Assassinadas

9 Capitulo 9 - Agora é pessoal!


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo! Boa Leitura *-*'

POV’s Gray Fullbuster

Não aguento mais, vou acabar tão louco quanto Natsu! Nada que eu faça consegue pega-lo desatento! A única coisa a se fazer é usar o psicológico dele a nosso favor, se é que isso é possível afinal nunca se sabe o que um cara como ele pensa. Acho que esta na hora de confronta-lo novamente, mais sem brinquedinhos, isso vai ser apenas para tentar descobrir o que acontece na mente daquele miserável. Não demorou muito até chegar na casa que tanto visito ultimamente. Toquei a campainha, Natsu saiu com cara de sono, se eu não soubesse quantas vitimas que ele fez, poderia dizer que ele parecia uma criança.

– Aqui tão cedo detetive? – Esfregou os olhos.

– Sofro de insônia. – Dei um sorrisinho antes de entrar na casa sem ser convidado.

– Vou preparar o café para nós. – Foi até a cozinha, me sentei na cadeira enquanto ele abria a geladeira.

– Então Natsu, como sabia que eram as minhas subordinadas? – Perguntei despreocupadamente.

– Gray, não me subestime, sei tudo o que diz respeito a você e sua equipe. – Pegou ovos e bacon, fritando tudo em uma frigideira.

– Então não foi uma eventualidade como você falou ter assassinado a Alexia?

– Foi sim, não imaginaria que a vendedora prostituta seria irmã de um detetive. – Colocou os ovos e bacon em dois pratos entregou um para mim e repousou o outro sobre a mesa enquanto ia pegar café na cafeteira.

– Não chame ela assim! – cerrei os punhos enquanto ele ria.

– É a realidade meu amigo, mais acredito que não esteja aqui por isso.

– Não tenho nenhum motivo em especial para estar aqui, sabe como é tinha nada pra fazer em casa, então vim passar na casa de um assassino que pretende me matar. – fui sarcástico, fazendo-o rir novamente.

– Estou aqui para essas coisas, precisar de algum lugar para passar um tempo, a casa é sua! – falou abrindo os braços com uma xícara em cada mão entregando uma para mim.

– Então posso dar uma olhada por ai? Quem sabe tem uma vitima presa em um quarto. – Levei um pedaço do bacon a boca.

– Não abuse da minha hospitalidade Gray. Mais então, desistiu de dar sua vida para mim? – Levantou uma das sobrancelhas de um modo questionador, se ele soubesse como me irrita não faria isso.

– Prefiro estar vivo para assisti-lo fritar na cadeira elétrica. – Dei um sorriso de canto.

– Sinto muito mais acho que isso não será possível. – Bebeu um pouco de café.

– Isso é o que veremos, mais mudando um pouco de assunto e a Lucy como vai?- Comi outro pedaço de bacon vendo-o ficar tenso.

– O que disse? – Falou praticamente em um rosnado.

– Pois é, eu também sei tudo de você, isso também envolve Lucy. – Estou entrando em um terreno perigoso mais tenho que ariscar caso queira descobrir onde está essa mulher.

– Não fale o nome dela seu maldito! – Achei a ferida, pode ser ela que o manda assassinar outras mulheres.

– Nossa! Porque tanta violência de repente? – Levantei as mãos com as palmas para cima em um gesto de rendição.

– Você não pode falar de Lucy, não tem esse direito! – Os olhos se encerram de lacrimas.

– Certo, não falarei de Lucy, porque você não me conta sobre ela? – Falei como se fosse um terapeuta.

– Você não merece saber algo sobre ela, Lucy é a pessoa mais angelical que já viveu nesse planeta. – Sorriu como um bobo, definitivamente essa Lucy tem algo a ver com os assassinatos.

–Esta bem, caso algum dia queira me contar sobre ela fique a vontade! – Parei de insistir naquele assunto, não seria uma boa ideia pressiona-lo, ele pareceu ficar menos tenso. – E então viu o jogo ontem?

– Vi sim, alias ninguém bate aquele time! – Começamos a conversar sobre banalidades.

Após terminarmos o café, fui embora. Pode parecer improvável mais bem que poderia ser amigo de Natsu, lógico se ele não fosse um assassino. Fui para a delegacia onde a equipe estava reunida.

– Acabo de sair da casa de Natsu. – falei simplesmente e eles ficaram tensos.

– Como assim? – Erza ficou alerta.

– Calma, ele não vai matar ninguém por eu ter ido lá – Revirei os olhos – Eu estava tomando café da manhã com ele.

– ENDOIDO DE VEZ GRAY? – Gazille gritou chamando a atenção de todos, vendo o que fez continuou mais baixo. – Você acha que tomar café da manhã na casa de assassinos é comum?

– Não mais descobri algumas coisas.

– O que descobriu? Como ele prefere tomar seu café? Com ou sem açúcar? – Laxus zombou.

– Não, descobri algo realmente relevante. Mais se é tão importante para você ele gosta de café preto sem açúcar. Ele tem uma idolatria por Lucy, se descobrirmos o que aconteceu com ela podemos achar o motivo.

– Mais e se for ela a mandante dos assassinatos e Natsu apenas um capacho? – Mirajane perguntou.

– Algo me diz que Natsu age sozinho, sem falar que ele referiu-se a ela no passado, creio que ela esteja morta.

– Isso explicaria muita coisa mais precisamos de provas concretas, ninguém sabe do paradeiro dela e como ela era órfã não tem parentes. – Gazille se pronunciou.

– Vou fazer uma coisa ilegal, alguém contra isso levante a mão. – Falei e todos levantaram a mão. – Vou fazer mesmo assim.

– Não Gray, o que pretende fazer? – Laxus perguntou.

– O óbvio! Invadir a casa dele e procurar por pistas.

– Ele quase nunca sai de casa como vai fuçar sem que seja pego? – Mirajane falou um ponto que não havia pensado. Ponderei por alguns segundos.

– Vocês são a minha equipe tenho certeza que vão distrai-lo enquanto eu estiver lá dentro!

– Vou fazer com que seus sócios convoquem uma reunião. A qual ele não pode faltar, isso te dará algum tempo. – Erza falou já se retirando.

– Ótimo, me liguem quando puder entrar na casa, vou estar na rua de baixo da casa dele.

Sai do prédio, voltando para casa de Natsu, mais dessa vez parei o carro na rua de baixo desliguei o carro e fiquei ali esperando a ligação que me autorizaria a entrar na casa.

Dali uns vinte minutos ela veio. Sai do carro e fui caminhei ate a casa de Natsu olhei para os lados, antes arrombar a fechadura. Encostei a porta em seguida. Olhei pela sala não tinha nada, subi as escadas, no quarto dele também estava limpo, quando fui entrar no cômodo ao lado a porta não se abriu, arrombei novamente.

Aquele cômodo tinha tudo de mais estranho, não tinha móveis, mais sim um único freezer e mais nada. Ao abri-lo meus olhos se arregalaram. Tinha um corpo carbonizado quase que por completo, tinha penas alguns ossos com um pouco de carne, aquele cara é repugnante! Um cadáver ao lado de onde dorme? Isso passou dos limites, coletei um pedacinho da pouca carne que restava, para quem sabe achar o nome desses restos.

Meu celular toca, atendo rapidamente, era Erza falando que Natsu já estava voltando para casa, ele não quis saber da reunião e era para eu sair daqui nesse instante, que ela apagaria os arquivos das câmeras da rua que continuam eu entrando e saindo. Sai o mais rápido que pude assim que dobrei a esquina vi o carro de Natsu chegando, suspirei aliviado. Quase que ele me pega. Levei o DNA para analise.

POV’s Salamander

Reunião idiota, eles acham que podem programar sem meu consentimento! Mandei todos para aquele lugar e voltei para casa, ao chegar destranquei a porta e entrei, arrumei um enfeite que ficava na minha estante. O detetive esteve aqui! Não acredito nisso! Agora ele vai ser punido novamente!

Sai com o carro sem trocar de roupa. Andei pelas ruas, preciso de alguém extremamente fácil, fui para a parte pobre da cidade e chamei uma prostituta. Perguntei quanto era o programa e logo ela entrou no meu carro, minha respiração esta descompassada, aquele detetive vai aprender a nunca invadir minha casa novamente!

Ao chegar em casa levei a prostituta para o porão sem a droga-la, seria desnecessário afinal ela esta aqui para me satisfazer, a amarrei, sem qualquer carinho, comecei todo o ritual quase que em piloto automático, estava com tanta raiva que quase não apreciei os gritos de hoje, ao termino a joguei no saco de lixo deixando um bilhetinho para o detetive e a despachei na frente da casa do mesmo. Agora é pessoal!