Notas iniciais
Gostaria de me desculpar com as pessoas que estavam acompanhando a história pela minha demora (imensa demora) depois que entrei na faculdade fiquei com menos tempo para escrever, sem falar da falta de inspiração e a preguiça! (fator muito importante também hasuhaushuahs) então é isso, espero dessa vez acabar a história :D
Vai ai o primeiro capítulo espero que gostem!

CAPÍTULO I

Começam as Investigações



Thomas não tinha ido embora, ainda encontrava-se sentando no banco, mas Frankie já havia partido. Não conseguiu entender o motivo de sua apreensão para partir tão depressa, dissera lhe que sua mãe estava esperando-a.



Um grupo de crianças passou por ele correndo e gritando, Sarah vinha logo atrás. Estavam indo embora, mas os garotos pararam subitamente.

– O que aconteceu aí meninos? – disse a professora.

Sarah caminhou até eles e então parou, ficou ali, inerte, examinando o sangue que estava no chão. Seguiu com os olhos o rastro e mais a frente viu algo que assemelhava-se a um corpo.

Havia um cadáver no chão.

Sarah Fleitler não acreditou no que via e não sabia o que fazer, tentou se mexer, mas não consegui “e as crianças”, pensou ela “irão ficar traumatizadas, vou perder meu emprego” o pequeno Fred saiu do lugar, estava se aproximado do corpo ele virou, olhou para a professora e sorriu. “Esse menino, sempre tive medo dele com aquele olhar medonho”, ela estremeceu, “Oh meu Deus o que ele vai fazer!”. Ela conseguiu gritar; Thomas que estava ao lado ouviu e imediatamente correu. Ao ver aquela cena retirou, a tempo, o menino de perto do corpo.


***


– Está melhor? – perguntou Thomas oferecendo um copo de água a professora após toda aquela situação.

– Acredito que sim. E as crianças onde elas estão?

– Fique calma – ele segurou as mãos frias de Sarah. – Elas estão ali naquela sala junto com todos os visitantes que se assustaram e vieram ver o que aconteceu.

– Mas... mas eu não sabia...

Thomas a interrompeu.

– Não se preocupe.

Ele pegou o copo e colocou na mesa. Estavam no escritório do diretor do museu, Klaus Fritz, que se achava ao lado. Thomas levantou.

– Preciso vigiar o corpo para que ninguém se aproxime até a chegada da polícia. Por favor, tome conta dela.

Klaus disse que assim o faria e após o seu consentimento Thomas se retirou.

No corredor à frente estavam dois funcionários que cuidavam das crianças e algumas pessoas que cochichavam sobre aquele estranho acontecimento.

– Senhores, peço que não se retirem do museu e aguardem a chegada dos policiais – disse Thomas circunspeto e moderadamente. – Creio que todos já devem saber o que aconteceu.

– Mas porque temos que ficar aqui? – protestou Charles Kent.

– São procedimentos – disse o Dr. Bryan sorrindo.

Ninguém entendeu porque Bryan sorriu, devia ser o jeito dele pensaram alguns. Não tinha nada de divertido ser suspeito de cometer um assassinato!

Ele prosseguiu:

– Qualquer um de nós pode ter cometido este crime, não é verdade?

Thomas assentiu.

– Se não fui eu não vou ficar aqui!

Charles se encaminhou para a saída.

– Por favor, senhor – Thomas mostrou o distintivo da Yard. – Se passar por aquela porta será muito pior.

Thomas continuava em seu tom moderado. E com relutância Charles voltou para seu lugar.

– Agora irei fazer os primeiros procedimentos, voltarei rapidamente.

– Eu sou médico – disse Bryan. – Poderei ajudá-lo em algo? – Sorriu.

– Ótimo! Venha comigo.

Caminharam até o local do crime. A sala não era muito interessante e nem um pouco agradável. Ali ficavam os bonecos de cera, muitas pessoas achavam bastante realísticos esses bonecos; já outras, tinham medo. O lugar estava pouco iluminado e também frio para poder conservar a temperatura e a cera não derreter. Fazia silêncio, só se ouvia ao longe o barulho dos ventiladores em movimento. Um lugar perfeito para se cometer um crime.

Entraram. O rastro de sangue já havia secado ao darem mais alguns passos eles chegaram ao corpo e com um lenço Bryan o virou, pois estava de bruços. Era um homem, seu rosto estava tranquilo e de olhos abertos, parecia ainda com vida. Na sua camisa havia uma grande mancha de sangue vermelho-intenso.

– O sangue está coagulado – disse o Dr. Ffrench.

Enquanto isso Thomas olhava ao redor.

– Olhe ali um objeto escuro, pegue para mim com o lenço.

Bryan o pegou, era um objeto metálico partido ao meio.

– Deixe-me ver.

Ele segurou com cautela para não imprimir suas digitais

É um broche! E há algo escrito – ele limpou o sangue com o lenço. – Tem a inicial F, mas está partido não dá para saber nada mais.

– Será que o assassino deixou cair? – indagou Bryan entusiasmado, sentia-se um detetive.

– Veja se há no corpo o sinal de outro pedaço.

Ele verificou e respondeu:

– Não encontro nenhum.

– Mas também pode ser de algum que passou por aqui – Thomas continuava a olhar ao redor.

– Se for do assassino seu nome começa com a letra F.

– Qual a causa da morte Bryan? – atalhou Thomas, pois viu que o Dr. Ffrench estava fugindo do objetivo que fora chamado.

Bryan percebeu a maneira que Thomas falou e pediu desculpas.

– Ah ok, é... não posso te dizer com absoluta certeza, mas pelo tamanho do ferimento ele morreu por intermédio de uma apunhalada em seu peito. Atingiu o coração e observando bem sua expressão, foi apunhalado de surpresa. Morte instantânea! – ele sorriu mais uma vez.

– Veja – Thomas olhou para o rastro de sangue no chão. – Como há um rastro isso prova que ele foi arrastado até aqui. – Ele seguiu o sangue com o olhar, mas acabava quase no mesmo lugar onde se encontrava o corpo. – Ele foi arrastado rapidamente por alguns centímetros. – Concluiu Thomas, depois indagou. — E o horário da morte?

– Que horas são agora?

Thomas olhou para seu relógio de pulso.

– 15h: 31 min – disse.

– Não posso te dizer com certeza, ainda será preciso o resultado da autopsia, mas arrisco um palpite entre 13h: 00min e 15h: 00min da tarde.

Bryan observou no pulso do morto um outro relógio.

– Olhe! – disse. – Há um relógio no pulso dele.

Thomas se agachou ao lado do corpo e com cuidado levantou o braço gelado. Viu um relógio de couro, o visor estava quebrado, e os ponteiros haviam parado marcando 14h: 50min.

– Isso significa sinal de luta – Thomas fez uma pequena pausa, franziu o cenho e falou — Interessante!

Por fim resolveu interromper as investigações e voltar para sala onde estavam todos aguardando a chegada dos policiais da cidade. Levantou e agradeceu ao Dr. Bryan por fim retiraram-se.


***



Felipe Farr observando a chegada do detetive ao corredor aproximou-se e perguntou:


– O Sr.... sr.Thomas não é isso?

– Sim.

– Aquele homem é... Como se chamava mesmo? Não sou muito bom em lembrar nomes – disse ele desculpando-se e logo sorriu simpaticamente.

– Charles – Lembrou seu pai.

– Exato. Ele foi embora. Tentamos alerta-lo dizendo que não era muito prudente fazer isso, porém ele partiu mesmo assim.

– Certo obrigado por me informar.

Respondeu num tom meio áspero, sabia que fora sua culpa, pois não poderia ter saído da sala enquanto os outros policiais não chegassem.

Bryan, ao lado, contava a Mirelle o que tinha visto na sala do crime.

– Então encontramos um broche que o assassino deixou cair, o nome dele começa com a letra F...

– Oh! – ela levou uma das mãos à boca, em seguida disse. – Assim fico até mais tranquila já que não suspeitarão de mim, pois meu nome tem a inicial M.

Bryan Ffrench disse que sentia o mesmo.

Thomas havia se afastado um pouco das pessoas, e caminhava pelo corredor examinando seus pensamentos a procura de respostas sobre o broche encontrado.

“Será que o broche era da vitima?... Ou do assassino?... Ou ainda de outra pessoa?... Espero que Piotr entre no caso, quando os agentes da polícia chegar ligarei para ele.”

Então retirou do bolso seu caderninho e fez algumas anotações, parou de caminhar e encostou o lápis ao queixo, novamente voltou a anotar teorias e provisões a se fazer. Em fim chegaram os policiais. Thomas esperava-os sentado num banco, ao vê-los levantou.

– Ola Sr. Raymond.

– Jeremy? – Surpreendeu-se Thomas.

– Sou eu mesmo — ele sorriu. – Pfister estava ocupado e pediu para vir em seu lugar.

O inspetor Jeremy também era um ótimo profissional, baixinho, de olhar arguto, nada lhe escapava.

– Você ficou desapontado? – disse ele.

– Não, claro que não – Thomas ruborizou-se e depois riu dizendo. – deixe disso!

– Estou brincando – Jeremy então tornou-se mais serio. – O que ocorreu por aqui?

Thomas começou a contar lhe toda a historia.

– Hum... – ele analisou todos os rostos. – Aquela é a professora? – Thomas concordou. – Aquele outro ali é o médico, certo?

– Correto.

– Onde estão as crianças?

– Naquela sala. – ele caminhou até a porta. – Quer vê-las?

– Não agora. – Jeremy passou uma mão sobre a outra, estava começando a se interessar pelo caso. – Antes de você ligar para Piotr leve-me até o cadáver.

– Ok.

Thomas o deixou na sala e prosseguiu tentando encontrar um telefone. Fez a ligação e esperou que o colocassem na linha.

– Alô, Piotr?

– Oi Thomas.

– Estou aqui ainda no museu, aconteceu um incidente.

– Incidente?

– Um crime. Tudo leva a crê em um homicídio, o inspetor Jeremy já está aqui.

Ele principiou a narrar a historia mais uma vez.

– Termine de contar-me ai.

– Você vai entrar no caso?

– Vou.

– Ótimo Piotr. Venha o mais rápido possível, as pessoas já estão ficando impacientes.

– Certo – desligou o telefone.

Thomas estava novamente na sala com os suspeitos, Jeremy ainda não havia voltado. As pessoas olhavam para o detetive desejando saber alguma informação, mas ninguém o foi perguntar.

Então o diretor do museu se aproximou.

– Olá – disse. – Poderia ajudar em alguma coisa?

– Sim claro que sim. Estou só esperando meu amigo chegar para poder começar as investigações.

Ficaram alguns minutos em silencio até que Sr. Klaus tornou a falar.

– Espero que esse acontecimento não prejudique o museu – ele olhou para o chão depois disse com desgosto. – Aqui já anda tão vazio.

– Não pelo contrário – Thomas deu um risinho. – Isso atrairá muitos curiosos, todos escolherão vir aqui dizendo “Olhe só, não é aquele museu que assassinaram uma pessoa? Vamos lá!”.

Klaus também riu, depois pensou; “Ele tem razão! Oh como fui um tolo, mas agora dará tudo certo!”.

Neste momento entrava na sala um distinto senhor de cabelos levemente grisalhos, sobre o nariz, como de costume, pendia-lhe o pince-nez, dourado, preso a uma pequena corrente ligada ao bolso de seu elegante terno, usava sapatos, pretos, recém engraxados e caminhava lentamente com seu ar resoluto que não deixa de chamar atenção.

– Oi Piotr! – disse Thomas ao vê-lo.

– Thomas.

Foram interrompidos pelo diretor do museu que explodia em comentários:

– Então você é o famoso detetive? – apertou-lhe a mão com veemência. – Fico muito lisonjeado em recebê-lo em meu museu. Sua fama está correndo por toda Inglaterra!

Piotr inclinou a cabeça em gesto de agradecimento.

– Muito obrigado – disse.

Depois de mais alguns comentários conseguiram afastar o Sr. Klaus e Thomas terminou de contar sobre o caso com suas devidas conjeturas.

– Estes são os suspeitos? – Piotr lançou lhes um olhar avaliativo. – Estão todos aqui?

– Na verdade... érr... Um foi embora por que acabei o deixando sozinho aqui na sala.

– Thomas como pode ser tão irresponsável? – olhou-o com censura. – devia ter esperado os policiais chegarem – Ele parou por instante, refletiu, e tornou a falar — Mas como o médico lhe disse que entre uma e três horas da tarde o homem estava morto, provavelmente entraram e saíram outras pessoas deste museu. Isso me faz lembrar que precisamos de uma lista com os nomes dessas pessoas. – E acrescentou sorrindo. — Então está perdoado.

Thomas também sorriu e depois disse:

– Acredito que conseguiremos isto facilmente com o diretor do museu.

É verdade – olhou para os lados. – Onde está Jeremy?

– Está analisando o cadáver ali naquela sala.

– Ótimo, vamos aproveitar e olhar outra vez.

Dirigiram-se para a sala com os bonecos de cera. Jeremy estava lá procurando algo ao redor.

– Oi Jeremy – falou Piotr. – O que está procurando?

– Olá Piotr – ele acenou e continuou a procura. – Thomas me contou que pela avaliação do médico este homem foi apunhalado, estou agora tentando achar a arma do crime, mais não encontrei ainda. – Jeremy continuava andando pela sala enquanto falava. É muito provável que o assassino tenha levado.

Os dois consentiram em seguida Thomas perguntou:

– Você percebeu algo mais na sala que não notamos Piotr?

– Sim, é nisto que estava pensando agora.

Ele caminhou até onde se encontrava um suporte sem nenhuma das estátuas de cera.

– Está vazio – disse enfim. — É exatamente daqui que parte o rastro de sangue e alguns centímetros depois está o corpo.

– Piotr você sempre com suas pistas estranhas – deu de ombros. — Para mim esse suporte foi esquecido ou então em breve será colocado outro boneco, e nada mais que isso. — Concluiu Thomas e logo depois indagou:

– E quem é este homem? Esqueci-me de ver sua identidade.

– Está aqui.

O inspetor entregou uma pequena carteira preta com alguns dados. Thomas leu em voz alta.

– Jerry Ryder, 27 anos, solteiro – fez uma pausa. – Ele trabalha aqui no museu!

Jeremy fez um movimento com a cabeça.

– Quem poderia matar um simples funcionário do museu? Qual seria o motivo?

Piotr falou outra vez.

– Bem pelo que vejo – ele ajeitou o pince-nez quase caindo do nariz. – Este não é o melhor ponto de partida, como pistas sólidas há apenas um broche com a inicial F, isso é muito expressivo, mas enquanto não soubermos o significado serve muito pouco. E agora aproveitaremos os presentes para fazer algumas perguntas e depois que a lista estiver em nossas mãos iremos atrás das pessoas que faltam com ajuda de nossos amigos da Scotland Yard.

Os dois não fizeram nenhuma objeção esta parecia a melhor maneira de prosseguir com as investigações.