agitadas e isso me lembrou da falsa morte do Fury há cinco meses atrás, pude reparar que sentada no banco do corredor estava uma mulher loira e uma menina que dormia no seu colo enquanto a mulher chorava silenciosamente, mas que analisasse bem o seu olhar iria dizer que ela estava fingindo o choro, porem seguiu direto o corredor e logo entrei na sala que estava uma bagunça com todos falando e percebi que James estava no canto da sala.
– O que aconteceu?- pergunto e logo todos se calam e Fury ignorando o que eu perguntei começa a falar.
– Há três horas atrás Christopher Pennyworth foi assassinado em sua casa. -falou enquanto mostrava as fotos da cena do assassinato e devo dizer que elas eram horríveis quem quer que tenha o matado estava com raiva. — Como todos sabem o mesmo estava sedo investigado por ter afiliações com a H.Y.D.R.A.
– Tá bom, mas vocês não fizeram um esquema de segurança na casa com agentes da S.H.I.E.L.D. então como mataram ele?- Steve fala ao pegar as fotos da minha mão e analisa cada uma e vejo seu rosto ficar pálido.
– Esse é o problema Capitão todos os agentes foram rendidos e cinco foram mortos, os que sobreviveram disseram que foram atacados e levados para uma sala e foram vigiados por todos os agentes invasores e quando um do grupo recebeu uma espécie de mensagem todos foram embora e logo depois a Sra. Pennyworth chamou ele e amostrou o corpo no chão da sala no estado que as fotos amostram. – respondeu
– Então ninguém sabe quem é o atirador?- Bruce pergunta e Fury balança a cabeça negando.
– A esposa e a filha falaram que era uma mulher de estatura mediana e ruiva. – falou e automaticamente encarei James que parecia alheio a toda conversa. – Duas balas, sem estriado. Completamente irrastreável.
– Feito na União Soviética. – James falou e todos olharam em sua direção e naquele momento ele não era o amigo do Steve e sim o Winter Soldier, ele caminha na direção do amigo e pegou as fotos e espalhou pela mesa, pegou a caneta e começou a traçar varias linhas nas fotos até que conseguiu fazer vários ângulos nas mesmas.
– Picolé 2.0 você tá fazendo o que?- Tony pergunta e ninguém sabe o que responder, mas eu sei o que ele está fazendo, pois eu mesma já fiz isso varias vezes na KGB.
– Ele tá analisando a cena do crime sem estar nela. – falo atraindo todos os olhares na minha direção. – É como jogar o jogo Detetive, as pessoas analisam a cena pelos objetos contidos nela para ver se o assassino tem uma marca que o identifique, como por exemplo, o Clint tem as flechas, eu tenho o Ferrão da Viúva e o Barnes tem o anonimato.
– A atiradora atirou com o braço esquerdo pela curvatura da direção da bala, e a assinatura dela é um tiro na cabeça e um no peito. — Barnes falou e senti os pelos da minha nuca se arrepiar, não podia ser ela, era praticamente impossível ser, vi Clint olhar pra mim pelo canto do olho e percebi que ele se ligou no que o James falou.
– A questão é quem é essa mulher. — Steve se pronunciou e naquele momento eu percebi que as coisas iriam piorar e seriam para pior do que estavam.
– As maiores partes da comunidade de inteligência não acreditam que ela exista como o Winter Soldier. Os que acreditam a chamam de Ghost. Ela faz jus ao nome de fantasma, só vamos encontrá-la quando ela quiser. — me pronuncio.
– O que você quer dizer com isso Natasha?-Bruce me pergunta e não tenho saída a não ser responder.
– Aonde ela passa pessoas morrem e não vai ser muito diferente essa vez.- murmuro enquanto vagas lembranças me vem a mente da ultima vez que vi ela.
– Você fala como se a conhecesse. — Steve fala e pior de tudo que eu tenho que concordar com ele.
– Esse é o problema, eu a conheço. -respondo e passo a mão pelos cabelos em sinal de nervosismo. — Só vamos achar ela quando ela quiser caçar ela é um beco sem saída.
– O caçador pode virar a caça, você sabia disso. -Barnes falou se sentando na cadeira ao lado de Steve que o olhou surpreso pelo gesto. — Vamos descobrir o que a caçadora quer. — fala dando um sorriso de lado e sei que ele com certeza se lembrou de quem estamos falando e acabo dando um pequeno sorriso que ele retribui.Parece que vamos relembrar os velhos tempos.
Fale com o autor